Saúde: Urologia e Ginecologia

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Saúde - Ginecologia e Urologia

  • Data de Publicação: 18 de Outubro de 2008




Especial Ginecologia & Urologia

Manchete principal:

Homens e mulheres saudáveis e em sintonia

Nesta edição

  • Especialistas alertam para necessidade de consulta mesmo sem causa aparente
  • Leia também sobre
  • A primeira visita ao ginecologista, reposição hormonal, saúde da gestante, DST e genética


Não perca

  • Especial Profissão Médico


Menina moça, menino homem

Hora de ser gente grande


“Mãe, eu não sou mais criança”. Com o significado de um grito de independência mal sabem os adolescentes tudo aquilo que ainda terão de enfrentar por causa desse ousado comentário e de tudo aquilo que ele representa. Com o adeus à infância não vêm apenas a permissão para freqüentar a danceteria ou as paqueras. Vêm também as transformações mais aparentes no corpo, devido às alterações hormonais. Nas meninas, o acontecimento da primeira menstruação ou menarca, o aumento dos pelos vaginais e o crescimento dos seios, marcam o novo período. Já nos meninos acontece a alteração da tonalidade da voz, o aumento dos pêlos pubianos e o crescimento do pênis, além da ereção e ejaculação. O que nem todos pais e nem mesmo os pequenos futuros adultos sabem é que essas transformações revelam ainda uma série de conflitos internos e situações novas. Uma delas é o encaminhamento do médico pediatra para o ginecologista, no caso das meninas, ou urologista, para os meninos. Além da fase implicar no reconhecimento dos pais que os filhos estão crescendo, para os filhos a necessidade de escolhas próprias representa um universo desconhecido. Quem comenta o assunto é a psicóloga da Clínica de Crianças e Adolescentes Miguel Meirelles, Cristina Kruel.


A PRIMEIRA CONSULTA – Cristina, também professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), revela que mesmo que a mãe perceba a necessidade de marcar a consulta no ginecologista, a adolescente deve participar ativamente desta decisão. De acordo com a psicóloga, a menina deve expressar o seu desejo e opinar sobre o momento ideal para a visita ao especialista. Um diálogo franco entre a mãe e a adolescente é a dica da psicóloga. Contudo, ela faz um alerta: “A conversa precisa partir das dúvidas da menina e não é aconselhável que o diálogo se concentre na exposição demasiada de informações e detalhes sobre a consulta. Caso contrário, a ansiedade inerente ao invés de reduzir pode aumentar”, afirma ela. Para o menino pode ser mais difícil aceitar a consulta em virtude das questões sociais associadas à masculinidade. Nesses casos, é muito importante que os pais expliquem a importância da consulta e sobre o provável problema diagnosticado previamente pelo pediatra. “É importante que os pais tranqüilizem o filho informando que a consulta é uma oportunidade para o adolescente esclarecer todas as suas dúvidas quanto às transformações no seu corpo”, aconselha Cristina.



DICAS

  • Para os pais: Uma consulta sem o consentimento do adolescente pode acarretar sentimentos de desconfiança, dificultando diálogos posteriores entre pais e filhos.
  • Para os ginecologistas e urologistas: Para os adolescentes, alguns exames podem ser invasivos. Portanto, é importante que o especialista explique os procedimentos e exames antes que eles sejam feitos, para que a menina ou o menino entendam porque e como serão examinados.
  • Para as meninas: Comentários como “sou virgem, por isso não vou ao ginecologista” são comuns. Mas a condição está equivocada. O médico ginecologista, além de realizar os exames e orientar a menina sobre como cuidar do corpo, também pode ajudar àquelas que são mais tímidas e têm vergonha de tirar suas dúvidas com os pais.
  • Para os meninos: Segundo estudo realizado re¬centemente na Itália, uma parcela considerável de jovens entre 17 e 29 anos torna-se dependente químico por causa de desordens sexuais, como disfunção erétil e ejaculação e, vergonha do tamanho ou formato do pênis. É preciso, portanto, fortalecer a idéia de que dúvidas sobre o assunto têm de ser discutidas com seriedade.


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Com o adeus à infância vêm também as transformações mais aparentes no corpo.

Créditos: Divulgação


Mulher madura, mulher consciente

Reposição Hormonal – Vale a pena?


Toda mulher que confere os sinais da passagem do tempo no rosto e no corpo deseja envelhecer com mais vigor e qualidade de vida. O medo da velhice e a angústia por ver no espelho a beleza perder-se no tempo revelam o anseio para retardar as conseqüências da idade. Atualmente, a materialização dessa vontade assumiu um rótulo: reposição hormonal. Algumas mulheres, muitas delas famosas, como a atriz Regina Duarte e a eterna Garota de Ipanema, Helô Pinheiro, relatam que, graças a pílulas, adesivos e cremes que repõem os estoques de hormônios femininos esgotados pelo organismo, não aparentam a idade que têm. Por outro lado, mulheres tão belas e dispostas quanto essas enfatizam que o segredo para manter a juventude é outro: deixar de encarar a menopausa como castigo da natureza.

Com a mesma posição, o médico ginecologista e mastologista João Ethur revela que aos 40 anos, idade em que geralmente a mulher mais teme a chegada da menopausa, ela está em plena atividade hormonal. No entanto, Ethur conta que a polêmica do tratamento não é apenas fazer ou não fazer reposição hormonal e livrar-se dos calorões futuros e, nem encarar o envelhecimento ou beber da fonte da juventude com riscos para a saúde. O drama é oriundo de estudos recentes, que provam que os comprimidos diários à base de estrogênio e progesterona, usados continuamente por mais de cinco anos, elevam as chances da mulher desenvolver câncer de mama.

O especialista explica que os hormônios femininos agem nos tecidos que possuem receptores a eles, estimulando a proliferação celular. Assim, na presença de um câncer que contenha receptores a estes hormônios, haverá estímulo ao crescimento. “Porém, eles não estão relacionados à gênese básica da origem dos tumores. O que os hormônios fazem é estimular a multiplicação destas células”, diz o médico. Para ele, não há dúvidas de que a reposição traga benefícios, mas sua indicação deve ser além de individualizada, baseada nos critérios da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (Figo) e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Mesmo com as providências tomadas, como a redução na dose de hormônios nos medicamentos, Ethur afirma que toda e qualquer reposição hormonal somente pode ser feita após exames que afastem a possibilidade da mulher estar com câncer de mama ou útero. Afastada a possibilidade, a reposição hormonal só deve ser recomendada quando os ovários não estão mais os produzindo suficientemente. “Eu recomendo primeiro o abandono do medo, percepção da juventude natural da mulher e prazer de viver", finaliza.


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Gravidez: Segundo Ethur, por uma questão cultural, internamente, as mulheres têm medo de ficarem velhas e não poderem mais ser mães, mesmo que já não queiram mais filhos.

Créditos: Divulgação


Estou grávida – Posso ir ao dentista?

Cuidados com a alimentação, visitas ao obstetra e uma série de exames fazem parte da rotina de toda grávida. O que muitas mulheres nessa condição não sabem é que os cuidados não param por aí. Durante o período da gestação, a mulher experimenta uma série de alterações fisiológicas e psicológicas e até os dentes e gengivas sofrem nessa época. Conforme a dentista Marcela Marquezan, professora doutora do curso de especialização em Odontopediatria da Uningá SM, durante a gravidez há o aumento da freqüência de ingestão de alimentos e diminuição nos cuidados com a higienização bucal, ou por enjôo ao creme dental ou pela negligência com relação à aparência. Outro fator que pode facilitar a inflamação gengival são as alterações hormonais que ocorrem. Quando a gravidez é planejada, o ideal é consultar o dentista antes e programar os tratamentos que precisam ser feitos. Os mais invasivos devem ser realizados antes da gestação.


Mas e aquelas que não os realizaram antes da gravidez? Os tratamentos eletivos devem ser prorrogados até o término da gestação. Em casos necessários, o segundo trimestre de gestação é o momento mais oportuno. Não há restrições quanto à utilização de anestesia dentária, mas a profissional alerta: “Desde que o fármaco adequado seja selecionado e a dose máxima segura respeitada”. As tomadas radiográficas podem ser realizadas sempre que preciso, desde que feitas com avental de chumbo. Além disso, a consulta periódica, de seis em seis meses, deve ser mantida.


Saúde Feminina e Masculina

O compromisso com o especialista deve ser periódico e com a saúde constante


A mulher moderna tem a agenda cada vez mais cheia. Além de trabalhar ou estudar, senão os dois, ela cuida dos filhos, da casa, e ainda não pode se descuidar da aparência. Com tantos compromissos, falta tempo para cuidar da saúde. Um exemplo são as mulheres que têm a rotina atribulada e usam o tempo escasso como desculpa para adiar a visita ao ginecologista. O que era para ser periódico se torna raro e o que elas não levam em consideração é que a região genital necessita de especial atenção. Segundo a médica ginecologista e obstetra, professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Clarice Mottecy, não tem idade definida para iniciar esse compromisso freqüente.

Mas ela alerta: “a consulta passa a ser fundamental a partir do momento em que inicia a vida sexual, com o objetivo de orientar e prevenir doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada”. A partir daí, é importante ir ao especialista pelo menos uma vez ao ano para exames de rotina. Estes irão depender da idade da paciente. Clarice explica que para a prevenção do câncer ginecológico, o exame pélvico, o preventivo (Papanicolau), o auto-exame e a mamografia são os mais indicados. Na gravidez, é necessária uma rotina de consultas e exames pré-natais. Já na fase climatérica (peri menopausa), além da prevenção, os riscos cardiometabólico e de osteoporose devem ser monitorados.

Durante o período entre as consultas, a mulher mesmo pode realizar o auto-exame das mamas. Recomenda-se o cuidado mensalmente, após a menstruação. Caso sejam encontrados nódulos ou secreções, a mulher deve procurar imediatamente o ginecologista. Outro cuidado simples, que evita complicações mais tarde, é a atenção com a higiene íntima (box no centro). Se mesmo obedecendo às orientações aparecer algum desconforto ou um corrimento diferente do habitual, o ideal também é procurar um ginecologista.


ELE TAMBÉM - Não são apenas as mulheres que precisam atentar para a região íntima do corpo. Os homens também devem ter cuidados especiais. O mais importante deles e, provavelmente, o mais difícil, é superar preconceitos culturais e consultar ao urologista periodicamente. Segundo o médico urologista, também professor da UFSM, Augusto do Prado, a não realização dos exames de rotina prejudica a prevenção e diagnóstico precoce das doenças do sistema geniturinário. A partir dos 40 anos, é indicado que o homem consulte anualmente o especialista para se fazer o diagnóstico precoce das doenças da próstata, especialmente do câncer. No entanto, Prado enfatiza que o cuidado pode iniciar antes do nascimento, na vida intra-uterina através de exames de ultra-som obstétrico. Eles permitem detectar mal-formações congênitas que possibilitam o tratamento precoce, logo após o nascimento ou mesmo dentro do útero. O adolescente e o homem adulto jovem devem visitar o urologista na época de sua iniciação sexual para orientação especializada. Antes de casar, é aconselhável que todo homem consulte um urologista, especialmente com finalidade de avaliar sua fertilidade. Além disso, sempre que for percebido algum desconforto ou alteração na região, o médico deve ser procurado.


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A mulher moderna tem o tempo escasso até para cuidar de sua saúde.

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Como manter a saúde íntima:

  • Tomar banho regularmente, realizando uma boa limpeza da vulva.
  • Usar preferencialmente sabonetes com PH neutro.
  • O papel higiênico deve ser usado sempre na direção da vulva para o ânus e nunca ao contrário.
  • Evitar o uso de cremes, perfumes e talcos, pois podem ser irritantes e não auxiliam na higiene.
  • Nunca fazer uso de duchas vaginais. Elas destroem a flora vaginal natural e facilitam as infecções.
  • Eliminar de uma vez por todas os protetores diários de calcinhas.
  • Evitar usar roupas muito apertadas e calcinhas sintéticas.


Oncologia e Prevenção

Câncer ginecológico e urológico: Cuidado


Não é novidade que a maior parte das pessoas tem o mau hábito de deixar tudo para a última hora. E isso não se aplica somente para o presente de dia das mães ou de Natal, quando, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, as lojas ficam lotadas. O costume ocorre diante dos cuidados com a saúde e, erroneamente algumas pessoas procuram o auxílio médico somente em estágios avançados de doença. O câncer ginecológico e o urológico, que mais chances têm de solução se diagnosticados no início são exemplos. Quem esclarece ambos é o médico oncologista Carlos Felin, da Oncocentro. O especialista revela que os tumores ginecológicos são representados pelo câncer de útero (do endométrio e colo), de ovário, da vagina e da vulva. O médico recomenda especial atenção ao câncer de colo do útero. De acordo com Felin, este o terceiro tumor mais comum em mulheres no Brasil e o quarto em mulheres no Rio Grande do Sul. “Estima-se que em 2008 1.610 novos casos deste tumor ocorram em mulheres do nosso Estado”, alerta ele.

A detecção precoce, bem como o rastreamento deste tipo de tumor pelo conhecido teste de Papanicolaou, realizado em geral pós os 21 anos de idade ou após 3 anos da primeira atividade sexual, são fundamentais. O tratamento envolve cirurgia, além de radioterapia e quimioterapia em casos específicos. De acordo com Carlos Allbach, também médico oncologista, há basicamente quatro formas de prevenção para esse tipo de câncer: evitar infecção pelo HPV, tabagismo e comportamento reprodutivo dito de risco, como alta paridade e uso prolongado de anticoncepcionais orais, além de rastreamento através de exames regulares. Acerca do câncer urológico, Felin conta que neste grupo de tumores malignos inclui-se basicamente o câncer de próstata, o câncer de bexiga e o câncer de rim. “O mais importante é sem dúvida o tumor de próstata”, comenta ele. Conforme o médico, o tumor possui potencial de cura quando detectado nas fases precoces e seu tratamento pode envolver cirurgia e/ou radioterapia, além da manipulação hormonal e da quimioterapia. O câncer de bexiga também é um tumor relativamente freqüente, associado ao consumo do tabaco. Já o câncer renal, até há pouco tempo considerado uma doença de difícil controle, ganhou novas modalidades de tratamento nos últimos anos. As chamadas “terapias-alvo” permitem atuar diretamente na célula tumoral, poupando o paciente dos efeitos colaterais.


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O cigarro deve ser evitado por homens e mulheres. O hábito pode contribuir para o desenvolvimento do câncer do colo de útero nelas e de bexiga neles.

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HPV com os dias contados

Uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no país e no mundo, o vírus papilomavirus humano, também denominado HPV, é o principal causador do câncer de colo de útero. O vírus possui mais de 100 tipos e afeta tanto homens quanto mulheres. Segundo a médica ginecologista e professora no curso de Medicina da UFSM, Clarice Mottecy, cerca de 25% da população feminina sem nenhuma doença evidente, está infectada pelo HPV. Entre os homens, a estimativa é de que o percentual seja ainda maior. Isso acontece porque o vírus é altamente contagioso e é possível adquiri-lo com um único contato genital. Até pouco tempo, o melhor modo de prevenção à HPV genital era o preservativo, que conseguia barrar entre 70% e 80% das transmissões. Hoje há uma maneira mais segura de prevenir-se contra algumas das variações do vírus. Há dois anos, foi inserida no mercado uma vacina que previne a infecção pelos tipos mais perigosos de HPV, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero, e também pelos mais comuns, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas. A vacina começou a ser desenvolvida há 18 anos e foi testada clinicamente a partir do ano 2000. O médico responsável técnico da Multivacin, Wilson Juchem afirma: “Esta se trata de uma vacina segura, pois os procedimentos de testes são extremamente cuidadosos”. O método protege por no mínimo cinco anos e sua aplicação é intramuscular. A prevenção é indicada para meninas e mulheres dos 10 aos 26 anos de idade. Com a vacina pretende-se reduzir consideravelmente a incidência de câncer de colo de útero no mundo. Este é o segundo tipo mais comum entre as mulheres, atrás apenas do de mama. A vacina já é considerada a primeira vacina contra um tipo de câncer.


Homem e mulher em sintonia

Reiki pode auxiliar na sexualidade

Ansiedade, nervosismo, agitação, preocupação, indecisão, desconfiança, negligência, mentira, raiva, ira e cólera. São vários os fatores que, como esses, podem inibir a sintonia de um casal. O estresse, muitas vezes, faz com que um aparente bloqueio aconteça e, por mais que a sensualidade e o amor sejam fato dentro de uma relação, o ato sexual não acontece. Mas, conforme Eunice Azenha, coordenadora do Vida Zen Cursos & Terapias, trabalhando sua energia, um casal pode reaver o clima perdido. A profissional, que trabalha em parceria com Evandro Fachin, ambos mestres em Reiki, revela que a técnica não é propriamente uma terapia sexual específica, mas que auxilia nas questões da sexualidade. “O Reiki equilibra a energia dos chakras que regem a sexualidade como um todo”, complementa Eunice. Para quem nunca ouviu falar sobre o assunto, chakras são centros energéticos que trabalham em sintonia entre si e com todo o corpo físico e psíquico, estando inter-relacionados com os sistemas parassimpático, simpático e sistema nervoso autônomo. De acordo com Eunice, a região dos órgãos sexuais está associada aos chakras que regem a forma como nos resolvemos materialmente e emocionalmente na vida. Segundo a mestre, ao trabalhar com os centros específicos o casal começa a perceber melhor quando todos esses fatores externos bloqueadores estão agindo e consegue recuperar o equilíbrio para que o stress diário e os desgastes não prejudiquem a intimidade e o clima de sensualidade que deve haver nos relacionamentos. E uma novidade: As disfunções sexuais também podem ser tratadas com a terapia alternativa. “Quando são disfunções de cunho emocional e energético podem ser extremamente amenizadas e até sanadas, mas se tiver um fundo orgânico na disfunção é necessário o acompanhamento médico e a intervenção medicamentosa”, alerta Eunice.


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Conviver em sintonia é o desejo da maioria dos casais.

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Homem e mulher sem dor

Dores de cirurgias ginecológicas e urológicas também têm tratamento


É normal que no pós-operatório se verifique constantemente pulso, pressão arterial, freqüência respiratória e temperatura, mas nem sempre se dá a verificação sistemática da dor que o paciente possa estar sentindo. Mesmo hoje não há como mensurar a dor de modo objetivo. Da mesma forma, ainda há costumes e opiniões antigos como “pós-operatório dói mesmo”. Mas a médica anestesiologista da Clínica de Dor Sedare, Márcia Kuboki, alerta: “Todo paciente tem o direito de ter sua dor aliviada”.

Segundo a especialista, o período pós-operatório é sempre complicado para os pacientes. Eles sentem dores que, dependendo da intensidade, podem atrapalhar na hora de dormir e de se alimentar, por exemplo. A dor aguda pós-operatória está presente em vários procedimentos cirúrgicos, sendo mais intensa em cirurgias torácicas e abdominais altas. Mas, de acordo com a anestesiologista, algumas cirurgias urológicas e ginecológicas de maior porte também causam dor forte e merecem atenção especial. E o mais importante: “o anestesiologista é o profissional mais especializado para tratá-la”, diz Márcia.

A médica complementa informando que independente da técnica recomendada para a perda da sensação ou aumento da tolerância à dor nesses casos, o importante é minimizar o sofrimento pós-operatório. Ela revela que a dor é uma preocupação recente e que por isso muita gente desconhece que existem técnicas de analgesia, bem como clínicas de dor ou médicos e outros profissionais da saúde especializados na área. O que o paciente precisa saber é que ele merece e pode tornar a sua recuperação menos dolorosa, mais rápida e tranqüila.


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Especial

É hoje o dia do médico


Ginecologista, urologista, alergologista, cardiologista, endocrinologista, oftalmologista, oncologista, pediatra e pneumologista, entre outros. Hoje, antes de tudo e seja qual for a especialidade, são médicos. Isso porque o nosso calendário data o dia 18 de outubro como o “dia do médico”. É a oportunidade de homenagear o profissional que abdica de noites de sono, horas de lazer e convívio com a família para fazer o bem, buscar a cura de enfermidades, aliviar sofrimentos e salvar vidas.


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O PATRONO - A data foi escolhida por ser consagrada pela Igreja a São Lucas, um dos quatro evangelistas do Novo Testamento. A tradição litúrgica conta que Lucas era, além de médico, pintor, músico e historiador. Não há provas documentais, porém há provas indiretas de sua condição profissional. Uma delas consiste na terminologia empregada em seus escritos. Em certas passagens, o envangelista utiliza palavras que indicam familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. A vida de São Lucas, como evangelista e inclusive como médico, foi tema de um conhecido romance, o "Médico de homens e de almas", da escritora Taylor Caldwell. A sua escolha como patrono dos médicos nos países que contemplam em maioria o cristianismo é bem antiga. Eurico Branco Ribeiro, professor de cirurgia e fundador do Sanatório São Lucas, em São Paulo, é autor de uma obra fundamental sobre Lucas: "Médico, pintor e santo". Nela o autor relata que, já em 1463, a Universidade de Pádua iniciava o ano letivo em 18 de outubro, em homenagem a São Lucas.


O PAI – Foi na antiga Grécia que a medicina tornou-se uma ciência. Os gregos tiveram como mestre Hipócrates, considerado até hoje o pai da medicina. O povo romeno também contou com um grande conhecedor da área, o grego Galeno, que foi para Roma quando essa tornou-se o centro do mundo civilizado. Depois deles, a ciência cada vez mais contribui para que aqueles que dominam o conhecimento do funcionamento do corpo humano, e buscam descobrir seus mistérios remanescentes, contassem com inúmeras drogas capazes de curar, controlar e até evitar doenças. Hoje, aparelhos sofisticados são capazes de fazer um diagnóstico apurado, passando informações importantes sobre o paciente. Os avanços são rápidos e tem um só objetivo: bem viver.


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No ato da formatura, tradicionalmente os formandos fazem uma declaração solene entitulada como Juramento de Hipócrates (imagem). Acredita-se que o texto é de sua autoria ou de um de seus discípulos.

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Vivendo para fazer viver

  • Médica por amor

Quando pequena, Márcia Kuboki não tinha certeza de qual profissão escolheria. Ela se interessava pela dança, teatro e música. Mas também chamava a sua atenção a área da saúde. “Brincava de dentista, veterinária e, é claro, de médica”, diz ela. O amor pela medicina falou mais alto. Márcia formou-se em 1993, na Faculdade de Medicina de Marília, em São Paulo e, especializou-se em Anestesiologia. Ela trabalha há sete anos na área de dor e há um ano na Clínica Sedare, em Santa Maria. As dificuldades são várias, mas a recompensa sempre supera os problemas, como ela mesma afirma: “O trabalho médico pode ser cansativo e desgastante, mas traz uma recompensa emocional maravilhosa para aqueles que atuam com a força do conhecimento, mas também com o coração”.

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  • Do coração pela emoção

Paulo Cavelheiro é mais um médico feliz na profissão. Ele é graduado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), tem especialização em cardiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e também pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira. A profissão foi escolhida por Paulo na infância e já são quase 36 anos fazendo o bem: “a profissão de médico permite fazer o bem, ajudar as pessoas. Isto rende a sensação de sermos seres humanos úteis. É uma profissão abençoada e o segredo consiste simplesmente em interessar-se pelo paciente, afinal interessar-se em fazer o melhor é o segredo do sucesso em qualquer ramo de atividade”.

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  • Em breve, médico

Antes de tornar-se médico, é preciso estudar, e muito. O vestibular para o curso de medicina é o mais concorrido em praticamente todas as universidades do País. Por isso, para os futuros médicos, a batalha começa antes mesmo de ingressar na universidade. Há dois meses de terminar o curso de Medicina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Douglas Nascimento entende bem dessa situação. Para passar no vestibular, deixou de lado as festas, o convívio com os amigos, e buscou uma rotina que privilegiasse os estudos. O esforço compensou e, depois de um ano veio o resultado: a aprovação. Entretanto, para o sonho literalmente realizar-se, durante os seis anos de curso, foi preciso abdicar novamente de algumas atividades de lazer por plantões e horas de estudo. Se vale a pena? "Diariamente você sente que vale a pena, seja por chegar a um diagnóstico e poder ajudar a curar alguém, seja por observar casos novos e diferentes que te motivam a estudar mais e buscar novos conhecimentos", argumenta Douglas.


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Curiosidade

A medicina genética como aliada


Para quem não sabe, a medicina genética pode ser uma aliada da ginecologia. A médica geneticista Ana Cristina Bittelbrunn, diretora executiva do Centro de Genética Médica e Biologia Molecular Hereditare, revela que a avaliação genética é fundamental nos casos de infertilidade e/ou de abortamentos habituais e, inclusive para determinar riscos de ocorrência de doenças. Ana revela ainda que o câncer de mama é outro exemplo que pode ilustrar a relação entre a ginecologia e a medicina genética. “O entendimento de que existe um componente genético que predispõe o seu desenvolvimento mantém os colegas ginecologistas atentos”, diz a médica. A história familiar das pacientes na busca de indicadores de risco também denota a preocupação e o sentido de relação. “Uma mulher que teve sua mãe e uma irmã afetadas por câncer de mama, certamente terá o seu seguimento clínico e radiológico diferente de outra que não apresenta casos na família”, exemplifica. Estes fatores levam o médico a encaminhar determinadas pacientes para uma avaliação de risco genético para um procedimento chamado Aconselhamento Genético, que utilizará diversas ferramentas, muitas vezes inclusive um teste de DNA.


Dica

Terapia de Regressão: Alívio Emocional


Você tem dificuldade para perdoar? Através da análise e da terapia de regressão, podemos trabalhar mágoas, ressentimentos e encontrar respostas para nossas perguntas. Por que eu nasci nessa família? Por que eu casei com o fulano(a)? Por que a minha vida é assim? – São algumas das motivações que levam as pessoas a buscarem a terapia de regressão. A técnica proporciona, além de auto-conhecimento, a paz onde antes havia ressentimentos, e entendimento para o que estava mal esclarecido. É muito fácil guardar mágoas, sentir raiva, cometer pré-julgamentos. E isso também é um caminho para uma vida emocional sofrida. A maioria das dificuldades que enfrentamos diariamente vem em decorrência da falta do perdão. Aqui, não se trata somente do perdão aos outros, mas principalmente do perdão a si mesmo, pois este é o mais difícil de ser identificado, na maioria dos casos. Muitos relacionamentos são curados com o perdão. Se nossas feridas ainda dóem é porque não houve perdão. E elas vão continuar ali para nos dizer o que precisa ser curado em nós até que tomemos uma atitude. O primeiro passo é ser humilde e buscar a mudança e, antes de tudo, é preciso querer.

Lisiane Hadlich Machado Psicanalista CNPA 200257