Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Plantio de Milho

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 29 de agosto de 2008



Especial Plantio do Milho

Milho figura como alternativa de alto potencial produtivo e cultura apta à tecnologia.


Nesta edição, confira detalhes sobre o tema e os pontos fortes e fracos na visão de especialistas e empreendedores rurais.


Panorama Rural

Para o milho, manutenção é a palavra


Segundo a Emater/RS-Ascar, a cultura do milho é tradicional nas propriedades rurais em todos os estados brasileiros. Na região central do Rio Grande do Sul, Sobradinho, Arroio do Tigre, Segredo, Candelária, Rio Pardo, Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Silveira Martins, Paraíso do Sul, Nova Palma, Santiago, Nova Esperança do Sul e Jaguari, são alguns exemplos de municípios que vêm investindo esforços na cultura. O engenheiro agrônomo e assistente técnico regional Luiz Antônio Barcellos conta que os principais problemas, no entanto, são o ataque da lagarta do cartucho na parte aérea, pragas de solo e da armazenagem e, os preços pouco compensadores.

O assistente técnico revela que, em relação à armazenagem de grãos, as perdas após a colheita são estimadas em 20%. O vilão, segundo o estudioso, é o ataque de pragas e fungos provocado pelas condições precárias dos locais de armazenamento. Acerca dos preços, Barcellos enfatiza um aumento em função do uso do milho para a fabricação de biocombustível, especialmente para o etanol, nos Estados Unidos. “A situação desencadeou a demanda do produto, influenciando diretamente no aumento da área de plantio tornando a cultura mais valorizada”, complementa ele. O fato, de acordo com Teófilo Pereira dos Santos Neto, empreendedor rural, só vem a confirmar a idéia de que o milho é um cereal que ainda deverá mostrar a sua devida importância no Brasil. “Como o trigo, o milho pode ser usado pelo ser humano no consumo direto e nisso já mostra sua importância. Quando avançamos sobre o uso da cultura na composição de rações e como fonte energética, percebe-se um horizonte ainda em descoberta”, comenta o empresário.


PRINCIPAIS CUIDADOS: Priorizar práticas agronômicas, como o aumento da densidade de plantio, redução de espaçamento nas entrelinhas, controle de plantas invasoras e adubação de cobertura, são alguns dos conselhos do assistente técnico, que ressalta a manutenção da área de plantio, em função de preços mais compensadores e da demanda pelos biocombustíveis, como a expectativa do momento.


DESTAQUE: Um programa prioritário da região é o controle biológico da lagarta do cartucho, através de uma vespinha chamada Trichogramma. Ela vem sendo distribuída pela Emater na área de abrangência do regional de Santa Maria. A vespa vem pelo correio, diretamente de São Paulo ou Minas Gerais, quando o milho ainda está nos primeiros estágios de desenvolvimento vegetativo a um custo médio de R$18,00 por hectare. Na última safra, aproximadamente 700 produtores utilizaram o controle biológico numa área de 1.500 ha. Outro programa prioritário é o incentivo à construção de silos de alvenaria para secagem e armazenagem de grãos, com volumes que variam de 100 a 2.000 sacos.


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A operação de plantio também é fundamental para o sucesso da nova safra.

Créditos: Divulgação


Transgênico, seguro e econômico

Cereal geneticamente modificado é seguro à saúde humana e alternativa para redução de custos


Não é de hoje que o uso de transgênicos é um dos temas mais discutidos pela sociedade. Contudo, toda a polêmica acerca do desenvolvimento e uso de organismos geneticamente modificados pode ter os dias contados diante da crise alimentar que vem se anunciando, desde que a alternativa seja devidamente valorizada. Quem explica o assunto é Almir Rebelo, engenheiro agrônomo, colaborador técnico de produção e semente do Grupo Santa Zélia e membro do Clube Amigos da Terra de Tupanciretã.

Segundo o agrônomo, a questão da biotecnologia no Brasil apresenta características diferentes se comparada ao restante do mundo. Ele revela que a ciência significa o estudo de uma técnica a serviço da vida. No entanto, Rebelo conta que esse conceito não impediu que os produtores que apoiaram a causa sofressem preconceito. “O Brasil é o único País que possui áreas e tecnologias para aumentar em mais de 60% a produção de alimentos para atender a demanda mundial num futuro bem próximo. Mas isso não interessa aos concorrentes”, declara. O militante da causa complementa a informação dizendo que o País não subsidia a produção de seus produtos e, reivindica que os seus concorrentes suspendam seus subsídios a seus produtores.

Para ele e para os estudiosos que têm difundido a utilidade da biotecnologia não só na agropecuária, mas na medicina e na indústria, a equação não fecha e, do contrário, os benefícios seriam muitos. No caso da cultura do milho, a demanda é crescente. A ciência, conforme Rebelo, está tentando diminuir os custos de produção através da biotecnologia já com a introdução de genes de resistência a insetos com a tecnologia BT e, resistência a princípios ativos de herbicidas a base de glufosinato de amônio e glyfosato. “Os híbridos de milho Mon 810 da Monsanto, Bt 11 da Singenta e o milho da Bayer, com resistência ao glufosinato de amônio, são muito importantes para o setor produtivo e para o meio ambiente brasileiro”, exemplifica.

Acerca dos cuidados com a saúde humana e com o meio ambiente, Rebelo afirma que são devidamente rigorosos e traduzidos numa total segurança para os consumidores e produtores, necessitando ser observados apenas pequenos detalhes técnicos e agronômicos de cultivo e manejo. “Colocar a posição da ciência em dúvida nesse sentido é o mesmo que frear o desenvolvimento”, pondera o estudioso. O Rio Grande do Sul já está testando milhos transgênicos com resistência a pragas com excelentes desempenhos. Rebelo aponta que estão sendo eliminadas aplicações de inseticidas extremamente violentos para o meio ambiente para o controle de lagartas. “Os custos serão diminuídos e a produtividade, assim como a qualidade dos produtos, será aumentada”, ressalta o parceiro da SZ.

Os dados disponibilizados por Rebelo dão conta de que a maior barreira é a da informação. “Sem ela, a posição ideológica de quem não conhece a realidade de produção jamais será flexível”, conclui ele. As reivindicações de híbridos transgênicos de milho, com resistência a seca e melhor aproveitamento do nitrogênio atmosférico, com vistas na diminuição do custo e dependência de fertilizantes, representa uma das batalhas atuais, assim como a espera pela soja Bt, resistente a seca, trigo Bt, arroz com resistência às pragas e a princípios ativos de herbicidas a outras tecnologias.


VOCÊ SABIA?

De acordo com a Embrapa Milho e Sorgo, o milho é uma das culturas mais antigas do mundo, havendo provas, através de escavações arqueológicas e geológicas, e de medições por desintegração radioativa, de que é cultivado há mais de 5.000 anos. A importância econômica do milho é caracterizada pelas diversas formas de sua utilização, que vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Em algumas situações, o milho constitui a ração diária de alimentação. No nordeste do Brasil, por exemplo, o milho é a fonte de energia para muitas pessoas que vivem no semi-árido.


Tecnologia da Tortuga antecipa a desmama e dá mais peso aos terneiros

Na pecuária de corte não é costume oferecer sal mineral para terneiros ainda em fase de aleitamento e, com isso os criadores deixam de aproveitar o período em que esses animais apresentam alta conversão alimentar. Pobre em alguns minerais, o leite não supre todas as necessidades do animal para potencializar seu desenvolvimento durante essa fase e o Fosbovinho veio para suprir essa deficiência. Com tecnologia exclusiva da Tortuga, ele é um suplemento mineral específico para terneiros que ainda não saíram do pé da vaca, objetivando maior velocidade no crescimento dos animais. O Fosbovinho deve ser fornecido do nascimento ao desmame e exige um cocho especial: o creep-feeding.


O que é um creep – feeding ?

É uma instalação especial onde as vacas ficam do lado de fora e somente os terneiros são capazes de entrar. Só assim podem receber um suplemento mineral específico para essa fase de vida, o que melhora consideravelmente o seu desempenho produtivo. A instalação possibilita que os terneiros lambam o Fosbovinho ao mesmo tempo em que as vacas lambem o Fosbovi Reprodução, outro destaque da Tortuga. Construído em madeira, o creep tem capacidade para suplementar até 150 terneiros e é uma instalação sob medida para a situação atual da pecuária de corte, que necessita adotar novas tecnologias para retomar sua lucratividade de forma econômica, rápida e eficiente.


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O creep-feeding é um cocho especial exigido no fornecimento do Fosbovinho.

Créditos: Divulgação.


Produtividade & Lucratividade

O objetivo é produzir mais e melhor


Seja qual for a cultura produzida, no agronegócio um objetivo aparece como prioridade: produzir mais e melhor. Enquanto esse objetivo tornou-se uma verdadeira missão num cenário onde a fome no mundo é tema de debates globais, na roda de conversa dos produtores a solução é evidente: o desafio da vez é produzir mais com menos e, ainda, não pecar em qualidade. Com os preços das commodities batendo recordes, reduzir os custos de plantio e manejo das lavouras será, portanto, o segredo da rentabilidade. Porém, é essencial que o produtor não descuide da tecnologia e segurança. “O controle é essencial. Mas primar pela qualidade é indispensável. Quando a economia não é bem gerenciada, pode representar prejuízo”, alerta Teófilo Pereira dos Santos Neto, presidente do Grupo Santa Zélia.

Marco Aurélio Ramos, sócio-proprietário da Comeg - Comércio Peças Agrícolas, fortalece a posição de Neto. Ele confirma que a rentabilidade e a lucratividade estão diretamente associadas à qualidade no processo de trabalho. Protelar a revisão ou a troca de um equipamento, segundo o empresário, não é o caminho certo para reduzir custos. O produtor, antes de optar por uma forma de acompanhamento de custos, deve encarar seu negócio como uma alternativa de investimento que gera riqueza. Planejar e controlar cada passo abre espaço para a conquista do equilíbrio almejado, minimiza os erros e, conseqüentemente, os gastos.

O domínio e conhecimento do campo são imprescindíveis nesse contexto. Por isso Nilo Ourique, sócio-proprietário da Nilo Imóveis Rurais, declara que a escolha bem feita de uma propriedade é essencial para atingir um bom nível de produção. “Fatores como índice pluviométrico, qualidade de solo e outros requisitos são essenciais para a qualidade da produção e precisam ser avaliados”, afirma ele. O mesmo parecer é de Fernando Bellé, proprietário da Bellé CIA Ltda. O empresário é taxativo: “O barato sai caro. A melhor economia é investir em qualidade e garantir resultados eficazes a longo prazo”. A receita para o sucesso é, então, prestar atenção nos pequenos detalhes que poderão fazer a grande diferença no decorrer dos anos.


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O domínio e conhecimento do campo são imprescindíveis para o produtor que quer rentabilidade.

Créditos: Divulgação


Da teoria à prática: A produção de pastagem tropical no RS é possível

“A produção de forragem em plantas forrageiras é o resultado líquido de dois processos concomitantes e antagônicos: o crescimento e a senescência e morte de tecidos. Práticas agronômicas podem influenciar esses dois processos de maneiras distintas e, portanto, modificar os padrões quantitativos e qualitativos da produção de matéria seca”. A informação é de Felipe Moura, engenheiro agrônomo, diretor técnico da Ponderosa Angus (SP) e do Condomínio Agropecuário Sylvio Scalzilli (RS), empresa de pecuária com mais de 60 anos em atividade no Estado.

Para Giuliano Souza, responsável pela gerência de divisão da Sementes Gasparim, no Rio Grande do Sul, a afirmação, que à primeira vista, pode parecer de difícil compreensão, é um exemplo promissor que equilibra teoria e prática numa mesma equação. Para ilustrar o fato, através de Souza, Moura traz o caso do condomínio pela Estância do Mirante, na localidade de São Miguel, em Alegrete, como representação. Ele conta que as pastagens constituem a principal fonte de alimentos para os ruminantes e, que estão tradicionalmente incorporadas ao sistema de produção pecuário do País. No entanto, o agrônomo alerta: “sua exploração não tem conseguido, na maioria das áreas, ser competitiva perante outras culturas como milho, soja, trigo, cana e, recentemente, o eucalipto. O vilão da história é o uso inadequado das pastagens, resultado de conhecimentos empíricos e pouca atenção à técnica e à ciência.

Da problemática, atribuída pelo estudioso a todo o território nacional, urge a necessidade de mudança de foco na produção e nas técnicas de manejo, com vistas no melhor uso do pasto e, conseqüentemente, nos índices de rentabilidade e produtividade em equiparação ao de outras culturas. Se isto é possível? Ele garante e prova que sim, desde que se tenha como base o entendimento do sistema de produção como um todo e assim, o uso das pastagens direcionado à exploração focada em metas e resultados.


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Moura analisa a pastagem e percebe resultados extremamentes positivos.

Créditos: Arquivo Gasparim


Conhecimento & Exploração

O futuro nas mãos dos produtores

Sem medo e nem surpresas futuras. O sonho de todo o produtor rural talvez seja esse. Afinal, o que o empreendedor rural realmente quer é poder precisar o panorama e as perspectivas de sua safra na certeza de que nenhum esforço será em vão. A análise do solo e a segurança no maquinário figuram, nesse sentido, como dois dos principais agentes que impedem o agricultor de ficar nas mãos do destino.

Luciano Malgarin, proprietário da Agronutri, aponta que muitos produtores desconsideram a análise do solo, sem perceber que a tecnologia é hoje uma prática vital para conhecer a fundo onde será depositada a semente e assim racionalizar o uso de fertilizantes. “Não tem como ele recuperar a fertilidade ou manter a produtividade sem repor os nutrientes retirados e, padronizar as zonas de diferentes fertilidades dentro dos talhões”, alerta ele. No que tange à cultura do milho, a análise é uma estratégia que deve ser incorporada no planejamento do plantio. De acordo com Malgarin, a cultura responde direta e positivamente à aplicação de adubos.

Se para os produtores de milho alcançarem altas produtividades é preciso lançar mão de uma análise de solo eficaz, o maquinário é também fator indispensável. Roberto Ruppenthal, gerente de marketing do produto da Massey Ferguson é quem explica o porquê. A colheitadeira axial MF 9790 ATR é um exemplo que traduz, na prática, a certeza de se ter uma boa colheita com qualidade de grãos e baixas perdas.

A tecnologia inovadora, a simplicidade de operação e a performance, entre outras características, fizeram dela a vencedora do 25º Prêmio Gerdau Melhores da Terra, na categoria novidade. Ela apresenta capacidade de trabalho com plataforma extra-grande, perfeita adaptação ao solo e mais: já vem de fábrica pronta para agricultura de precisão. Assim como ela, toda a ampla linha de maquinário da empresa, líder no mercado brasileiro de tratores há 47 anos, mantém a tradição em atender diferentes culturas e tamanhos de agricultores.


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Uma colheita limpa e sem perdas é o principal benefício da MF 9790 na colheita do milho.

Créditos: Nilson Konrad


Atualidade em pauta

  • NO PAÍS: China é o principal destino dos produtos cooperativistas. Segundo análise da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o resultado das exportações diretas do cooperativismo, aponta a China como principal mercado de destino dos produtos das cooperativas do País. As vendas para os chineses representam 12,28% do total das exportações, com um valor de US$ 228,25 milhões. Na seqüência, aparecem Alemanha (11,08%), Países Baixos (9,31%), Rússia (6,07%), Estados Unidos (6,04%) e Japão (5,61%).
  • NO ESTADO: 2ª ExpoSantiago é lançada na Expointer. No dia 1º de setembro, às 19 horas, na Casa da Farsul no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, será realizado o lançamento da 2ª ExpoSantiago. Participarão do lançamento a comissão organizadora, representantes do Sindicato Rural de Santiago, Unistalda e Capão do Cipó, além de membros do Centro Empresarial, patrocinadores, apoiadores, autoridades e imprensa.
  • NA REGIÃO: UFRGS confirma curso de Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural em Cachoeira.A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) confirmou o Curso de Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural (PLAGEDER) no Pólo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) de Cachoeira do Sul. Serão 50 vagas e o início das atividades letivas está previsto para maio de 2009. Para tanto, a coordenação da UAB, junto à UFRGS, fará uma visita ao Pólo no dia 01 de setembro. Na oportunidade, a coordenação do Pólo realizará a primeira reunião de trabalho com a equipe envolvida na implantação do curso no município.


DICA PARA O GAÚCHO:

Milton Torbitz, supervisor da Rede Nicola Veículos, indica o Prisma como carro destaque para o período. O supervisor diz que o veículo, produzido em Gravataí, é 100% gaúcho e, portanto, completamente apto para atingir as expectativas do cliente natural do Estado . “É um veículo com características de carro grande, pela sua capacidade e espaço interno. Possui um porta-malas maior do que o de muitos carros considerados grandes”, complementa ele. Seu motor é 1.4, potência suficiente para encarar as estradas e, é representa uma economia incomparável, conforme o supervisor. Além das já consagradas S10 e Montana, o Prisma é um veículo que também pode se encaixar no perfil do homem do agronegócio.

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