Quarta Colônia (168)

De Doisac
Ir para navegação Ir para pesquisar

Capa4colonia8janeiro2010.jpg

Quarta Colônia

  • Data de Publicação: 08 de janeiro de 2010



Especial Férias

Férias para aproveitar

As férias já começaram e o calor pede passagem. Mas o que fazer para aproveitar ao máximo esta época onde o que mais se quer é, literalmente, sombra e água fresca? Foi pensando em alternativas de diversão que garantissem esse clima que esta edição do caderno Quarta Colônia foi formulado. Aqui, você vai encontrar algumas possibilidades e informações extras para garantir o lazer e a boa saúde na epóca mais quente do ano. E o principal: na região da Quarta Colônia, também uma opção de lazer, entretenimento e aventura. Nas próximas edições procuraremos trazer as riquezas dos municípios que compõe a região.


Agora, começamos por Ivorá . Lá, o turista encontra seis cascatas acessíveis para banho e também um balneário, conhecido como Recanto do Moinho, que oferece área de camping, churrasqueiras, quadras de futebol 7, cancha de bocha, mesas de sinuca e restaurante. Tudo isso é contemplado pelo Rio Melo, onde os visitantes podem se refrescar e desfrutar de uma sombra incomparável.


Erro ao criar miniatura: arquivo não encontrado


Para saber mais:

Localizado na Serra de São Martinho, o município de Ivorá foi criado em 9 de maio de 1988. Contudo, sua história teve início em maio de 1993, quando o Manuel J. Siqueira Couto, diretor da Colônia de Silveira Martins, iniciou a mediação dos lotes coloniais que seriam destinados aos imigrantes italianos lá acampados. Inicialmente designada como Núcleo Norte, por estar localizada ao norte de Silveira Martins, a localidade recebeu a denominação "Nova Údine" em homenagem aos bravos colonizadores, muitos deles naturais de Údine, na Itália. Em 1939 foi nomeada Ivorá, nome indígena que significa "Rio da Pedra Formosa".

Erro ao criar miniatura: arquivo não encontrado


Pesquisa & Realidade

Hortaliças em Rede. Um desafio?

José Itaqui*

Iniciamos o ano de 2010 com a execução de um velho projeto que objetiva a implantação de uma microrrede para a produção de hortaliças. Projeto que está composto por quatro estufas para a produção de mudas de hortaliças, duas em Agudo e duas em São João do Polêsine, e vinte sete estufas para a produção de hortaliças, três em cada um dos municípios da Quarta Colônia. Os recursos são da Consulta Popular de 2007, dos quais R$ 250.000,00 são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócios do Estado do Rio Grande do Sul e R$ 62.500,00, como contrapartidas dos municípios participantes. Com esta microrrede se propõe, num primeiro momento, ampliar a produção dos produtores que já atuam neste segmento, seja na produção de mudas como de hortaliças. Incremento que visa aumentar a oferta local de hortaliças, em especial, para o consumo de escolas públicas, creches, hospitais e restaurantes.

Nos últimos vinte anos se tem ouvido falar da nossa incapacidade em mudar um quadro de dependência externa no que se refere a hortifrutigranjeiros. Importamos 89% dos hortifrutigranjeiros, as hortaliças quando aqui chegam, dos cinco dias de validade, já perderam em média a metade do tempo. Isto quer dizer que a unidade, o pé de alface, que tinha x gramas de peso, no terceiro dia, quando aqui chega já perdeu uns 50%, só que o valor não muda. Muda o tamanho e a qualidade da hortaliça. Em 1999 foi criado o Programa de Incentivo ao Desenvolvimento da Horticultura da Região Central do Rio Grande do Sul, proposto pela Associação dos Municípios do Centro do Estado (AMCENTRO), Universidade Federal de Santa (UFSM) e Emater Regional, para “ampliar a produção primária através do fomento de atividades com densidade econômica apropriada ao segmento da agricultura familiar regional: olericultura, fruticultura e floricultura”. Este programa que tinha como meta investir, num prazo de quatro anos, R$ 17.883.100,00, para, e de forma processual, criar condições que produtores dos 34 municípios da Região Central, organizadamente, respondessem as demandas do mercado, reduzindo a nossa dependência, que na época girava em torno de 70%. Em 2008, depois de muito esforço, conseguimos liberar os recursos de um velho projeto apresentado em 2005 que tinha como meta organizar uma “Rede de Produção e de Comercialização Associada de Hortifrutigranjeiros da Quarta Colônia”. Aprovado pela Consulta Popular, este projeto não foi aceito na época, pelo Coordenador Estadual da Consulta Popular, devido ao fato de que ele não acreditava em consórcios e impôs que os projetos fossem individuais e gestão das prefeituras. Para não perdermos os recursos, aceitamos a imposição. Mesmo assim os recursos só foram liberados, chegaram aos municípios, em 2008, quatro anos depois, e com a intervenção do Deputado Nelson Marchezan Junior. O projeto que hora iniciamos cria condições para àqueles que já estão no mercado ampliarem sua produção, seja de mudas como de hortaliças, mas não é somente isto. Este número, embora espalhado geograficamente, poderá de forma associada produzir em sistema de rede e, com padrões de qualidade, disponibilizar ao mercado os produtos que tanto necessitamos. Cada produtor beneficiado vê a sua estufa e projeta nela, obviamente, necessidades das mais pragmáticas até as mais ousadas. O nosso desafio, dos prefeitos, secretários municipais e dos técnicos envolvidos no projeto, é fazer com cada um veja a sua estufa como parte de uma rede de 27 estufas. O que individualmente são 102,4m², associados em rede poderão ser 2.764,8m² de área física coberta e irrigada para produzir, a cada 35 dias, ao redor de 32 mil pés de alface. Este projeto, para nós, é mais que um espaço de produção de hortaliças. Na verdade é um laboratório para construir, não um ponto de equilíbrio entre as diferentes necessidades de cada produtor e sim, sem por em risco o ganho do produtor, que já está assegurado com a sua própria estrutura, construir um sentido de rede, de produção associada, de produtos de qualidade numa escala pequena, mas compatível com as necessidades do mercado microrregional.

Secretário Executivo do CONDESUS* condensus@quartacolonia.com.br


945777fotoum paginadois243637914.jpg


Harmonia e Beleza

Em Faxinal do Soturno, a dica é par quem está procurando um lugar mais calmo, tranquilo e espiritualizado. A Gruta do Sítio Alto destaca-se por suas belezas naturais, e por abrigar no seu interior um santuário que foi construído em homenagem à Nossa Senhora de Lourdes. Lá o turista tem a opção de meditar, orar e equilibrar as energias para 2010. e Faxinal do Soturno tem ainda mais. Para quem busca aventura e adrenalina, assim como programas mais culturais, é possível visitar a cidade e conhecer o Cerro Comprido, que oferece uma pista de paraglider. São 528 metros de altitude, e a chegada até o topo é feita através de uma bela trilha, que pode ser percorrida a pé. A recompensa é a visão panorâmica de toda a região. A dica cultural fica por conta do Museu Geringonça. Isso mesmo! Em Novo Treviso, o turista encontra este curioso museu, que recebeu o nome "Geringonça" por se tratar da antiga denominação da localidade. No museu, estão expostos vários objetos da cultura italiana, doados por moradores do município. A visitação é gratuita e pode ser agendada na secretaria de Cultura e Turismo através do telefone (55) 3263 3700.


Pagina3fotoumGruta sitio.jpg

Na Gruta do Sítio Alto o turista tem a opção de meditar, orar e equilibrar as energias.


Boa dica

Nesta estação, é imprescindível que se beba muito líquido, por isso o Caderno Quarta Colônia trouxe algumas receitas de sucos refrescantes e o que é melhor, energéticos, para que você possa aproveitar o verão com muita saúda e disposição!

Sucos Energéticos

Ingredientes

Sucos de erva cidreira com limão:

• 1 xícara (chá) de folhas de capim santo picadas • 200 ml de água • 3 colheres (sopa) de mel • Suco de 2 limões • Gelo


Com kiwi:

• 1 xícara (chá) de folhas de capim santo picadas • 100 ml de água com gás • 2 colheres (sopa) de mel • 2 kiwis descascados e congelados


Com morango:

• 1 xícara (chá) de capim santo picado • 200 ml de água • 2 colheres (sopa) de mel • 2 xícaras (chá) de morangos congelados


Com laranja e abacaxi:

• 1 xícara (chá) de capim santo picado • 200 ml de suco de laranja • 3 colheres (sopa) de mel • 2 rodelas de abacaxi (2 cm espessura cada) congelado


Modo de Preparo

Com limão:

• Bata no liquidificador o capim santo com a água. Coe e leve para bater novamente com o mel, o suco de limão e o gelo.

Com kiwi:

• Bata no liquidificador o capim santo com a água. Coe e leve para bater novamente com o mel e os kiwis.

Com morangos:

• Bata no liquidificador o capim santo com a água. Coe e leve para bater novamente com o mel e os morangos.

Com laranja e abacaxi:

• Bata no liquidificador o capim santo com o suco de laranja. Coe e leve para bater novamente com o mel e o abacaxi.


Pagina3boadicafotodoisSuco.jpg


Por falar em morangos...

A Quarta Colônia abriga um município destaque na produção de morangos. Agudo é reconhecida como uma das principais cidades produtoras de morangos no Estado, promovendo até uma tradicional festa para homenagear o produto. A produção de morangos é desenvolvida no município desde meados da década de 1960, e foi estimulada especialmente pela possibilidade de utilização do fruto na produção de doces. Em outubro, acontece a Festa da Cuca e do Moranguinho, evento que promove o fruto e seus derivados, que variam desde cucas, doces e outras opções mais incomuns, como o chopp de moranguinho.


A lua como anfitriã

Em Vale Vêneto, distrito de São João do Polêsine, acontece nos dia 23 e 30 deste mês a Caminhada Noturna – Noite de Luar. Esta trilha destaca as potencialidades turísticas do local, suas belas paisagens, como vales e montanhas. O verde da mata nativa, e um coro formado por grilos e cigarras, a suntuosidade das rochas presente no trajeto, iluminado por estrelas e a luz da lua acabam por garantir a beleza do trajeto. Tudo isso sem falar no clima de aventura que se faz presente em toda a caminhada. O objetivo é que o aventureiro enxergue além do que os seus olhos podem ver e para tal os participantes terão a oportunidade de apreciar as belezas através de potentes telescópios. A Caminhada Noite de Luar constitui-se em um trajeto de quatro quilômetros classificado como de nível médio e ao final do evento acontece um brinde com o vinho típico da região.


O que usar: Aconselha-se a usar roupas confortáveis e adequada à temperatura na data (pela parte da noite é sempre um pouco mais frio) e tênis (melhor tipo botina).

O que levar: Tapete pequeno ou esteira, lanterna, água e um lanche adicional como barra de cereal ou frutas. O horário de início deste roteiro é ao escurecer.

Mais informações: (55) 3289 1146 ou (55) 9981 4730, com Tânia Rorato


FotoumcontracapaAlongamentotrilha noturna.JPG

O objetivo de uma caminhada no período da noite é enxergar além do que os olhos podem ver e fortalecer o espírito em equipe.

Créditos: Arquivo pessoal