Quarta Colônia (161)

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Quarta Colônia

  • Data de Publicação: 20 de novembro de 2009



Especial Cidades & Cotidiano

Faxinal em festa

Com cerca de sete mil habitantes, Faxinal do Soturno teve sua origem na localidade de Nova Treviso. Com o início do povoamento de Faxinal, acelerado pelo comércio e a indústria de trilhadeiras Tigre, na década de 1930, Novo Treviso foi sendo esvaziada e Faxinal foi transformando-se em comunidade. Já nos anos 1930, havia luz elétrica, e entre as décadas de 1640 e 1950 já se gozava da rede de abastecimento de água.

Os fundadores do município são João Batista Zago, José Marques Ribeiro (Coronel Marques), Vicente Pigatto e Vitório de David. Zago foi quem trouxe da Itália a imagem e a devoção a São Roque. Ele também liderou a construção da primeira capela e da primeira escola locais. Em 1958, Faxinal do Soturno se emancipou de Cachoeira do Sul, através de Lei estadual. O município comemora seu aniversário em 30 de novembro, e em 2009, celebra seus 51 anos.

Há quase meio século, um plebiscito definiu o desligamento de Faxinal do Soturno, e desde então, o município prospera e se desenvolve, sendo destaque na região da Quarta Colônia. O futuro é pauta constante, contudo, o passado do município não é esquecido. Entre os dias 20 e 30 de novembro, Faxinal do Soturno celebra sua história na 20ª Semana do Município. Desenvolvimento e religiosidade, assim como entretenimento, cultura e conhecimento, são atrações nessa semana de festividades. Confira algumas das principais atrações:


  • Coral Santa Cecília O Coral Santa Cecília lança seu DVD dia 26 de novembro, na Igreja Matriz São Roque, dentro das atividades da Semana do Município. A apresentação, rezada e cantada em latim, foi gravada em 2008. Esse não é o primeiro trabalho do Coral Santa Cecília - em 2001, o coral lançou seu primeiro CD, e em 2005, devido ao grande sucesso do primeiro trabalho, foi gravado o segundo CD.


  • Jantar Colonial A comunidade do Sítio dos Mellos promove, em 27 de novembro, o Jantar Colonial com apresentação do Grupo Teatral Frotole Del Baracon. O cardápio é variado, e inclui carne de porco frita, galinha ao molho, fortaia, saladas e polenta. Os ingressos são encontrados no comércio local, e custam R$12,00 para adultos e R$6,00 para crianças de até dez anos.


  • Passeio Ciclístico A programação para sábado à tarde, dia 28 de novembro, já está definida – o 2° Passeio Ciclístico é opção de lazer na programação da Semana do Município. A saída é da Praça Vicente Pallotti.


  • Feira do Livro Em uma região como a Quarta Colônia, que valoriza sua história e sua cultura, conhecimento não poderia faltar. Nos dias 28 e 29 de novembro acontece a Feira do Livro, na Praça Vicente Palotti.


MAIS

O nome Faxinal do Soturno foi aplicado por uma equipe da Carta Geográfica que percorreu o rio Jacuí estudando as possibilidades de navegação. Junto ao rio Soturno havia grandes extensões de faxinal, campo coberto de mato curto. Então se uniram os dois nomes, formando Faxinal do Soturno. A riqueza do solo trabalhando pelos braços abnegados dos colonos, os recursos de industrialistas, o trabalho dos operários, o desenvolvimento do comércio, tudo isso, aliado à tradição da fé cristã, contribuiu para o crescimento do município.


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Nas fotos, o município no passado e no presente.

Créditos: Assessoria de Comunicação Adm. Municipal.


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Vista de Novo Treviso, localidade de onde se originou o município.

Créditos: Assessoria de Comunicação Adm. Municipal.


Pesquisa & Realidade

A Pesquisa

José Itaqui*


Completando os projetos que compõe a política do Condesus e que, de forma programática, tem como objetivo a integração do patrimônio paleontológico no desenvolvimento local e regional, neste artigo vamos tratar do apoio à formação acadêmica e ao desenvolvimento da pesquisa científica: Programa de Apoio à Pesquisa Paleontológica na Quarta Colônia.

Primeiramente, de acordo com o já enunciado, é dever mínimo de parte dos governos locais criar condições, dentro de suas possibilidades, que resguardem os afloramentos e os geosítios para o desenvolvimento da pesquisa e do Geoturismo como meio de divulgação da ciência através de museus e de programas de visitação aos geomonumentos. Para tal, estas áreas necessitam de proteção legal, infra-estrutura de recepção, sinalização, guias habilitados e procedimentos que permitam as visitações com o mínimo impacto possível.

A Paleontologia, no Brasil, não é uma profissão, mas uma pós-graduação, mestrado e doutorado, que dá habilitação para atuar neste campo. A grande maioria destes profissionais são geólogos e biólogos, mas tem médicos, odontólogos, e todos estão neste campo do conhecimento por pura paixão. A nossa história neste campo das ciências naturais e paleontológicas se dá no século XIX, com a criação da Comissão Geológica do Império sediada no Museu Nacional, entidade criada por Don João VI, o mesmo que, fugido de Portugal, ao chegar no Brasil (1818), entre outras ações, abriu os portos, fomentou a imigração para o Brasil e criou o Museu Nacional.

O que temos, aqui e agora, objetivamente, para contribuir neste campo e onde pretendemos chegar a curto e em médio prazo?

  • - Temos os sítios, onde vêm sendo realizadas aulas de campo com acadêmicos das áreas de Geologia, Biologia e Paleontologia de universidades públicas e privadas; Atividades de pesquisa a campo de mestrandos e/ou doutorandos em Geologia ou Paleontologia; Pesquisas pontuais desenvolvidas por pesquisadores, de forma individual ou em parceria, de universidades gaúchas, museus e universidades nacionais e internacionais;
  • - Construímos parte do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia, infra-estrutura concebida, com o suporte técnico de paleontólogos, para apoiar as atividades de campo, dar suporte laboratorial, meios técnicos para os estudos laboratoriais, acervo para consultas bibliográficas e a guarda de material científico;
  • - Informações sistematizadas das áreas de afloramentos e, em andamento, um processo que objetiva, na sua conclusão, creditar a região, junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), como GEOPARQUE e, articulando tudo isto;
  • - O Programa de Apoio à Pesquisa Paleontológica na Quarta Colônia, instrumento construído de forma colegiada e que reuniu na sua formatação especialistas das principais entidades gaúchas (UFRGS, UFSM, Unipampa, Unisinos, Ulbra e da FZB/RS) para formatar um documento, inédito, que senta as bases técnicas, legais e programáticas para a preservação dos sítios: a) para o desenvolvimento da pesquisa, b) para a formação cientifica de acadêmicos das áreas conexas, c ) que senta as bases de utilização e sustentação, por meio de projetos e programas, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia e d) para o suporte científico, através das universidades conveniadas, para o desenvolvimento dos projetos museográficos (permanentes e temporários) das Unidades Museológicas Integradas e a visitação aos sítios e geomonumentos.


Para encerrar tomo da obra “As conexões ocultas” de CAPRA, Fritjof – 2002, uma citação do dramaturgo e estadista tcheco Václav Havel: “O tipo de esperança sobre a qual penso frequentemente,... compreendo-a acima de tudo como um estado da mente, não um estado do mundo. Ou nós temos esperança dentro de nós ou não temos; ela é uma dimensão da alma, e não depende essencialmente de uma determinada observação do mundo ou de uma avaliação da situação ... [A esperança] não é a convicção de que as coisas vão dar certo, mas a certeza de que as coisas têm sentido, como quer que venham a terminar”.


Secretário Executivo do CONDESUS* condensus@quartacolonia.com.br


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“...Ou nós temos esperança dentro de nós ou não temos; ela é uma dimensão da alma...”

Créditos: Divulgação



Quarta Colônia Viva

Uma família, uma tradição

Há pelo menos três gerações, a família Puppe mantém a tradição de produzir melado e açúcar mascavo nos fundos de casa, além de criar animais e de cultivar arroz para a venda no mercado regional. No entanto, o processo que antes era feito artesanalmente no quintal da família ganhou aspectos inovadores quando os Puppes trouxeram empreendedorismo para o interior de Restinga Seca e transformaram o quintal em micro indústria dos produtos da cana-de-açúcar.

Dois anos e meio depois de receber apoio financeiro da secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, por meio da Emater/RS-Ascar municipal, Vítor e Leci Puppe aperfeiçoaram o processo de produção da micro indústria com o investimento em infra-estrutura e maquinário. A qualidade do produto, aliada ao aumento no índice de produção, fez crescer a demanda. “O pessoal vem buscar aqui em casa, nós nem precisamos sair para vender na rua”.

A combinação da dedicação familiar com o financiamento e o apoio à agricultura familiar garante o sucesso do negócio, mas, mais que isso, comprova que, na Quarta Colônia, os ensinamentos são mesmo familiares e que lição de família também é razão de empreendedorismo.


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A cana-de-açúcar é a matéria prima.

Créditos: Andrewes Koltermann


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A modernização contribuiu para que a tradição da família se perpetuasse, revela Vítor (foto)

Créditos: Andrewes Koltermann


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“O trabalho é árduo, mas o resultado compensador”, diz Leci (foto).

Créditos: Andrewes Koltermann


Incrivelmente irresistível

Janaina lembra claramente da cena de sua infância: nas tardes de sábado, o cheiro de cuca quentinha e de chá de ervas emanava na comunidade onde morava quando criança, no interior. Em casa, a avó e a mãe da menina usavam as frutas da estação para colorir a cobertura das massas – morango, uva, pêssego e framboesa, dependendo da época do ano. Atualmente, com 37 anos, Janaina Lüdtke Strassburger, de Agudo, herdou as receitas da família e preparou mais algumas suas para levar adiante a tradição da culinária alemã.

Amendoim, chocolate, requeijão, coco e o “carro-chefe” da casa, coco amarelo (ou quindim, apelido carinhoso) agora figuram entre as especialidades da moça, junto com os sabores mais tradicionais. E a dedicação de Janaina pela culinária, além de oferecer resultados deliciosos, também ajuda a aproximar a família: “a minha pequena de 10 anos já gosta de colocar a mão na massa”. Assim, ao longo de quatro gerações, a família de Janaina mantém a doce tradição das cucas alemãs na cidade.


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Janaína não revela a sua receita principal, mas conta os passos de uma outra delícia.

Créditos: Andrewes Koltermann


Janaina não revela a receita da principal, a tal cuca de coco amarelo, mas ela nos passou as instruções para se fazer uma saborosa cuca de morango em casa. A receita, na realidade, rende duas cucas médias, de 20 cm por 30 cm. Veja as instruções abaixo:


Ingredientes:

  • 500g de farinha de trigo
  • 2 ovos
  • 100g de açúcar
  • 5g de sal
  • 1 colher de sopa de fermento biológico fresco
  • 1 colher de sopa de nata ou manteiga
  • 1 colher de sopa de banha
  • 1 pitada de canela, noz moscada e raspa de limão a gosto
  • 100 a 120 ml de leite (até dar o ponto de soltar das mãos ao bater a massa)


Modo de Preparo:

  • Misture os ingredientes e bata bem a massa.
  • Deixe a massa crescer na bacia por 1 hora.
  • Coloque a massa em assadeira retangular.
  • Deixe crescer até dobrar o volume e coloque o recheio de frutas (morango picado polvilhado com açúcar) ou de cremes de sua preferência em cima.


Para a farofa, os ingredientes são:

  • 1 xícara de açúcar
  • 1 xícara de farinha
  • 3 colheres de manteiga derretida
  • 1 pitada de noz moscada e canela
  • 1 pitada de açúcar baunilha
  • 1 pitada de raspas de limão


Aconteceu

Novas Tecnologias no Campo

Faxinal do Soturno é um dos nove municípios da Associação dos Municípios da Região Central (AMCentro) a integrar programa de Transferência de Tecnologia no setor rural. Com a finalidade de implantar melhorias no desenvolvimento das atividades produtivas, a ação auxiliará cinco propriedades rurais do município. Problemas e questões que devem ser aperfeiçoadas nas propriedades rurais são os focos do programa, que é coordenado pela médica veterinária Carolina Klein Severo. Após os atendimentos, será estabelecido um plano de metas para cada propriedade, que receberão vistorias periódicas para acompanhamento. A execução do projeto é do Departamento de Clínicas de Grandes Animais, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceira com a Administração local.


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Na foto, a coordenadora do programa com Selvio Dotto.

Créditos: Adriana Garcia


Música do Sul ganha foco em Restinga Seca

As tradições do Rio Grande do Sul ganharam espaço na Quarta Colônia na última semana. Entre os dias 13 e 15, Restinga Seca foi o palco do X Candeeiro da Canção Nativa, evento que valorizou a música do sul em todas as suas linhas, gêneros, estilos e influências. A programação também contou com a gravação do DVD de Edson Vargas, show baile e apresentações de Rui Biriva e Leonardo Paim. A promoção foi da Associação Cultural e Tradicionalista de Restinga Seca, que recebeu dezenas de inscrições nas fases municipal, estadual e nacional.


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Visita ilustre ao CAPPA

No último sábado (14), visitou as dependências do CAPPA, em São João do Polêsine, o Dr. Roberto Iannuzzi, presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia. Acompanhados de seus alunos, foi recebido pelo secretário executivo do CONDESUS, José Itaqui. Na oportunidade, o secretário fez uma explanação sobre os projetos em andamento e conduziu o grupo numa visita guiada pelo CAPPA. O Dr. Iannuzzi voltará à Quarta Colônia no dia 03 de dezembro, ocasião que participará da abertura do PALEORS 2009, encontro anual dos paleontólogos do Rio Grande do Sul. O evento começa no dia 03 e se estende até o dia 05 de dezembro.


Agenda

Mais tradicionalismo em Restinga

Ocorrerá, neste final de semana, nos dias 21 e 22 de novembro, o Rodeio de Integração de Restinga Seca, promovido pela 13ª Região Tradicionalista. O evento será realizado no CTG Estância do Mirim, na localidade de Passinho, interior do município, e irá reunir seis dos sete CTGs da cidade, além de participantes da região. As provas do rodeio incluem o tiro de laço, a prova de rédea e a qualificatória para o rodeio da Festa Campeira de Formigueiro, a qual será realizada nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2010. Segundo Pedro Aires, patrão da campeira do CTG Os Vaqueanos, a expectativa é que entre 50 e 60 equipes, de cerca de 5 pessoas cada, participem do rodeio. São esperados peões de Agudo, Faxinal do Soturno, Santa Maria, São João do Polêsine, e São Sepé, entre outros municípios da região.


Então é Natal

Entre os dias 27 de novembro e 18 de dezembro, Agudo realiza o Natal de Luz. No primeiro dia, a abertura acontece às 20h, na Igreja Matriz São Bonifácio, com benção ecumênica, apresentação do Coral Municipal de Agudo e caminhada luminosa até a praça da Emancipação. Ás 21h, ocorre a solenidade oficial de abertura e, entre as atrações, a comunidade espera a apresentação da orquestra de sopros da UFSM.