Guia Gastronômico - Tradição, Tentações e Moderação

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Guia Gastronômico - Tradição, Tentações e Moderação

  • Data de Publicação: 25 de julho de 2009



Guia Gastronômico

Tradição, tentações e moderação

  • Gastronomia de inverno revela opções para aquecer os dias e as noites
  • Massas, lanches e doces não são proibidos no cardápio dos saudáveis
  • Novas receitas e dicas de especialistas garantem qualidade na hora de comer


Delícia Pura

Tá na mesa

A cada edição, provamos que a receita vem dando certo! O caderno Guia Gastronômico deste mês está uma delícia, recheado de tentações. São tantas as possibilidades que você vai ficar com água na boca! Delícias para serem degustadas com a boca, mas também com os olhos, atraentes e capazes de fisgar qualquer um pelo estômago. Pequenos tesouros, responsáveis por momentos de prazer e satisfação à mesa. Imperdível!

Da tradição, vem o gostinho das raízes gaúchas, enchendo de sabores daqui as páginas do nosso Guia. Churrasco e galeto, uma combinação que alia o gostinho da terra com aquele sabor de domingo, de mesa farta e família reunida. Cheios de tentações, massas e doces vêm para tirar qualquer dieta do sério, assim como o sabor de estar entre amigos saboreando um gostoso xis. Contudo, moderação ainda é fundamental! Mas seja sincero: como resistir a tantas delícias? Entre e delicie-se.


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Comida de casa, comida de fora. O importante é o sabor. Confira aqui algumas dicas imperdíveis.

Créditos: Divulgação/Stock


Tendências na tradição

O Rio Grande do Sul é terra de muitas raças e tradições. Com costumes adquiridos da colonização por povos europeus, indígenas e africanos, o estado combinou essas influências para formar a própria identidade, a qual é expressa por meio da música, da indumentária e da culinária. A cozinha do gaúcho é constantemente lembrada pelo churrasco e pelo chimarrão, heranças da cultura dos pampas e dos guaranis, respectivamente; no entanto, ela está repleta de referências trazidas pelos imigrantes portugueses, italianos e alemães.


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O churrasco é o protagonista. No decorrer do caderno, a tradição do personagem indispensável na nossa cultura ganha destaque.

Créditos: Divulgação/Stock


PITADAS DE DIVERSIDADE

Os imigrantes portugueses, principais colonizadores do Estado, foram grande influência para a culinária da região, ao introduzir o pão como um dos alimentos básicos nas refeições e utilizar especiarias – entre elas pimenta, gengibre e açafrão – como tempero nos pratos típicos. Acompanhantes de um bom café quente, como pastéis, empadas e sonhos, também foram herdadas da cozinha lusitana.

Da descendência italiana, os traços mais marcantes na cozinha são as massas e os vinhos, uma das bebidas favoritas dos gaúchos. Além dos tradicionais macarrão e espaguete, as massas são utilizadas em pizzas (com molho e queijo) e nos pratos de capeletti e ravióli, nos quais elas são recheadas com carnes ou vegetais. A polenta – espécie de angu de farinha de milho – e o risoto, arroz com galinha e queijo ralado, também são pratos italianos populares entre os gaúchos.

A cultura gastronômica alemã deixou seu legado por meio de linguiças, tortas doces e cucas. A culinária dos pampas também incorporou o café colonial, com salgadinhos, salame, queijos, bolos e pães de milho, de centeio e de trigo. Repleta de pitadas culturais de diferentes origens, a culinária gaúcha oferece diversas delícias gastronômicas para agradar a todos os paladares.


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As empadas fazem sucesso e os recheios são os temperos e combinações típicas.

Créditos: Divulgação


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Boa massa e bom vinho fazem uma combinação perfeita. A herança é marcante na Quarta Colônia de Imigração Italiana e na mesa dos gaúchos da região.

Créditos: Divulgação


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A linguiça e suas diferentes combinações também são heranças dentro dos nossos costumes.

Créditos: Divulgação/Stock


História que dá gosto

Direto do túnel do tempo, o protagonista do almoço gaudério

É praticamente impossível se falar em culinária do Rio Grande do Sul sem mencionar o mais tradicional e simbólico prato dos gaúchos: o churrasco. A prática de assar carne em espetos sobre o fogo ou brasa pode ser remetida à pré-história, quando o homem dominou o fogo e passou a usá-lo para amaciar a carne dos animais que caçava. No nosso Estado, o churrasco surgiu no século XVII, época em que o gado, proveniente de regiões da Argentina, era utilizado para obter sebo e couro. Os vaqueiros, depois de cercar os animais e matá-los, cortavam grandes pedaços de carne, os assavam em buracos abertos no chão e usavam as cinzas como tempero. Com o passar dos anos, as técnicas foram aprimoradas e difundidas em outras regiões do País. Ainda assim, o churrasco tradicional continua sendo o gaúcho, no qual a carne é assada na churrasqueira – em oposição da grelha, mais famosa em outros estados – ou em fogo de chão, quase sempre em grandes espetos.

Para se fazer um bom churrasco, é importante escolher carnes de qualidade, conservadas com higiene, e temperar os cortes com sal grosso, que ressalta o sabor. Apesar de o gado ser o favorito entre os gaúchos, as carnes embutidas – como a linguiça e o salsichão –, suína e de ave também são bastante procuradas. Seja pelo gosto delicioso, seja pela descontração ao redor da churrasqueira com os amigos, a churrasco sempre agrada todo mundo e é uma ótima pedida para festas e reuniões familiares.

Do jeito que o gaúcho gosta

Manter as tradições é um hábito e uma satisfação entre os gaúchos. E um dos melhores lugares para que a chama da terra se mantenha viva é à mesa, saboreando um bom prato daqui. Se a herança dos pampas é a favorita quando a pedida é reunir a família e amigos, Santa Maria tem um bom lugar para isso. Completando 20 anos em 2009, a Churrascaria Boi Bom é o lugar certo para aqueles que desejam sabor e qualidade no seu churrasco. São 15 pratos quentes, 15 variedades de saladas e 10 tipos de sobremesa e o bufê é uma atração à parte, que faz concorrência com as delícias em carne. Quanto ao rodízio, são dois os tipos, para cada tipo de fome – espeto completo, com 13 tipos de carne, e o mini-espeto, com nove variedades. “Nossos destaques são a costela desossada e o vazio, que são as carnes mais procuradas”, destaca Marcos Alberto Zambiasi, sócio-gerente da Churrascaria Boi Bom.


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A carne e o colorido da salada são incomparáveis.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Da mama, de casa ou fora dela...É ela a tentação

Ela é apreciada em todo o mundo. Está em todos os dicionários, mas dizem os especialistas que até hoje existe conflito acerca da origem de sua invenção. Ela e seus molhos diversos não são muito aceitáveis nas dietas de emagrecimento, mas um dos pratos favoritos na mesa de qualquer família. É impossível resistir a ela. Ainda mais agora, com as temperaturas baixas e o convite aparente a um bom vinho. Só podia ser a massa.

Segundo Juliana Schuch, nutricionista e proprietária do restaurante Via Gastronômica, em Santa Maria, versatilidade e universalidade são características importantes de massas alimentícias, totalmente incorporadas ao hábito alimentar do brasileiro, em todas as faixas etárias e estratificações sociais, sem rejeições de consumo. A nutricionista conta que a variedade de massas disponíveis é enorme, pois na sua manufatura são considerados os tipos e os formatos de massas. “São secas, instantâneas, frescas, pré-cozidas, para sopas, curtas, longas e por aí vai. No Via Gastronômica, elas dividem espaço com muitas outras delícias. Mas atenção: o fato do restaurante contar com o acompanhamento nutricional da proprietária permite um cuidado todo especial na área. “Variar sabor e prezar pela saúde é a dica. Claro que temos um cardápio que contempla os acompanhamentos mais calóricos, mas também exploramos os legumes e outras possibilidades leves”, diz Juliana. O aroma e o visual convidativos, no entanto, não deixam dúvidas: a vontade é de provar tudo. Olezia Schuk, mãe de Juliana, que trabalha a assessorando, comenta: “percebemos os clientes moderados e os não moderados”. “E para os fiéis já temos a abertura de aconselhar a melhor forma de compor um prato saudável sem abrir mão das chamadas tentações”, completa Juliana. Diariamente o Via Gastronômica serve dois tipos de massas. Mas aos sábados, os amantes do prato não perdem por cair na tentação: além da tradicional e completa feijoada servida no restaurante, é servido um bifê de massas. Lazanha, cannelloni, rondelli, molhos carbonara, quatro queijos, bolonhesa, ao pesto, entre tantas outras opções fazem do almoço a típica refeição da mama.


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Os apreciadores de uma boa massa podem encontrar no Via Gastronômica uma diversidade de opções todos os sábados.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Sabor Tradicional

A preferência passa de pai para filho

Não tem jeito: aquele cheiro familiar e um sabor conhecido aguçam lembranças antigas. Eis o verdadeiro mistério da boa comida. Pode ser o bolo da casa da avó, a sopinha dos dias frios ou o doce especial servido em datas comemorativas. O importante é a memória afetiva. Alguns pratos têm mesmo esse poder e mais: o mantém há tempos, de geração para geração. É o caso do galeto no município de Santa Maria. Ícone culinário das cidades da Serra Gaúcha, a refeição ganhou o coração do Rio Grande. Para quem tem curiosidade em conhecer melhor a especialidade, ele é um franguinho novo, geralmente assado na brasa e quase sempre personagem principal num prato dotado de uma infinidade de acompanhamentos.

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A preferência é Galeto com polenta e radite ou alface.

Créditos: Arquivo Vera Cruz


Primo canto do Vera Cruz

O galeto, ou primo canto, como é conhecido no Sul o frango-de-leite, tem a carne mais tenra e absorve mais tempero, dizem os especialistas. No tradicional Restaurante Vera Cruz, ele não é a única opção do cardápio. Mas é o primeiro a ganhar os holofotes e o responsável pelos 65 anos de tradição do estabelecimento. Conforme o sócio-proprietário, José Henrique Seabra, o queridinho deu vida à história do restaurante e muitos dos clientes fiéis são aqueles que vieram com os seus avós, pais e agora trazem os filhos para apreciar o sabor.


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Créditos: Divulgação


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O Vera Cruz surgiu em 1944 e era situado na avenida Rio Branco, próximo à antiga estação rodoviária. O local atual, na Avenida Medianeira, foi inaugurado em 1994 e é onde atualmente funciona o Vera Cruz.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


O frio pede um tempero especial

Fazer da refeição algo especial é uma boa pedida quando a ideia é conquistar. Contudo, a velha dica de fisgar pelo estômago ganha muito mais charme quando temperos afrodisíacos entram em cena. Conhecidos desde os tempos dos gregos e romanos, além de encantar, os ingredientes estimulam a sensualidade. Fica a dica - Com as temperaturas mais baixas, manter o clima quente é fundamental. Entre os alimentos que não podem faltar na lista de afrodisíacos, estão as ostras, que devem ser frescas, e temperos como açafrão, cravo, noz moscada, os vários tipos de pimenta, gengibre, canela, mostarda e almíscar, entre outros. O ovo de codorna, popularmente conhecido como afrodisíaco, não tem nenhuma substância que comprove sua atuação como estimulador. Já o amendoim atua no aumento da libido por estimular a circulação sanguínea por ser altamente energético. Também a combinação dos alimentos contribui. Cores e aromas, quando bem combinados, são irresistíveis. Contudo, nada substitui uma boa quantidade de amor – ele é o ingrediente indispensável em qualquer receita.


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As ostras frescas estão na lista dos alimentos que ajudam a aflorar os sentidos.

Créditos: Divulgação


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O amendoim atua no aumento da libido por estimular a circulação sanguínea.

Créditos: Divulgação


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Diferente do que a maioria das pessoas pensa, o ovo de codorna não tem nenhuma substância que comprove sua ação estimuladora.

Créditos: Divulgação


Em casa e em ponto

Comer bem depende de pequenas atitudes, que fazem uma grande diferença. Quem assume esse compromisso não precisa se privar de um lanche calórico e apetitoso vez ou outra. A dica para dar-se ao luxo quando aquela fome pintar é começar bem o dia, não deixando de tomar café da manhã; fracionar as refeições para aumentar o metabolismo; beber muita água; sentir o sabor dos alimentos; fazer exercícios e; por aí vai. Em paz com a consciência, é possível comer aqueles lanches apetitosos que já conquistam no visual. Até porque todos somos humanos e tem dias que não dá para ficar só na saladinha. Uma opção clássica é o xis. Ainda mais quando ele chega prontinho e quentinho em casa. Essa é a novidade do Paiol Lanches. A lancheria que já havia ganhado pontos com os santa-marienses com a nova estrutura, toda envidraçada, protegendo o público do frio, agora está mais atraente. O motivo é justamente a tele-entrega, que chegou para corresponder as expectativas dos clientes. O destaque fica por conta das especialidades gigantes: Trator, Patrola e Paiol. André Rodrigues, o proprietário, conta que no caso do Trator o filé, o bacon e o coração garantem o sabor. No Patrola, filé, bacon, coração e frango são os atrativos, da mesma forma que o filé, o bacon, o coração, o frango e a calabresa garantem a mistura de sucesso do xis Paiol.


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Além da estrutura renovada, a tele-entrega no Paiol ganhou uma estrutura própria, no drive tru.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann