Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Soja ainda é o coringa da agricultura brasileira

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 28 de março de 2008



Soja ainda é o coringa da agricultura brasileira

Confira as principais novidades sobre a cultura e prepare-se para os eventos rurais na região


PANORAMA RURAL

A soja não perdeu o seu posto


Conheça a importância da cultura para o agronegócio mundial e nacional


Com a evolução na tecnologia da informação, maquinário e pensamento do atual produtor rural, que já atua com um foco empreendedor, o agronegócio brasileiro enfrenta o desafio de crescer de modo competitivo e sustentável. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU) e a Revista Acadêmica da Economia, do Observatório da Economia Latino-americana, conquistar e manter espaço no mercado externo, fornecendo produtos e processos de qualidade, com sustentabilidade e a preços competitivos, não é uma missão fácil para o produtor brasileiro.

Para as organizações, contudo, o país consegue se sobressair surpreendentemente no cenário mundial. O Brasil ocupa um lugar de destaque no panorama do agronegócio do complexo soja, como grande produtor e exportador, tendo características de grandes propriedades e, constituindo-se na maior cultura nacional em termos de área. Levando o codinome de coringa da agricultura há algum tempo, a cultura parece não ter perdido o seu posto. De acordo com a Gazeta Mercantil, neste ano devemos colher a nossa maior safra de soja. Em 21,8 milhões de hectares, chegaremos a 61 milhões de toneladas. Mato Grosso, com 16,5 milhões será o maior estado produtor superando o Paraná, com 12 milhões. E, em seguida, vêm o nosso Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. A soja está em toda parte. Depois de surgir no Rio Grande do Sul, na década de 60, como rotação ideal para o trigo, foi ao Sudeste e hoje está no Tocantins, no Maranhão, no Piauí, na Bahia, em Rondônia, no Pará e vem crescendo mais. Em São Paulo, é uma das grandes alternativas para a ocupação de áreas de renovação de canaviais, ao lado do amendoim, desde o começo dos anos 70.

Instituições de pesquisa e assistência técnica, como a Embrapa e a Emater/RS-Ascar apontaram um crescimento mundial elevado nas últimas décadas para a produção de soja. Esse crescimento está concentrado nas Américas do Norte, do Sul e Ásia. Mas, também merecedora de destaque, a América do Sul aumentou nesses últimos anos sua produção com clara tendência de expansão. Estados Unidos, Brasil e Argentina, juntos, correspondem mais da metade de tudo que é produzido e comercializado no mercado mundial de soja. O Brasil possui área própria para o cultivo disponível equivalente a atual área destinada ao cultivo de soja existente no país, o que lhe garante uma forte vantagem competitiva. O cultivo tem tudo para crescer e tem muita gente querendo agregar valor. No caderno “Agronegócios; Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos”, você poderá descobrir como. Não perca!


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Brasil ocupa um lugar de destaque no panorama do agronegócio do complexo soja.

Créditos: Divulgação


Pelo Brasil:

Você sabia?

  • Que em Minas Gerais o Centro de Inteligencia da Soja tornou-se uma realidade no estado?

Em outubro de 2006, o centro foi oficializado como resultado de uma sequência de iniciativas do governo para criar uma base sistemática de dados e estudos de sustentação e estímulo ao desenvolvimento dos negócios agrícolas. De lá para cá, o produtor rural de lá e de todas as partes do país, pode se orgulhar do instrumento em prol da melhor gestão do complexo agroindustrial da soja. Confira algumas informações da última análise conjuntural do centro.

  • A expectativa é de menores estoques globais:

Além da atual demanda da China por soja constituir-se num forte fator de pressão sobre os preços no mercado mundial do produto, o nível baixo dos estoques globais do grão, previsto pelo USDA no dia 11 de março, também reforçou essa pressão. Mesmo com a previsão de boas safras na América do Sul e EUA, durante a quinzena, os preços sofreram quedas significativas em função dos outros fatores. A forte realização de lucro pelos investidores e traders, em diferentes momentos da quinzena, fez as cotações sofrerem fortes perdas no período, associadas à ameça do governo CHinês em utilizar seus estoques internos de óleo de soja, visando conter a inflação. As cotações variaram na CBOT entre 1.66 cents por bushel (Venc. Março de 2008), em 27 de fevereiro, e 13.87 cents por bushel (Venc. Março de 2008), em 13 de março de 2008, uma querda de 5,39%. Durante a quinzena, as cotações alcançaram o patamar de 15.00 cents por bushel, mas declinando em seguida (CMA).

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Mesmo com a previsão de boas safras na América do Sul e EUA, durante a quinzena, os preços da soja sofreram quedas significativas.

Projetos e Programas

Na área da soja valorizam a cultura na região central do Estado

A soja é um dos carros-chefes da agricultura brasileira. De acordo com Luiz Antônio Rocha Barcellos, Engenheiro Agrônomo, com mestrado em agronomia, na área de concentração em biodinâmica de solo, e assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar Santa Maria, a cultura faz parte de vários sistemas de produção. “A soja é uma das principais fontes geradoras de renda no país e no exterior. É como uma moeda verde porque tem liquidez e é usada como indicador nos negócios rurais”, ressalta Barcellos.

Para o estudioso, no Brasil o novo enfoque da cultura é para a produção de alimentos e energia, o que promove um indicativo de preços dos mais compensadores e fomenta uma maior garantia de mercado nos cenários nacional e internacional. No Rio Grande do Sul, é uma das culturas mais tecnificadas e faz parte de vários sistemas de produção, como soja/pecuária de corte, soja/pecuária de leite e soja/cereais de inverno. Barcellos conta que, no entanto, um dos problemas no estado é a irregularidade das chuvas que ocorrem no verão, fator que influencia diretamente na média histórica da cultura. “O plantio direto tem sido, nos últimos anos, uma técnica que ameniza este problema em função da palha que protege o solo e aumenta a infiltração da água da chuva”, complemente o assistente técnico.

Ele revela que, na região de abrangência da Emater Regional de Santa Maria, a área de soja ultrapassa 700.000 ha, sendo cultivada em 52 municípios, com solo e clima diferenciados. Para ele, a situação aumenta o desafio para os técnicos e agricultores. A soja na região é a principal cultura de verão e a sua renda influencia diretamente no comércio em geral e a indústria de máquinas e implementos agrícolas. “Se a safra é boa, os demais setores também vão bem”, ressalta Barcellos. Quanto à possibilidade de futuros investimentos na cultura, em função da demanda mundial pelo grão, para alimentos e energia, os agricultores permanecerão investindo na soja devido a facilidade de comercialização, preços mais compensadores e da resposta em relação ao rendimento físico por hectare.



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Barcellos avisa: As perspectivas são boas para a soja. Porém, o agricultor deve se preocupar com os novos investimentos, evitar gastos excessivos e procurar investir quando o preço da soja estiver compensador.

Fotos: Assessoria de imprensa EMATER


Conheça alguns projetos na região de Santa Maria:

  • Manejo integrado de pragas e doenças: Os agricultores se reúnem com os extensionistas da Emater/RS-Ascar para monitorarem lavouras. Nas lavouras são identificadas as pragas, inimigos naturais, através do pano de batida e do momento de controle das doenças, especialmente a ferrugem asiática.
  • Introdução de novas variedades de soja: Em parceria com a EMBRAPA-trigo, a Emater instala áreas demonstrativas com novos cultivares de soja para os agricultores conhecerem o potencial produtivo de cada uma delas. Nestas áreas, são realizados dias de campo para a demonstração dos resultados e discussão técnica do assunto em voga.
  • Integração lavoura/pecuária de corte: Em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do Departamento de Solos, a Emater monitora áreas em alguns municípios onde a soja está integrada com a pecuária de corte para terminação de animais. Nestas áreas, são realizados trabalhos para identificar a compactação de solo e definir a lotação ideal de animais por hectare no inverno.
  • Rotação de culturas: Incentivo ao plantio de milho e girassol como alternativas nas áreas de soja para redução da incidência de pragas e doenças.


DIRETO da EXPODIRETO: Uma pequena unidade de biodiesel foi a grande novidade neste ano na parcela dedicada a agroenergia no espaço da Emater/RS-Ascar, na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. Segundo o coordenador da parcela, Alencar Rugeri, no ano passado foi apresentado o processo de extração de óleo e, para completar a cadeia produtiva da agroenergia, a idéia foi trazer uma mini-usina de biodiesel. Rugeri salienta que dos visitantes que compareceram ao espaço, mais de 60% demonstraram interesse na produção de biodiesel. No entanto, o técnico ressalta que é importante observar que, na situação atual, convêm ao produtor aguardar para fazer investimentos em função do alto valor das commodities. “Este é uma momento de cautela”, avalia ele.


NO FOCO, O MERCADO IMOBILIÁRIO RURAL: Outro segmento que vem ganhando destaque nos empreendimentos rurais é o mercado imobiliário. De acordo com Nilo Ourique, sócio-proprietário da empresa Nilo Imóveis, que disponibiliza a oferta de imóveis rurais, a participação no setor tornou-se forte. A imobiliária, localizada em Santa Maria, diagnosticou uma grande procura por áreas mistas de soja e pecuária. De acordo com Ourique, existe também uma procura significativa por áreas para arrendamento. “As áreas para cultivo de soja vem aumentando consideravelmente, principalmente quando há uma valorização do grão, e o mercado imobiliário cresce proporcionalmente ao desenvolvimento do setor, conclui ele.

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Mini-usina de biodiesel faz sucesso na Expodireto.

Créditos: Assessoria de Imprensa Emater


Conhecimento e necessidade

Saiba por que a demanda mundial de alimentos é uma oportunidade para o RS e confira a análise sobre o assunto sob a perspectiva da SZ


Até pouco tempo, o agronegócio era tomado como toda relação comercial e industrial que envolvia a cadeia produtiva agrícola ou a pecuária. Atualmente, o segmento tomou novas proporções e, do pequeno ao grande produtor, existe a disseminação de uma postura dinâmica e organizada com um perfil empresarial. Hoje, o agricultor já conta com uma consciência de planejamento e alinhamento estratégico, que contemplam conhecimento, aprendizado e complementariedade de competências, situação que felizmente já não dá prioridade à sorte diante das condições climáticas ou incentivos governamentais. Já aptos às mudanças organizacionais e à assimilação das novas tecnologias, o produtor moderno parece compreender que o cenário da competitividade exige uma transformação que vai além da ajudinha de São Pedro. A informação é um ponto chave nesse contexto, e o Grupo Santa Zélia, com um de seus principais braços de evolução, a SZ Sementes, vem provando que a excelência no ambiente de trabalho e a atualização constante são pré-requistos para a sobrevivência no mercado. A soja, dentro dessa conjuntura, é uma cultura a ser destacada. Conforme o engenheiro agrônomo Almir José Rebelo de Oliveira, assistente técnico responsável pela produção de sementes da SZ, a soja é a oleaginosa mais produzida no mundo. Para ele, esse atributo a torna o óleo e a proteína vegetal mais consumida no planeta. O mais interessante é que o Rio Grande do Sul apresenta significativo potencial para aumentar a sua a área de cultivo com soja nos próximos anos. “A demanda mundial por alimentos exigirá um aumento de área de produção e aumento de produtividade de até 100% nos próximos anos para suprí-la”, acrescenta Rebelo de Oliveira. O assistente técnico revela que da soja são obtidos mais de 150 sub-produtos: “Através da biotecnologia serão acrescentadas qualidades de acordo com demandas e viabilidades econômicas, ambientais e sociais. Da soja se obtém óleo, proteínas, leite, farinhas, biocombustíveis”. Entre os seus objetivos de negócio, a SZ busca identificar as variedades de soja que tenham adaptação na região. Segundo o engenheiro agrônomo, a área possui limitações de ordem edafo-climática. Mas através da pesquisa e biotecnologia serão criadas variedades que possam conviver com essas limitações”, conclui o técnico que ainda salienta o trigo dentro desse panorama:


“A região tem produzido trigo com uma certa estabilidade. A SZ Sementes dispõe de variedades modernas e de qualidade, que apresentam bons níveis de adaptação na região. O Brasil consome 10 milhões de toneladas de trigo e produz aproximadamente 4 milhões de toneladas. É um grande desafio conquistar nosso próprio mercado”, finaliza.


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Nesta época, a SZ disponibiliza para venda, semente de trigo certificada das variedades cep 51, cep raízes, cep Nova Era e Brs Guabiju.

Crédito: Arquivo SZ.


Economia & Perspectivas:

Com os preços estáveis da soja, é possível enxergar insegurança de um lado e conquista de outro?

Conheça a posição dos produtores diante do preço da soja e uma empresa que vem se consolidando no mercado agro

Enquanto os preços da soja estão firmes no Rio de Grande do Sul e batem recordes no mercado internacional, produtores dizem que podem não ter nenhum benefício, já que as perdas pela falta de chuvas vão reduzir as margens de lucro. Os produtores do Estado vão colher menos do que haviam previsto. Além disso, de 20% a 30% da safra esperada anteriormente já foi vendida a preços muito abaixo do nível atual. De acordo com Jairo Marcos Kohlrausch, vice-presidente da Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial, os preços da soja no momento são muito atrativos, mas o problema é a situação da safra. “Já foram confirmadas perdas - maiores em algumas áreas, menores em outras, mas perdas", disse ele ao justificar a insegurança do produtor rural. (Reuters, 28/02/2008).

A produção de soja do Rio Grande do Sul foi seriamente prejudicada por uma seca em 2004/05. Os produtores renegociam suas dívidas com bancos e fornecedores de insumos desde então. Por outro lado, o cenário agro cresce em outros segmentos. É o caso da Comeg, que atua significativamente no ramo de fornecimento de máquinas agrícolas na região central do estado. “A busca vem crescendo na medida em que o preço do produto - a soja no caso, agrada o produtor. Assim ele consegue fazer alguns investimentos visando aumentar sua produção, atingindo diretamente o setor de máquinas. No momento, as vendas são muito positivas”, ressalta Marco Aurélio Ramos, Sócio proprietário da empresa. Os equipamentos mais procurados por esses produtores, de acordo com o vendedor Luciano Ramos, são rolamentos, retentores, equipamentos para sistema de corte de colheitadeiras e trilha e limpeza de grãos. Filtros e demais componentes de giro também são bastante procurados.


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A Comeg comemorou 26 anos de história no dia 24 de março. Como novidade, a empresa ampliou o prazo de pagamento, procurando sempre satisfazer e fidelizar o seu cliente.


A capital brasileira da oliveira tem turismo rural

Caçapava do Sul, cidade também conhecida como a capital brasileira da oliveira, tem se destacado no cenário rural através do turismo ecológico. Dona de uma das sete maravilhas do Rio Grande do Sul, as Guaritas, a terra de beleza natural ímpar atrai turistas que vêm de todas as partes do país e do mundo. As áreas de EcoTurismo, Geologia, Paleontologia, Arqueologia e Ufologia e, ainda os pontos turísticos Toca das Carretas, Gruta da Varzinha, Pedra Furada, Pedra do Corvo, Pedra da Abelha, Pedra do ET, Cascata do Salso, Cascata das Pedras Brancas, Forte D. Pedro II e a característica Pedra do Segredo, promovem o reconhecimento internacional do município.

De acordo com a secretaria de Turismo, Indústria e Comércio, turisticamente, Caçapava do Sul está bem estruturada. Mas o processo ainda requer investimentos de empresas privadas para complementar a rede hoteleira e gastronômica, que já têm atraído um significativo número periódico de visitantes. O equilíbrio entre as atrações turísticas, o desenvolvimento do turismo rural e o próprio crescimento do agronegócio no cenário local e mundial, têm movimentado a economia de Caçapava do Sul. Segundo as informações disponibilizadas pela secretaria, um segmento promove e fortalece o outro.

Cursos de aperfeiçoamento realizados através de uma parceria entre a administração municipal e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) são exemplos dessa sistemática. Atualmente, as áreas de arquitetura, design, marketing e gastronomia já são contempladas na cidade. O turismo rural e ecológico são atividades desenvolvidas no campo e comprometidas com a atividade produtiva. Elas agregam valor a produtos e serviços e, resgatam o patrimônio natural e cultural da comunidade. Caçapava do Sul está no caminho certo: o da preservação natural e do retorno à comunidade.

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O verde do campo atrai os turistas e movimenta a economia local.

Créditos: Acervo SEMTIC


Tecnologia e modernização garantem o Prêmio Qualidade Brasil para as Sementes Gasparim

A Sementes Gasparim é uma das empresas pioneiras no segmento de sementes para pastagens. Fundada em 1973 e com a sede localizada em Presidente Bernardes, é hoje uma das três maiores empresas no segmento, empregando mais de 120 funcionários diretos. Com os olhos votados para o progresso, a organização possui um moderno departamento de pesquisa e tecnologia, em parceria com a Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com Giuliano Souza, responsável pela gerência de vendas no Rio Grande do Sul, essa parceria visa o aprimoramento da qualidade e o estudo de novas sementes. Já agraciada três vezes pelo Prêmio Qualidade Brasil (foto), a empresa começou a atuar no mercado externo. Tem exportado para Honduras, na América Central e, em breve, passará a vender em países vizinhos, como Costa Rica, Guatemala e Republica Dominicana. Entre os segredos de sucesso, está o controle de qualidade para garantir a máxima produtividade na pecuária. Um acompanhamento rigoroso, que vai desde a sanidade dos campos, seleção das sementes, pureza, germinação rápida, alta resistência, colheita, embalagem e conservação, até a plena satisfação do clientes são pré-requisitos no processo de trabalho da empresa.


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Os diretores João Gasparin e Marcelo Gasparin, com a jornalista Fátima Bernardes, no Prêmio Qualidade Brasil.

Foto: Dviulgação


Compromisso e comprometimento com o produtor rural é destaque de cooperativa em Tupanciretã

Com a missão de estimular o desenvolvimento na cadeia do agronegócio, propiciando qualidade, tecnologia e competitividade ao associado, a Cooperativa Agrícola Tupanciretã, a conhecida Agropan, vem, há 37 anos, perseguindo o objetivo de tornar-se referência nacional na qualidade de seus produtos e serviços, vida e preservação ambiental. De acordo com o gerente geral Volfe Umberto Gobbato, continua sendo essa a tendência da cooperativa. “A missão é a mesma, mas os olhos estão voltados para o futuro. Recebimento, limpeza, secagem, armazenamento e comercialização de grãos, bem como o fornecimento de insumos e assistência técnica são os nossos principais serviços e a todos eles agregaremos valor constantemente”, ressalta o gerente.

Ele revela que além de contar com uma equipe qualificada e comprometida com a cultura organizacional da cooperativa, a organização procura levar ao associado todas as novidades em agricultura de precisão, tratos culturais, treinamento, entre outros aspectos, seja no âmbito nacional, como no internacional. “Essas novidades e a atualização constante têm facilitando a vida do produtor rural. É o nosso compromisso”, conclui Gobbato, que é positivo acerca do atual panorama do agronegócio: “Teremos uma boa safra na maioria das culturas”. A Agropan atende os municípios de Tuoanciretã, Júlio de Castilhos, Cruz Alta, Jarí, São Pedro do Sul, Jaguari, Mata, Santiago, São Miguel das Missões, Santo Ângelo, Augusto Pestana e Jóia. A organização está localizada numa área estratégica e as suas 11 unidades de recebimento têm promovido o desenvolvimento da região, que é essencialmente agrícola, bem como é referencial para o balizamento dos preços de produtos agrícolas e insumos.


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Recebimento, limpeza, secagem, armazenamento, comercialização de grãos e fornecimento de insumos são os principais serviços da Agropan.

Créditos: Liana Merladete

ACONTECE:

Cooperativas e Sindicatos promovem eventos e facilitam a vida do pequeno produtor rural

Sindicato Rural de São Sepé divulga sua agenda de eventos:

A agenda do produtor rural interessado em conferir as principais novidades do agronegócio tem tudo para ficar cheia. O Sindicato Rural de São Sepé, que teve início com a formação da Associação Rural do município, no auge dos seus 40 anos, vêem proporcionando aos bravos homens e mulheres rurais a possibilidade de conferirem eventos que fazem valer o investimento de esforços no agronegócio. Confira os principais eventos elencados pelo presidente José Aurélio Saldanha Silveira como imperdíveis para a troca de experiências e conhecimento:


  • 29 e 30/03: 12ª Credenciadora ao Freio de Ouro – NCCC Sepé Tiarajú
  • 07/05: 27ª Feira do Terneiro, 25ª Feira da Terneira e 24ª Feira da Vaquilhona – NPTC
  • 14/05: 1ª Feira de Fêmeas – Terneiras e Vaquilhonas
  • 31/05 à 01/06: 10º Crioulaço – NCCC Sepé Tiarajú
  • 17 à 19/10: 34ª Exposição Feira Agropecuária Regional de São Sepé e Vila Nova do Sul, 13ª Feira da Indústria e Comércio,

13ª Prova Oficial de Paleteda e Tiro de Laço e 6ª Feira da Arte.

  • 07/11: 6ª Feira de Terneiros de Primavera
  • 27/11: 2ª Feira de Fêmeas (terneiras e vaquilhonas)


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27ª Feira do Terneiro é um dos eventos mais esperados no município de São Sepé.

Créditos: Arquivo Sindicato Rural de São Sepé


E tem muito mais pelo RS. Confira:


  • Em TUPANCIRETÃ, vem aí a Expotupã: O Sindicato Rural de Tupanciretã, Jari e Quevedos, promovem a 53ª Expotupã e a 4ª Expocultura, que acontecem entre 21 a 26 de maio, no Parque de Exposições Coronel Marcial Terra. Entre as atrações definidas, o Rodeio Show de Barretos com a equipe de Cezar Paraná é uma novidade que promete agitar o público. A Expocultura 2008 irá ampliar o intercâmbio cultural e continuará com a sistemática de propiciar o encontro com a arte nos mais diversos espaços do parque sede do evento.
  • Em SANTIAGO, vem aí a 41ª Feira de Terneiros, Terneiras, Novilhas e Vaquilhonas: O tradicional evento promovido pelo Sindicato Rural do município acontecerá no dia 23 de abril, no parque de Exposição Silvio Ferreira Aquino. A visitação inicia às 8h e o leilão está previsto para às 16h.
  • Em CAPÃO DO CIPÓ, vem aí a EXPOCIPÓ: Entre os dias 16 e 18 de maio, a comunidade de Capão do Cipó poderá participar do maior evento do município, tendo acesso às principais novidades das empresas da região e conferindo uma bela exposição de animais.
  • Em JÚLIO DE CASTILHOS, vem aí a 47ª Expojuc: Praça de alimentação, shows artísticos e venda de animais são apenas algumas das atrações que estão sendo cuidadosamente preparadas pela Cooperativa Agropecuária de Júlio de Castilhos, Sindicato Rural, Prefeitura Municipal e Associação Cultural, Comercial e Industrial do município. Prevista para acontecer entre os dias 11 e 14 de setembro, a feira já é esperada com expectativa pela comunidade.
  • Em PANTANO GRANDE, teve discussão sobre produção de soja para biodiesel: O STR Pântano, juntamente com técnicos da empresa Granol, realizou, na noite do dia 13 de março, uma reunião para discutir a comercialização de soja para biodiesel. Os técnicos da empresa explicaram aos agricultores presentes sobre a política de compra e sobre os contratos com a Granol da produção oriunda da agricultura familiar.
  • Em CAÇAPAVA DO SUL, vem aí rodeio e festa: O 1º Rodeio Estadual do CTG Clareira da Mata acontecerá nos dias 05 e 06 de abril. Os moradores de Caçapava do Sul poderão divertir-se no rodeio que acontecerá na sede campestre Tady Ilha Machado. No dia 30 de abri,l acontece a Farrapofesta, promovida pela Associação Caçapavana de Turismo e o município se prepara também para o 3º Rodeio Crioulo Estadual do CTG Família Nativista.
  • Em CACHOEIRA DO SUL, teve o Remate de Gado Geral - SAFRA Leilões: O evento, promovido pelo sindicato rural do município foi realizado no dia 25 de março de 2008 e teve início às 19h, no Parque do Sindicato Rural.


No meio rural, as empresas também têm vez

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Apresentação de projeto de viabilidade de instalação de microdestilaria no CTVJ. Créditos: Fotos Divulgação.


Conhecimento e solidariedade para o campo


Atualmente, o ensino superior é uma realidade para os homens e mulheres que buscam uma formação qualificada na área rural. A URI, instituição de ensino que integra um sistema multicampi, mantido pela Fundação Regional Integrada – FuRI, vem se destacando nesse contexto. O Campus de Santiago, que conta com 14 Cursos de Graduação e um portifólio com mais de 20 possibilidades de Cursos de Pós-Graduação, abrange os cursos de Agronomia, Engenharia Agrícola e apresenta uma novidade: a implantação do Mestrado “Planejamento Regional e Urbano”. Neste ano, ingressou a primeira turma do curso de Agronomia e, o curso de Engenharia Agrícola, por sua vez, teve conquistas em vários âmbitos, desde o desenvolvimento tecnológico, dado através do Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico e do Centro Tecnológico Vale do Jaguari. Ambos têm como principal preocupação desenvolver e disseminar formas alternativas de cultivo, assim como aproveitar as vocações regionais.

A organização não-governamental “Quero Viver” também é um exemplo de destaque na disseminação de conhecimentos, mas especialmente de solidariedade. Localizada em Santa Maria, junto à Uninter, a ONG beneficia a comunidade carente com projetos de inclusão digital, incentivo para o ingresso da mulher no mercado de trabalho e, na área agrícola, incentiva os pequenos agricultores em participar do processo de crescimento da produção de biodiesel. Segundo Daniel Oliveira, diretor da Uninter SM, este programa tem além do objetivo de aumentar os ganhos dos pequenos e médios produtores, diminuir a poluição atmosférica com o incentivo do uso do biodiesel.


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Inclusão digital é um dos projetos da Ong Quero Viver.



Pneus, recapagens e distribuição de óleo diesel:

Tornar-se referência nessas três linhas de atuação é a visão de futuro da Batista Pneus. Localizada em Santiago e atuando na região centro oeste do Estado, a empresa vem se destacando com a missão de conquistar, manter e desenvolver relacionamentos de confiança, bem como na inovação em atendimento e tecnologia. De acordo com a gerente administrativa, Lizandra Maroneze, o produtor rural também pode encontrar soluções para o seu trabalho tornar-se mais eficiente: “Buscamos e entregamos os pneus na lavoura, os colaboradores são treinados na Pirelli Pneus e Borrachas Vipal e 100% dos resíduos da reformadora são encaminhados para reciclagem”, ressalta ela.


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