Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Evolução das Lavouras de Verão e Perspectivas para 2009

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 26 de dezembro de 2008



Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

Especial Evolução das Lavouras de Verão e Perspectivas para 2009


Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo: Expectativas são positivas para o homem do campo


Panorama Rural

Trocando em miúdos

O sucesso no plantio é sempre esperado com ansiedade pelos produtores rurais. Sofrendo a interferência de inúmeras variantes, como o tempo e as pragas, os plantios necessitam de atenção redobrada e cuidados preventivos. A adoção de técnicas para a prevenção de problemas durante a evolução das culturas é fundamental para aqueles que desejam sucesso na colheita. Na última edição, o Agronegócios trouxe as expectativas de produção das principais culturas da safra de verão. Neste mês, as previsões para a safra desta estação são analisadas pelo Engenheiro Agrônomo e Mestre em Agronomia, Luiz Antônio Rocha Barcellos.


TIRA TEIMA

A soja, o milho e o feijão são os carros-chefe da safra de verão, devido a grande produtividade e ao ótimo desempenho no mercado. Na última safra, mesmo com problemas climáticos e de ataque de lagartas e percevejos, a lucratividade foi boa. Para este ano, o milho, que lucrará com aumento de 3,1% em produção na safrinha, também deve ter crescimento devido ao trabalho de zoneamento agrícola. Contudo, a área da safra, em relação a anterior, será diminuída, especialmente devido ao preço da soja e do feijão. “Em relação ao milho, o principal problema é a incidência da lagarta do cartucho, principalmente nas áreas semeadas no tarde”, afirma Barcellos sobre a última safra.

Já o feijão, que contava com grandes expectativas para a safra de verão, foi prejudicado com o excesso de chuvas logo após o plantio e também com a queda nas temperaturas. Esta combinação indica que a produtividade será abaixo da esperada. Barcellos conta que a Emater Regional, em parceria com a Emater Goiana, está analisando, através de Unidades Demonstrativas em sete municípios da região, a introdução de novas culturas do feijão na Depressão Central.

A soja, na safra 2009, terá um tímido aumento de 2% de área plantada. Maior lucratividade e melhores preços encontrarão obstáculos, como a queda na taxa do câmbio, as dividas das safras anteriores e aumentos nos custos. Contudo, as melhorias feitas pelos produtores, nos aspectos de maquinário, fertilidade do solo e escalas, garantirão aumento, bons preços e liquidez no mercado para os grãos.


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Na safra 2009, a soja terá um tímido aumento de área plantada.

Créditos: Divulgação


Adeus ano velho, feliz ano novo

Conheça as perspectivas para o produtor

Em alta

  • ARROZ

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Créditos: Divulgação


O período atual, para a cultura do arroz, é de equilíbrio entre as pontas de oferta e demanda pelas cotações internacionais. Para 2009, as expectativas são boas, com a manutenção do preço interno em patamares otimistas e o aumento da área plantada.

  • BIODIESEL

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Créditos: Divulgação


A fase crítica do biodiesel já passou. Contudo, é crucial os produtores invistam na pesquisa para aumentar a produtividade no campo, e tornar possível a concorrência com o diesel.


Em baixa


  • BATATA

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Créditos: Divulgação


As perspectivas para o próximo ano não são as melhores. Além dos custos altos de produção, os produtores não vêm obtendo sucesso por investirem pouco em sementes de boa qualidade e em tecnologia. O mercado interno é auto-suficiente, contudo, o Brasil não exporta nenhum tubérculo, o que fez, inclusive, com que a área plantada tenha caído de 160 para 100 mil hectares nos últimos anos.


  • CAFÉ
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Créditos: Divulgação


A expectativa é de baixa produtividade. Mesmo com investimentos do governo para colheita e estocagem, os cafeicultores não vêem o preço da saca do café aumentar.



Segurança & Retorno

O Ano Novo pede: Precaução!


O final de ano é um tempo para renovação e planejamento para a maioria das pessoas. E para os trabalhadores rurais não é diferente. Eles precisam assimilar bem essa idéia e planejar todos os momentos de cada período de safra. Por isso, é imprescindível que atentem para os equipamentos e insumos utilizados na hora do plantio, manejo e colheita, pois cada etapa pode ser decisiva para uma safra ser lucrativa ou não. A tradição e a qualidade dos produtos são garantias de melhores resultados. Confira algumas dicas:


  • Manutenção do maquinário: Segundo Luciano Ramos, responsável pelo setor de vendas e marketing da Comeg Peças Agrícolas, os produtores estão conseguindo visualizar a importância da manutenção preventiva em seu maquinário, pois a medida evita imprevistos. Para economizar neste final de ano, a dica de Ramos é aproveitar o momento, já que ainda não houve o reajuste nos preços, para realizar a manutenção desejada, a custos mais acessíveis. Nesse período é importante efetuar a manutenção detalhada em tratores que estão sendo utilizados no plantio, mas já pensando na etapa final, com as colheitadeiras. Isso pode ser feito com uma troca periódica de filtros, rolamentos, retentores, entre outras peças.


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Nesse período é importante realizar a manutenção detalhada em tratores e colheitadeiras.

Créditos: Divulgação


  • Solo: Atualmente, 95% dos solos agricultáveis no nosso Estado apresentam uma acidez capaz de diminuir significativamente a produtividade. De acordo com o técnico da Indústria de Calcários Caçapava (Inducal), Flávio Pazinato, uma pesquisa recente detectou que são necessários cerca de seis milhões de toneladas de calcário agrícola por ano para corrigir o problema de modo eficaz nas terras gaúchas. O problema é que não chegamos a utilizar dois milhões de toneladas. Conforme Pazinato, o produtor precisa atentar para a questão. A incorporação de um calcário agrícola no solo é capaz de corrigir sua acidez, além de fornecer cálcio e magnésio, e neutralizar o efeito fitotóxico do alumínio e do manganês, potencializando o efeito dos fertilizantes.
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A incorporação de um calcário agrícola no solo ajuda a corrigir sua acidez.

Créditos: Arquivo Inducal


  • Consultoria:

As consultorias auxiliam na identificação de oportunidades de melhoria e na implantação de novas metodologias de administração para a empresa agrícola. Por isso, a ajuda profissional torna-se um investimento que pode gerar bons lucros. A empresa Expoente Corretora e Consultoria Ltda atua nesta área em todo o Mercosul, principalmente na gestão de negócios arrozeiros, tanto agrícolas como industriais, além de trabalhar com outros grãos, como milho, soja, trigo, feijão etc. O engenheiro agrônomo, sócio proprietário da Expoente, Jair Almeida da Silva, adianta algumas dicas para um bom planejamento nesta e nas safras que estão por vir: “Planeje tudo que puder dentro de sua atividade, antecipe suas tarefas e busque a auto-suficiência financeira. Assim, com certeza, você economizará de 20 a 30% de seus custos no mínimo, e serão proporcionados melhores rendimentos na produção”.


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A empresa Expoente Corretora e Consultoria Ltda atua principalmente na gestão de negócios arrozeiros, tanto agrícolas como industriais.

Créditos: Divulgação


Qualidade & Criatividade

A energia das cores também pode ajudar o produtor em 2009

O trabalho rural é gratificante, porém cansativo. É dia após dia de atenção e cuidados com a safra, durante o ano inteiro. Por isso, a casa da propriedade deve ser um local de descanso e reposição das energias. A Casa Cor Tintas possui as mais variadas cores para tornar a fazenda do jeito que o produtor rural preferir. A proprietária Carmen Maurício indica o uso de cores que contrastem com a paisagem, como os tons terracota, alaranjados e amarelos. Além disso, é importante atentar também para os produtos utilizados em alvenaria, ferro, pisos e telha, pois estes são mais expostos ao intemperismo. Carmen afirma que existem hoje produtos de larga durabilidade e resistência, garantindo qualidade e beleza às propriedades. Com o final de ano, nada melhor do que renovar as energias para o novo ciclo que se inicia. Uma mudança é uma boa pedida. Carmen dá a dica da cor para energizar a residência que simboliza o lugar onde se recarregam as baterias para ganhar garra no trabalho: “os tons de amarelo, pois o Sol será o astro rei em 2009”.


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Exterior e interior de propriedade na localidade de Passo do Verde, em Santa Maria, ganharam vida.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann



O segredo é quem faz

Nessa época, no ano passado, eram as perspectivas de 2008 o centro das atenções para quem se preocupa com o agronegócio. Com um cenário internacional favorável, o setor ainda se deparava com um dos mais básicos problemas da cadeia produtiva: a baixa rentabilidade. Entretanto, a idéia do Brasil ser o celeiro do mundo pesava mais e, problemas à parte, a motivação merecia mais uma vez ser promessa de ano novo.

Mas se em 2007 problemas ambientais e fundiários já geravam apreensão e instabilidade no campo, a novela continuou em 2008. O cenário que era bom e promissor no período de previsões mudou de cena e o protagonista teve um nome inesquecível: crise mundial de alimentos. A atuação da personagem principal foi avassaladora. Tanto que a reprise pode ser anunciada. Motivos para chorar não faltaram. A dificuldade para obtenção de crédito rendia e continua a render capítulos para uma outra novela.

A logística e o câmbio também se tornaram vilões e, como se não bastassem as dificuldades, o homem do campo continua a escutar pessoas que não têm conhecimento sobre o atual panorama do setor dizer que produtor é aquele trabalhador rural rico que não sabe onde vai colocar o dinheiro da safra quando, na verdade, ele convive com o problema de ter de escolher a quem pagará primeiro.


Não está morto quem peleia - Trocando em miúdos, ao que tudo indica, a retrospectiva rende um drama. Mas, como já dizia o dito popular, não está morto quem peleia. Se nessa época do ano o Natal e a renovação de esperanças são os temas de praticamente todas campanhas publicitárias, deveria ser o empreendedor rural o garoto propaganda. Ao invés de poucas e boas, depois de muitos e ruins, é ele quem tem de renascer nem de ano em ano, mas de safra em safra.

Quem ilustra como ninguém as perspectivas e sonhos de final de ano do homem do campo é o Grupo Santa Zélia (GSZ). Referência em todos os seus braços de evolução: SZ Cereais, SZ Sementes, SZ Insumos, SZ Florestal e SZ Pecuária, o Grupo está na sua quarta geração. Dá para imaginar quantas safras, bem como quantos altos e baixos tiveram tempo de acontecer. O GSZ nasceu no final do século XIX, atuando especificamente no setor pecuário. O atual diretor-presidente do Grupo, Teófilo Pereira dos Santos Neto, agregou novas atividades sem fugir dos propósitos de trabalho iniciados pelos antecessores.

Mas foi a sua visão de futuro que provou e comprova ainda hoje que o segredo é quem faz. Ultrapassar os obstáculos não é tarefa fácil. Mas de gestão. Por isso, o Grupo Santa Zélia se cerca de parceiros responsáveis e de renome. Como já disse José Ney Vinhas, sócio-diretor da Safras & Cifras, “negócio não rima com paixão”. O diretor-presidente do Grupo compartilha da posição e rima negócio com sabedoria. Enquanto “o agronegócio sofre, em linhas gerais, um desrespeito”, como define o engenheiro agrônomo Almir Rebelo de Oliveira, parceiro do GSZ, a garra e o espírito empreendedor são as melhores armas para manter a razão do futuro mundial.

Portanto, se o fantasma da crise tem se mostrado presente no País e, se o mercado vai estar com um grande volume de produção, sem uma capacidade de escoamento em recursos para adquirir as safras e movimentá-las, o que temos a fazer é administrar bem esse processo aqui, dar uma arrumada na casa, cobrar um governo mais capaz de investir – o que é nossa limitação: investimentos em infra-estrutura, logística e energia – para prepararmos o terreno, usarmos com sabedoria os recursos naturais que temos e ocuparmos o papel de liderança mundial que temos pela frente. E que assim seja, é o que o GSZ deseja a todos seus parceiros para mais um ano novo!

Grupo Santa Zélia – www.gsz.agr.br – Itaqui: (55) 3611 4080 – Santa Maria: (55) 3226 5409


Minha história

Parceria com cara de sucesso

Todo empreendedor rural consciente sabe: a pastagem tem que estar devidamente inserida no sistema de produção como um dos principais fatores produtivos. E não pára por aí. Um sistema de produção é muito mais complexo e dinâmico do que representa à primeira vista. São vários os fatores que compõem esse cenário e todos interagem, de alguma forma, entre si. O solo, o clima, os animais e a ação humana influenciam o meio e para que se alcance resultados positivos só tendo uma boa orientação. Essa, aliada à tradição e ao conhecimento do campo, só pode resultar numa coisa: sucesso.

Um exemplo de parceria que deu certo e que encara essa palavra como ordem está centrado em uma das estâncias da família Mariano da Rocha, a Santa Isabel, localizada no município de Manoel Viana. Há quatro anos é a Sementes Gasparim uma das empresas que tem a honra de fornecer alguns dos subsídios que garantem resultados eficazes para essa propriedade, que tem mais de 50 anos de trajetória. Giuliano Souza, responsável pela gerência da empresa no Estado, conta que a Santa Isabel possui cerca de 3.200 hectares, integrando agricultura, com arroz e soja, e pecuária. Destaque pelos excelentes índices de produtividade e administrada pelo engenheiro agrônomo Patrício Augusto Mariano da Rocha, chega a atingir 1.500 ventres da raça Red Angus, trabalhando com o ciclo completo.

De acordo com Souza, o resultado não é uma coincidência. A estância vem utilizando a Braquiaria Brizantha Marandu nas áreas mais arenosas para potencializar o ganho por área na pecuária. E a alternativa dá certo. Conforme informa o seu Ariovaldo Messa de Deus, capataz da estância, mais conhecido por Vado, hoje a estância conta com uma média de 500 hectares de pastagens tropicais, entre elas a própria Braquiaria Marandu, a Braquiaria mg5 e a Aruana. “Todas se adaptaram bem”, conta. Ele revela que na primavera chega a obter ganho de um quilo por dia e, no inverno, com a estratégia de forma de feno em pé e mineralização orgânica protéica, os ganhos são de até 200 gramas por dia. Além disso, seus animais de engorda estão atingindo, aos dois anos, cerca de 500 quilos de média no abate e, as novilhas de inseminação excelente condição corporal. É ou não um exemplo a ser seguido?


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Souza (esq.) e Vado (dir.) não escondem a satisfação: “Devemos acreditar nas pastagens e nas nossas lavouras”, recomendam.

Créditos: Arquivo Gasparim


Dica do Agro

O carro do produtor rural deve preencher vários requisitos: ter espaço, boa altura do solo e potência. São poucos os automóveis que conseguem estar de acordo com a vida atribulada de quem trabalha no campo. O Meriva, carro da Chevrolet, é uma dessas exceções. O Diretor da Rede Nicola Veículos, Osvaldo Nicola, explica que ele ainda possibilita a escolha pelo cambio manual ou automático através do sistema Easytronic, além do motor 1.4 Econo.Flex, que é o mais potente da categoria, o que o torna mais econômico. O espaço é outra vantagem. Com 1.694 metros de largura e 1.624 de altura, seus passageiros ganham em conforto. Por isso, a Nicola afirma que o Meriva é o carro que deve surpreender no ano de 2009.

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Para 2009, um carro que deve surpreender é o Meriva 1.4 Easytronic.

Créditos: Arquivo Nicola



Tecnologia

Optimus controla custos operacionais de máquinas para o produtor

Os gastos com maquinário representam uma parcela significativa do desembolso da lavoura. Na cultura do arroz, por exemplo, os gastos de diesel em operações com plaina niveladora podem variar de R$37,00/ha a R$46,00/ha, dependendo da eficiência operacional e do trator utilizado. É importante para o produtor conhecer estes números, para poder escolher as opções mais econômicas para seu sistema produtivo e identificar onde pode reduzir custos. Por isso, a Vectis e a i3 Tecnologia, desenvolveram o software Optimus, uma completa ferramenta para Gestão de Sistemas Operacionais Agrícolas, Florestais e de Logística. O objetivo é auxiliar as empresas e produtores a otimizarem seus resultados operacionais.


O Optimus permite o controle de custos e o aumento da produtividade de máquinas e veículos, fornecendo consumo de combustível, gasto individual com manutenção, controle de manutenções preventivas e corretivas, vida útil de peças e componentes, produtividade individual de máquinas e operadores, dentre outras.


“O Optimus permite o controle total das operações com máquinas e veículos, fornecendo informações gerenciais fundamentais para os gestores que desejam reduzir custos e aumentar a produtividade de suas frotas, de forma eficaz.”, explica o engenheiro florestal e Consultor em Sistemas Operacionais da Vectis Odilon Ferreira.

A tabela abaixo mostra a diferença no gasto com combustível hectare, na operação de entaipamento, em quatro granjas produtoras de arroz irrigado. Com estas informações pode-se investigar vários questões que influenciam no custo, como o número de horas trabalhadas por hectare e o consumo de diesel por hora, ligadas ao tipo de máquina, implemento e à eficiência operacional do sistema.


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Monitoramento

2009 promete ser positivo para a Agricultura de Precisão


Cada vez mais competitivo, o meio agrícola exige um maior nível de especialização, capacidade de gerenciamento e profissionalismo do produtor. É por isso que a Agricultura de Precisão tem tomado cada vez mais espaço, trazendo vantagens e garantia de uma boa colheita. Esse sistema se caracteriza pelo gerenciamento da produção agrícola para que os sistemas de produção sejam otimizados, através do uso de tecnologias como: sistema de posicionamento global (SPG ou GPS), sensoriamento remoto, aplicação de insumos em taxas variáveis, sistema de informação geográfica (SIG ou GIS), entre outros. O engenheiro agrônomo e proprietário da Agronutri, Luciano Malgarin, afirma que tal medida proporciona “a redução de custos com fertilizantes e semente, o conhecimento real da potencialidade das propriedades e, tomada de decisões nos manejos com base em dados georeferenciados e com incisão nos locais problemáticos”.

Escolha promissora – É através da Agricultura de Precisão que o produtor tem a possibilidade de tomada de decisão estratégica de todos os itinerários técnicos e operacionais dentro do ciclo cultural. Mas o sistema ainda é pouco conhecido. A expectativa para 2009 é de grande aumento na procura pela tecnologia, através do esclarecimento da atividade. Uma idéia errônea que o produtor ainda tem é quanto aos altos investimentos em máquinas e equipamentos para a instalação da técnica. Segundo Malgarin “o agricultor, com o que já possui na propriedade e mais algum equipamento indicado por alguém especializado, pode implantar este sistema e trazer retorno com vantagens imediatas”.


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O negócio rural requer mais do que intuição. Conhecer o potencial é fundamental.

Créditos: Divulgação


E a terra?

Outro aspecto que merece a atenção do empreendedor rural é a terra. Própria ou locada, é ela que rende o sustento da família ou da empresa agrícola. Então, antes de pensar na tecnologia, o primeiro passo é a escolha do local onde efetuará o trabalho. Afinal, quem trabalha com o meio sabe da importância de uma boa terra. Ela pode definir uma colheita produtiva ou não. Por isso, na hora de escolher, é importante atentar para alguns fatores. Nilo de Souza Ourique, gestor em negócios imobiliários da Nilo Imóveis Rurais, enumera os principais:

1. Aproveitamento

2. Localização

3. Índice pluviométrico


Uma das propriedades que indica como promissora fica a 80 km de Santa Maria. Com 2.250 hectares, e uma grande área de arroz e soja, é “difícil de encontrar propriedade igual na região”, conta Ourique. Quem tiver é interessa, basta contatar a imobiliária para obter mais informações através do telefone (55) 3028 5252.


Tradição

Tecnologia revela compromisso com o sucesso

Os reflexos da crise econômica mundial vêm sendo sentidos em vários segmentos da economia, inclusive no agronegócio. Mesmo com a queda de 2% nas vendas internas dos insumos, entre janeiro e outubro, os produtores rurais pouco variaram a quantidade de produtos em suas lavouras. Essa postura, inclusive, confirma os dados positivos no crescimento da venda de defensivos e sementes. Comparando com os meses de janeiro e agosto do último ano, a comercialização de defensivos agrícolas cresceu 36% em 2008. As sementes também estão em um período positivo, estimando crescimento de 15% na utilização, e entre 10% e 15% no faturamento conforme dados da Associação Brasileira de Sementes e de Mudas (Abrasem).

Diferente de outros insumos, que sofrem influências da crise econômica, as sementes certificadas irão manter os bons números da ultima safra, que contou com 1,8 milhão de sementes vendidas e R$ 5 bilhões em vendas. “A soja, por ter volume mais expressivo, puxará essa tendência, com aumento de 20% na taxa de utilização de sementes”, afirma Carlos Cogo, consultor agroeconômico, veterinário e economista da Massey Ferguson. Este crescimento no uso das sementes certificadas também é reflexo de investimentos do Ministério da Agricultura no combate às sementes piratas e ao contrabando. Além disso, “o produtor tem se conscientizado de que sem tecnologia não vale a pena produzir”, conta Cogo. Somado a outros benefícios, a semente certificada ainda traz economia no uso dos defensivos e amplia a época da colheita, que pode começar mais cedo e ser finalizada mais tarde.

Boa safra em 2009 - Para a colheita, as expectativas mostram que bons números vêm por aí. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção agrícola em 2009 deverá ser de 139,6 milhões de toneladas, 3% menor do que a safra 2008. Contudo, “a safra de 2008 não pode servir como base de comparação, já que foi uma safra excepcional, onde além do mercado global aquecido, fatores climáticos favoráveis e a tecnologia foram responsáveis pelos nos números”, lembra Cogo. Neste último fator, qual seja a tecnologia, entra a qualidade e experiência da Massey Ferguson. Aumentar a produção e, especialmente, aproveitar cada etapa da produção, mostram-se como necessidades que o produtor pode sanar pelo uso da tecnologia.

A Massey Ferguson oferece uma linha completa de tratores, colheitadeiras e implementos, produtos “de qualidade e com a tecnologia adequada para as necessidades da agricultura brasileira”, revela Michele Smiderle, engenheira de vendas da Massey Ferguson. Contando com uma estrutura significativa, tendo mais de 200 pontos de venda espalhados pelo país, a Massey oferece serviço diferenciado aos seus clientes. Através de assistência de qualidade, com mecânicos treinados e peças de alto padrão, a produtividade e a segurança na produção são garantidas.


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A série MF 7100 é sinônimo de excelente desempenho em diversas culturas, inclusive sendo possível seu uso na cultura do arroz.

Créditos: Nilson Konrad



Lançamentos Massey Ferguson para sua lavoura

A Massey Ferguson está lançando sua nova série de tratores MF 7100. Com quatro modos diferentes, a série é ideal para o trabalho preciso e eficiente nas diferentes culturas, mantendo baixo custo operacional e manutenção acessível. A série traz um design moderno e arrojado, com boa distribuição dos comandos e instrumentos de monitoramento, assim como mais conforto para o trabalhador. O câmbio é sincronizado com 12 velocidades à frente e cinco à ré, que garante ótimo escalonamento de marchas e baixo consumo de combustível. O motor é AGCO SISU POWER, mundialmente reconhecido por seu excelente desempenho. A série foi testada e avaliada em várias lavouras do Brasil, inclusive na região central do Rio Grande do Sul.



Tradição

Agilidade e confiança é o que o produtor precisa


Trabalhando há 32 anos, e atendendo mais de 80 municípios do Rio Grande do Sul, a Líder Tratores é referência quando o assunto é maquinário agrícola. A empresa é uma das maiores distribuidoras da New Holland, além de possuir parcerias com os principais fabricantes de implementos agrícolas do País. Sempre oferecendo o que há de mais moderno e eficaz nos segmentos que atua, a Líder Tratores também possui uma grande linha de peças originais em estoque, oferecendo assistência técnica com mecânicos qualificados em fábrica. “Dispomos de variada linha de implementos novos e usados, das mais famosas marcas, e contamos com parceiros conceituados no mercado de defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e sementes”, conta Juliana Jaeger Beckel, economista e sócia administradora da Líder Tratores. Além destes produtos, a empresa ainda comercializa produtos veterinários de conhecidos laboratórios.

O diferencial oferecido pela Líder Tratores, no quesito maquinário, é a qualificação “pós-venda”, que dá ao cliente assistência na manutenção e conservação dos produtos, além de auxílio ao cliente na utilização correta do equipamento. As expectativas da Líder Tratores, para o ano de 2009, são as melhores. Mesmo enfrentando a crise econômica, o segmento agropecuário é privilegiado, pois lida com produtos fundamentais, quais sejam, os gêneros alimentícios. Então, “o conselho é produzir cada vez mais, buscando a melhor produtividade”, lembra Juliana. Participante do programa “Mais Alimentos”, a Líder Tratores tem uma grande linha de financiamentos de produtos agrícolas, entre elas o Consórcio New Holland. Através de programas como esse, os clientes da Líder Tratores recebem o tratamento que merecem: agilidade e confiança na comercialização dos produtos e qualidade no atendimento.


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A Líder Tratores é referência quando o assunto é maquinário agrícola.

Créditos: Arquivo Líder Tratores


Cooperativas & Sindicatos

Em prol do desenvolvimento regional

A construção da Termelétrica do Canapé, em Cachoeira do Sul, deve ser iniciada entre os meses de julho e setembro de 2009. A notícia foi dada pelo presidente da Cooperativa de Eletrificação Centro Jacuí (Celetro), José Benemídio Almeida, em uma reunião com a imprensa da região. A Celetro é uma cooperativa associada ao empreendimento. Na coletiva, o presidente apresentou ainda documentos como o contrato de compra de 95 hectares, que corresponde à área da usina termelétrica e onde será instalado o canteiro de obras. A construção, que deve ser concluída até o final de 2013, era esperada pela população de Cachoeira do Sul e região, devido à grande repercussão no desenvolvimento regional que os investimentos em infra-estrutura e tecnologia irão gerar. Além disso, há grande expectativa quanto ao aumento de empregos gerados. A mão-de-obra contratada passará por uma preparação profissional, favorecendo as pessoas interessadas na área de construção e manutenção da usina.


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Em evento para a imprensa, o presidente da Celetro anunciou o início da construção da Termelétrica do Capané.

Créditos: Rafael Boere


Objetivos para o próximo ano tomam forma no Estado e Região

"Os efeitos da crise, no próximo ano, serão os menores possíveis para o cooperativismo, pois ele sempre investiu na economia real, não especulativa. O cooperativismo de crédito, por exemplo, financia a produção, assim como o agropecuário. A crise será a grande oportunidade que o cooperativismo terá para se firmar no mercado interno. Temos demanda de consumo suficiente e poder aquisitivo crescente. A crise só trouxe vantagens, quem perdeu com ela foram os especuladores. O sistema cooperativo faz aplicações reais e produz efetivamente. O cooperativismo tem que se reciclar para melhor atender ao mercado interno, se voltando para a agroindústria. A economia se reciclou e fez com que os países deixassem de importar e se voltassem ao consumo interno". Vergilio Perius, Presidente do Sistema Ocergs – Sescoop/RS


“O Sindicato Rural de Júlio de Castilhos, em 2009, vai continuar sua atuação junto aos associados. Trabalharemos em função das necessidades de nossos membros, atendendo as demandas por cursos e atividades específicas. Atuaremos em parceria com as entidades regionais, em prol de um crescimento comum, tanto para o quadro de sócios, quanto para nossa região.” Rogério Francisco Puente Salles, Presidente do Sindicato Rural de Júlio de Castilhos


“Nós, da Agropan, continuaremos a trilhar em 2009 o mesmo caminho, atuando em prol de nossos associados, conscientes de nossas aspirações e com a convicção de que poderemos construir mais um capítulo repleto de possibilidades e conquistas. Através do talento e engajamento de nossos colaboradores, temos como meta para 2009 o reconhecimento da Agropan como a principal parceira de nossos associados, clientes e fornecedores.” Volfe Umberto Gobbato, Gerente Geral da Cooperativa Agrícola Tupanciretã


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O espírito de união é característica marcante nos objetivos para 2009.

Créditos: Divulgação



Passado a limpo

  • EVENTO PARA O PÚBLICO RURAL E URBANO: Em São João do Polêsine, a Società Amici d’Italia promoveu, no início do mês, o “Terceiro Festival do Sorvete e da Pizza”. O evento foi animado pelos grupos de dança italiana Società Amici D’italia de São João do Polêsine, Giovanotte Balerine de Faxinal do Soturno e Stelle Alpina de Dona Francisca. Além das danças folclóricas, o festival ofereceu gastronomia típica como pizzas e gelato (sorvete), em barracas montadas na praça da Matriz.


  • NOVIDADE PARA AS COMUNIDADES DE MATA: A população de Mata foi presenteada neste final de ano. No dia 14 de dezembro foi inaugurado o Complexo Poliesportivo da cidade, que conta com um campo de futebol, duas quadras de vôlei, pistas e locais para atividades atléticas e dois vestiários.



Crise

Efeitos da crise são sentidos pelos exportadores

O setor de carnes já sente os impactos da crise econômica. Num primeiro momento, a menor demanda dos países importadores pode aumentar a oferta interna de carnes bovina, suína e de frango. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa situação deve ser estendida, já que com a escassez de capital no mundo, as negociações internacionais deverão diminuir em valores e em quantidade. No entanto, o estudo aponta duas alternativas aos frigoríficos: a abertura de novos mercados e o aumento do consumo interno. O mercado projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 para 3,5%, menor do que nos últimos anos, o que desanima expectativas de aumento de consumo no Brasil.



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O setor de carnes sente os impactos da crise econômica.

Créditos: Divulgação


FRUTICULTURA

Fruticultura, uma atividade rentável


A fruticultura tem se mostrado uma opção mais rentável que a cultura de grãos nas pequenas propriedades. Assim, este é um dos segmentos mais importantes da agricultura gaúcha e, na região central do Estado a situação não é diferente. Entretanto, na cultura de melancia, por exemplo, houve neste ano uma redução de 35% na sua área de cultivo na região, devido à expansão da silvicultura.

A uva, em contrapartida, foi destaque, ocupando atualmente 1.138 hectares na região. Seu crescimento acorreu devido a empresas que se estabeleceram no centro do Estado para cultivo de uvas para o vinho, entre outros motivos. Segundo o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional da Emater/RS, Valmir Wegner, a videira é a espécie de maior potencial de expansão, tanto no aspecto climático quanto no mercado. A laranja, apesar de uma redução da área utilizada com relação a 2005, ainda é uma das frutas mais cultivadas na região, com 590 ha. Outras culturas que merecem destaque são as de noz pecan, pêssegos, figos, bananas e maças.

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Uva foi destaque

Créditos: Divulgação


TRANSPORTE DE CARGAS

Nada de perdas nos carregamentos


Os produtores rurais, já clientes dos reboques para animais, têm outras opções na Surdinas Bellé para o carregamento de suas cargas. Uma delas é o reboque de campo, popularmente chamado de “fazendinha”. Vantajoso ao produtor rural, a alternativa é ideal para o transporte de rações, sal e outros produtos básicos da propriedade, inclusive dentro da fazenda. De acordo com Fernando Bellé, proprietário da empresa, o fazendinha pode ser adquirido sob encomenda e, também, ter suas dimensões projetadas conforme a necessidade do cliente. Uma outra sugestão de Bellé é o protetor de motor, que evita danos no carter. A aquisição corresponde em cheio o desejo do produtor que enfrenta dificuldades nas estradas com mais obstáculos.

O próximo ano vem cheio de novidades para os clientes da Surdinas Bellé. A principal delas é a inauguração da nova sede. O novo empreendimento ficará localizado na Avenida João Luiz Possobom, nº 1758. A empresa, que existe desde 1988, vem, ao longo destes anos, agregando novos produtos e aprimorando cada vez mais a qualidade no atendimento e sua área de atuação. O ponto alto é que, com a nova sede, maior e com amplo estacionamento, novos produtos e serviços se somarão com a qualidade já existente na Surdinas Bellé. Maior estoque à pronta entrega e sob encomenda, além dos serviços de manutenção, que darão garantia extra para os clientes, irão compor os destaques em 2009.


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O reboque fazendinha também conta com a versão “fazendão”

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Um companheiro saudável

Entendendo o assunto - O cavalo crioulo, raça que no Brasil surgiu na região Sul, é uma mistura de raças de origem árabe, portuguesa e espanhola. A sua evolução, ao longo dos anos tornou estes animais resistentes às enfermidade, e bastante ágeis. Por isso, estes grandes companheiros dos gaúchos são avaliados em competições específicas para a raça crioula, como a mais conhecida e tradicional delas no Rio Grande do Sul: o Freio de Ouro. A competição exige muita dedicação destes animais, que mesmo com a capacidade de resistência, podem sofrer males que prejudicam sua saúde e desempenho nas avaliações.

O estudo - O mestrando de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Henrique Castagna, estuda os problemas respiratórios que acometem os cavalos crioulos participantes de etapas classificatórias do evento. Segundo ele, problemas nesta área do corpo podem prejudicar o desempenho dos eqüinos. Ele explica como isso acontece: “A maioria das doenças respiratórias diminui a capacidade ventilatória pulmonar. Com isso, diminui-se a oxigenação dos tecidos e há diminuição na performance, relutância em se exercitar, o animal fica ofegante durante e depois dos treinos e pode até perder peso”.

A identificação destas enfermidades pode trazer qualidade de vida para os animais, e isso não acontece somente com os cavalos crioulos de competição. Já que o cavalo é encarado como o melhor amigo do gaúcho, é importante atentar para os principais sintomas que caracterizam tais problemas: baixo desempenho, demora na recuperação após exercícios forçados, tosse (durante o treino ou quando recebe a alimentação), secreções nasais, sons anormais durante o exercício e relutância em se exercitar.

Conselho profissional - Quando estes sinais clínicos forem percebidos, Castagna aconselha entrar em contato imediatamente com um médico veterinário, evitando tratamentos empíricos. O estudo de Castagna é pioneiro no País. Durante a análise, os animais são examinados detalhadamente em todo o sistema respiratório. Ainda segundo ele, a pesquisa mostra a importância do diagnóstico correto de determinadas doenças que podem interferir negativamente no rendimento dos animais durante as provas do Freio de Ouro.


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Na foto, Castagna realiza um exame de endoscopia das vias aéreas do cavalo.

Créditos: Arquivo Pessoal


Nota 10

Produção de grãos continua em situação positiva

O clima e a crise financeira não devem atingir a expansão das lavouras no Sul do Brasil. É o que diz o terceiro levantamento da safra de grãos 2008/09, divulgado no último dia oito pela Conab. A produção no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina deve resultar num crescimento de 2,9% e chegar a 61,1 milhões de toneladas, um recorde na região. Com este saldo, o Brasil alcançará a segunda melhor colheita da história, de 140,3 milhões de toneladas, atrás apenas da safra passada, que foi de 143,9 milhões de toneladas. As outras regiões, segundo a pesquisa, não apresentam um saldo tão bom. No Sudeste, a colheita cairá 3,1% e no Centro-Oeste 7,1%. No Norte/Nordeste, apenas os agricultores do sul do Maranhão, sul do Piauí e sudoeste da Bahia iniciaram o plantio. Nas demais localidades, os produtores estão esperando as chuvas para começar a semear, o que deverá ocorrer a partir de janeiro.



Abigeato deve ser combatido


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Comprar carne com procedência e fiscalização é a melhor medida.

Créditos: Divulgação

A diretora de Assessoramento Especial do Departamento de Polícia do Interior, delegada Patrícia Pacheco, participou de encontro com dirigentes de Sindicatos Rurais e produtores na sede da Farsul no início do mês. Ela defendeu a união de esforços das entidades municipais para que não só os órgãos de segurança, que são Brigada Militar e Polícia Civil, mas também os de fiscalização, que são Inspetorias Veterinárias e Vigilância Sanitária, se envolvam no controle do abigeato. Segundo a delegada, é fundamental que os sindicatos rurais façam o meio de campo entre produtores e órgãos de fiscalização para que cada vez mais seja possível obter informações e chegar aos resultados positivos, com fechamento de locais onde há venda clandestina de carne, evitando também receptação. Para ela, é necessário que órgãos municipais e estaduais fiscalizem as fichas nas inspetorias veterinárias e notas fiscais. A delegada recomendou ainda cuidado para só comprar carne em locais com procedência e fiscalizados onde há maior controle e preservação da saúde pública.