Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Colheita do Arroz

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 27 de fevereiro de 2009



Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

Especial Colheita do Arroz

  • Arrozeiro que souber valorizar produto sai na frente


Panorama Rural

Brasil é destaque em arroz

A safra 2008/09 chega ao fim, com incremento de 2,8% em área semeada, e produção estimada em 7,5 milhões de toneladas de arroz. Prejuízos pontuais, especialmente devido à estiagem, a deficiência da irrigação, pela falta de chuvas, e a salinização da Laguna dos Patos, não serão determinantes a ponto de influenciar negativamente a produção gaúcha. A safra 2008/09 deve ter uma produção semelhante ao último período, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O Brasil é destaque, e as perspectivas demonstram que ele estará entre os dez maiores produtores mundiais, representando 1,91% da safra mundial. “Na safra anterior, o País alcançou a histórica 7ª posição como exportador mundial”, informou a assessoria de imprensa do Irga. Mesmo enfrentando as questões climáticas no sul do País, e colhendo a menor área plantada dos últimos quinze anos, ainda o Brasil terá bom posicionamento perante os players mundiais.



  • Crise: Quando se fala em cenário mundial, é inevitável não pensar na crise econômica. O mês de janeiro terminou com as commodities agrícolas em alta, depois de fortes quedas em dezembro. Contudo, os cenários se redefinem especialmente pela conhecida máxima comercial da compra e venda. No mercado orizícola, os impactos serão atenuados, devido à condição essencial que o arroz tem dentro da alimentação humana. Um quadro extremamente ajustado no mercado também diminuirá os efeitos da crise. Para Ricardo Lorenzet, diretor da Puro Grão Indústria e Comércio de Arroz e Soja, a previsão é acertada. Ele avalia, no entanto, que para o produtor acompanhar as previsões otimistas ele precisa valorizar o seu produto e, assim, sair na frente. O empresário ressalta que na safra passada, com o aumento significativo das exportações, o arroz gaúcho começou a participar do mercado internacional e foi muito bem aceito, podendo ser considerado um dos melhores do mundo mesmo diante deste cenário de crise. “Mas seria ingênuo considerar que em nada afetará pra nós esta turbulência financeira. Porém, mantendo nosso padrão de qualidade e não se desmotivando em relação às exportações, não tenho dúvida que passaremos mais tranquilos por esta crise”, finaliza ele.
  • Mudança: Com a oferta e a demanda ajustadas e a boa perspectiva para a exportação brasileira, 2009 deverá ser um ano favorável para a comercialização do arroz. Fazendo a diferença, o produtor gaúcho entende que a exportação é a prioridade, pois além de aumentar a demanda, os preços internos ganham um importante referencial. Modificando seu perfil de exportador, os produtores agregam valor aos seus produtos e conquistam nichos de mercado, como os do arroz beneficiado e do parboilizado. Também adotando novas tecnologias, o Estado ratifica seu papel de grande produtor diante de outros estados e países. O Rio Grande do Sul é hoje, segundo dados do Irga, responsável por 61% da produção nacional de arroz e 50% da produção do Mercosul. Para a próxima safra, as projeções indicam mercado favorável. Contudo, variáveis como a expansão da produção nacional e do Mercosul, o desempenho do câmbio e das exportações, e o cenário mundial como um todo determinarão os caminhos da cultura orizícola gaúcha e brasileira.


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Notícia boa: Os preços internos em 2009 deverão se fortalecer, mesmo com o mercado de crédito mais limitado.

Créditos: Divulgação


Minha história

O segredo é ser competitivo

Sinônimo de garra, o veterinário e empresário rural Luiz Fernando Cáceres, um dos proprietários da Fazenda Invernada Grande, em São Vicente do Sul, trabalha há apenas quatro anos no mercado arrozeiro, mas já é exemplo de organização. Mesmo em tempos de crise, é otimista com os resultados. A estratégia de negócio? Investimento em tecnologia adequada e um bom planejamento para cada uma das etapas da safra. Os insumos, por exemplo, foram adquiridos por ele antes da crise que encareceu os preços, e prejudicou muitos produtores. Mesmo a seca, segundo Cáceres, pode ser amenizada através do conhecimento do agricultor. Ele explica que o empreendedor rural que se cerca de tecnologias, se mantém atualizado com serviços de meteorologia e possui assistência técnica de um agrônomo competente, dificilmente encontrará grandes problemas no estabelecimento da lavoura de arroz. Esta tecnologia pode ser aplicada também em maquinário apropriado para as atividades. E para não ter surpresas desagradáveis, Cáceres revisa-as periodicamente, e com atenção redobrada nesta época de colheita. “Isso é uma preocupação constante. Maquinário que não está funcionando plenamente é certeza de transtornos durante a colheita”, completa.


  • Expectativas: Além da expectativa de aumento da produtividade por hectare plantado, o veterinário acredita que os preços irão se manter estáveis ou mesmo crescer no mercado da saca de arroz. E analisa que a tendência, no decorrer do ano, é o aquecimento do mercado com aumento do produto até setembro/outubro. Ele conta o segredo para tanto otimismo: “O segredo não está na simples instabilidade de mercado, mas como ser o mais competitivo possível. Possuímos o lema que diz: “em tempos de crise, enquanto muitos choram, alguns vendem lenço”. Procuramos fazer parte dos “vendedores de lenço” ao invés de ficar procurando problemas”.


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Cáceres projetamos um aumento de produtividade por hectare plantado, com utilização de cultivares de alta produção.

Créditos: Arquivo Pessoal


Gestão no Agronegócio

  • Atenção redobrada: Para que a colheita seja bem sucedida, e as perdas alcancem números mínimos, alguns cuidados são fundamentais. Atenção especial ao solo, a qualidade da semente e aos insumos são necessárias, mas também os cuidados com as máquinas devem pautar a agenda do produtor. Para aqueles que, na próxima safra, não forem renovar a frota, a dica é revisar os filtros, rolamentos e retentores, além dos sistemas de câmbio e hidráulico de seus equipamentos. Os tratores, pulverizadores e bombas de irrigação, maquinário mais utilizado pelos orizicultores, devem ter manutenção constante, a fim de evitar perdas na colheita. Segundo Luciano Ramos, responsável pelo departamento de vendas e marketing da Comeg Peças Agrícolas, as máquinas mais propícias para a cultura do arroz possuem peças especiais, que devem ter atenção redobrada.
  • Solo: O uso de corretivos é fundamental para melhorar a fertilidade do solo e do ambiente de produção. As plantas têm melhor adaptação em solos mais férteis, produzindo mais devido ao aumento de nutrientes e da melhoria da qualidade do solo. Mas como corrigir o solo? Segundo João Alberto Haag Luiz, consultor de vendas da Inducal, uma das práticas corretivas mais indicadas é o uso de calcário para corrigir a acidez, que auxilia na diminuição da atividade do alumínio e no manejo de cálcio e fósforo em solos carentes destes elementos. Cuidados como a correção do solo são investimentos que trarão resultados já na colheita, quando o produto é valorizado, devido ao seu desenvolvimento e produtividade. No caso da cultura do arroz, é recomendado o uso de calcário a fim de corrigir a acidez em solos submersos, salvo no caso de sementes pré-germinadas, já que estas encontram o solo com condições adequadas devido a inundação. “Aqui no Estado, os solos cultivados com arroz irrigado possuem fertilidade baixa a média, carecendo de adubação e correção, complementa Luiz”.


Qualidade & Retorno

Diversidade por resultado

Com a constante insegurança econômica e climática que assola o orizicultor, uma alternativa para aumentar o rendimento da propriedade é diversificar. Apostar em várias culturas, além de integrar agricultura e pecuária, pode trazer mais segurança de resultado positivo no caixa da propriedade. Quem aposta nesta idéia é Oswaldo Carlos Souza, proprietário da Fazenda Santa Catarina, que fica na localidade de São Lucas, no município de Cacequi. O agropecuarista, em parceria na administração com Carlos Eduardo Reverbel de Souza, cultiva também a soja, além de trabalhar com pecuária de corte e leite.

Para aumentar a produção verde com vistas no desmame precoce, entre outras vantagens para os Red Angus e Jerseys da fazenda, eles optaram por uma pastagem perene de aruana das Sementes Gasparim. O mecanismo utilizado foi a implantação em novembro último, com a qual foi possível constatar bom desempenho da pastagem. Trabalhar com sementes certificadas é, segundo Souza, uma garantia de investimento bem feito. Ele optou por pastagens perenes há aproximadamente oito anos. Possui também as espécies brachiaria brizantha marandu, mg5 e humidicula, obtendo resultados positivos.


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Giuliano Souza, responsável pela Gerência de Divisão das Sementes Gasparim no Rio Grande do Sul mostra o desempenho da pastagem na Fazenda Santa Catarina.

Créditos: Arquivo Sementes Gasparim


Sementes Certificadas: Garantia de qualidade

Com a finalidade produzir um diferencial na produtividade das safras, as sementes certificadas vêm ganhando espaço no mercado. No setor arrozeiro, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) é a entidade certificadora no Estado e, para garantir a qualidade da semente, realiza vistorias no campo e na unidade de beneficiamento. Se for aprovada nos padrões de qualidade determinados por lei, e não tiver a presença de arroz vermelho, ela recebe o certificado, onde é especificado também o percentual de germinação e a pureza. Adquirindo a semente certificada, o produtor conhece sua origem, pois ela apresenta maior germinação, vigor e pureza. Segundo a assessoria de comunicação do Irga, isto reflete em lavouras bem estabelecidas e com estande de plantas ótimo, mesmo com densidades de semeadura baixas.


DICA DO AGRO

A Montana Conquest 1.4 é o veículo ideal para os produtores rurais da região, do Estado e do País. Equipada com motor 1.4 Flexpower, possui a maior potência entre seus concorrentes. Tem excelente espaço interno, baixo custo em reparabilidade, é econômica e ainda carrega até 730kg. Além de todas estas vantagens, a tampa da caçamba é removível, e existem degraus laterais que facilitam o acesso à carga. “A Montana Conquest 1.4 é perfeita para o transporte da produção, aumentando a receita do produtor, além de ideal para acompanhá-lo em seus momentos de lazer e descanso”, lembra Luiz Antonio Feix Mallmann, gerente de venda da Nicola Veículos. Para aumentar as vantagens, produtores rurais têm desconto diferenciado na compra da sua Montana 0Km.


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Créditos: Arquivo Nicola


Pesquisa & Prática

ENTREVISTA

Com a constante descoberta de novos recursos e meios de aprimorar o setor, o produtor rural cria expectativas positivas. Mas a rápida renovação de procedimentos tecnológicos nem sempre chega ao conhecimento de quem trabalha diretamente com o arroz. Para falar sobre essas e outras questões conversamos com Enio Marchesan, engenheiro agrônomo, pós-doutor pela Texas A & M University, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que desenvolve pesquisas sobre o manejo do arroz irrigado.


Agronegócios: Como o trabalho do produtor foi facilitado com o uso das tecnologias? Marchesan: Embora a produção de arroz irrigado esteja entre as atividades mais trabalhosas, hoje é uma atividade mais facilitada e o produtor tem melhor condição de vida no campo. A mecanização facilitou o trabalho de operações realizadas nas diferentes fases da produção: no preparo do solo, irrigação, colheita, transporte e armazenamento do produto. Máquinas mais confortáveis dão eficiência e segurança ao trabalho, e o uso da aviação agrícola é outro exemplo de evolução. A tecnologia de uso de defensivos agrícolas proporcionou melhorias na segurança dos aplicadores e também para o ambiente, embora ainda seja necessário evoluir bastante nesta área.


Agro: Quais são as principais tecnologias que podem auxiliar o orizicultor atualmente? Marchesan: Um dos grandes avanços na área de produção de arroz irrigado foi o entendimento claro de que, para obter maiores produtividades, é necessário utilizar um conjunto de práticas agrícolas que se completam entre si e não apenas uma tecnologia isoladamente. O equilíbrio no uso dos fatores de produção, varia de propriedade para propriedade e este é o grande desafio dos produtores e equipe de funcionários: saber quando e quais práticas adotar na sua lavoura.


Agro: O senhor poderia citar algum exemplo sobre o mau uso da tecnologia? Marchesan: Um exemplo bem atual de que é preciso utilizar integradamente as práticas de manejo e não basear-se apenas numa delas é o controle do arroz-vermelho, principal planta daninha da lavoura de arroz irrigado. Com o surgimento da tecnologia “clearfield” de controle de arroz-vermelho, que foi um dos principais avanços tecnológicos da lavoura de arroz dos últimos anos, “esqueceu-se” de utilizar, em conjunto, outros métodos que deveriam ser adotados para que a tecnologia tivesse vida mais longa. O resultado é que em áreas mal manejadas o problema do arroz-vermelho é tão ou mais sério do que antes. A propósito, a qualificação e treinamento constante do pessoal envolvido é uma ferramenta administrativa decisiva para o bom uso das tecnologias.


Agro: Quais os principais gargalos e o que pode ser melhorado no setor arrozeiro? Marchesan: Embora os avanços estejam ocorrendo, ainda há um grande espaço para melhoria. No quesito pesquisa, há necessidade de profissionais atuando em áreas básicas de conhecimento, como forma de entender processos e a partir daí gerar novas tecnologias, para problemas que são nossos e precisam de informações geradas por nós. Na área de extensão rural e transferência de tecnologia, é necessário um trabalho de mudanças de concepções e atitudes. Quanto ao produtor, espera-se envolvimento cada vez maior junto a sua categoria e aos demais elos da cadeia produtiva.


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Créditos: Arquivo pessoal.


Atualidade

Legal e ambientalmente correto

Viver no campo tem impacto positivo na saúde. Segundo estudo realizado na Escócia, áreas rurais apresentam menor prevalência de asma e de outros sintomas respiratórios, por exemplo. Mas, como nem tudo são rosas e os problemas globais, a poluição também deve ser preocupação de quem vive longe da urbanização. E adivinhe quem pode ser o vilão. O carro! Há milhões deles nas ruas - todos poluem o ar e isso não é privilégio das cidades. Independente do lugar onde circule o veículo, o motor produz substâncias prejudiciais como o monóxido de carbono, sem cor e inodoro, mas venenoso. E isso vale também para aquele produtor ou criador que vive na fazenda e convive com a natureza.

Na Europa, nos EUA e no Brasil foram criadas normas para limitar a quantidade de poluição que os carros podem produzir. Para se adequar, os fabricantes promoveram melhorias nos motores, nos sistemas de alimentação e exaustão. A principal medida foi a elaboração de um dispositivo chamado de catalisador ou conversor catalítico. De acordo com Fernando Bellé, proprietário da Surdinas Bellé, a medida que trata os gases de escapamento antes que eles saiam do automóvel é obrigatória. Ele explica que a vida útil do componente é de 80 mil quilômetros e que ele deve ser substituído sempre que a validade acabar ou que um problema afetar seu desempenho catalítico. “O produtor não pode pensar que está imune às conseqüências da poluição. Até o transporte pode trazer danos a nós e ao meio ambiente”, alerta. O empresário revela ainda que alguns motoristas, para reduzir o custo de manutenção ou por, erroneamente, quererem conferir maior potência ao carro, preferem burlar a lei. “O que eles não sabem é que o ganho acaba sendo insignificante se comparado aos efeitos nocivos causados na atmosfera”. A Surdinas Bellé, tanto em Santa Maria, como em Santo Ângelo, onde possui filial, trabalha com o componente e, para efetuar a reposição oferece o serviço de pegar o carro e entregá-lo de volta na casa do cliente.


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Bellé explica o funcionamento do catalisador.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann

NOTA 10 EM RESPONSABILIDADE

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Produtores preocupados com a sustentabilidade ambiental poderão ter seus produtos certificados pelo Selo Socioambiental, que agregará valor ao produto, ampliando o mercado, reduzindo custos ligados ao processo produtivo e ampliando os limites de crédito. O Selo é uma realização do Irga em parceria com o Governo do Estado, Federarroz e Farsul.

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DA TERRA

Tecnologia como medida de segurança

Arroz beneficiado polido: poucos conhecem este nome, mas o gostinho já caiu nas graças do brasileiro. Conhecido como arroz branco, esta é a forma do grão mais consumida no País. Mas para que este tipo de arroz chegue com qualidade na casa do consumidor, deve ser submetido a processos de classificação e seleção. De acordo com Everton Portantiolo, diretor comercial da Arrozeira Pelotas, o processamento de arroz polido se dá através de máquinas e equipamentos específicos que transformam o produto in natura (arroz em casca) em arroz beneficiado polido. Ele explica que todo este processo depende, sobretudo, da qualidade da matéria-prima de entrada, sabendo que ela está diretamente relacionada ao rendimento industrial e a qualidade do produto final. Isto porque o processo, se mal conduzido, pode resultar em uma proporção variável de grãos inteiros e quebrados. Para evitar transtornos como esse, Portantiolo dá a dica: também como a indústria o agricultor deve buscar sempre novas técnicas e tecnologias para aumentar sua produtividade e melhorar a qualidade do seu produto. E a informação é segura. A Arrozeira Pelotas é uma empresa que atua no ramo arrozeiro há mais de 15 anos, prestando serviço nas áreas de secagem e armazenagem de grãos, e também beneficiando e comercializando diversas marcas de arroz para o mercado Brasileiro e para exportação.


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Na foto, máquinas de beneficiamento de arroz polido.

Créditos: Arquivo Arrozeira Pelotas


Outros tipos de arroz

De acordo com a Embrapa, além do tradicional arroz branco, o brasileiro consome principalmente dois outros tipos: Arroz integral: no beneficiamento, é retirada apenas a casca. É mais rico em nutrientes que o arroz polido. Arroz parboilizado:ainda em casca, é submetido a um processo hidrotérmico, que provoca a gelatinização total ou parcial do amido, passando, posteriormente, pelo descasque e polimento. O arroz parboilizado pode ser consumido integral ou polido.


Agro anota

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Mesmo com a crise, o arroz foi marcado por patamares elevados de preço no ano de 2008. O atraso na colheita e a baixa oferta do casca elevaram as cotações no primeiro bimestre. Nos meses seguintes, mesmo com arroz novo disponível no mercado, o recuo de produtores, devido ao aumento no custo de produção, e as elevações nos preços internacionais sustentaram os valores domésticos até meados de outubro. Os preços despencaram nos meses de novembro e dezembro, devido a dificuldade de repasse do preço do casca ao beneficiado e à retração do setor atacadista/varejista.


  • Exportação:A exportação brasileira de arroz aumentou 153,5% em 2008, se comparado com o ano anterior, atingindo 749,8 mil toneladas em equivalente-casca. O aumento da receita em dólares foi de 484%, contabilizando em 2008 US$ 311,6 milhões, sendo o valor médio do produto exportado, em equivalente-casca, US$ 20,78/saca de 50 kg em 2008. Em 2007 era de US$ 9,01. Tal variação se explica pelas vendas de produto de maior valor agregado e pelas cotações internacionais mais altas. O aumento nas vendas externas também foi impulsionado por choques de demanda no mercado asiático.


Cooperativas & Sindicatos

Encontro de marcas chega a terceira edição

A cidade de Cachoeira do Sul é sede do 3° Encontro de Marcas, que acontece nos dias sete e oito de março. O evento conta com competições de tiro ao laço, entre outras atrações, e com premiações como um boi e um total de cerca de R$7 mil em dinheiro. O final de semana promete ser gaudério desde a recepção, que acontece no sábado (7) ao meio dia com um churrasco à moda gaúcha. A intenção dos organizadores é trazer participantes de todo o Brasil e, para esperá-los, uma infra-estrutura para camping apropriada, onde os visitantes e demais interessados podem se acomodar desde a sexta-feira, dia 6, é um dos destaques. O proprietário da cabanha Quinheca e presidente da Cooperativa de Eletrificação Centro Jacuí (Celetro), José Benemidio Alemida, explica que o evento é uma oportunidade de valorizar o melhor amigo do gaúcho, o cavalo e as mais diversas raças do animal. “É ele o companheiro do empreendedor rural. Nada mais justo do que homenageá-lo”, diz ele. O encontro acontece no parque do Sindicato Rural de Cachoeira do Sul e é promovido pelas cabanhas Quinheca e Costa Larga. Os interessados podem inscrever-se ou obter mais informações através dos telefones (51) 9712-6245, com Edson Moraes e (51) 3722-9900, com Beto Rosa.


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Seu Benemidio é otimista em relação ao tradicional evento que sua cabanha, a Quinheca, promove em parceria com a Costa Larga.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Boa nova

A crise mundial não parece ser problema para o setor cooperativo agrícola do País. De acordo com um estudo realizado pela Gerência de Mercados (Germerc), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), as vendas externas das cooperativas agrícolas devem chegar a US$ 23,36 bilhões em 2030. No ano passado, as exportações das cooperativas brasileiras tiveram um crescimento de 21,49% em relação a 2007. Os dados mostram ainda o crescimento de agregação de valor em suas vendas externas. Em 2008, as cooperativas brasileiras tiveram um índice de agregação médio de 0,57 US$ por quilo exportado. O número demonstra um aumento de 37,51% quando comparado ao crescimento do valor agregado das exportações médias brasileiras. Os dados mostram ainda que, nos últimos anos, as cooperativas têm aumentando sua pauta de exportações de produtos do agronegócio, com ênfase naqueles elaborados e semi-elaborados do complexo soja, do setor sucroalcooleiro, carnes, café, cereais e laticínios.


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Créditos: divulgação


CAPACITAÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paraíso do Sul promoveu, entre os dias 16 e 19 de fevereiro, o Curso de Regulagem e Manutenção de Máquina Colheitadeira. O curso foi ministrado pelo técnico em agropecuária, Renato Santi que, através de dicas teóricas e práticas, demonstrou os melhores métodos para a colheita de arroz e demais grãos. O evento contou com a parceria da Secretaria da Agricultura e Pecuária de Paraíso do Sul, do Sindicato Rural de Candelária e do serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paraíso do Sul, Mario Grutzmacher, a intenção foi auxiliar o produtor a ter maior aproveitamento dos grãos, gerando mais rendimento. Participaram do evento associados e demais interessados.


EXTRAS

  • Construção civil: No agronegócio e em qualquer outro setor, a construção é um segmento sempre vivo e presente no cotidiano. A nossa região, felizmente, conta com um trabalho nesse nicho. Trata-se da Rede Unimaco, que no último dia 05 de fevereiro nomeou a nova diretoria (gestão 2009 / 2010), tendo como presidente Léo Retzlaf, vice-presidente Sérgio Sanderson, tesoureiro Everton Ragagnin, secretário Nilo Cardoso e, suplente Júlio Cezar Copette. A Rede Unimaco é a primeira rede de materiais de construção do interior do Estado. Possui sede em Santa Maria e mais 14 lojas, localizadas na região central. Completando neste ano nove anos de atuação, é mais um exemplo de que a união faz a força. De acordo com a sua assessoria, além de desenvolver ações e campanhas em grupo, a rede tem como principal objetivo a compra em grupo, conquistando negociações vantajosas e que são repassadas aos clientes de todas as lojas integrantes.


  • Produtor consciente: Quem convive com as finanças sabe o quanto é importante evitar gastos desnecessários. O produtor rural sabe bem disso. Por isso, é essencial adquirir produtos que auxiliem a propiciar o lucro. Para que isso aconteça, o empresário do campo deve cuidar para que seu meio de transporte esteja funcionando corretamente. Produtos como lubrificantes de qualidade para o motor podem fazer toda a diferença. Neste segmento, é a Ipiranga quem dá a dica. A empresa indica a linha Brutus, que atende as mais variadas especificações para motores a diesel. Além disso, os produtos são multiviscosos, ou seja, sua viscosidade varia pouco em qualquer temperatura, provocando uma melhor lubrificação do motor, e mantendo-os limpos por mais tempo.


Eventos para aprender

Preocupação de produtor

Em época de colheita da safra de arroz, algumas preocupações começam a pipocar da mente do produtor rural. Questões como o melhor momento para a venda do produto, o melhor grão para a próxima safra, entre outras, deixam o agricultor com uma pulga atrás da orelha. O engenheiro agrônomo e sócio proprietário da Expoente Corretora, Jair Almeida da Silva, dá algumas sugestões para o setor de arroz. Como é sabido pelos orizicultores gaúchos, entre os dias cinco e sete de março acontece a 19° Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento procura auxiliar o agricultor sobre período para a realização da atividade. Mas cada região possui momentos ideais diferentes para a sua execução. Para saber o tempo exato, Almeida sugere que os grãos sejam colhidos com umidade entre 22 e 24%. “Com isso, evitam perdas na colheita e obtêm o melhor rendimento industrial possível”, completa. Além disso, o saldo positivo depende também de cuidados com a regulagem da colheitadeira. No trato da secagem, é importante atentar para a temperatura. O empresário explica que na maioria das variedades ela não deve ultrapassar os 40 graus.


Atenção: Quem pretende plantar alguma variedade de arroz especial na próxima safra, deve tomar cuidado. Elas devem ser escolhidas de acordo com o local do plantio. O aconselhamento das melhores sementes para cada região pode ser feito por um técnico que conheça o assunto. Almeida comenta que é importante analisar também as possibilidades de mercado. E alerta: “Não comece com uma produção se não tiver parceria comercial pré-definida. As variedades são produtos para nichos de mercado e exigem conhecimento do mesmo e garantia de colocação”. O período de colheita coincide com preços baixos no mercado. Para não ter prejuízo, o ideal é tentar evitar vendas neste período. Se necessário, uma opção é buscar Créditos Rurais EGF (Empréstimo do Governo Federal). O empresário sugere: “Planeje suas vendas para o segundo semestre e não tente acertas os picos, busque preços médios”.


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A época de colheita sempre gera preocupação no produtor.

Créditos: Divulgação


OPORTUNIDADE

Outra oportunidade para troca de informações e complementariedade de competências é a 10ª Expodireto Cotrijal, que acontece dentre 16 e 20 de março, em Não-Me-Toque. O lançamento do evento aconteceu no último dia 16. A solenidade divulgou as novidades do evento, a começar pela temática deste ano: Expodireto Cotrijal, uma janela para o agronegócio mundial. Segundo as informações divulgadas no site do evento (www.expodireto.cotrijal.com.br), a feira, que alcança a 10ª edição, traz o selo de Feira Internacional, sendo oficialmente reconhecida como evento de caráter mundial. A expectativa é de um público superior a 160 mil pessoas. Uma área de 84 hectares é formada por expositores, área dinâmica de máquinas, área experimental, além dos pavilhões, auditório e toda a parte de infra-estrutura oferecida aos convidados, visitantes, profissionais do agronegócio e imprensa.


O arroz modificado

Liberação de arroz transgênico será discutida

O arroz transgênico está cada vez mais perto do prato dos brasileiros. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) terá, dia 18 de março, em Brasília (DF), uma audiência pública para discutir o pedido de liberação comercial de arroz geneticamente modificado. O objetivo deste encontro é reunir informações e sugestões que auxiliem a Comissão no processo de análise da liberação do arroz. A espécie em questão, a LL62, produzida pela Bayer, foi modificada geneticamente a fim de resistir ao glufosinato de amônio, herbicida adotado no manejo da cultura do arroz. Tal resistência foi obtida com a introdução de uma seqüência genética de uma espécie de bactéria, em procedimento semelhante ao adotado no desenvolvimento do milho transgênico. Conforme dados do Greenpeace e do Portal Ecodebate, estudos mostram que a adoção do glufosinato de amônio é extremamente prejudicial às crianças, aos mamíferos e para a biodiversidade. Por outro lado, produtores e pesquisadores comemoram o avanço em desenvolvimento e plantio de transgênicos em solo brasileiro, trazendo produtividade e facilidades no plantio.

O Brasil já é o terceiro no ranking de produção de transgênicos, com área média de 15,8 milhões de hectares, conforme dados de 2008. O cultivo legal é permitido por aqui desde 2003, e a comercialização permitida já contempla variedades de soja, milho e algodão. Para 2009, seis outras novas sementes aguardam aprovação – entre elas a semente geneticamente modificada do arroz. Perante delicada decisão, as opiniões divergem. Para alguns, uma decisão positiva seria sinônimo de ganho em produtividade e resistência às sementes. Já outros, contrários aos transgênicos, defendem prejuízos à saúde, ao meio ambiente e também à economia. Assim, para dar espaço para ambos os lados, a CTNBio está cadastrando interessados em participar da audiência. Para isso, é necessário o preenchimento do formulário disponível no site da Comissão (www.ctnbio.org.br) até o dia 13 de março. As opiniões, sugestões e comentários devem ser encaminhados para a CTNBio, para prévia seleção dos expositores.


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Para 2009, seis outras novas sementes aguardam aprovação – entre elas a semente geneticamente modificada do arroz.

Créditos: Divulgação


O arroz lá fora

Produtividade e rentabilidade

Os bons frutos colhidos pelo setor orizícola não vêm apenas das lavouras. O crescimento no mercado de exportação é real, e mostra a consolidação do arroz brasileiro perante os produtores estrangeiros. “A safra 2007/08 ratificou essa importante presença, quase duplicando os volumes exportados, sendo fato fundamental para a manutenção dos preços em patamares competitivos e gerando renda para todo o setor”, afirma Alexandre Selk, diretor da Risoy Corretora de Mercadorias. A empresa, atuante no âmbito do Mercosul e Europa, faz a intermediação entre produtores e indústrias, assessorando ambos no fechamento de compra e venda de commodities agrícolas.

Para a atual safra, as previsões da Risoy são positivas. O arroz brasileiro terá, em 2009, a possibilidade de consolidar ainda mais sua importância no mercado externo. Para isso, manter os cuidados com a lavoura e investir em tecnologias são medidas básicas para o produtor que deseja qualidade e competitividade internacional. “Produzir melhor, com ganhos de produtividade, é o caminho a ser seguido e a forma de garantir rentabilidade para o negócio”, complementa Selk.

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A Risoy é uma corretora de mercadorias, que presta serviços de intermediação de compra/venda de commodities agrícolas, entre produtores e indústrias, entre estas e importadores de vários continentes, assessorando-os no fechamento de negócios.

Créditos: Arquivo Risoy


Leite

Dado o período, nós trouxemos informações voltadas para o orizicultor. Mas, como sempre, procuramos atender os pedidos do leitor para que aquele produtor ou criador que nos acompanha também receba dicas dentro da sua área de atuação. Entre as sugestões de pauta recebidas pela nossa equipe, encontramos o leite. E, nesta edição, a atividade também ganha um parecer. Confira:

Atualização constante é a dica

Com uma produção estimada em 27 bilhões de litros por ano, o Brasil ocupa a sexta posição do ranking mundial na produção de leite. Este fato se deve ao expressivo crescimento de sua produção em todas as regiões do País nos últimos 10 anos, sendo o maior aumento de volume do produto na região Sul, que compreende o norte do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o Sudoeste do Paraná. E para que o Brasil suba mais alguns degraus rumo ao topo da produção de leite mundial, é preciso atentar para alguns cuidados. O primeiro deles é com relação à raça do animal. José Ernesto Wunderlich Ferreira, médico veterinário, nos fala sobre a raça holandesa. O produtor de leite, também juiz oficial do Colégio Brasileiro de Jurados da Raça Holandesa e Presidente da Gadolando (Associação dos Criadores de Gado Holandês do RGS) explica que a raça possui grande capacidade de adaptação tanto ao frio quanto ao calor, além de produzir um grande volume de leite. “São mais de 104 kg de leite produzidos em 24 horas por uma vaca no Rio Grande do Sul”, completa o especialista. Mas a produção leiteira depende de outros fatores. Ela deve se basear em quatro pontos: sanidade, alimentação, genética e manejo, sendo que todos estão ligados. “Onde faltar um destes pontos começa a haver prejuízo”, alerta Ferreira. Quanto ao manejo, a região sul não tem do que reclamar. Com clima mais ameno e produção fácil de azevém, que é sinônimo de baixo custo, possui um ambiente ecologicamente viável, que proporciona o bem estar animal e baixo custo de produção. Além disso, para o aprimoramento da qualidade do leite, o produtor deve receber assistência técnica. O conhecimento acerca das melhores técnicas de manejo e sanidade, assim como de gerenciamento de negócios proporciona a melhora da qualidade final do produto, aumenta a produtividade e estimula o produtor a investir corretamente. Mas presidente da Gadolando avisa: “O produtor deve se manter atualizado quanto à alimentação, manejo e bem estar animal”.


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José Ernesto Wunderlich Ferreira, médico veterinário, nos fala sobre a raça holandesa.

Créditos: Arquivo pessoal


Análise

Sucos de soja não substituem leite

Uma avaliação comparativa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Pro Teste diagnosticou que os sucos à base de soja não substituem o leite e quem os consome deve procurar outras fontes de cálcio e proteína. A análise atentou para a qualidade nutricional e higiênica de nove marcas desse produto no sabor maçã. A comparação foi feita com uma bebida de soja sem sabor e com o leite integral. A associação verificou que os produtos avaliados não apresentaram problemas de higiene ou de qualquer natureza que afetem a saúde do consumidor. Na análise do teor de proteínas, contudo, a Pro Teste constatou que essas bebidas não oferecem um aporte protéico satisfatório, ao contrário de outros alimentos à base de soja muito utilizados, como o tofu (queijo de soja) e a proteína texturizada de soja (carne de soja). Segundo a associação, em cada copo de 200 ml dessas bebidas, foi encontrado 1,2 g de proteínas, o que representa menos de 2% das necessidades diárias e apenas 16% do que um adulto necessita no café da manhã.


A Pro Teste atua em várias frentes: ajuda o consumidor a fortalecer seu poder de compra e a conhecer seus direitos com os testes comparativos e outros artigos publicados em suas revistas; orienta o associado sobre os direitos do consumidor em seu serviço de orientação; intermedeia, se preciso, as pendências que o associado tem com fornecedores que se recusam a atendê-lo; e encaminha a empresas e governos as reivindicações e propostas pertinentes.


Energia

Etanol à base de arroz Em março de 2009, pela primeira vez no mundo, começará a ser comercializado um combustível contendo etanol produzido a partir do arroz. Cultivada numa área de 300 hectares em Niigata, no centro do Japão, uma nova espécie de arroz, a "Hokuriku 193", não comestível, mas que tampouco é o resultado de manipulações genéticas, será utilizada para esta finalidade. Misturado na gasolina numa proporção de 3%, este biocombustível alimentará cerca de vinte postos de gasolina da região. Uma tonelada de Hokuriku 193 permite produzir 450 litros de etanol, ou seja, praticamente a mesma quantidade que o milho (480 litros). O programa experimental japonês, que foi iniciado em 2006, permitirá produzir 3 mil litros de etanol. Outras pesquisas estão sendo desenvolvidas com o objetivo de extrair etanol também a partir das raízes e do caule desta espécie de arroz. Enquanto o País procura novas fontes de energia constitui uma motivação inegável: a produção de etanol ou de farinha de arroz visa também a salvar seus arrozais. (www.scribd.com.br)


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Arroz também pode ser fonte de energia.

Créditos: Divulgação


Natureza

Agronegócio e meio ambiente para crescer


O Brasil é um dos países em boas condições de enfrentar um grande temor do século XXI: a falta de energia. Além dos recursos naturais que nos permitem ter hidrelétricas, o País tem uma boa vantagem competitiva na agroenergia. E não poderia ser diferente. Afinal, não é segredo que a nossa natureza é o nosso maior tesouro. E, por isso, é preciso valorizá-la. Felizmente, algumas crianças e adolescentes são exemplo nesse sentido. E não é preciso ir até muito longe para comprovar. Com o objetivo de contribuir para uma sociedade ambientalmente equilibrada, o Colégio Marista Roque, de Cachoeira do Sul, está fazendo a sua parte. De acordo com a assessoria de comunicação e marketing da instituição, o aluno tem a oportunidade de tornar-se um agente da transformação e da consciência. Um dos carros-chefe para tanto é o projeto “Conhecendo o Rio Jacuí”.

Devido à iniciativa, o aluno tem a chance de estudar na prática a interação do homem com o ambiente e de criar estratégias de conscientização e preservação ambiental. A ação existe desde 2004 e tem a finalidade de realizar o mapeamento, coleta e análise da água do Rio Jacuí (ver quadro), identificando os pontos de poluição e suas possíveis causas e conseqüências, além de realizar o reflorestamento dos focos de desmatamento e implementar estudos sobre os recursos hídricos da região, através de princípios do desenvolvimento sustentável. Foram plantadas mais de 1.100 mudas de árvores nativas nos focos de desmatamento, e desenvolvido um trabalho de prevenção, que resultou na conscientização da população e na diminuição gradativa de doenças como giardíase, teníase, ascaridíase e disenteria. E mais: o envolvimento dos alunos em todas as fases do projeto tornou a aprendizagem afetiva e significativa, possibilitando aos alunos uma ótica crítica da realidade social da região de Cachoeira do Sul. O sucesso foi tamanho que chegou a ser reconhecido publicamente: o projeto rendeu ao Colégio Marista Roque o Prêmio Ouro em Responsabilidade Social 2008, categoria Preservação Ambiental do SINEPE/RS.


RIO JACUÍ

Ele está ali, bem ao lado da cidade que ajudou a criar e batizar. Foi graças a uma pequena queda d’água existente onde hoje fica a Ponte-barragem do Fandango que a vila, ao separar-se de Rio Pardo, recebeu o nome de São João da Cachoeira. Mais tarde, quando já elevada em categoria, a denominação oficial passou para Cachoeira do Sul, que entre seus títulos traz o de Princesa do Jacuí. Apesar dessa forte ligação, o rio ainda é um ilustre desconhecido para grande parte da população.


(Fonte: Anuário Cachoeira do Sul 2006-2007)