Experiência, afagos, mimos… nossos avós são personagens principais em boa parte das histórias do livro das nossas vidas. No dia deles, não poderíamos deixar de homenageá-los. Veja os textos das meninas da Dois sobre seus vovôs.

É mãe, é irmã, é amiga… é avó!

Quem nunca ouviu falar que a avó é para mimar e deixar fazer tudo aquilo que os pais proíbem? É, vó é assim mesmo!

A Tereza, minha avó materna, é ela que me traz as melhores recordações da minha infância. Ela é doce, é amiga, é uma mãe, é alto astral.

Lembro que quando era criança a melhor noticia que eu poderia receber era que meus pais iriam a alguma festa e a minha avó iria para a nossa casa passar a noite para cuidar de mim e da minha irmã. Hoje, não moramos na mesma cidade, infelizmente não a tenho tão perto quanto eu gostaria.

No dia dela, queria poder estar bem pertinho para dar um abraço e dar boas gargalhadas, mas ela é como o sol, não a vejo todos os dias, mas sei que quando vejo, é sempre uma alegria!

@alinemerladete

Das lembranças e saudade

Foi através de um aviso na rádio local que eles souberam da minha chegada. Isso foi lá, no longínquo 1985. Desde então, minhas melhores férias eram aquelas, na casa da vó Dahir e do vô Kid, no interior do município. Ir pra lá significava grandes encontros de família, ver todas as tias e primos, comer comida feita no fogão a lenha, tomar banho no rio e comer bergamota embaixo da árvore. Foi nessa época também que eu conheci as revistas Cruzeiro, Manchete e Rainha, até hoje inigualáveis em qualidade de texto e fotos, que ficavam guardadas num roupeiro charmoso.

Por eu ser uma das netas mais novas, não tive avós que ajudaram a me criar, pois quando nasci eles já tinham uma idade avançada. Porém a sabedoria deles deixou marcas em minha personalidade, sem sombra de dúvidas. Com o vô, aprendi que o Grêmio é o melhor time do mundo e também que é justo ir em todas as festas para as quais se é convidado. Com a vó, descobri que usar brinco é essencial e que um brilho no look sempre cai bem (embora eu raramente a obedeça).

Por dois anos alternados, o vento outonal soprou mais forte e com ele levou mais que as folhas das árvores. Mas isso não é um motivo de tristeza, afinal pude conviver com duas pessoas de valor incalculável e que acumularam praticamente nove décadas de experiência de vida e sabedoria. Essa satisfação é para poucos, muito poucos. Deixo que apenas a saudade domine este campo.

P.S.: Não esqueci dos meus avós paternos, não. Só cheguei a tempo da convivência com eles. 😉

@fcoutorostan

Meu herói, meu gremista preferido, meu pai…meu avô!

Quando eu nasci, minha mãe era muito nova, então, tive o privilégio de conviver com os meus avós e também com os bisas. Sendo assim, fui mimada por eles, afinal os avós nos deixam fazer o que os pais não permitem. Fui a primeira neta e primeira bisneta, eles me autorizavam fazer bagunça.

Mas dentre esses meus amores, vó Lourdes, vó Eugênia; vó Fina e vô Fino; vô Sellmer e vó Aida (bisas), o mais parecido comigo é o vô Gilberto.

Somos gremistas doentes, gostamos de festa, cervejinha. Foi ele quem me ensinou que o colo de um vô era também um cavalinho e quem me deu o primeiro salário (moedinhas de troco, que sempre guardou).

Hoje, ele mora em Porto Alegre, com a “vó dois”, a Dedê (outro presente) e toda vez que vou visitá-los me sinto em casa. São as minhas melhores férias.

Meu avô é o meu heroi, meu dançarino, minha força, exemplo, meu escritor – poderia ter sido jornalista – e também o meu pai emprestado.

Te amo, pra sempre!

@marinnasg