Há muito tempo escutamos histórias em que a violência sempre esteve presente, assim como também escutamos histórias de outras cidades em que ser assaltado já faz parte da rotina do cidadão. Vale lembrar que acostumar-se com a violência não se trata de algo rotineiro e nunca estas histórias ficaram tão próximas a nós, Santa-marienses, como atualmente.

Infelizmente ao abrirmos jornais e assistirmos aos noticiários nos deparamos a cada dia mais com muita violência. Não cabe aqui falarmos dos culpados, mas sim a que ponto a segurança da cidade está falhando. Em qual momento é necessário tirar a vida de um ser humano para possuir um objeto desejado? Certamente em situação alguma! O que nos entristece e nos revolta, é de certa forma, a falta de segurança. E, é por este motivo que os sonhos de um jovem foram interrompidos. Os planos feitos pararam exatamente neste momento de violência.

O ponto de encontro mais conhecido dos estudantes da cidade universitária, o calçadão, vem nos apresentando cenas de atrocidades e brutalidade nos últimos dias. O Dia dos Pais que deveria ser de comemorações foi de luto para a família de um jovem de 23 anos, que foi brutalmente assassinado em um assalto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A @doisac deixa aqui o registro de tristeza com a perda de um jovem e mais uma vez um pedido e PAZ!

@alinemerladete

 

Mais uma vida, mais um sonho interrompido

Hoje fui chorar por uma pessoa que nem conhecia. Não só eu, mas centenas de pessoas indignadas com a violenta morte de um aluno de Design, 23 anos e tantos sonhos.

A indignação nos olhos dos que caminhavam era visível. Apesar de ser uma causa tão triste, foi bonita a homenagem que fizeram a ele. Na manifestação todos pediam paz, mais segurança, justiça e liberdade de andar nas ruas sem sentir medo.

A maioria que participou da caminhada, era jovem, assim como eu. Então, penso que do jeito que está, poderia ser qualquer um. O Ângelo talvez não teve a mesma sorte de muitos que são assaltados todos os dias.

E nós, que estudamos à noite, como faremos? Também já fui assaltada e desde a ocasião carrego na bolsa o medo e um spray de pimenta. E pensar que quando escolhi Santa Maria para viver, um dos motivos que me levou a escolha foi a ideia de que aqui, a violência não era preocupante.

Hoje considero Santa Maria também a minha cidade e não apenas um lugar de passagem. Algo precisa ser feito. Que a morte do Ângelo não seja esquecida e sirva para lutarmos pela liberdade de ir e vir, sem medos e sprays de pimenta.

Como diria um dos tantos cartazes na manifestação desta segunda-feira: Quantos sonhos ainda serão interrompidos?

@marinnasg