Quantas vezes escrevemos sobre uma pessoa que se conhece? E sobre alguém com quem se convive diariamente? É estranho. É fácil, mas complicado. E essa contradição é proposital.
Falar da Michelle é ainda mais complicado. Quase um mistério. Como alguém consegue carregar um sorriso no rosto que desmancha até o mais carrancudo? Estudamos juntos, já trabalhamos na TV Unifra juntos, já fizemos trabalhos em sala de aula juntos, isso tudo com uma estranha harmonia. Mesmo sendo muito diferentes em tantas coisas (ela é gremista, eu orgulhosamente colorado, por exemplo), sempre tivemos uma excelente relação de amizade e coleguismo. E isso é inteiramente culpa dela.
Por que é culpa dela? Porque é fácil demais gostar dessa menina. Não é à toa que ela colocava ordem nas gravações do programa Outros Elementos, da Unifra. Mesmo pequena, puxava a orelha de três marmanjos no meio das gravações, e sempre todos se apequenavam perante a Mi, como eu a chamo. Deve ser algo naquele sorriso que nos desarma. Ou talvez na serenidade que a voz dela passa. Ainda é um mistério.
Quem mais confiável que ela para ser meu marido quando eu cometi a besteira de querer ser a mãe da noiva em uma festa junina? Só podia ser a Mi. Desde a metade 2008, lá se vão pra mais de 3 anos que nos conhecemos. Tantas coisas me vêm à cabeça, inclusive que às vezes ao olhar para uma pessoa, você repara que há algo de estranho com ela. Sim, uma pessoa que se já é formada em uma faculdade, está em vias de se formar em outra, que fala de futebol, política, moda, internet, jornalismo, televisão, rádio e tantas outras coisas mais que se pode enumerar, com tamanha desenvoltura, não pode ser normal. É mais que especial. Nessa pequena trajetória, já percebi que o maior mistério de todos é que: como podem caber tantas qualidades nessa miúda persona? Não se sabe, mas nem se precisa saber, basta saber que é a Mi. E ela é tudo de bom.
Eis que aqui nos reencontramos. Colegas de trabalho novamente, na Dois AC. Mais um passo em nossa caminhada, e será um prazer poder dividir esse desafio e ver você crescer profissionalmente. Peço que tenha paciência, vai ser dose aguentar este que vos fala na faculdade e no trabalho. Mas pra alguém como você, que se agiganta perante desafios, não sei o porquê, mas tenho a certeza que será uma barbada. Parafraseando miseravelmente Gabriel pensador, “seja você mesma, mas não seja sempre a mesma”. Você ainda vai ser muito melhor.
Sucesso. Boa sorte.
Texto escrito por João A. M. Filho, da Assessoria de Imprensa
