Os pais sempre são nossos heróis, nossos primeiros professores sobre a vida e nossos sinônimos de zelo e segurança. Nós da @doisac não poderíamos deixar esta data passar em branco. Por isso escrevemos um pouquinho sobre esta figura tão importante.

Tal pai, tal filha

Milton e suas meninas Aline e Liana


 

Sempre ouvi o ditado: “tal pai, tal filha”. Nunca entendi como alguém poderia ser tão parecido com outra pessoa, mas com o tempo eu consegui entender o significado do ditado que eu tanto ouvi. Não falo de aparência, embora muitos digam que eu sou a cara do meu pai, mas falo do quanto somos parecidos na forma de agir.

Meu pai nunca foi a pessoa que ouviu as minhas histórias, meus segredos, portanto sempre soube de tudo que se passava na minha vida, seja através da minha mãe ou da minha irmã. Se hoje ele não sabe os meus segredos e os meus sonhos, certamente ele sabe o quanto eu sonho em ter sucesso para poder compensar, pelo menos um terço das tantas coisas que ele fez e, ainda faz por mim.

Somos parecidos até na forma que seguramos os talheres, nosso gênio é extremamente igual e também ficamos bravos pelos mesmos motivos, e é exatamente por este mesmo motivo que diversas vezes discutimos. Lembro que desde criança, quando eu precisava pedir algo, eu recorria a outros meios de comunicação, mandava cartinhas, deixava bilhetes ao lado da cama dele, hoje eu uso o e-mail quando preciso conversar algo mais sério e, é claro fazer alguns pedidos. Não tenho dúvidas que tenho um grande amigo dentro de casa, e é o meu pai! Tudo que sou e o que tenho hoje é graças a ele e ao esforço que diariamente ele faz para me dar tudo que preciso.

O Milton, o meu pai, é um grande homem! Falar de sentimentos nem sempre é fácil, e também por eu não saber expressar tão bem o que eu sinto, nem ele saiba o quanto eu amo ele e, o quanto eu o admiro pela pessoa que ele é, mas hoje no Dia dos Pais, quero que ele tenha a certeza que todos os dias eu agradeço por ser filha dele e principalmente por ter a oportunidade de crescer ao lado dele e aprendendo a cada dia mais.

Obrigada, Pai! Te amo!

@alinemerladete

A bebê do papai

 

O sr Notoly Couto e seu bebê mais novo

 

 

Foi num início de tarde, bem na hora da séstea. Aquele senhor que eu jamais havia visto tocou a campainha e, quando atendi, ele disse: “Ia perguntar, mas ao te ver tive certeza, tu é filha do Notoly, né?” Concordei com a cabeça, sem nada entender, e ele continuou: “Esses olhos, são idênticos ao do teu avô, pai do teu pai”. Obviamente eu nunca tive dúvida, mas diante desta declaração, percebi o quanto eu e meu pai somos ligados.

Dele herdei a timidez diante das outras pessoas, que permanece até adquirir um patamar mínimo de intimidade; os grandes olhos castanhos e os lábios mais grossos; o gosto pelo chimarrão, massas, pães e carnes e, é claro, a paixão pelo Grêmio. Sinto apenas não ter herdado o controle com os gastos, mas essa é outra história…

Eu sempre tive o conforto de dizer que meu pai faz tudo por mim. Ao referí-lo, sempre lembro de várias histórias, como uma vez que queimou o chuveiro da minha casa, em Santa Maria. Ele pegou o primeiro ônibus de Caçapava do Sul pra cá, somente para trocar pra mim. Até eu completar uns 14 ou 15 anos, ele me dava boa noite e me carregava no colo até a cama para eu dormir, mesmo eu tendo o tamanho que tenho hoje. Por muitas madrugadas ele dormiu no carro, me esperando, enquanto eu me divertia em shows ou festas, por puro zelo, para ter a certeza de que eu voltaria para casa segura. No final de semana seguinte à minha defesa da monografia da graduação, na qual eu fui aprovada, ele chegou de surpresa na minha casa apenas para me levar num restaurante que eu gostava em comemoração à fase que se encerrava. Mesmo em tempos difíceis, quando a saúde foi traiçoeira e o deixou com algumas consequências não muito cômodas, ele demonstrou o quanto queria estar junto em momentos importantes da minha vida: em cerca de 30 dias se esforçou para readquirir o movimento nas pernas, perdidos há seis meses, somente para poder me levar até ao altar no dia do casamento.

Dizer que meu pai é um heroi é meio comum; que ele é o melhor do mundo, impossível ser mais clichê, embora tudo isso seja verdade. Então, no dia de hoje, só tenho a declarar que meu pai é mais que tudo, é um exemplo para os meus passos, base para minhas atitudes e detentor da minha admiração e amor.

@fcoutorostan

A filha do Dorli

 

Luci, a filha preferida do Dorli

 

 

Agora não lembro direito, mas teve um comercial de tv em homenagem ao dia dos Pais que mostrava um gurizinho ajudando o pai dele a consertar as coisas da casa e da casa dos vizinhos. No final ele dizia algo como “eu era o que segurava a lâmpada”.

Não existe descrição melhor pra relação que sempre tive com meu pai. Ele sempre foi muito curioso e sempre consertou tudo lá em casa e mais a oficina. Então, sempre busquei as ferramentas, segurei a lanterna, ou a lâmpada portátil.

Filha única, meus pais tinham certeza de que seria um guri antes de eu nascer. Deve ser por isso toda essa ligação. Os mesmos gostos, por corrida de carros, futebol e tradicionalismo. Os mesmos gestos, jeito de andar. O rosto então! Os amigos do meu pai sempre disseram que pra eu ficar igual a ele, era só colocar um bigode. Hoje em dia ele não usa mais o bigode, so…

Enquanto morei com eles, o grude permaneceu. Ele saía pra entregar o carro de algum cliente, ou mesmo para testar, adivinha quem estava dentro do carro? Eu, óbvio. Em virtude de toda essa proximidade, o ciúme é claro que sempre foi maior ainda. Mas, hoje que já estou há 10 anos fora de casa, tenho uma relação de amizade com meu pai, de sair pra tomar uma cervejinha, pra jantar fora, ou ir a alguma festa – afinal, este meu jeito de ser é culpa deles! “sou festeira de pai e mãe”, rsrsrsrs. Mas sem deixar de lado a admiração que tenho por toda a fibra que ele tem.

Minha homenagem ao seu Dorli, do qual me orgulho de ser filha.

@lucibailaora