O dia que a vi pela primeira vez identifiquei algumas características muito conhecidas por mim. Jeito de falar, as expressões em inglês, as piadinhas, tudo me lembrava uma grande amiga que conquistei no meu primeiro emprego como jornalista. Logo que criamos uma intimidade maior, dispensei minha fantasia de “bicho do mato” (leia-se timidez elevada à última potência) e começamos a conversar sobre amenidades do dia-a-dia. Ela também estava longe do amor, também voltava à cidade após muitos anos fora, também lembrava da Cazaum, People’s, Aldeia e Confraria.

Foi rápido. De repente eu e a @lucibailaora já tínhamos determinado o “chopp da semana” (sem dia definido, porém inadiável), já pedíamos música na rádio, almoçávamos no restaurante mais barato da redondeza, participávamos de promoções e fazíamos programas culturais juntas. E assim, dois meses depois, até nossos maridos já dizem “mas vocês são bem amigas, né?”.

Ah, achou que eu não ia falar do profissional? A dona Luci Lane Taborda Oliveira consegue fazer em um dia um texto sobre as batatas da terra, outro sobre os morangos do nordeste, além de traduzir notícias sobre amenidades para inglês e espanhol. Vive acompanhada de um caderninho colorido e misterioso, onde ela afirma anotar tudo sobre o trabalho.

Pra mim, é super bacana ter uma colega competente, inteligente, engraçada, que sempre tem remédio para dor de cabeça e ainda curte uma seleção de músicas que vai de É o Tchan na Selva, passando por Bate o Sino Pequenino, até Vou de Táxi. Eu resumo @lucibailaora como um misto de graça e competência. Sorte a minha de poder conviver com ela todos os dias.

@fcoutorostan