Eu preferia fazer uma gravação, nem precisaria ser um audiovisual, apenas uma gravação seria o suficiente pra apresentar o João – pra mim, John – mas quem sabe eu consiga colocar em palavras toda aquela rouquidão, e quem sabe um resquício de rabugentice… Tentarei!
Pegue um sotaque gaúcho, não dos mais fortes, acrescente sílabas alongadas em meio a palavras quase cuspidas, tudo isso foneticamente transmitido por um jeito (insisto) rabugento, reclamão e sempre ofegante (fuma, desgraçado!) Agora a parte complexa, e bonita da coisa: junte a esse monte de sons uma feição meiga, afetuosa mesmo, e claro, declaradamente engraçada! Parece estanho, né? E de fato o John é estranho, e é justamente por isso que eu gosto tanto dele. Assim, sem grandes mistérios e muita verdade. Assim, diferente sem querer ser diferente. Aliás, acho que o cerne da relação aqui é a facilidade de convivência de ambos. Gostos musicais talvez nos unam, lugares sociais também, se bem que mais encontro com o seu irmão-gêmeo “Joca”, na noite, do que com ele mesmo (piada interna).
O que mais? O John é didático por natureza, paciente (acreditem!), embora esbraveje irritação, só para parecer durão. E ele realmente parece! Imaginem toda essa irreverência vocálica ao alto de quase 1m90 e alguns bons quilinhos de chopp, digo de músculo. O John realmente se impõe, mas já perdeu até pra mim, “no alto” dos meus quase 1m60! Muito atendeu as minhas pautas já, né John!? Criança grande essa, que aprende e ensina sempre… E que agora está comigo, protagonizando certamente o passo mais longo que já dei na minha carreira profissional.
Na companhia dele, das amigas de sempre e dos novos amigos, a caminhada será longa e segura, os resultados serão garantidos e as risadas e os beijos na testa (eu: 1m60; ele: 1m90, logo…) mais frequentes.
Que bom então que juntos somaremos DOIS!
Texto escrito por Michelle Teixeira, da Assessoria de Imprensa.
