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Saúde: Traumatologia e Dor

De Wiki.dois

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Saúde - Traumatologia e DOr

  • Data de Publicação: 22 de Novembro de 2008



Tabela de conteúdo

Especial Traumatologia e Dor

O corpo chora

Nesta edição:

  • Saiba mais sobre a especialidade médica que lida com o trauma do aparelho músculo-esquelético
  • Conheça a origem e o tratamento da dor
  • Confira curiosidades sobre o tema e entenda porque previnir é melhor do que remediar


A especialidade

Pela recuperação total


Lesões esportivas, acidentes domésticos e de trânsito são algumas das incontáveis possibilidades de alguém lesionar-se. Junto com as lesões, somam-se dor e sofrimento, tanto para a vítima como para seus familiares. Além das dores físicas, ocorre a tristeza decorrente do afastamento das atividades desenvolvidas, como brincar, praticar esportes ou outros lazeres e tarefas profissionais. Nessas situações, o que será feito para que o membro atingido pela lesão seja recuperado, e seja possível a retomada da rotina normal?


Traumatologia e Ortopedia - Definidas como as especialidades médicas que tratam os problemas decorrentes de traumas, a Traumatologia e a Ortopedia são de suma importância para a recuperação total e bem sucedida da lesão. Através de medidas clínicas e multidisciplinares, que contam com a colaboração de fisioterapeutas, massoterapeutas e professores de Educação Física, a Traumatologia vem para sanar o problema e diminuir a dor do paciente, como lembra João Alberto Laranjeira, médico traumato-ortopedista. Trabalhando com lesões em ossos, músculos, ligamentos e tendões, “os profissionais da área são os responsáveis pela realização dos procedimentos clínico e cirúrgico de inúmeros problemas no sistema músculo-esquelético”, afirma Vanderson Roso, médico traumato-ortopedista do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).


Compreendendo o assunto - Há diferenças entre as especialidades. A Ortopedia trata das doenças ou deformidades congênitas, como má formação dos membros da coluna, ou doenças que atingem o homem ao longo de sua vida, como as artrites, artroses, infecções ósseas ou tendinites. Já a Traumatologia trata os traumas sofridos no sistema músculo-esquelético, desde as contusões mais leves até fraturas e luxações, tidas como lesões graves. No País, segundo dados do Ministério da Saúde, o trauma é a segunda maior causa de mortes não naturais, e a primeira entre indivíduos de até 40 anos. A situação já transformou a idéia de trauma em doença, devido aos elevados números de ocorrência. No Brasil, também conforme o Ministério da Saúde, a cada ano, 120 mil pessoas morrem e mais de 360 mil permanecem com incapacidades físicas devido a traumas.


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A pior parte no período de recuperação é a impossibilidade de manter a rotina normal pela imobilização, por exemplo.

Créditos: Divulgação


A dor bem além do trauma

Que o lado emocional é prejudicado ao longo do processo de recuperação de um trauma, já sabemos. Mas como resolver a questão ainda é um problema. Os estudos na área avançam e quem comenta o assunto é Gilnei Lopes, filósofo e terapeuta holístico, habilitado em Cromoterapia, Terapia Corporal, Floral e Ortomolecular e, especialista em Medicina Tradicional Chinesa. O estudioso conta que, conforme a abordagem holística, não só no corpo um trauma deixa a sua marca, mas na nossa memória. “São os registros dos traumas emocionais, advindos dos eventos, nos quais nos envolvemos, direta ou indiretamente”, explica ele. Lopes revela que estes registros são como uma “programação mental”, que nos mantém em sintonia com as imagens do evento traumático – “como um disco rachado” – que nos faz voltar, sempre, ao ponto, fazendo-nos vivenciar os traumas e dores, interminavelmente, refletidos, ainda, nos efeitos emocionais indesejados. De acordo com o especialista, qualquer procedimento cirúrgico é um tipo de intervenção nos campos energéticos do paciente e, por isso, merece atenção. Mas, para quem ainda não está familiarizado com esse termo que parece novo, trocando em miúdos, campos energéticos são pontos chaves. É como se o nosso corpo fosse uma antena. Se estamos bem e somos positivos, sintonizaremos vibrações iguais. Se estamos agoniados e entristecidos, da mesma forma, a faixa automaticamente cai. O acompanhamento complementar, inclusive no processo de recuperação de um trauma, diz respeito à atuação específica a estes campos e podem render ao médico especialista mais informações justamente para o tratamento do campo físico, para o qual foi habilitado. Técnicas como a Apometria, Cromoterapia Mental, Terapia Floral e Terapia Corporal, dentre outras, podem representar um tratamento de apoio de alta eficiência a qualquer procedimento médico, tanto para traumas, quanto para dores. Mas o especialista condiciona: “desde que realizadas por terapeuta experiente em sua competência que, junto ao paciente, o acolherá e o assistirá, complementando com o que lhe cabe”.


Dor de gente grande

Sem choro, sem drama:


As crianças têm reações diferentes dos adultos perante o tratamento de fraturas. Por não saberem o que realmente está acontecendo, em um primeiro momento há medo e ansiedade pela dor que estão a sentindo. “Porém, no decorrer do tratamento, quando o sintoma da dor vai desaparecendo, elas praticamente fazem tudo o que faziam antes da fratura”, afirma o médico traumato-ortopedista e ortopedista pediátrico do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Vanderson Roso.

O médico, especialista sempre indicado pela Clinica de Crianças e Adolescentes Miguel Meirelles quando o assunto é fratura infantil, conta que o comportamento natural das crianças, quando já não há mais dor, é o pesadelo dos pais, que se preocupam muito mais com a recuperação do que a própria criança. Os pequenos querem mesmo é jogar bola e retomar todas as atividades que deixaram de fazer enquanto estavam no início do tratamento. A cultura de “assinar o gesso”, onde todos os amigos e colegas de aula querem deixar sua marca, “faz com o que a criança se sinta muito importante no círculo de amizade”, conta Roso.


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A cultura de “assinar o gesso” faz com o que a criança se sinta importante no círculo de amizade.

Créditos: Divulgação


SINAL DE ALERTA - Um tropeço seguido de queda ao chão pode ser suficiente para desencadear um trauma. A maioria das fraturas está relacionada a quedas no ambiente doméstico, afetando em maior proporção os membros superiores (clavícula, punho, antebraço e cotovelo). Caso testemunhem o acidente, os pais ou responsáveis devem relatar ao médico a situação e a forma como a criança caiu ou foi atingida. Informar a circunstância em que a criança mais sente dor também pode contribuir para o diagnóstico.


OS DRAMAS MAIS COMUNS - Uma das queixas mais freqüentes no consultório do ortopedista infantil são as dores nas pernas, popularmente conhecidas como “dores do crescimento”. Mesmo ainda sendo uma questão de controvérsia entre a classe médica, essas dores trazem sofrimento às crianças, especialmente no final do dia ou da noite. Também são comuns no consultório os diagnósticos de “pés chatos” e outras anormalidades no formato dos pés, assim como acompanhamento para as deformidades no desenvolvimento físico de crianças com doenças neurológicas. Em todos os casos, vê-se a importância do papel do ortopedista infantil no acompanhamento e posterior tratamento de traumas na infância.


Osso da criança X osso do adulto


As vantagens dos pequenos:

  • Maior dificuldade para a ocorrência de fraturas.
  • Maior capacidade de remodelação.
  • Cicatrização ou calo ósseo mais veloz.
  • Melhor e mais rápida recuperação após a fratura.
  • Menor necessidade de cirurgia para reduzir e fixar as fraturas.


As desvantagens:

  • Fraturas próximas à cartilagem de crescimento podem causar deformidades e déficit no crescimento.
  • Uma deformidade ou seqüela pode ter repercussão em toda formação educacional, profissional, social e psicológica da pessoa.
  • Menor cooperação para recomendações como, por exemplo, não andar, não correr, ter cuidado etc.
  • Capacidade de aceitar o gesso ou imobilizações prolongadas mais facilmente.


A Clínica da Dor

Entendendo, tratando e esquecendo o sofrimento: Para viver sem dor


“Eu não agüento essa dor de cabeça”. Frases como essa são mais ouvidas do que se possa imaginar. E não é somente a enxaqueca crônica a vilã do sofrimento de quem convive com a dor. Os tipos de dores são vários, mas há algo em comum em todas elas: o desconforto.


ENTENDENDO A DOR: A terrível sensação, que só quem teve conhece, foi definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) como uma experiência emocional desagradável, associada a uma lesão real ou potencial. O que mais chama a atenção é que a dor sempre esteve presente na vida das pessoas. Para quem não sabe, desde os primórdios do ser humano, conforme sugerem alguns registros da pré-história, o homem procurou esclarecer as razões que justificassem a ocorrência de dor e os procedimentos destinados ao seu controle. As mais antigas civilizações são um exemplo. Os gregos, conta a literatura, abordavam o assunto através da mitologia. Quirón, um centauro conhecedor da medicina, foi atingido pela flecha de Hércules e abdicou de sua imortalidade, devido à grande dor que a ferida lhe causava.


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A dor é definida como uma experiência emocional desagradável, associada a uma lesão real ou potencial.

Créditos: Divulgação.


TRATANDO A DOR

O fato, hoje, é que, independente da época ou da cultura, já se sabe que todas as pessoas sentiram dor em algum momento de suas vidas. Os seus efeitos são tamanhos que todos nós, no momento de angústia, assim como Quirón, seríamos capazes de abdicar de algo valioso em troca da volta do bem estar. A dor pode limitar-se a uma só zona ou estender-se a todas as partes. E, seja ela aguda ou crônica, o objetivo é encontrar sua causa, tratá-la e curá-la. Entretanto, foi há pouco tempo que a medicina ocidental passou a dar mais atenção à questão. De acordo com a médica anestesiologista Márcia Kuboki, da Clínica Sedare, as clínicas na área tiveram início no final da década de 80 e com enfoque no tratamento de dor aguda, como a pós-operatória - que dura um curto período de tempo. A especialista revela que foi somente com a evolução das pesquisas na indústria farmacêutica que a preocupação com este tratamento aumentou.


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Márcia explica que o tratamento da dor é uma área recente.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann.


ATENÇÃO

As causas para o surgimento da dor são várias. No entanto, algumas delas acontecem devido à correria da vida atual. A sobrecarga de trabalho, o sedentarismo, a falta de tempo para o lazer e, inclusive, para dormir podem contribuir para o aparecimento de dores. Por isso, o melhor é prevenir. “Não dá para deixar para depois”, aconselha Márcia. É preciso buscar as causas, o diagnóstico, o tratamento e a prevenção da dor. Para a especialista, a medicina avança, “mas a consciência do paciente é fator fundamental para que se evite os problemas de uma doença crônica no futuro”.

Visão multidisciplinar - A Sedare é a única na área em Santa Maria, além do Hospital Universitário que também contempla o segmento. A clínica existe há cinco anos e vem, gradativamente, ampliando seus serviços. O eixo principal, segundo Márcia, é a visão multidisciplinar. “É impossível uma especialidade tratar a dor sozinha. Nós passamos por todos os estágios, desde a entrevista para o conhecimento, investigação e orientação, solicitação de exames complementares e diagnóstico até o controle da dor. A cura da doença que causa o sofrimento requer o aparato de outras áreas e o próprio controle vai depender da correta sinergia de áreas em benefício do paciente”, salienta ela. Além de Márcia, a Sedare conta ainda com a também médica anestesiologista Mirian Menezes e com a médica neurologista Kelly Harada.


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A Clínica Sedare providencia cuidados para a avaliação, diagnóstico e tratamento da dor.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann.


ESQUECENDO A DOR

Quem sofre com todo e qualquer tipo de patologia com a qual a dor seja o maior inconveniente deve entendê-la, recuperar-se e esquecê-la. É o que todo paciente quer: melhorar e voltar a aproveitar verdadeiramente os momentos felizes. Mas a dor crônica, que é o foco na Sedare, é a que mais preocupa quem trabalha no meio. Márcia explica que essa é aquela dor que persiste por meses ou mesmo por anos e complementa: “Hoje, sabemos que a dor é um sinal de alerta ao organismo, mas quando não tratada de forma adequada pode cronificar, transformar-se em doença e, levar o paciente à ansiedade, depressão e afastamento de suas atividades laborais como as de lazer”.


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Todo paciente quer melhorar e voltar a aproveitar e os momentos felizes.

Créditos: Divulgação.


ACUMPUNTURA TAMBÉM: Outros métodos, como a acupuntura, podem amenizar a dor daqueles que querem melhorar sua qualidade de vida. A tradicional prática chinesa, que começou de 4000 a 5000 anos atrás, auxilia na redução das dores e é cada vez mais aceita entre médicos e pacientes. A médica neurologista, especialista em acumpuntura, Kelly Harada, é a responsável pelo segmento na Sedare. Ela revela que na clínica, o foco da terapia é o tratamento da dor, apesar das diversas funções da técnica. A prática é um importante coadjuvante no tratamento de distúrbios como a cefaléia, torcicolo, lombalgia, asma brônquica, ansiedade, insônia, tensão pré-mestrual e rinite, entre outros. A acumpuntura não causa efeitos colaterais e pode ser utilizada por todas as pessoas, desde que feita por médicos habilitados.


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Na Sedare a acumpuntura é mais uma técnica voltada para o tratamento da dor.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann.


Dor de dente da cabeça aos pés

Dói o dente, dói tudo


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Dor de dente é uma das piores sensações que alguém pode ter. Há quem diga que uma dor de dente forte dá a sensação de dor por todo corpo. “Tive um problema recentemente que me fez perder noites de sono. Era como se o corpo inteiro fosse afetado.”, conta Lorena Souza. Dores como a de Lorena podem realmente tomar grandes proporções e, além de incômodas, podem ser muito intensas. Uma de suas maiores complicações é o fato de nem sempre ser possível a melhora através de medicamentos. A situação exige ações diretas no local. “Isso porque no centro do dente se localiza a polpa, que possui, além de veias e artérias, fibras nervosas, as maiores responsáveis pela sensação dolorosa”, explica Alan Binotto, ortodontista e diretor da Uningá SM. O especialista revela que as dores de dente podem ser sintomas de inflamações ou traumas na polpa, região que nutre e protege o dente durante toda a vida. A inflamação mais comum nos dentes é a cárie, que traz, progressivamente, aumento da profundidade da cavidade dental, expondo a polpa do dente.


TRAUMA NO DENTE? Pouca gente sabe, mas outra causa de lesões na polpa, e posteriores dores no dente, são os traumas. Tanto lesões na polpa, quanto avulsões, ou seja, perda do dente, geram dor. As inflamações podem ser controladas com medicamentos ou com tratamentos no local, mas, e as perdas? Uma solução é o reimplante dos dentes. Tendo cuidados básicos, o dente perdido pode ser recuperado. “Caso sejam tomadas certas medidas, este dente pode ser salvo e reimplantado”, enfatiza Binnoto. Lavar o dente e mantê-lo úmido são algumas das precauções. E, o mais importante: a ida ao dentista é fundamental para que procedimento dê certo.


Para salvar o sorriso do trauma:


Crianças e adultos estão sujeitos a sofrerem traumas físicos e terem um dente avulsionado por acidente. Saiba o que fazer em seguida do acidente:


  • Pegue o dente pela coroa, sem tocar na raiz.
  • Lave o dente em água, sem utilizar sabão e sem esfregá-lo. Não o seque. Caso seja possível, dê preferência a soro fisiológico à água.
  • Ponha o dente de volta no alvéolo. Não faça pressão excessiva. Caso você não consiga colocá-lo de volta ao seu lugar, acondicione o dente numa das seguintes soluções: Leite; Soro fisiológico; Na própria boca, mantendo-o úmido ou; na Água.
  • Veja um dentista o mais depressa possível, levando o dente avulsionado.


Atenção: O êxito do reimplante é maior durante os primeiros 30 minutos, com boas chances ainda até duas horas após o trauma.


AS PIORES DORES DO MUNDO

O melhor modo de medir a intensidade da dor é perguntar ao indivíduo que sofre com ela. O método mais comum, a “escala de dor”, consiste em pedir ao paciente que dê uma nota de 0 a 10 à intensidade da dor. Zero significa ausência de dor e 10 é a pior dor do mundo. Todas as dores relacionadas abaixo são classificadas entre 9 ou 10. Ou seja, são superfortes e, entre as piores fica difícil escolher a pior. Veja você mesmo:


  • Cólica renal: Os episódios mais doloridos ocorrem quando a pedra se move no canal que liga rim e bexiga.
  • Cólica biliar: Assim como na cólica renal, é bem pior quando a pedra se movimenta.
  • Lombalgia aguda: Costuma ser causada por uma ruptura ou lesão de hérnia de disco.
  • Neurite herpética: É uma infecção casca-grossa causada por um vírus. A dor fica desesperadora quando atinge um nervo junto às costelas.
  • Gota: Causada por um acúmulo de ácido úrico, essa inflamação intensa é mais dramática quando atinge o dedão do pé.
  • Hipertensão intracraniana: O rompimento de uma artéria no cérebro causa um aumento progressivo de pressão dentro do crânio. A dor aumenta até se tornar insuportável.
  • Dor de cabeça: Não estamos falando de qualquer dor, mas das pesadas enxaquecas severas e da nevralgia do nervo do pescoço e do rosto.
  • Dor de dente: A pior é a dos abscessos (inflamação com pus) na raiz. Se não for drenado, pode provocar calafrios de dor até ser aplicada uma anestesia.
  • Dor de parto: Partos normais sem anestesia podem ser terríveis. Mas muitas mulheres afirmam: A recompensa vale a pena.
  • Infarto: O tipo mais penoso é o infarto agudo do miocárdio, em que o músculo cardíaco sofre dor súbida e aguda.


Fonte: Super Interessante


O corpo dá seu sinal de alerta

Dor das mamas: Cuidado!


Uma das causas mais freqüentes de consulta ao mastologista é a dor das mamas. O principal motivo que leva as mulheres ao especialista é o medo do câncer. A preocupação é importante. Mas também é válido o conhecimento acerca do assunto. As dores que são próprias da mama incluem dor cíclica, que antecede o período menstrual, infecções e traumatismos. Porém, segundo o mastologista João Ethur, a causa mais comum de consultas refere-se a dores de origem na coluna cervical, ocasionadas por contratura da musculatura para-vertebral. Ou seja, de origem radicular, ocasionada por vícios de postura. E, é, justamente nesses casos que a paciente sente alívio ao saber que o seu maior temor foi em vão: “Era um alarme falso”, comenta Patrícia Motta, advogada que há dois meses enfrentou o problema.


ALERTA - Os motivos responsáveis pelos vícios são vários. Ethur cita alguns: gestações, uso de salto alto, sedentarismo, ou mesmo vícios posturais ligados à profissão (trabalhos burocráticos, no computador etc.). O especialista revela que fatores como esses podem gerar uma contratura da musculatura de toda a coluna, irritando os nervos cervicais que se originam na medula, de onde partem os nervos que são responsáveis pela sensibilidade da região do tórax e, onde, por fim, estão as mamas.

As dores se manifestam nas mamas com ardor e/ou pontadas, que não acabam com o fim do período pré-menstrual. O diagnóstico é feito com um bom e detalhado exame físico. Mas em muitos casos o tratamento não tem resultado porque simplesmente não foi diagnosticado corretamente, sendo confundido com dor própria da mama.


CONSELHO MÉDICO - Ethur afirma que o tratamento para este tipo de dor “exige uma mudança total de postura com atividades físicas, alongamentos, RPG, entre outros”. O ideal é saber que dores nas mamas dificilmente caracterizam o câncer. Pelo contrário: Ela é uma doença silenciosa, que raramente gera algum desconforto. Mesmo assim, Ethur alerta: “A dor sempre é um sinal de alerta do organismo, Desta maneira, a dor sempre deve ser motivo de consulta ao médico para identificar a causa e tratá-la adequadamente”.


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Naturalmente, por saber que é fonte de vida, a mulher e, especialmente a mãe, teme o câncer de mama.

Créditos: Divulgação.


Dicas de Saúde

Prevenção é palavra de ordem


Como já falamos, muitas doenças aparecem silenciosas e não conseguimos percebê-la. Mas outras causam dores e desconfortos quase insuportáveis. Algumas dessas podem ser evitadas, e isso pode ser feito através da vacinação. Um exemplo é o tétano, que causa rigidez muscular em todo o corpo, dificuldade para abrir a boca (trismo) e engolir, além do riso sardônico produzido por espasmos dos músculos da face, gerando dores fortíssimas e sendo evitada através da vacinação. O médico Wilson Roberto Juchem, diretor técnico da Clínica de Vacinas Multivacin, explica que a criança deve ser vacinada desde os dois meses de idade, mas recomenda-se que essa seja reforçada pelo menos a cada 10 anos, por toda a vida, para que se tenha uma garantia de cobertura dos efeitos da vacina.

A hepatite B em sua forma crônica também pode levar a processos dolorosos, devido a complicações como a cirrose hepática ou o câncer de fígado. Para não ter riscos de contágio, a vacinação ocorre já no recém nascido, nos primeiros dias de vida. Mas é indicada para qualquer idade, pois, segundo Juchem, se levarmos em conta as complicações freqüentes da Hepatite B, ela mata um número maior de pessoas do que a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a Sida, conhecida por AIDS.

Outras doenças que determinam fortes dores são aquelas que podem comprometer o sistema nervoso causando as Meningites. Essas se caracterizam por uma inflamação nas meninges, podendo ser causada por vírus ou bactéria. Em seu último estágio, os sintomas são fortes dores de cabeça, dores no pescoço e nas costas, rigidez na nuca, confusão mental, podendo ocorrer ainda aumento ou diminuição do ritmo cardiorrespiratório. Hoje, conforme informou o especialista, a ciência já dispõe de um ótimo arsenal de proteção através de vacinas. Por essas e outra, a medicina é uma aliada e a prevenção uma medida fundamental.


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A ciência já dispõe de um ótimo arsenal de proteção através de vacinas.

Créditos: Divulgação


NOVIDADE

Exercícios que reproduzem a complexidade dos movimentos, em prol de melhorias em flexibilidade, equilíbrio e força. Estas são apenas algumas das vantagens do Gyrotonic Expansion System®, método desenvolvido por Julio Horvath, e presente em Santa Maria no Estúdio Cad. Através de equipamentos específicos, que contam com pesos, roldanas e rodas giratórias, o corpo é trabalhado de forma global, alcançando a máxima mobilidade e explorando os movimentos das articulações. “O Gyrotonic® mescla movimentos de Ioga, Tai Chi Chuam, balé e natação, proporcionando assim força, flexibilidade, mobilidade da coluna e das articulações, além de coordenação motora”, conta Carla Domingues, fisioterapeuta, pós-graduada em Ciência do Movimento Humano e proprietária do Estúdio Cad. O método é indicado para o tratamento de lesões ou alivio de dores crônicas, em processos de reabilitação, e também para a melhoria do condicionamento físico.


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O método consiste em exercícios fluidos, rítmicos, circulares e integrados à respiração, obedecendo à individualidade de cada um.

Créditos: Arquivo Estúdio Cad