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Quarta Colônia (158)

De Wiki.dois

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Quarta Colônia

  • Data de Publicação: 30 de outubro de 2009



Tabela de conteúdo

Cidades & Cotidiano

Entre a serra de São Martinho e as várzeas do Rio Jacuí, a terra privilegiada

Para o arroz de Dona Francisca o panorama é positivo

Confirmando a potencialidade produtiva e a evolução tecnológica ocorrida nas duas últimas décadas com a modernização da agricultura, Dona Francisca é um município privilegiado. Quando o assunto é arroz, a cultura aparece como principal atividade econômica. Segundo o técnico Agrícola Dorli Elso Barichello, chefe do escritório municipal da Emater, e o engenheiro agrônomo José Mário Tagliapietra, do departamento técnico da Cooperativa Mista Agrícola de Nova Palma (CAMNPAL), o cenário é positivo. A situação se deve, basicamente, às áreas sistematizadas, à disponibilidade de água, à profissionalização da agricultura e às novas tecnologias.


  • De lá para cá: A origem e a evolução do arroz irrigado em Dona Francisca é relativamente recente. Segundo histórico disponibilizado pela Emater, estudos realizados no Rio Grande do Sul registram que até a década de 1970 se plantavam as variedades tradicionais. Hoje, depois de um período de gradual implantação de variedades mais modernas, se o Estado possui uma área de 1,1 milhão de hectáres de arroz irrigado cultivados, com produtividade média de 7.244 k/ha, o município de Dona Francisca pode relatar que cultivou, na safra 2007/2008, aproximadamente 2.350 hectares com arroz irrigado, cuja área é 100% sistematizada. “Estamos investindo esforços para avançar ainda mais nesta área, sendo que nos falta plaina a laser para melhorar este importante manejo das lavouras”, ponderam os especialistas. Conforme Emater e Camnpal, os dados de área e de produtividade da Safra 2008/2009 dão conta de que Dona Francisca possui 2.397ha e produtividade de 8.684 kg/ha. Cerca de 200 produtores cultivam arroz na cidade. Atualmente, a condição da cultura é 50% plantada, sendo que 30% é de pré-germinado e 20% de plantio convencional.


  • Daqui pra lá: Dona Francisca exporta arroz na forma de subprodutos como o canjicão para o continente africano. E mais: o arroz do privilegiado município entre a serra de São Martinho e as várzeas do Rio Jacuí também tem presença garantida em outros estados do Brasil. “Além do Rio Grande do Sul, Dona Francisca leva o seu arroz para o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e São Paulo. Mas não é só o arroz que é destaque em Dona Francisca. O fumo e o milho também têm sua parcela de importância. O ponto em comum entre as culturas é a procura constante pelo aperfeiçoamento. Prova disso é a valorização da armazenagem. “Essa, quando bem conduzida, contribui para a manutenção de baixos índices de perdas de safras após a colheita, bem como na preservação da qualidade dos grãos pelo máximo tempo possível. E é com isso que Dona Francisca conta”, ressaltou Barichello. Outros aspectos que merecem destaque são a fruticultura, a olericultura e a atividade leiteira. “Os três começam a ter força no município”, explica o técnico.



Pontos positivos

Dona Francisca contempla uma série de fatores que contribuem para uma boa produtividade. Os principais são:

  • Lavouras com pequenas áreas
  • 100% da área sistematizada
  • Solo com boa fertilidade
  • Drenagem (plantio)
  • Auto-fertilização através de enchentes: 1 ou 2 vezes ao ano
  • Boa disponibilidade de água
  • Boa infra-estrutura das propriedades
  • Sementes fiscalizadas e certificadas
  • Proximidade da pesquisa (UFSM e Irga)
  • Assistência Técnica personalizada (Emater e Camnpal)
  • Competitividade saudável


Mais

Quer saber mais sobre o panorama de alguma cultura em algum município da Quarta Colônia? Escreva para a redação. Os contatos estão na página 3.


Pesquisa & Realidade

Nossos Fósseis Patrimônio Singular

José Itaqui*

De 1997 a 2002, durante cinco anos, o CONDESUS investiu na criação e organização da Rota Paleontológica Centro. Paralelamente, durante este período, passamos a buscar mais informações sobre os sítios fossilíferos e o que, até então, havia sido descoberto na Quarta Colônia. As informações levantadas nos davam base suficiente para fundamentar, desde o ponto de vista científico, um projeto específico no campo da Geologia e da Paleontologia para a Quarta Colônia. Esta tomada de consciência estava associada a uma busca permanente no sentido de identificar, no acervo patrimonial microrregional, elementos singulares e com potencialidade para catalisar e fortalecer as demais referências culturais de base turística. O fato científico de ter sido, por enquanto, encontrado na Quarta Colônia uma das referências mais antigas de mamíferos e de coníferas do triássico nos permitia construir não um projeto, mas uma política de desenvolvimento tendo como foco a economia da cultura, a partir do patrimônio natural. Dávamos por conta que tinham razão os nossos críticos e foi a nossa preocupação com o “radiche” e a “polenta” o que nos levou perceber que o solo - onde se dão essa chicória (cichorim intybus) e o milho (zea mays), produtos básicos da culinária tradicional - preserva um patrimônio que transcende aos interesses locais e regionais e se projeta além das nossas fronteiras. Somos “generosamente agraciados pela natureza” (Isaía, A) de aqui se manifestar um patrimônio que é da humanidade e não temos o direito de seguir por mais um século aceitando a misera condição de mina, mas o dever de integrá-lo no desenvolvimento regional.

O Diálogo de Concertação da Quarta Colônia, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, coordenado pelo Ministro Tarso Genro, oportunizou que este tema fosse o objeto e o foco desta concertação. Bem que é patrimônio da União, dos brasileiros, e que somente aflora naturalmente no Brasil na Região Central do RS. A proposição do CONDESUS enquadra e projeta o patrimônio paleontológico a partir de três eixos básicos. O primeiro é a pesquisa cientifica. Para que se cumpra essa diretriz é fundamental que sejam criadas as condições técnicas e os meios legais para a preservação dos sítios e, paralelamente, a construção de uma infra-estrutura de apoio à formação acadêmica, de programas de pesquisa de médio e longo prazo que dêem à região a guarda do seu patrimônio. Em resposta a esta diretriz, projetamos e construímos, através da Lei Rouanet, com o patrocínio da PETROBRAS e da ELETROBRAS, o Centro de Apoio a Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia – CAPPA, parte da primeira etapa do Diálogo de Concertação da Quarta Colônia. Um segundo eixo é a Educação. A socialização do conhecimento científico acumulado através de programas de visitações guiadas às exposições, permanentes e temporárias projetadas em quatro unidades museológicas integradas e dispostas nos municípios de Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno e São João do Polêsine. O terceiro eixo é o produto dos dois primeiros. É a integração da ciência e da educação no desenvolvimento sócio-econômico. A infra-estrutura dos Parques Paleontológicos Integrados e os programas de visitação as exposições e aos sítios objetivam estabelecer as condições materiais para o desenvolvimento da economia da cultura e a integração do patrimônio paleontológico no desenvolvimento regional.

A decisão de intervir no campo da Paleontologia não foi um ato reflexo, mas produto da reflexão frente às potencialidades e limites do nosso desenvolvimento regional. As culturas de base, importantes para a autoestima individual e grupal, como também para a economia local/regional, são insuficientes na condição de produtos turísticos capazes de promover a qualificação e a sustentação deste setor. O desenvolvimento dos produtos turísticos, como da infra-estrutura receptiva e com isto contribuir de forma consistente nas economias locais. A configuração dos nossos produtos culturais se mantém nos moldes tradicionais, características que, no meu modo de ver, devem ser qualificadas e preservadas.

A singularidade do patrimônio paleontológico da Região Central, como produtos culturais e turísticos, se projetam a um público consumidor aberto, para as diferentes faixas estarias e sem fronteiras. Este público é o que irá dinamizar e fortalecer a comercialização dos produtos turísticos dos diferentes grupos étnicos da nossa região e não o contrário. Processo que permitirá que a economia da cultura passe a incidir de forma consistente e sustentável no desenvolvimento social e econômico da Quarta Colônia e da Região Central.

Secretário Executivo do CONDESUS* condensus@quartacolonia.com.br

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Um passo após o outro: A evolução do pensamento e os objetivos têm no desenvolvimento a resposta para o investimento de esforços.

Créditos: Divulgação

Quarta Colônia Viva

Encontro de gerações

Os Foletto se encontraram e celebraram sua história

Emoção, história e tradição marcaram o último domingo (25), em Vale Vêneto, São João do Polêsine. Com o intuito de resgatar a história da família Foletto, reunir descendentes e fortalecer ou mesmo gerar laços afetivos entre aqueles que carregam o sobrenome, realizou-se o 8º Encontro da família. O evento teve início às 10h30min, com a celebração na histórica Igreja Corpus Christi, seguiu com um almoço tipicamente italiano, e foi encerrado com um belo show. Dias antes do encontro, o senhor Gelindo Foletto, um dos coordenadores do encontro, esteve com a nossa equipe e relatou um pouco da história da família. Uma voz mansa, um sotaque bom de ouvir e causos particulares pareciam caber no pequeno álbum de fotografias que ele folhava. No entanto, o sentimento que levara os Foletto, espalhados pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, entre outros lugares, à Quarta Colônia, poderia até ser registrado num novo álbum, mas não teria definição. “Quando se olha todos juntos o coração bate mais forte e tudo que nos contaram sobre a chegada dos primeiros Foletto parece fazer sentido”, diz seu Gelindo. A emoção não poderia ser diferente, pois não é a primeira vez que a enorme família visita o Vale. O segundo encontro foi realizado no local e bateu o recorde de 1.300 participantes. Para Gelindo, no auge dos seus 75 anos, querendo ou não, todo mundo presencia ou participa de uma reunião de família. “As mais comuns, todos sabemos, ocorrem ao redor de uma mesa de jantar, numa ceia de Natal, numa festinha de aniversário. Dentro de casa, com pais e irmãos. Cada almoço, cada viagem, passeio, toda oportunidade merece registro e mais: a possibilidade de compartilhar uma história de vida”, diz ele. O exemplo da família Foletto, segundo ele, representa a oportunidade dos familiares que não se vêm há mais de décadas poderem se encontrar novamente e das gerações mais jovens se conhecerem. Para quem não sabe, Foletto tem origem italiana, tendo os primeiros imigrantes no Estado em 1878, fixando-se em São João do Polêsine. Os primeiros nomes a chegarem na Quarta Colônia, segundo Gelindo, foram Frederico e Antônio Foletto, ambos casados, um com 4 filhos e outro com 3, respectivamente. E a história continua. “O nome e os nossos são fortes”, diz seu Gelindo sorridente.


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Gelindo resgata história dos antepassados e se sente orgulhoso por participar do oitavo encontro da família.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann



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Noeli Foletto (à esq.), neta de Gelindo, foi rainha do segundo encontro.

Créditos: Reprodução/doisac.com


Nossa gente, nossa atitude

Construindo pelo conhecimento

Eno Luiz Frizzo, 63 anos, Técnico Agrícola e em Contabilidade, com Licenciatura em Agropecuária e Pós-graduação em Educação é o perfil desta edição. Personalidade reconhecida em Ivorá, ele revela a paixão pelo município e conta um pouco de sua história. Atual secretário de finanças da prefeitura municipal, ele lembra que a maior parte da sua formação profissional foi feita em Ijuí-RS, no Instituto de Educação Assis Brasil. “Uma vez formado no ano de 1968, aproveitando a demanda de professores para atuar no então Ginásio, orientados para o trabalho, fui contratado pelo Estado para atuar em Ivorá”, relembra. Na atividade docente, o contato com a população era diário. “Sentia e acompanhava de perto as dificuldades e demandas de Ivorá, na época distrito distante de Júlio de Castilhos. A década de 80 foi marcante para o professor. “Em 1983, quando das comemorações do centenário da Fundação de Núcleo Norte - Nova Udine - Ivorá, as lideranças sentiram a possibilidade da emancipação e se constituiu uma comissão Emancipacionista, da qual fiz parte”, ilustra orgulhoso. “A minha participação foi intensa, muitas reuniões, viagens e acertos”, completa.

Seu Eno, já fez muito pelo ensino em Ivorá. Foi professor de Técnicas Agrícolas, Vice-Diretor e, por 10 anos, Diretor da Escola Estadual de Educação Básica PE. Pedro Marcelino Copetti. “É importante mencionar que entre 1975 e 1976, juntamente com a comunidade, sob a liderança do PE. Pedro, foi conseguido o ensino de 2º grau”, acrescenta. Ele ainda revela que depois de 30 anos de efetivo trabalho, em 1998, aposentou-se. Mas sua trajetória não se resume aí. “Trabalhei no Projeto Terra Solidária na educação de agricultores e durante 20 anos como administrador do Hospital”, lembra ele, entre as tantas recordações de seus feitos.

Protagonista e história viva de Ivorá, Seu Eno é católico e tem no social e no espírito comunitário a razão de muitas de suas vitórias. Ele acredita que Ivorá tem um potencial rico. “Sua topografia é montanhosa, entre cortada de vales e riachos, de ricas paisagens, seu solo é produtivo e tem um povo trabalhador”, diz ele entre outros elogios ao município. Quando questionado sobre como seria o Ivorá de seus sonhos, suas palavras emocionam: “Ivorá, onde seus habitantes tenham orgulho de seu município; onde as relações interpessoais sejam mais amistosas; onde haja oportunidade de crescimento para todos; onde possamos continuar a viver com paz e harmonia; onde a natureza seja mais respeitada e nossas fontes e riachos recuperados; onde crianças, jovens, adultos e idosos vivam suas “idades”em plenitude; onde se use menos agrotóxicos e se pratique uma agricultura ecológica; onde haja mais cooperação e menos competição; onde o mais importante seja a natureza e, por consequência, a vida.


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Aconteceu

Desenvolvimento Urbano, Ambiental e Turístico ganha foco em Faxinal do Soturno

Seis projetos de lei do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, Ambiental e Turístico de Faxinal do Soturno foram entregues à Câmara Municipal de Vereadores para apreciação e votação. Segundo a assessoria de comunicação da administração, a elaboração dos documentos é fruto de um trabalho desenvolvido pelos técnicos do município e pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), além de profissionais da área de Agronomia, Geografia, Economia, Ciências Políticas e Direito desta instituição de ensino. Houve também a participação da comunidade por meio de oficinas e de audiências públicas.

Os projetos de lei apontam alternativas de desenvolvimento para a sustentabilidade socioambiental, para a gestão democrática do município e para o combate à exclusão. Para isso, foram apresentados estudos sobre o plano diretor, o sistema viário, o uso e ocupação do solo urbano, o parcelamento do solo, o conselho municipal de desenvolvimento territorial e o perímetro urbano. Todos amparados por leis existentes, como o código de edificações, a política do meio ambiente, o código sanitário e o serviço de inspeção sanitária e industrial dos produtos de origem animal. Os documentos foram repassados pelo prefeito Clóvis Alberto Montagner ao presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Ricardo Marzari, na manhã do último dia 20.


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Presidente do legislativo municipal, Paulo Ricardo Marzari (à dir.) recebeu os projetos de lei para votação

Créditos: Adriana Garcia


Ivorá celebra a religiosidade

No último dia 25 aconteceu a Festa em Honra à Nossa Senhora do Rosário em Ivorá. O evento teve início às 9h30min e foi marcado por um desfile de carros alegóricos que mostraram a Caminhada Pastoral da Paróquia, com a participação das comunidades e do Trail Club Coração do Rio Grande. A Santa Missa foi o momento mais emocionante e, em seguida, o almoço de confraternização. Sopa de agnoline, rizotto, churrasco de gado e porco, pão e saladas compuseram o cardápio.


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Ivorá homenageou Nossa Senhora do Rosário.

Créditos: Divulgação


Agenda

Evento religioso também deve marcar Nova Palma

Seguindo a tradição, o primeiro domingo do mês de novembro é dia de celebrar a padroeira da comunidade em Nova Palma. O dia 1º será marcado pela Romaria de Nossa Senhora da Saúde, evento que acontece há mais de 30 anos. Esta edição é organizada pelo Conselho da Capela da Vila Cruz. A festa é religiosa e popular, e a programação inicia às 10h com uma Missa Festiva, segue com a benção da saúde e procissão com a Santa pela Vila. Um almoço com gastronomia típica italiana e festejos populares durante todo o dia complementam a grade de programação.

Para quem não sabe, a devoção à Nossa Senhora da Saúde é uma das mais antigas e tradicionais do Catolicismo. Uma das invocações de Nossa Senhora desde os princípios do Cristianismo é Saúde dos Enfermos e muitos doutores da Igreja citam sua súplica constante a Jesus por aqueles que sofrem. Um dos fundamentos de tal devoção, segundo os mais religiosos, está na presença constante de Maria junto a Jesus, tendo presenciado muitas de suas curas.


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O primeiro domingo de novembro celebrará a padroeira da comunidade em Nova Palma.

Créditos: Divulgação