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Fenarroz – Edição 5

De Wiki.dois

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FENARROZ - EDIÇÃO 5

  • Data de Publicação: 26 de abril de 2008
  • Circulação: Circula encartado nas cidades de Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Santiago, Santa Maria Lajeado e suas respectivas regiões.



Da lavoura para o prato. Da Fenarroz para o mundo.


Tabela de conteúdo

Valor à cultura do arroz

A troca de experiências revelam os objetivos da Rede Arrozeiras do Sul


Em nome da cooperação, com o apoio da secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul (Sedai), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e outros parceiros, criou-se, em 21 de novembro de 2005, a Rede Arrozeiras do Sul. Nesse ano, 12 indústrias de beneficiamento de arroz da região central do Estado reuniram-se para desenvolver projetos e atividades de crescimento em conjunto.

Atualmente, a Rede conta com 14 indústrias associadas. Além do principal objetivo de parceria, as associadas têm o intuito de promover o intercâmbio de experiências, a identificação e a disponibilização de novas tecnologias. Agregar valor aos produtos, elevar o poder de negociação e realizar pesquisas para o desenvolvimento de novos produtos também são objetivos da organização. Entre as principais conquistas estão a realização de compras em conjunto de insumos e equipamentos, visando o ganho em escala, e a obtenção de maior poder de barganha com os fornecedores.


A organização segue a metodologia do Programa Redes de Cooperação do governo do Estado, mas já é considerada uma rede auto-sustentável. Conforme o gerente executivo, Rubem Silveira Machado Filho, são diversos os benefícios e as ações da Rede. Entre eles:

  • Descontos de até 30% junto a fornecedores diversos.
  • Participação decisiva da Rede na revogação do Decreto Lei Estadual nº 45.428, mantendo o crédito presumido e sua alíquota de 3% nas compras de arroz dentro do Estado.
  • Participação em decisões em caráter estadual e nacional de entidades da cadeia produtiva do arroz.
  • Implementação do Programa de Avaliação das Boas Práticas de Fabricação (ABPF), em conjunto com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Santa Maria em todas as indústrias da Rede.
  • Tratativas com Traidings do Rio Grande do Sul, visando negociações para exportação de arroz.


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A integração e a confraternização dos associados também revelam a cooperação existente na organização.

Créditos: Arquivo Rede Arrozeiras do Sul.



Arroz: Alimento nobre e saudável

A proteína do arroz é a mais nobre entre os cereais. Dentre estes, a sua fração protéica, embora quantitativamente pequena, apresenta a melhor composição de aminoácidos para o metabolismo humano. Confira algumas características:

  • Tem alto valor nutricional.
  • Auxilia na prevenção de doenças do sistema digestivo e do coração.
  • Auxilia no tratamento de diabetes.
  • Reduz o risco de câncer de intestino.
  • Regula a flora intestinal e é anti-diarréico.
  • É recomendado para alimentação de atletas. Tem médio valor calórico e lenta absorção.
  • É hipoalergênico.
  • Não contém glúten (é recomendado para celíacos).
  • Não contém colesterol.
  • O arroz integral é rico em silício (útil na formação dos ossos, na prevenção da osteoporose e em terapia da fragilidade dos ossos).
  • Combinado com feijão pode auxiliar na prevenção de câncer oral.


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Créditos: Arquivo Dois Assessoria de Comunicação

Fonte: Nutrição e Saúde - Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga)

Expectativa e curiosidade antecedem a 15ª Feira Nacional do Arroz

Há menos de um mês para a 15ª edição da Feira Nacional do Arroz (Fenarroz), Cachoeira do Sul e região mobilizam-se para o grande evento orizícola. Antes mesmo da escolha das soberanas da próxima edição, que aconteceu em novembro do ano passado, a executiva da feira já planejava o trabalho que garante o esperado abrir dos portões do Parque de Exposições Ivan Tavares. De acordo com o assessor de imprensa Celso Rafael Elesbão, a feira de negócios, que será realizada de 24 de maio a 01 de junho de 2008, requer um investimento de esforços constante. “O empenho e o envolvimento da comissão executiva é um dos principais fatores de sucesso da Fenarroz. A administração permanente, assim como a ligação contínua com os seus agentes traduz o compromisso com o produtor, com a indústria e com os visitantes”, revela ele.

Enquanto a comunidade, assim como nas edições passadas, aguarda a abertura oficial do evento com ansiedade, a magia da feira parece pairar no ar de Cachoeira. A cada martelada, barulho de máquinas e chegada de equipamentos no parque, o olhar curioso dos moradores já revela a promessa de sucesso de público. Segundo Elesbão, o trabalho para a realização de uma edição começa no final da que a antecede. Prova disso é justamente a presença da Fenarroz nas perspectivas não só da comunidade local, mas de outras regiões. Teófilo Pereira dos Santos Neto, produtor e empresário do agronegócio do interior de Itaqui e Santa Maria, diz que a chegada da Fenarroz remete à esperança no desenvolvimento da atividade orizícola do Estado. “Este ano, em particular, vivemos um cenário bastante diferente devido a uma conjuntura internacional positiva. A Fenarroz é um produto do esforço de muitos, orgulho e esperança para aqueles que fazem da produção de arroz um meio de vida”, define o produtor.

Atualmente o parque sede da Fenarroz tem condições de comportar cerca de 300 espaços de áreas locáveis, que representam uma média de mais de 250 expositores. Os shows e a programação cultural, que acontecem concomitantemente são as principais curiosidades do público que aguarda as atrações de entretenimento. Conforme o assessor de imprensa, o cronograma será divulgado em maio. A montagem dos estandes dos expositores, que também já aguça a curiosidade dos produtores que esperam pelas novidades em implementos, maquinários e orientações técnicas, também está prevista para os primeiros dias do próximo mês. Os visitantes virão de todas as partes do Estado, País e mundo. A comissão executiva está preparada para receber 200 mil pessoas.


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Reformas e modificações diárias fazem parte do cotidiano de trabalho de quem prepara o parque para o público da Fenarroz.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann

Produção local com selo da Abiap

Em 1954 começara uma história de empreendedorismo na região central do Estado. O protagonista foi o então colono Alfredo Treichel, que em Restinga Seca dava início a uma atividade própria na produção de arroz e cultura de linhaça. Com uma visão de futuro inovadora e focado nos negócios da cultura, em 1957 Treichel transferiu-se para Passo de São Lourenço. A localidade, nas margens do Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul, revelou um novo horizonte ao empresário. Treichel continuou a produzir arroz, mas trouxe a novidade de processamento à secagem nos secadores existentes da própria lavoura. Em 1961, ele construiu um pequeno galpão na cidade e instalou novos secadores. Em seguida, começou a secagem do arroz em casca produzido também por seus vizinhos e, em 12 de março de 1963, o Engenho Treichel constituía-se formalmente e dava nome aos próximos passos da história do empreendedor.

Com as conquistas, o despertar do consumo do arroz e as boas perspectivas de mercado, no final da década de 60, renderam a Alfredo Treichel um lugar de destaque na expansão de vendas. Atualmente, a organização conta com uma estrutura moderna e está na lista das 50 maiores empresas do ramo no Brasil. Seu diferencial é o selo de qualidade da Associação Brasileira das Indústrias de Arroz Parboilizado (Abiap), um dos mais reconhecidos do País. Conforme as informações disponibilizadas pela empresa, a parboilização de arroz com qualidade surgiu em 1970 e o Engenho Treichel foi um dos pioneiros.


O ARROZ PARBOILIZADO


De acordo com o Engenho Treichel, o arroz parboilizado, antes do descascamento e polimento, é submetido a um tratamento hidrotérmico. Neste processo, as propriedades benéficas contidas na casca são transferidas para o grão e, assim, o cereal chega o prato do consumidor com maior valor nutritivo e vitamínico.


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O Engenho Treichel consta entre as indústrias de beneficiamento líderes no segmento do arroz.

Créditos: Arquivo Engenho Treichel


Extensão rural e degustações na 15ª Fenarroz:

Com a apresentação de novas tecnologias, tanto na área de preparação de solo, plantio, fertilização, irrigação, colheita, transporte, pesagem e secagem, a Feira Nacional do Arroz (Fenarroz) não é voltada apenas para os grandes produtores e empresários. Os pequenos também têm espaço e atenção para a maximização de suas competências. A Emater/RS-Ascar, o braço da assistência técnica e extensão rural do governo, garante um dos espaços voltados a esse público. Conforme o chefe do escritório municipal de Cachoeira do Sul, Eliseu Gonçalves, psicultura, turismo rural, artesanato em lã com enfoque a centros de treinamento, plantas bioativas e flores, além de agroindústrias, controle biológico de milho, classificação, certificação e fruticultura, serão os temas de foco no estande. Além de contar com as orientações dos técnicos, os visitantes poderão degustar pratos originários das áreas de psicultura, mel, arroz, nozes, chás, sucos, ovinocultura e produtos coloniais. É aguardar e conferir!


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Equipe da Emater prevê mais uma edição de sucesso para a Fenarroz.

Créditos: Arquivo Emater/RS-Ascar


Tradição e qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão

Com quase 11 anos de história, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) – Campus Cachoeira do Sul já apresenta um novo mundo na sua entrada. A cada degrau, setor ou laboratório visitado, a sede pelo conhecimento, a cultura e a tradição são contagiantes. De acordo com o reitor Gerceí Carlos Silveira, o segredo da instituição é o compromisso com o educando. Com 13 cursos de graduação e dois de pós-graduação, ele revela que o reconhecimento nacional, a qualidade e a seriedade aliados ao padrão da infra-estrutura e corpo docente atual representam o desenvolvimento regional e a preparação do aluno para o mercado de trabalho devidamente equiparada à formação da capital. “O zelo e a responsabilidade no gerenciamento em prol da excelência no ensino superior são conferidos na preparação do aluno e no profissionalismo dos nossos egressos. O acesso à tecnologia, ao intercâmbio de informações e à troca de experiências consolidam a tradição da universidade”, enfatiza o reitor.


CONVICÇÃO NA INTEGRAÇÃO COMUNITÁRIA: A Ulbra Cachoeira contempla 7 projetos em extensão e 8 comunitários, totalizando 15 programas que consolidam a concepção de valorização da comunidade.

NOVOS CURSOS: Serão ofertados para o segundo semestre 7 novas pós-graduações.

ULBRA NA FENARROZ: A instituição de ensino participará mais uma vez do tradicional evento. De acordo com o reitor, o estande da universidade contemplará as áreas de saúde bucal, psicologia, serviço social, direito e vestibular, entre outras.

ALDEIA ULBRA: Está em fase de conclusão um novo projeto para o evento Aldeia Ulbra. Com um cunho basicamente esportivo, cultural, industrial e comercial, a atração deverá ocorrer no segundo semestre deste ano e promete novos formatos e a expectativa de tornar-se um verdadeiro “point radical”.


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Modernos laboratórios denotam a preparação qualificada dos acadêmicos.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Os cachoeirenses também são turistas

O turismo no Brasil se caracteriza por oferecer tanto ao turista brasileiro quanto ao estrangeiro uma gama mais que variada de opções. O potencial do ecoturismo e a terra tropical chamam a atenção de turistas do mundo inteiro. Mas, atualmente, o brasileiro não só recebe os turistas, como também visita o mundo. Cachoeira do Sul é um exemplo. Coforme Carmen Raddatz, promotora da agência São João Operadora de Turismo, o cachoeirense gosta de viajar e viaja bem. A empresa, que oferece opções diversas em cruzeiros marítimos, pacotes nacionais e internacionais, revela que atualmente ficou fácil viajar e encarar a idéia de conhecer novas culturas, sejam elas nacionais ou internacionais e, por um custo acessível.

O movimento é intenso e os motivos são variados. Eventos científicos e o lazer são os principais. “Mas os roteiros mais pedidos são Bariloche, Disney e Porto Seguro. Essas viagens são os modernos presentes de quinze anos da garotada”, revela Carmen. Os adultos, segundo a promotora, têm buscado o cruzeiro. Depois de uma alta para a Itália, o destino em evidência no momento é o nordeste.


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A promotora Carmen Raddatz e a emissora Taís Milanesi comentam as promoções e as facilidades para as viagens.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann

Tecnologia é a palavra de ordem para a nº1 em híbridos

Considerada a nº 1 em híbridos de arroz nas Américas, a RiceTec Sementes promete investir ainda mais em tecnologia no decorrer deste ano. De acordo com as informações disponibilizadas pela sua assessoria de comunicação, a empresa desenvolveu um novo híbrido para comercialização e finalizou o test marketing em outro produto.

Apsa CL é o novo híbrido. Ele é o quarto produto da companhia que agrega a tecnologia Clearfield, disponibilizada pela Basf, para o controle de arroz vermelho e preto. Pelos resultados e perspectivas da última safra, o Apsa CL apresenta baixos níveis de fitotoxicidade ao herbicida do sistema e tem como principal característica a alta qualidade industrial e de cocção de grãos.

O Ecco, produto que teve seu test marketing finalizado em março, é um outro destaque. O híbrido foi desenvolvido para o mercado de arroz de terras altas. Ele possui como diferencial sua alta produtividade sobre a variedade mais utilizada neste mercado. Inserido no conceito de rotação de cultura, o produto minimiza problemas de pragas e doenças e representa uma alternativa para a renovação de pastagens.

De acordo com o diretor regional da RiceTec Mercosul, Markus Ritter, a tecnologia é uma necessidade no panorama atual do agronegócio e a RiceTec objetiva explorar esse potencial. Ele acredita que a produção de alimentos é uma oportunidade para o País e que ainda temos muito a descobrir. “O momento é positivo e a tecnologia uma aliada”, resume o diretor.


Pioneira e líder em arroz híbrido na 15ª Fenarroz:

A multinacional, além de fortalecer o seu núcleo de pesquisa no Mercosul e investir esforços em treinamento, participa de eventos técnicos e de negócios para a troca de experiências e contato com o produtor. A 15ª Fenarroz é uma dessas oportunidades. “Estaremos presentes no evento e a feira auxiliará no nosso processo de proximidade e diagnóstico junto ao produtor”, finaliza Ritter.


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Os benefícios proporcionados pelas sementes de arroz híbrido RiceTec vão ao encontro das necessidades dos produtores, indústria e consumidores finais

Créditos: Divulgação


Tira-teima:

As últimas sobre o arroz nos cenários internacional e nacional


CORRIDA AOS ESTOQUES DE ARROZ PÕE EM RISCO O ABASTECIMENTO MUNDIAL DE ALIMENTOS

No início do mês, a Gazeta Mercantil anunciou que a corrida aos estoques de arroz põe em risco o abastecimento mundial de alimentos. Conforme o veículo, China, Egito, Vietnã e Índia, responsáveis por mais de um terço das exportações mundiais da cultura, reduziram suas vendas este ano, e a Indonésia poderá fazer o mesmo. Os dados da notícia dão conta de que as autoridades das Filipinas, maior importador do mundo, fizeram batidas em armazéns no mês passado para reprimir a retenção de estoques. O Banco Mundial em Washington, por sua vez, diz que 33 países, do México até o Iêmen, deverão enfrentar conturbações sociais depois de os custos com alimentos e combustíveis terem aumentado por seis anos consecutivos. O arroz, um dos alimentos mais presentes no prato da população mundial, subiu 2,4%, para um recorde de US$ 20,985 por 100 libras-peso hoje em Chicago, preço que representa o dobro do praticado um ano atrás e o quíntuplo da cotação vigente em 2001.


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ARROZ DE MONTEVIDÉU ATÉ O NORDESTE BRASILEIRO

A Log-In Logística Intermodal fechou contrato com a Camil Alimentos para o transporte de arroz por cabotagem do Uruguai ao nordeste brasileiro. Pelo acordo, serão movimentadas 50 contêineres do Porto de Montevidéu até o porto de Pecém, em Fortaleza, em cada freqüência.

Para atender a operação foram criadas duas escalas para Montevidéu por mês. No ano passado, a Saman, principal exportadora de arroz do Mercosul, foi incorporada pela Camil, também produtora de arroz e um dos principais clientes da Log-In no serviço de navegação costeira desde 1999.

A frota da Log-In é composta por cinco navios com capacidade média de 900 TEUs e já entrou em operação uma embarcação fretada de 1,7 mil TEUs. A expectativa é que o volume transportado na navegação cresça em torno de 20% este ano com o aumento da oferta.


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COLHEITAS DE ARROZ E TRIGO NA ÍNDIA SÃO AFETADAS POR CHUVA E GRANIZO

As colheitas de trigo e arroz da Índia foram prejudicadas por chuvas fortes e tempestades de granizo. Áreas produtoras de arroz como o Estado de Kerala, no sul do país, têm recebido chuvas fora de época causadas pelo fenômeno climático La Niña, que resulta em temperaturas mais baixas no Oceano Pacífico e gera um clima úmido. No cinturão produtor do oeste, que compreende os Estados de Uttar Pradesh, Haryana e Punjab, tempestades de granizo atingiram a colheita de trigo. A Índia é o segundo maior produtor mundial de trigo e arroz. O país produz mais de 90 milhões de toneladas de arroz por ano e exporta cerca de 4 milhões de toneladas da commodity.


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COTAÇÃO DO ARROZ EM ALTA

Conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a cotação do arroz voltou a subir durante a segunda semana de abril e a saca foi negociada a R$ 27,17, no dia 10 do mesmo mês. O produto segue a tendência verificada em outras culturas, como soja, milho e trigo, que acumulam fortes altas internacionais em decorrência da diminuição dos estoques. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do arroz chegou a 16% nos dez primeiros dias de abril. Com o aumento dos preços internacionais, a entrada de arroz de outros países quase não vem acontecendo e Uruguai e Argentina têm exportado para outros mercados.

O Irga divulgou ainda que a safra gaúcha de arroz entrou na fase final de colheita e a produção será uma das maiores da história. Dados do último levantamento do instituto dão conta de que os arrozeiros deverão colher 7,1 milhões de toneladas e o processo está finalizado em 70,5% da área plantada no Estado. A produtividade segue elevada e os rendimentos chegam a 6,97 mil quilos por hectare.

A fronteira oeste já apresenta bons resultados. A produtividade está em 7,5 mil quilos por hectare, acima da média estadual. Nesta região e na campanha, a colheita chega a 76% da área cultivada, enquanto que a zona sul tem 52% do procedimento concluído. Uruguaiana, Quarai, Agudo e Dom Pedrito apresentam as maiores produtividades do Estado, com rendimentos acima de 7,5 mil quilos por hectare. A estimativa do Irga indica que 5,2 milhões de toneladas de arroz já foram colhidas no Rio Grande do Sul. Com 1,05 milhão de hectares plantados, a safra gaúcha de arroz deverá ser 10% superior ao registrado em 2005/06, quando o déficit hídrico prejudicou o plantio do cereal.


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Fenarroz do passado para o presente:

Conheça trajetória da Fenarroz pelos fatos marcantes de cada edição


1941 - I Festa do Arroz:

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Ocorria na cidade de Cachoeira do Sul uma festa para comemorar a grande colheita de arroz daquele ano e o pioneirismo do na irrigação orizícola nacional. As ruas da cidade estavam decoradas com o produto e vários turistas foram à cidade para prestigiar o evento. Mas, no final do ano, ocorreu uma grande enchente no Rio Botucaraí e várias partes da cidade foram invadidas pela água. Existem relatos que definem o fato como castigo pela demasiada comemoração da colheita.


1968 - II Fenarroz:

Na segunda edição, em 1968, passado o trauma de 1941, o evento surgiu com grande repercussão nacional. Cachoeira do Sul foi reconhecida como sede do evento. Foram inaugurados a Fonte das Águas Dançantes Artibano Savi, os pavilhões da feira e o pórtico monumental.

1972 - III Fenarroz:

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O evento se firmou no cenário nacional com a presença do presidente Emílio Garrastazu Médici. Nesta edição, foi lançado o Arrozito como o mascote da feira.


1976 - IV Fenarroz:

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O presidente Ernesto Geisel inaugurou a quarta edição da Fenarroz, onde foi divulgada nacionalmente o Programa de Garantia das Atividades Agropecuárias.


1980 - V Fenarroz:

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A V Fenarroz contou com a presença do presidente João Figueiredo e contribuiu com a inauguração do complexo da Cesa, o prolongamento da BR-153 e a iniciação das obras do porto no Rio Jacuí. Nessa edição da feira, também foi inaugurado o Ginásio de Esportes D. Pedro I e os pavilhões de exposição pecuária.


1984 - VI Fenarroz:

Com a presença novamente do presidente João Figueiredo, o destaque da feira foi a inovação em máquinas agrícolas.


1988 - VII Fenarroz:

A feira se transformou em um grande evento cultural, com ótimo registro de público no parque de exposições.


1992 - VIII Fenarroz:

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A inflação assolava o país e era considerada o principal monstro da economia. Um dos reflexos da crise eram os negócios em baixa na feira.


1995 - IX Fenarroz:

A Fenarroz passou a ser de três em três anos.


1998 - X Fenarroz:

A feira passou a ser realizada de dois em dois anos e a tecnologia de ponta foi o destaque da feira, com diversos lançamentos de indústrias voltadas ao setor agrícola.


2000 - XI Fenarroz:

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A Fenarroz destacou-se como sendo a maior feira orizícola do Mercosul e a segunda maior do mundo.

2002 - XII Fenarroz:

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Expositores internacionais e eventos paralelos voltados a políticas da cadeia produtiva do arroz, tendências do Mercosul e globalização, mercado de agronegócios e importação marcaram a feira.

2004 - XIII Fenarroz:

Para acompanhar as evoluções, o parque da feira foi reformado, ganhando novas ruas e a reformulação de sua infra-estrutura.


2006 - IXV Fenarroz:

Devido à crise na produção agrícola, o evento teve baixos lucros, apesar do sucesso que fez como sendo um acontecimento turístico. Vários espetáculos culturais e artísticos ocorreram no parque, ao mesmo tempo da Festa das Etnias.