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Dona Francisca – Especial 44 anos

De Wiki.dois

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Tupanciretã: Expotupã e Expocultura

  • Data de Publicação: 22 de maio de 2009
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Tabela de conteúdo

DONA FRANCISCA

  • Especial 44 Anos
  • Resgate, tradição e vida
  • Município comemora aniversário com programação para todos os gostos
  • Agricultura revela cenário promissor
  • Religião, turismo e cultura fazem de Dona Francisca referência


44 felizes

Um convite à trajetória de desenvolvimento regional

Em qualquer época do ano, o centro geográfico do Estado é uma incomparável opção de roteiro com suas matas e madeiras fossilizadas, caminhos íngremes e ricas espécies naturais. Concebida sob influência italiana e alemã, mas conservando as tradições gaúchas, a região abriga cidades como Santa Maria, sede da primeira universidade federal brasileira fora das capitais estaduais; Caçapava do Sul, rica em opções do turismo ecológico; Cachoeira do Sul, sede do maior evento orízicola da América Latina; Dilermando de Aguiar, terra onde a produção rural ganha força gradativamente; Itaara, sede dos mais diversificados balneários e; dentre outras, São João do Polêsine, com o seu tradicionalismo religioso. Agudo, Cacequi, Cerro Branco, Faxinal do Soturno, Formigueiro e Ivorá. Jaguari, Jari, Júlio de Castilhos, Mata, Nova Esperança do Sul e Nova Palma. Novo Cabrais, Paraíso do Sul, Pinhal Grande, Quevedos, Santiago, São Francisco de Assis e São Martinho da Serra. São Pedro do Sul, São Sepé, São Vicente do Sul, Silveira Martins, Toropi, Tupanciretã, Unistalda e Vila Nova do Sul. Todos esses e outros municípios, dotados de características especiais, vêm demonstrando que o crescimento do setor de serviços na atualidade traz consigo uma segmentação dos produtos turísticos e de lazer. Novos espaços passam a ser ocupados neste processo, criando e atendendo novas demandas e gerando novos empregos.


  • Dentro do coração do Rio Grande, Dona Francisca é destaque – No novo cenário, se insere a conhecida “Dona Chica”, que celebra neste mês os seus 44 anos de autonomia. Segundo informações da administração, o município tem se desenvolvido como um produto capaz de atrair a presença expressiva de um público que, do espaço rural, identifica o desenvolvimento econômico e social. Projetos, programas e atividades locais caracterizam o progresso intelectual e urbano da área e, enquanto diferentes ações surgem, crescem e se consolidam, o empreendedorismo ganha força e é reflexo nas negociações e mercados abertos em oportunidades como a 27ª Semana do Município e, especialmente, a 22ª Exposição Feira Agroindustrial, Artesanal e de Produtos Coloniais, que iniciam hoje e se estendem até o próximo dia 19.


  • Recordar é viver - A cidade fazia parte da antiga Colônia de Santo Ângelo. Foi criada em 1883, está localizada às margens do rio Jacuí e pertencia ao município de Cachoeira do Sul. A sede era a Fazenda Santo Antônio, de propriedade do Senhor José Gomes Leal, que, por volta de 1880, vendeu as terras à família Mostardeiro, de Porto Alegre. Em 1883, um agrimensor foi contratado para estabelecer as bases da colonização. Os colonos alemães fixaram-se na localidade de Linha Ávila e, os italianos, oriundos do Vêneto e Treviso, onde hoje é a Linha Grande, ficaram com a Linha do Moinho e a Linha do Soturno. Dona Francisca, que tem hoje esse nome em homenagem à esposa do senhor Mostardeiro, apresentou rápido desenvolvimento econômico, fruto do trabalho dos imigrantes. O crescimento foi tão notável que Cachoeira do Sul instalou na área a sede do 5º distrito, constituído pelas localidades de Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Linha Ávila, Santos Anjos, Polêsine e Vale Vêneto.


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Em 1959, Dona Francisca (foto) solicitou emancipação e, em 1965, conseguiu sua autonomia. Sua instalação foi em 19 de fevereiro de 1967, e o primeiro mandatário o senhor Obaldino Tessele, nomeado Interventor pelo Governador do Estado.

Créditos: Arquivo secretaria municipal de Cultura, Desporto e Turismo


Cooperação

Energia para quem produz

A eletrificação rural é uma das principais benfeitorias da propriedade pelo elevado benefício que proporciona. Ela permite o desenvolvimento de atividades com alto grau de eficiência na produção agrícola e pecuária. Antes encarada como diferencial e hoje como necessidade, ela também possibilita a industrialização primária da propriedade, com a instalação, por exemplo, de miniusinas de leite, de abatedouros, de máquinas de beneficiamento e ensacamento automático de grãos, entre inúmeras vantagens. E, foi pensando nisso que, há 40 anos atrás, lideranças da região central não se intimidaram com as longas distâncias e um elevado custo que dava a esse sonho a qualidade de impossível.

Em 1969, uma reunião no município de Restinga Seca marcava o início de uma história de sucesso: a fundação da Cooperativa de Eletrificação Centro Jacuí Ltda, a Celetro. Em 1970, a prefeitura de Cachoeira do Sul locou uma sala, trazendo a Celetro para a cidade. Já em 1972, adquiriu uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no rio Soturno, em Nova Palma, que na época energizava a cidade de Dona Francisca. E aí começara a relação da Celetro com Dona Chica. “Devemos muito ao município de Dona Francisca a condição de geradora de energia”, disse José Benemidio Almeida, presidente da cooperativa. Ao longo da história da Celetro, o espaço físico e de abrangência da cooperativa foi crescendo e, na medida em que colaboradores e associados mais acreditavam em seu desenvolvimento, mais a Celetro se legitimava na posição de líder na região. “E esse desenvolvimento todo, se formos analisar pelo tempo da autonomia político-administrativa de Dona Francisca, ocorreu junto”, complementou Almeida.

Destaque

A Quarta Colônia marca a trajetória da Celetro. Além de atender a região produtiva de Dona Francisca, a cooperativa atende principalmente nas zonas rurais os municípios de Cachoeira do Sul, Agudo, Arroio do Tigre, Caçapava do Sul, Candelária, Cerro Branco, Encruzilhada do Sul, Estrela Velha, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Lagoão, Lavras do Sul, Nova Palma, Novo Cabrais, Paraíso do Sul, Passa Sete, Pinhal Grande, Restinga Seca, Rio Pardo, Salto do Jacuí, Santa Maria, Santa Margarida do Sul, São Sepé, Segredo, Sobradinho e Vila Nova do Sul.


“Tudo começa com a energia. São novas oportunidades que dela surgem e fazem com que o produtor associado transforme sua vida e a de sua família. Em Dona Francisca se encontram as raízes de nosso trabalho e se pudermos mantê-lo com qualidade, com esse perfil, estaremos cumprindo a nossa missão”.


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Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Na semana, os destaques

Começa a semana do município

Entretenimento, cultura, esporte, conhecimento e negócios. Essa é a cara da 27ª Semana de Dona Francisca. A partir de hoje (10) até o dia 19, o município conta com uma programação diversificada para a comunidade e visitantes. O evento, já tradicional na região, envolve as principais localidades da cidade, a administração municipal, entidades, empresas e voluntários. “O planejamento é feito desde cedo e os preparativos envolvem muitos de nós”, ressaltou o secretário municipal de Cultura, Desporto e Turismo, Cláudio Fernando Tessele. Nesta edição, a semana, além de consolidar o propósito de impulso ao turismo local, fortalece características culturais e religiosas. Dentro da programação, a gastronomia é uma das estrelas e cada uma das delícias conta um pouco do passado do município, dão sabor ao presente e revelam um dos horizontes de progresso da cidade. “Os jantares típicos são, dos itens da programação, uns dos mais esperados”, completou Tessele. Da mesma forma, a fé ganha destaque. Conforme o Padre Valdri Alexandre Bisognin, responsável pela Paróquia São José, os franciscanos têm essa característica aguçada. “A paróquia está organizada por grupos de famílias, que são as veias da vida cristã, e felizmente a religiosidade é traduzida nas suas rotinas”. Compartilhando do mesmo posicionamento, a administração municipal vê na semana e no evento que ocorre em paralelo, a 22ª Exposição Feira Agroindustrial, de Artesanatos e Produtos Coloniais, uma oportunidade de se valorizar esse sentimento e mais: de colocar os trabalhadores numa vitrine propícia aos negócios e os moradores diante do mais tradicional momento de integração.


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“São 44 anos e o evento está na sua 27ª edição. Nesse tempo todo, Dona Francisca foi definindo seus pilares de sustentação e os franciscanos foram abraçando a causa. A oportunidade representa, por isso, o mais esperado momento para o entretenimento e para o panorama da economia local”, completou o prefeito do município, Saul Dal Forno, ao lado da vice, Maria do Carmo de Vargas.

Créditos: Liana Merladete


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Os preparativos começaram cedo e a organização envolveu colaboradores da administração e voluntários.

Créditos: Liana Merladete


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Outro momento que atrai os olhares para Dona Francisca é o famoso MotoCross. A competição estadual está prevista para domingo, 19 (ver programação).

Créditos: Arquivo Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Turismo.


Entre a serra de São Martinho e as várzeas do Rio Jacuí, a terra privilegiada

A Exposição-feira que faz parte da programação dos 44 anos também destaca a agricultura. Para falar sobre o assunto, conversamos com Dorli Barichelo, técnico agrícola e chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, e Álvaro Rampelotto, engenheiro agrônomo e secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente. O panorama rural do município é positivo segundo os especialistas. No evento, essa ideia é transmitida e dada como meta constante. Confirmando a sua potencialidade produtiva e a evolução tecnológica ocorrida nas duas últimas décadas com a modernização da agricultura, eles ressaltam o trabalho do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. Formado pela Cooperativa Agrícola Mista de Nova Palma (CAMNPAL), secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, Emater, Inspetoria Veterinária e Sindicato dos Trabalhadores Rurais, ele ganha força também com o apoio do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Embrapa.

Barichelo enfatiza, nesse sentido, o arroz como principal atividade econômica. Segundo o chefe do escritório municipal da Emater, a assistência técnica está presente através de palestras e tardes de campo, entre outras atividades. São 2.350 hectares, 100% sistematizados. A última colheita fechou em 8.450 quilos. O cenário positivo se deve, segundo o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, às áreas sistematizadas, à disponibilidade de água, à profissionalização da agricultura e às novas tecnologias. Mas não é só o arroz que é destaque em Dona Francisca, o fumo e o milho também têm sua parcela de importância. O ponto em comum entre as culturas é a procura constante pelo aperfeiçoamento. Prova disso é a valorização da armazenagem. “Essa, quando bem conduzida, contribui para a manutenção de baixos índices de perdas de safras após a colheita, bem como na preservação da qualidade dos grãos pelo máximo tempo possível. E é com isso que Dona Francisca conta”, ressaltou Barichelo. Outros aspectos que merecem destaque são a fruticultura, a olericultura e a atividade leiteira. Os três começam a ter força no município. “Apostamos na diversificação e novas alternativas de renda para não criar dependência”, resumiu Rampelotto.


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Créditos: Divulgação/stock


Fé e comoção também movem o município

No dia 27 de setembro deverá ocorrer a 2ª Romaria Regional em Dona Francisca e o evento também é divulgado na semana do município. Os beatos Padre Manuel e Coroinha Adílio serão os símbolos da fé. Para quem não conhece a história, o Padre Manuel nasceu em 1887, na Espanha e veio para o Brasil em 1913. Em 1915 ele foi designado pároco de Nonoai, onde cumpriu a missão evangelizadora. Sempre acompanhado do Coroinha Adílio, na época da revolução, quando os servos de Deus eram perseguidos pelos Chimangos, ele não se omitia na sua missão. Conta a história que tudo que pregavam era o respeito à vida, independente da crença e partido político. Com o mesmo ideal, eles partiram como missionários, da Colônia do Alto Uruguai para Três Passos. Lá, na localidade de Feijão Miúdo, foram atacados e torturados. Como mártires da fé, foram beatificados em 2007, no município de Frederico Westphalen. As relíquias ficam em Dona Francisca, terra natal do Coroinha, assim como em Nonoai, Três Passos e Frederico Westphalen. Em Dona Francisca existe uma mobilização geral em prol da valorização dos mártires. A Comissão Pró-construção do Santuário dos Beatos Mártires trabalha ativamente para oportunizar a construção do local sagrado.


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Adílio Daronch (nomeado no documento na foto) é o primeiro coroinha beatificado no mundo. Nasceu em Dona Francisca, no dia 25 de setembro de 1908, hoje Sicredi, em frente à Igreja Matriz.

Créditos: Arquivo Igreja Matriz São José/Reprodução Dois Assessoria


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No dia 27 de setembro, as 9h30min terá início a Romaria. Ás 10h ocorrerá uma missa festiva e, às 12h, um almoço no ginásio Cinquentenário.

Créditos: Arquivo Igreja Matriz São José /Reprodução Dois Assessoria


De mãos dadas pelo patrimônio histórico

Outro ponto alto da história de Dona Chica é a chegada das Irmãs Palotinas, em 1934. Elas vieram da Itália e criaram a primeira Congregação da Ordem na América Latina, fundando a Escola São Carlos. Também foi obra delas o Hospital de Caridade Rainha dos Apóstolos. Há mais de 25 anos a escola sofreu um incêndio e os dois prédios não são de propriedade do município. O secretário municipal de Cultura, Desporto e Turismo, Cláudio Fernando Tessele, junto de sua equipe, lança uma campanha de solidariedade e resgate. “Queremos que os prédios que contam nossa história sejam nossos e desejamos restaurá-los”, diz ele emocionado. Conhecedor da história do município, ele revela que a cidade se comove com a vida e obra das irmãs palotinas e que a idéia é resgatar esse espírito. A campanha é simples, mas nobre e depende apenas de um gesto:


“Se cada franciscano puder contribuir com uma quantia de 10 até 500 reais e, se cada descendente colaborar com um valor entre cinco e 100 reais, será possível alcançar R$500.000,00 para a aquisição dos prédios”.

Para obter informações a respeito da ação, o contato é a prefeitura, através dos telefones (55) 3268 1133 ou (55) 3268 1235.


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Os franciscanos se emocionam com a meta e os prédios e cada detalhe apagado pelo tempo revelam sentimentos que merecem ser reconquistados.

Créditos: Josué Cheloti


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Tessele (foto) encontrou num livro antigo, que também reunião a colaboração de munícipes, a idéia para a campanha em prol do patrimônio histórico.

Créditos: Liana Merladete


Personalidades

Lição de empreendedorismo

Neste ano, Dona Francisca perdeu um de seus moradores mais conhecidos e queridos. Leoni Ari Martini se foi, mas seu legado, construído em Dona Francisca, ficará perpetuado, e mantido através das gerações. Nascido em 1936, ele foi o responsável pelo desenvolvimento e prosperidade da Casa Martini, referência pelo lema “do fogão ao botão”. Leoni era exemplo de homem batalhador, determinado e amante do comércio. “Com certeza, ele foi um marco dentro do comércio da cidade e da região. Desde quando assumiu a empresa, que era de seu pai, só fez esta crescer. Muitos franciscanos trabalharam na Casa Martini, que já tem tradição há mais de 70 anos”, destaca seu neto, Bruno Peserico Martini, atual gerente da empresa.

Leoni teve forte presença na comunidade como um todo. Seus feitos vão desde à educação, campo onde trabalhou como professor voluntário, ao religioso, sendo inclusive presidente do Conselho Paroquial. No campo político sua atuação foi marcante e até hoje uma referência. Foi vereador e vice-prefeito do município e também um de seus emancipacionistas, além de ter presidido a Câmara de Vereadores e o seu partido político. “Ele era uma pessoa de personalidade forte, guerreiro, inteligentíssimo, carismático e muito simpático. Viveu sua vida inteira em Dona Francisca, onde todos o conheciam e lhe admiravam muito”, finaliza, orgulhoso, o neto Martini.


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A Casa Martini é um empresa familiar que carrega o empreendedorismo como palavra de ordem e o segredo do sucesso como herança. Personalidade reconhecida em Dona Francisca e região, o avô de Bruno (foto) foi mais do que um empresário de sucesso, mas um incentivador do progresso local e personagem marcante na história da cidade.

Créditos: Arquivo pessoal


Exemplo na área da educação

Outra pessoa que se foi e deixou saudades foi Ivani Lourdes Barchet Tessele. Graduada em Letras, foi casada com Nelson Tessele e teve três filhos: Edison, Mávis e Saulo de Tarso. Ivani nasceu em Nova Palma, em 1935 e faleceu em Dona Francisca, no ano de 2007, causando comoção geral e deixando uma enorme lacuna na educação e na cultura de Dona Francisca. No seu currículo consta a atividade de docência em Língua Portuguesa, supervisora do Ensino Municipal e secretária da Educação e Cultura do município por duas administrações. Ela ainda foi idealizadora e executora da Mostra de Fotos Antigas e pesquisadora da Genealogia e história de Dona Francisca. Entre as lembranças sobre ela, nos desfiles das semanas do município que organizou, fez reviver fatos históricos e personagens da história franciscana e costumes antigos.


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Educadora de enorme carisma, o envolvimento com o município foi comovente.

Créditos: Arquivo pessoal


Envolvimento & Responsabilidade

Iluminando a história, consolidando o progresso

O desenvolvimento da região da Quarta Colônia foi impulsionado pela iluminação das áreas rurais, quando a urbanização das pequenas vilas foi possível. Com a construção de hospitais, escolas e demais serviços à comunidade, as vilas tornaram-se cidades, e a região prosperou. O uso da energia elétrica, na região, é fornecido pela Nova Palma Energia há 77 anos, tendo sido iniciado com a construção de uma pequena usina em 1932. Para Dona Francisca, a presença da energia elétrica também foi diferencial, estimulando seu desenvolvimento e possibilitando que, em 2009, sejam comemorados os 44 anos do município.

A empresa, com sede no município vizinho de Faxinal do Soturno, é presença constante na vida dos franciscanos. Anualmente, o natal do município ganha mais brilho com o projeto “Natal Iluminado da Quarta Colônia”, onde os monumentos sacros dos municípios ganham iluminação extra. Também a “Caravana de Natal da Nova Palma Energia” traz alegria à Dona Francisca, com decoração temática e a presença do Papai Noel. A Nova Palma Energia também auxiliou os franciscanos nas pesquisas sobre a vida do Padre Manuel e Coroinha Adílio Daronch, na construção das cruzes iluminadas e no monumento aos beatos na Praça Matriz de Dona Francisca. Projetos em parceria com a Administração Municipal são constantemente desenvolvidos, como o “Projeto Astronomia na Escola” e as comemoração do aniversário do município.

Atuando em nove municípios da região, a Nova Palma Energia surgiu da ousadia do imigrante Ângelo Bozzetto, em 1932. Hoje, a empresa é dirigida por Mariza Stivanin Bozzetto, e figura entre as concessionárias com melhores índices de qualidade e continuidade no Brasil. A empresa, que recentemente passou por uma profunda reestruturação, hoje tem como uma das diretrizes principais a Responsabilidade Social, instituindo, então, a Fundação Ângelo Bozzetto, que atua exclusivamente com projetos sociais, culturais, educacionais e de preservação ambiental. Em 2008, a empresa conquistou a certificação “Qualidade Total” no Serviço de Distribuição de Energia Elétrica, e vem implantando em todos os seus processos a Norma ISO 9001/2000. Consciente de seu posicionamento na região, a Nova Palma Energia busca qualidade e responsabilidade social e ambiental em todas as suas atividades.


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Os eventos como Natal e Recital Lírico ganham o toque especial da Nova Palma Energia.

Créditos: Arquivo Nova Palma Energia


==Prata da Casa

Tradição e qualidade moram ao lado Em Agudo, município vizinho de Dona Francisca, a Ziebell é destaque em peças, mecânica diesel e terraplanagem. Fundada em 1972, a empresa presa pelo bom atendimento e a qualidade nos serviços. O fundador, Helberto Ziebell, primeiramente investiu em uma oficina mecânica diesel, solda e torno. Contando, ao longo dos anos, com o auxílio da esposa, Elida Ziebell, a empresa foi se desenvolvendo e, em 1979, ganhou novo endereço, assim como a participação dos filhos do casal. O setor de peças expandiu, deu-se uma melhor organização na oficina e também agregou-se o setor de terraplanagem.

Em 1997, a empresa mudou-se novamente, para a atual sede, com o objetivo de crescer sua atuação, e contemplar municípios como Dona Francisca. Hoje, a empresa é administrada pela família Ziebell e atende, especialmente, produtores de arroz e caminhoneiros da região, além de atuar em outros municípios da região central do Estado.

O serviço de destaque da Ziebell, segundo Lisandra Ziebell Bertulini, auxiliar administrativa financeira e filha de Helberto é a escavadeira hidráulica. “Fomos pioneiros na região, prestando serviços a orizicultores, dando maior produtividade para suas lavouras”, complementa. Outro diferencial da empresa é o estoque amplo e variado de peças, trazendo soluções rápidas e eficientes para os clientes. Dona Francisca não fica de fora deste serviço de qualidade, merecendo atenção da Ziebell.

A empresa está há 37 anos participando do crescimento da comunidade franciscana, atendendo produtores rurais, caminhoneiros e também a administração municipal.


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O progresso da empresa no município vizinho teve reflexos em Dona Francisca.

Créditos: Arquivo Ziebell



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Belezas incomparáveis

Quem for visitar Dona Chica tem, além das atrações da Semana do Município, a possibilidade de conhecer uma série de locais interessantes. Confira os principais dados de alguns deles:


  • PÓRTICO DE ENTRADA: O projeto arquitetônico e a execução são do Engenheiro Civil Cláudio Luiz Cantarelli. Sua altitude é 64 metros acima do nível do mar, a altura 4,5 metros e, a largura 16 metros.

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Créditos: Arquivo Emater


  • IGREJA MATRIZ SÃO JOSÉ:Toda a religiosidade do povo franciscano é notável na Igreja Matriz de São José. A belíssima obra foi concluída em 1942, em estilo Romano e é considerada uma das mais belas igrejas do Rio Grande do Sul. No seu interior, é possível verificar imagens pintadas pelo artista italiano Ângelo Lazarini.

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Créditos: Liana Merladete


  • PARQUE HISTÓRICO MUNICIPAL OBALDINO TÉSSELE: No Parque Histórico Obaldino Benjamin Tessele encontra-se o complexo turístico mais bem montado da Quarta Colônia. Homenageando a história da colonização alemã e italiana, nele são encontradas réplicas de casas típicas das culturas, mobiliadas com objetos autênticos da época da colonização e observam-se, ainda, máquinas e equipamentos da época colonial. Possui estrutura para camping e lazer, acesso ao Porto do Rio Jacuí para a prática de canoagem, jet-ski e pesca. Nele também está localizado o museu aberto e fechado de Dona Francisca, além da Secretaria da Cultura e Turismo.

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Créditos: Arquivo Emater


  • MONUMENTO A NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES: Às margens do Rio Jacuí, no Parque Histórico Obaldino Benjamin Tessele, encontra-se também o Monumento à Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira do município. O Projeto Arquitetônico é do Padre Onelis Sonsini, sua altura é de 9,5 metros, a largura de 19,5 metros e a área de 157 m2. A Execução é do engenheiro civil Cláudio Luiz Cantarelli.

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Créditos: Liana Merladete