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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Gado de Elite e Genética

De Wiki.dois

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 31 de junho de 2009



Tabela de conteúdo

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

  • Especial Gado de Elite e Genética
  • Animais ganham papel de celebridades e os proprietários de empreendedores
  • Saiba mais sobre as raças consideradas de elite
  • Confira a opinião de criadores e especialistas sobre o atual panorama da pecuária no Estado e na região


Genética

A melhor alternativa é conhecer

Investir em tecnologias é uma premissa básica para o produtor que queira garantir produtividade, qualidade e lucratividade em seu negócio. Exigências do mercado consumidor fazem com que sejam necessárias mudanças nos sistemas de produção, e o melhoramento genético se põe como alternativa. Modificações na constituição genética de uma população, através de alterações nas frequências dos genes são alcançadas através da seleção. Assim, uma determinada característica, como produção de leite, peso da desmama, teor da proteína no leite ou ganho de peso médio diário, são melhoradas através das gerações.

A expressão de características importantes economicamente depende da ação de vários pares de genes e são chamadas quantitativas. Isso explica a variabilidade genética. Ou seja: a expressão de uma mesma característica em intensidades diferentes em cada indivíduo. “A quantidade de leite, por exemplo, que uma vaca produz está diretamente relacionada com o conjunto de genes que ela possui em seu ‘genótipo’, que é o conjunto de genes responsáveis pela expressão da característica produção de leite”, destaca o professor Dr. Paulo Roberto Rorato, responsável pelas disciplinas de Melhoramento Genético nos cursos de Zootecnia e Medicina Veterinária e no Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Pela seleção, os indivíduos com as melhores combinações de genes são identificados e acasalados entre si, o que aumenta, a cada geração, a frequência dos genes “favoráveis”. Geração após geração, a característica é melhorada, lembrando, todavia, das condições ambientais, que devem ser favoráveis para que a expressão do genótipo seja fenotipicamente plena. No dia-a-dia, o consumidor vê as mudanças promovidas pelo Melhoramento Animal no aumento da qualidade do leite, da maciez e diminuição do teor de gordura nas carnes, entre outras. Já o produtor de pequeno porte deve lembrar do custo de investimento em tecnologia, ponderando o custo/benefício.


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Segundo Rorato (foto), “o pequeno produtor pode e deve ter animais ‘melhorados’ com alta capacidade de produção, desde que seja economicamente viável, o que dependerá do valor pago pelo produto”.

Créditos: Manuela Ilha


Tecnologia e Pesquisa

O Laboratório de Melhoramento Animal (LMA), da UFSM, desenvolve pesquisas com populações bovinas, tanto de leite como de corte. “Com bovinos de corte, o LMA realiza estudos com populações da raça Angus, Charolês, Nelore e Natura (Angus x Nelore), realizando estudos de curva de crescimento, avaliação genética, interação genótipo-ambiente e estimativas de parâmetros Genéticos”, conta o Prof° Rorato. Os resultados das pesquisas podem ser encontrados em publicações especializadas como a Ciência Rural, a Revista Brasileira de Zootecnia e o Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, além das dissertações de mestrado, disponíveis no site da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).


Pecuária de Ponta

Quando se fala em gado de elite, imaginamos um animal bonito, robusto e cheio de medalhas. Mas é muito mais que isso. Funcionalidade, produtividade e morfologia entre outros fatores são essenciais. São animais registrados com pedrigree e com manejo periódico e intensivo. As raças Holandesa e Jersey são as principais na pecuária leiteira e, Aberdeen Angus, Hereford, Devon e Charolês, no corte. Para o criador, atenção: esses animais devem ser registrados em suas respectivas associações e o controle de genealogia, manejo e a genética são os segredos para a produção e a eficiência do rebanho.


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O Aberdeen Angus é uma das principais raças de elite.

Créditos: Divulgação


MAIS

Para quem não trabalha com criação, mas com plantação, a dica do mês

Solo - A produção agrícola é uma das principais atividades econômicas do Rio Grande do Sul. Quase tão comum quanto o plantio nos campos gaúchos é a utilização de técnicas de correção do índice de acidez do solo, que apresenta números altos aqui no Estado. A melhor alternativa para corrigir esse problema é a Calagem, prática que consiste na aplicação de calcário no solo para elevar os teores de Cálcio e Magnésio. De acordo com Flavio Pazinato Mota, responsável pelo Departamento Comercial da Indústria de Calcários Caçapava (Inducal), o processo promove “ajuste de PH para faixa mais adequada de absorção de nutrientes pelas plantas, o que consequentemente aumenta o potencial de resposta da adubação, acarretando ganhos de produtividade”. De acordo com Mota, o calcário deve ser aplicado de dois a três meses antes do início do plantio da cultura, para que a técnica possa agir nas propriedades físico-químicas do solo. Ele também recomenda a análise do solo a cada dois ou três anos, para avaliar o índice de acidez de uma área. Mota alerta que, se não controlada, a acidez do solo pode causar prejuízos para os agricultores. “Quando o subsolo é ácido, as raízes encontram dificuldades na penetração ou são impedidas de se desenvolverem”, reforça Mota.


Negócios & Crescimento

No nicho de elite, oportunidade é sinônimo de rentabilidade

O Gado de Elite é o melhor quando se fala em produção bovina. Resultado de altos investimentos em melhoramento genético, suas características produtivas transformam-se em rentabilidade para os produtores. Através da compra de reprodutores e de seu uso na produção dos novilhos, a carne destinada ao consumidor apresentará melhorias, quando comparadas aos demais. “A maciez e o sabor da carne, conformação da carcaça, rapidez no crescimento e eficiência reprodutiva são os principais atributos buscados pelos selecionadores”, destaca Caio Cezar Fernandez Vianna, engenheiro agrônomo e administrador da São Xavier. Através do trabalho das Associações de Raça, em especial, os animais são permanentemente avaliados, comparados e identificados como aqueles capazes de melhorar a rentabilidade e qualidade dos rebanhos. Outro ponto levantado no contexto do Gado de Elite é a transferência de embriões, que possibilita a obtenção de mais de uma cria por ano de cada fêmea, o que anteriormente somente era possível através de reprodutores machos via inseminação artificial. Com isto se consegue dobrar a velocidade do melhoramento genético potencializando também as fêmeas superiores do rebanho. “Com essa técnica, os melhores animais são multiplicados intensamente, oportunizando a um maior número de criadores o acesso a uma genética superior”, afirma Vianna. Na sua propriedade, há 25 anos são desenvolvidas seleções genéticas que identificam os animais superiores dentro das condições da nossa região, como a capacidade de transformar pasto em carne e a chegada a idade de abate, com peso e acabamento de carcaça aos dois anos. Estes animais com potencial adaptados ao sistema de criação com base na alimentação forrageira, comprovadamente mais econômica e racional de se produzir carne de qualidade, carregando gens superiores para índices de fêmeas prolíferas, férteis e com boa habilidade de amamentar suas crias. Também os machos, que além das aptidões reprodutivas irão transmitir rapidez de crescimento e ganho de peso, trazem melhorias ao rebanho. O trabalho de seleção é algo lento, fruto da observação e principalmente dedicação permanente, com foco direcionado na busca do biotipo de animal exigido pelo cliente e pelo mercado, e é nesta linha que a São Xavier trabalha ao longo dos seus 53 anos neste ramo.


LEILÃO FAZENDA SÃO XAVIER

Quem tiver interesse em conferir um pouco do que Vianna fala, pode se agendar. No dia 25 de setembro acontece, às 14h, no Parque de Exposições da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o “Leilão Fazenda São Xavier 2009”. O escritório responsável é o Cambará Remates, e o martelo estará a cargo do leiloeiro Fábio Crespo. Serão ofertados 60 touros, todos aptos de imediato uso na reprodução. Também serão ofertados 70 ventres, destacando a oferta de Angus PO, tanto vermelhas quanto pretas. Fica a dica.


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A Fazenda Soa Xavier atua desde 1954 no melhoramento genético e aprimoramento de seus plantéis bovinos Angus, Brangus, Limousin, Ovinos llê de France e, inclusive, cavalos crioulos.

Créditos: Arquivo Fazenda São Xavier


Do bom investimento, a lucratividade=

Se o objetivo principal do produtor rural é garantir retorno e lucratividade para seus investimentos, quanto o assunto é semente a intenção não é diferente. Aliar qualidade e garantia de bom desempenho é fundamental, e é buscando estas características que o produtor faz suas escolhas. Giuliano Souza, responsável pela divisão de sementes da Sementes Gasparim no Rio Grande do Sul, traz como destaque para este período o capim Aruana. O capim tem sua eficácia comprovada quanto ao bom desempenho desencadeado nos animais e a sua resistência às geadas. Ele revela que a Fazenda Victória, localizada em Santa Margarida do Sul, propriedade do Dr. Celso Carmelo, é um exemplo que ilustra os bons resultados do capim Aruana. 21,5 ha foram destinados à pastagem e pastoreio para 52 bois criados, que foram para o abate com excelente acabamento. Outras 29 novilhas e 15 ovelhas também pastaram na área, com ganho médio de peso diário de 700g. “O que me causa mais surpresa é que enquanto outros pastos de verão já secaram, o capim Aruana ainda mostra sinais de rebrota”, ressalta Carmelo.

DICA DA TERRA

A pastagem também é fundamental para quem trabalha com o Gado de Elite. As raças nobres exigem atenção especial dos criadores. E os quesitos essenciais são a saúde e a aparência física. Segundo Souza, existe uma alimentação recomendada para esses bovinos e a diretriz deve ser seguida. “Todo Gado de Elite tende a ter uma alimentação diferenciada como pastagem, feno e rações. Não há uma pastagem especifica para esse tipo de animal, mas é importante que o equilíbrio seja palavra de ordem”, aconselha ele. Quando questionado sobre as indicações, ele aposta nas perenes de verão braquiaria mg5, mombaça, piatá e aruana.


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O capim aruana representa a boa surpresa para o Dr. Celso e família e uma recomendação da Sementes Gasparim

Créditos: Arquivo Gasparim


O carro da vez

Múltiplas atividades fazem parte do dia-a-dia do produtor rural, e essa versatilidade também alcança seu estilo ao dirigir. O destaque desta edição é o Vectra, sinônimo de elegância e conforto. Vestindo a faceta mais esportiva, na sua versão GT, ou com roupagem mais clássica, na linha Elegance, o Vectra é um dos veículos mais desejados de sua categoria. “É uma união perfeita entre sofisticação, conforto, estética atraente, desempenho e economia, com motor 2.0 litros”, destaca Luiz Antonio Feix Mallmann, gerente de vendas da Nicola Veículos. Outra opção é a S10 Executive Diesel 4x4. Líder no segmento de Pick-Up’s no Brasil, o motor 2.8 MWM aliado a tração 4x4 acionada diretamente no painel são a soma ideal de suavidade e força para desempenhar funções diárias. “Por estes motivos, também é o veículo ideal para o lazer de quem gosta de aventura, e para aqueles que precisam de um veículo com robustez e capacidade de carga”, finaliza Mallmann.


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Não são apenas os mais urbanos os encantados pelo Vectra GT. A versão também caiu no gosto do público voltado para o agronegócio.

Créditos: Divulgação


Na prática

Qualidade é palavra de ordem

Santa Maria também é representada no cenário do Gado de Elite. Na região, são várias fazendas e cabanhas que trabalham com raças de alto nível e expressivo valor econômico. As principais, nesse porte, não só estão presentes no solo do Coração do Rio Grande, como também trazem investimento em tecnologia, prosperidade e melhorias no rebanho local.

Para Luiz Gonzaga Velásquez Marafiga, zootecnista e proprietário da Fazenda São José, a atuação com o Gado de Elite se traduz, especialmente, no cruzamento contínuo de três raças (tricross), sendo elas o gado Angus, o Charolês e o Nelore. Ele explica que as três raças são destaque dentro do contexto do Gado de Elite, com expressivos resultados em fertilidade, produtividade e qualidade da carne, sendo também relevante sua fácil adaptação aos ambientes. Trabalhando com a integração lavoura-pecuária, Marafiga conta que seus animais foram fruto, em especial, da atuação de seu pai. “Meu pai viajou muito e pinçou os melhores animais dos principais plantéis do Brasil, sem medir esforços para adquirir indivíduos realmente diferentes”, salienta ele, lembrando que sua família trabalha com criação de gado há mais de 30 anos. Quando questionado sobre o panorama geral na região, o zootecnista afirma que a busca pelos melhores animais é constante entre os criadores de raças de elite, sempre almejando crescimento na qualidade e produtividade de seus rebanhos. Esse esforço, certamente, é recompensando. Em feiras e eventos da área, avaliações e premiações selecionam os melhores em cada raça, apontado para os produtores os animais que merecem ganhar investimentos. Contudo, não são as premiações que movem os amantes da atividade na busca dos melhores animais. “Nosso foco de trabalho é, desde o princípio, obter um Nelore diferente do restante do País, alcançando as exigências do nosso Estado e com características cada vez melhores, como maciez, marmoreio e rendimento da carcaça”, finaliza Marafiga.

  • Bom negócio - Para os criadores daqui que têm interesse em outros estados, uma boa notícia: mais de R$ 14 milhões foram movimentados nos 17 primeiros leilões realizados durante os oito dias da 45ª Exposição Internacional, Agropecuária, Industrial e Comercial de Mato Grosso. Antes mesmo de finalizar os leilões, o evento conseguiu atingir quase 100% da previsão feita pela comissão organizadora do Sindicato Rural de Cuiabá, superando em mais de 40% a meta do ano passado, que durante toda a programação gerou cerca de R$ 10 milhões.
  • Cresce e aparece - Outro dado importante para aqueles que investem esforços na área é que nos últimos tempos ocorreu no País um verdadeiro fenômeno na multiplicação dos leilões rurais de animais de elite. Segundo levantamento da revista especializada DBO, entre 1997 e 2006, o número de eventos realizados por ano saltou de 329 para 965. Ou seja, praticamente triplicou. Nesse período, o faturamento do circuito cresceu quase dez vezes, passando de 48 milhões de reais para 452 milhões.
  • Na rede - O crescimento do setor vem abrindo espaço também para novos nichos de negócios. E como não poderia deixar de ser, a internet é um deles. Exemplo disso são os leilões 100% virtuais, ou seja, sem a presença física dos compradores, que acompanham o pregão pela TV. São eventos em que os investidores previamente cadastrados pela empresa promotora dão seus lances por telefone e fazem o pagamento com boleto bancário. O líder do segmento é o Canal Rural, do grupo RBS.


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Pai e filho participam ativamente de eventos buscando atualização e aperfeiçoamento. Na opinião deles, os criadores da região estão atentando para esta prática e buscando cada vez mais conhecimento.

Créditos: Arquivo pessoal


Cooperativas & Sindicatos

Vitória para o conhecimento

O Centro de Formação Profissional Cooperativista, estrutura com três mil metros quadrados disponibilizado para cooperativas do Rio Grande do Sul para eventos e convenções, foi inaugurado no início do mês de julho. Além de espaço de convivência para as entidades gaúchas, o Centro será sede da Escola Superior em Cooperativismo do Sescoop/RS, a Escoop, que está em fase de credenciamento junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Para um Estado como o Rio Grande do Sul, que reúne mais de 1,6 milhão de associados em 900 cooperativas, comemorar o Dia Mundial do Cooperativismo com a inauguração do Centro de Formação é um presente.

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O Centro de Formação representa um novo rumo para o conhecimento e prática na área.

Créditos: Luana Trevisol


Momento de avaliação

O mês de julho foi de balanço no Sindicato Rural de Tupanciretã, Jari e Quevedos. A organização da 54ª Expotupã e da 5ª Expocultura avaliou, em reunião com apoiadores, patrocinadores e representantes de entidades locais, os resultados dos eventos, que ocorreram no final de maio. O diagnóstico das pesquisas aplicadas foram apresentados pela presidência do Sindicato Rural, mostrando a ótima aceitação e também sugestões trazidas pelo público que prestigiou a 54ª Expotupã e a 5ª Expocultura.


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A última Expotupã aconteceu entre os dias 27 e 31 de maio, no Parque de Exposições Cel. Marcial Terra. Quem promoveu foi o Sindicato Rural do município sede, Jarí e Quevedos, com o apoio da Prefeitura Municipal, Associação Comercial e Industrial de Tupanciretã (ACIT) e Cooperativa Agrícola de Tupanciretã (Agropan).

Créditos: Arquivo Sindicato Rural de Tupanciretã, Jarí e Quevedos.


Atualidade

Incentivo ao crédito apresenta cenário positivo

O Plano Agrícola e Pecuário (PAP), lançado em junho passado, não traz novidades expressivas. Contudo, as alterações presentes são significativas, em especial devido aos contatos do Ministério da Agricultura com as entidades rurais. O crédito rural teve crescimentos de 37,8%, e sua oferta passou de 78 bilhões de reais em 2008 para mais de 105 bilhões de reais neste ano. Mesmo com a influência da crise econômica, houve aumento nos investimentos, e deste montante, 92,5 serão destinados à agricultura empresarial. Para investimentos, o aumento foi de 37,3%, alcançando 14 bilhões em 2009.

=Entendendo o assunto

Para quem não está a par da situação, o objetivo principal do PAP é atingir o médio produtor rural, que se beneficiará com as vantagens oferecidas, como a redução de preços de custo através do menor preço dos fertilizantes. Com a ampliação do limite de renda do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), por exemplo, este produtor será possibilitado de participar e usufruir das vantagens do programa. Também o cooperativismo ganha no PAP deste ano, através do aumento de 100% nas linhas do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop). Este apoio se soma com o aumento das linhas de crédito para as cooperativas, que subiram de 35 para 50 bilhões este ano. O Programa de Incentivo à produção Sustentável do Agronegócio (Produsa) também foi ampliado, mostrando a preocupação com a adoção de formas de produção sustentáveis. Esta postura é significativa, especialmente no momento em que o Código Florestal está em fervente discussão. Aqui, a ênfase dada é para a recuperação de pastagens, estimulando a integração lavoura-pecuária e o ajuste dos produtores às novas regras da legislação ambiental. A Linha Especial de Crédito (LEC), para agroindústrias e cooperativas foi dobrada, e seu limite alcança 20 milhões de reais por empresa.

Tira-teima

Todos os números mostram que o avanço e os investimentos são verdadeiros. O que poderá complicar o acesso real dos produtores ao crédito são os entraves burocráticos e questões pendentes de dívidas anteriores. Todavia, vê-se a atuação do Ministério da Agricultura junto às entidades rurais, mostrando que a política rural é boa em nosso País. O que merecerá atenção, neste contexto, são as estratégias agrícolas. Falta uma maior articulação entre os diferentes setores do governo para que seja possível e facilitado o acesso do produtor com o crédito desejado.


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Créditos: Divulgação/Stock


Carne Suína

O Brasil avalia que a Rússia está mais disposta a ceder cotas de importação de carne suína e também prevê que a China poderá permitir o acesso do produto nacional a partir de 2010. A informação é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Segundo os dados divulgados, o nosso País é exportador mundial de carne suína e a Rússia, por sua vez, o seu principal mercado. O gargalo está no fato dos russos ainda não oferecem cotas livres de tarifas de importação exclusivamente para os brasileiros. A boa nova é que o ministro, Reinhold Stephanes, acredita que a Rússia esteja dando sinais de que está querendo rever as cotas. Stephanes, que esteve recentemente na Rússia, afirmou que o governo brasileiro entregou uma carta a autoridades russas reivindicando melhores condições para o Brasil exportar o produto. De acordo com o ministro, o Brasil condiciona seu apoio final à entrada dos russos na Organização Mundial do Comércio (OMC) à obtenção de melhor acesso naquele mercado. Mais - O Brasil exportou para a Rússia no primeiro semestre deste ano 137,5 mil toneladas de carne suína, ante 115,8 mil toneladas no mesmo período do ano passado, segundo a Abipecs, que representa os exportadores brasileiros. Para todos os destinos, incluindo a Rússia, as exportações do Brasil atingiram no semestre 294,4 mil toneladas, alta de 8,7 por cento ante 2008.


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Uma outra opção para o Brasil ganhar mais consumidores para sua carne é a abertura do mercado chinês, que segundo o ministro ficou mais próxima após a visita do presidente Lula à China. As informações foram divulgadas no Portal do Agronegócio.

Créditos: Divulgação


De Faxinal para o mundo

A Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio), de Faxinal do Soturno, exportou cerca de 480 toneladas de arroz para a Espanha. O projeto fazia parte dos planos dos pequenos produtores cooperados, e foi viabilizado neste ano. Através da prospecção de mercados externos, iniciada em março também de 2009, a Cooplantio concretizou seu primeiro negócio de exportação para a cidade de Valença, enviando cerca de 20 contêineres. Para os representantes da Unidade de Negócios Grãos – Arroz, a exportação de arroz brasileiro ainda é incipiente. Diferentemente de produtos americanos, tailandeses, uruguaios ou argentinos, o arroz produzido aqui no Brasil é ainda pouco conhecido pelos compradores internacionais.


Estabilidade no Mercado

Cruzando o melhor para render mais

Além de produzir para o mercado, oferecendo carne bovina em quantidade e com qualidade para os consumidores, uma das preocupações dos pecuaristas é aumentar a produtividade para poder garantir sua permanência na atividade. Outras culturas, como a soja e o plantio de árvores, são concorrências para a pecuária. Pensando nisso, muitos produtores acabam por aproveitar as mesmas áreas de plantio durante o inverno para submeter os bovinos ao pastejo de aveia e azevém. Neste contexto de competitividade, produzir um bom produto, alcançando as expectativas do consumidor, exige investimentos em tecnologia. Assim, uma alternativa conhecida como cruzamento em bovinos de corte, quando bem trabalhada, incrementa positivamente o agronegócio.

Cruzar bovinos, utilizando duas ou mais raças, é sinônimo de planejamento dos acasalamentos, considerando o grupo genético envolvido e controlando o período de reprodução. “Sua tecnologia propicia grandes avanços no melhoramento animal, pois ao cruzarmos duas raças bovinas diferentes, estamos aproveitando as características desejáveis a cada raça”, destacam os professores Ivan Luiz Brondani e Dari Celestino Alves Filho, do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Esta complementaridade potencializa pontos como a produção de carne e outras características de baixa herdabilidade, como por exemplo, questões relacionadas com a reprodução dos bovinos. Pesquisas já feitas ou ainda em andamento mostram que os animais cruzados são superiores aos puros, quando considerada a média das raças envolvidas. “Quando cruzamos bovinos de duas raças notadamente diferentes, observamos que o vigor híbrido é bem maior. Nessa situação, se aceita que o ganho de peso médio diário de terneiros ou novilhos cruzados seja 12% superior daqueles dos animais puros”, salientam os professores.


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Os professores Brondani e Alves Filho revelam que o cruzamento em bovinos de corte, quando bem trabalhado, incrementa o agronegócio.

Créditos: Arquivo pessoal


Conselho técnico

Aumentar a produtividade e a lucratividade sem grandes investimentos pode ser possível pelo caminho do cruzamento dos bovinos. Contudo, é fundamental seguir investimentos em alimentação de qualidade, para que as respostas sejam positivas tanto em produção como em lucro, assim como para a sanidade. O sucesso no uso da técnica exige raças adaptadas à região, boa qualidade genética, condições adequadas de alimentação, sanidade, manejo e o bom uso do valor híbrido dos animais cruzados. “Com estas condições, podemos com certeza reduzir a idade de abate dos novilhos, aumentando desta forma a quantidade e a qualidade da carne produzida para comercialização”, afirmam Ivan e Dari, que ainda lembram que a carne de novilho precoce é mais valorizada pelos frigoríficos pela maciez.

Mais - Interessados em receber mensagens técnicas via e-mail na área de Bovinocultura de Corte podem entrar em contato através do e-mail ivanbrondani6@gmail.com.


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Novilho com 12 meses de idade, fruto de cruzamento

Créditos: Arquivo pessoal


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Novilho com 15 meses, fruto de cruzamento

Créditos: Arquivo pessoal


DESTAQUE

O cliente em primeiro lugar

A máxima de quem o cliente sempre tem razão é levada à risca pelas Surdinas Bellé. Buscando sempre atender o desejo dos que procuram a qualidade e a praticidade dos reboques, a idéia principal é transformar o reboque em uma espécie de “camioneta”, capaz de transportar os mais diversos tipos de cargas. “Trabalhamos com o que o cliente necessita”, salienta Fernando Bellé, proprietário das Surdinas Bellé. As formas de utilização dos reboques são várias, e Bellé destaca que a versatilidade no uso conquista diferentes clientes, que os usam para transportar barcos, motos, animais, entre outras cargas. Bellé conta que muitos clientes buscam a opção do reboque para a condução de animais, como equinos, ovinos e bovinos. Dentre eles, também animais de raças nobres são transportados em reboques. “Vendi para o senhor Carlos Ernesto Sartori da Cabanha RS, de Capão do Cipó, a versão para dois animais para o transporte de exemplares da raça Jersey”. Além do serviço de pronta entrega de reboques, a Surdinas Bellé também disponibiliza emplacamento junto ao Detran, de acordo com o desejo do cliente. Fica a dica.


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Os reboques têm diversas utilidades. O transporte para animais é uma delas.

Créditos: Reprodução/Andrewes Pozeczek Koltermann


Manutenção, a palavra do momento para o homem do campo

No período de entressafra, a preocupação dos produtores é com a manutenção de seu maquinário. Mantê-lo em dia para a próxima safra é fundamental para garantir qualidade e produtividade nas culturas. Luciano Ramos, do setor de vendas e marketing da Comeg Peças Agrícolas conta que, no momento, não há uma busca específica. “O que ocorre é uma busca diversificada de peças tanto para tratores como para colheitadeiras, dependendo do produtor. Enquanto uns revisam os tratores, outros dão atenção às colheitadeiras”, destaca Ramos. E a ênfase para o período são os pré-filtros O’Cuatro, utilizados tanto em tratores como em colheitadeiras. Sendo específicos, eles dependerão da potência de cada motor, e são capazes de eliminar até 90% das impurezas. Assim, a vida útil dos filtros é estendida. “Trata-se de um excelente investimento para o maquinário”, afirma Ramos. Para facilitar as compras, a Comeg está oferecendo prazos especiais e preços mais acessíveis aos produtores.


Situação e Perspectivas

Saiba mais sobre as culturas destaque na região

Nesta edição, o Agronegócios traz dicas valiosas para os criadores. As novidades em pesquisas dentro da área aproximaram os leitores das últimas tecnologias no manejo do gado de elite. Também houve espaço para os parceiros dos criadores mostrarem seus produtos e serviços, trocando idéias com o homem do campo. Sem esquecer o produtor rural, leitor fiel do Agronegócios, o caderno traz este mês um pequeno apanhado da situação das principais culturas da nossa região. Quem fala é Luiz Antônio Rocha Barcelos, assistente técnico regional de Solos e Culturas da Emater/RS–Ascar.

  • ARROZ: Os produtores de arroz gaúchos já estão preparando as áreas destinadas à lavoura para o próximo plantio do ano, geralmente iniciado com a chegada da primavera. De acordo com a Emater/RS-Ascar, aproximadamente 80% dos campos destinados à cultura já estão sendo trabalhados, devido ao tempo seco registrado no Estado nos últimos meses. Na comercialização, o preço do arroz continua em alta após um período de desvalorização nos meses de maio e junho. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), o grão teve alta de 0,72% na segunda semana deste mês e alcançou R$28,05 por saca de 50 quilos.
  • FEIJÃO: Cultura tradicional na safra e na safrinha na região central do estado, respondeu por 20% da área plantada durante a safra em todo o estado. Com produção por hectare elevada, a produtividade da região superou a média estadual. O produtor vem enfrentando, neste período, problemas na identificação das pragas e na utilização de cultivares com pouca produtividade. A Emater Regional Santa Maria, em parceria com outras entidades, está recebendo novos cultivares, para avaliação nas áreas de maior produção do grão na região central. O preço do feijão diminuiu consideravelmente em relação à safra passada, contudo, a área plantada tende a não diminuir. De acordo com dados da Emater/RS-Ascar, na primeira quinzena de julho, o grão estava cotado a R$66,67 por saca de 60 quilos do feijão preto.
  • MILHO: A última safra de milho na região de Santa Maria registrou números inferiores ao que era esperado pelos produtores. O rendimento médio nas lavouras foi de 2.848 quilos por hectare, 10,15% abaixo da média de 3.170kg/ha apontada no estado. O baixo preço do produto, que chegou a custar R$16,00 por saca de 60 kg, foi um dos aspectos desfavoráveis para a colheita de outono. Na primeira metade do mês, o milho apresentou pequena alta em relação a esse valor, sendo comercializado a R$17,87 por saca de 60 kg, segundo dados da Emater/RS-Ascar. De acordo com Barcellos, a principal preocupação dos produtores dos municípios da Depressão Central no momento é a baixa produtividade, causada por baixa população de plantas usadas, má fertilização do solo e plantio fora de época.
  • SOJA: A soja tem alcançado bons índices de produtividade este ano no Rio Grande do Sul, especialmente na região de Santa Maria. Conforme Barcellos, no primeiro semestre de 2009, a média de rendimento estadual foi de 2.060 quilos por hectare. Na área de abrangência da Emater Regional de Santa Maria, o rendimento físico foi de 2.123kg/ha, numa área total de 687.131 hectares. A previsão, segundo Barcellos, é que a soja seja “a principal cultura de verão do sequeiro, em função dos bons preços e da facilidade de liquidez no mercado”. Os dados da Emater/RS-Ascar da primeira quinzena de julho indicam queda de 4,79% no preço da saca de 60kg de soja em relação ao último mês.
  • TRIGO: A produção de trigo para 2009 pode diminuir em relação ao ano passado, segundo levantamento da área destinada ao cultivo, realizado pela Emater/RS-Ascar. A pesquisa, que abrange 94% do território total utilizado para o plantio do trigo indica uma baixa de 11,35% em relação à área cultivada em 2008. A previsão é que a produção da safra desse ano atinja 1.707 milhão de toneladas, o que representa redução de 22,39% em relação ao ano passado. Na segunda semana de julho, a saca de 60 quilos do trigo estava sendo comercializada a R$23,27, registrando baixa de 3,26% em relação ao mês anterior.


Aumento do PIB passa pelo Agronegócio

As projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro mostram que ele terá, em 2010, crescimento de até 5%. As previsões apresentadas pelo governo para os rumos da economia do país são confiantes, mas mantêm a crise econômica como plano de fundo no cenário de decisões. A média no Brasil será, conforme as previsões do governo, maior que a média mundial, havendo geração de empregos e crescimento na indústria. As ações de responsabilidade fiscal são as principais influências para as previsões positivas, e fazem parte de procedimentos de combate à crise internacional. Os investimentos em obras e programas sociais também ganham visibilidade, estimulados pelas ações habitacionais e desonerações tributárias. O crédito ganha atenção especial, para que seja restabelecido por completo. O setor industrial deverá crescer no segundo semestre, e a crise que tanto assustou deverá ser vista como oportunidade. Para o setor agrícola, as expectativas são positivas. Se a boa média for mantida, o setor se manterá em posição de destaque. No primeiro semestre, as exportações brasileiras alcançaram bom desempenho. A ênfase é para os países da Ásia, que são os principais compradores dos produtos brasileiros. Segundo informações do Ministério de Relações Institucionais, José Múcio, os números do primeiro semestre são melhores dos que os de 2008.


Brasil é destaque na exportação de carne bovina em 2008

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil ganha destaque no montante de exportações de carne bovina. No mundo, o total chegou a 7,5 milhões de toneladas equivalente carcaça (tec) no último ano. O país foi responsável pela exportação de 2,2 milhões de tec em 2008, conforme dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o que representa aproximadamente 30% do total de exportações. Em 1996, a atuação do Brasil no mercado externo era tímida, e alcançava cerca de 5% do total de exportações. Desde lá, a participação do país só vem crescendo, passando do pequeno número de exportações nos meados da década de 1990, para expressivos montantes em 2008, sendo que em anos como 2006 e 2007, o total ultrapassou 30%. Este crescimento significativo se deve em especial a melhoria do status sanitário brasileiro, o aumento da produção de carne e a melhoria dos processos de produção e industrialização da carne no país.


Agronegócio em Destaque

Confiança é a palavra chave para a Expointer 2009

As expectativas para a edição 2009 da Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer) estão grandes. Mesmo com a estiagem, que atingiu regiões no estado, e com os efeitos da crise mundial no agronegócio, o clima é de confiança entre os expositores, organizadores e entidades. Os dois principais sinais positivos para o sucesso da edição deste ano são a grande lista de espera para expositores no setor de máquinas, e a manutenção do número de animais inscritos, que em 2009 alcançou 6.146 cadastros. A existência de crédito disponível é outro diferencial da Expointer 2009, já que a valorização das commodities e a facilidade do acesso aos valores destinados à pecuária e à agricultura dão novo fôlego aos produtores. A criação, em 2008, do programa Mais Alimentos, iniciativa do governo federal para incentivar a compra de maquinário pelos pequenos produtores, anima o setor de máquinas e equipamentos. Linhas de crédito específicas e juros baixos são a esperança de retomada dos negócios neste ramo, que em 2009 traz mais expositores – no Parque de Exposições Assis Brasil, estarão 114 empresas, 11 a mais que em 2008. Entre as raças que participarão da Expointer 2009, as que ganham destaque pelo crescimento são o gado holandês e os cavalos crioulos – estes aumentos são explicados, em especial, pelo encerramento da Exceleite e do Freio de Ouro durante a exposição. Outras que também ganharão mais visibilidade na edição 2009 são a raça ovina Merino Australiano, que cresceu 46,67% em comparação a 2008, e a Hampshire Down, com aumento de 24,44%. Nos bovinos de corte, a raça Shorthorn teve aumento de 100% de animais inscritos, e a Limousin passa de 22 para 42 animais participantes. O lançamento da Expointer 2009 será dia 4 de agosto, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e o evento acontece entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro.


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A expectativa é de sucesso na Expointer 2009, que já supera em número de animais inscritos e expositores a edição de 2008 (foto).

Créditos: Vilmar Rosa/ Divulgação Expointer 2008


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Grande campeã da raça Angus Terneira Maior, no Campeonato Copa Incentivo da Expointer 2008.

Créditos: Vilmar Rosa/ Divulgação Expointer 2008


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Grande campeã da raça Braford, no Campeonato Vaquilhona Maior da Expointer 2008.

Créditos: Vilmar Rosa/ Divulgação Expointer 2008