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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Resultados 2008-2009 e Novas Perspectivas

De Wiki.dois

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 30 de abril de 2009



Tabela de conteúdo

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

  • Especial Resultados 2008-2009 e Novas Perspectivas
  • Principais culturas não sofreram grandes perdas e aumento de produtividade é realidade


O segredo de quem faz

De pilcha nova

Tu deves ter percebido que neste mês, o caderno de Agronegócios está um pouco diferente das edições anteriores. O formato foi reformulado, tornando-o mais bonito e prático. Mas não pensa que, por isso, o conteúdo vai ser diferente. Apesar da “pilcha” nova, mais prendada, continuamos mantendo nosso objetivo número 1: trazer informação pra ti, que trabalha de sol a sol e depende do conhecimento sobre clima, projeções do mercado e novas técnicas e tecnologias no setor. Por isso, não precisa te preocupar: te aprochega e fica atento a tudo que preparamos. O caderno desse mês ta loco de especial!


Planejamento é prioridade

No setor de comercialização, a palavra de ordem é planejamento. Acreditar na agricultura pelo viés empresarial é básico para os produtores que desejam prosperar no agronegócio. O ciclo é positivo, contudo, informação e cautela são sinônimos de segurança e garantia na produção. O sucesso do Brasil no mercado especializado, tanto externo quanto interno, deve continuar, mas estar consciente das ações nos diferentes momentos da safra é fundamental, mesmo com grandes expectativas.

No arroz, por exemplo, a última safra, que teve excelentes resultados em produtividade, está agora, no momento da comercialização, dando retorno financeiro. Os resultados da comercialização são positivos, mesmo com expectativas do setor industrial de quedas no preço durante a colheita. Os níveis do preço no mercado internacional evitam ou dificultam a entrada de produtos do Mercosul, fazendo que vizinhos como Uruguai e Argentina procurem outros mercados para comercializar, com preços mais altos do que os praticados no Brasil. Mesmo assim, os preços estão estáveis no País, com viés de alta. “A excelente colheita que se concretiza dia a dia prevê médias finais iguais ou superiores a 2008”, destaca Jair Almeida da Silva, engenheiro agrônomo e sócio-proprietário da Expoente Corretora. Outros grãos, como a soja, mantém a boa onda de comercialização. “Os níveis de preço estão acima da expectativa, o que garante bons preços se a venda do produto for feita agora”, ressalta a Expoente Corretora. Considerando as fortes quebras, resultantes das secas localizadas, outros grãos também tiveram melhora significativa em seus preços. Mesmo com aumento no preço dos grãos, a Expoente Corretora alerta que o mais garantido são, aos produtores de soja, as comercializações em maiores volumes, enquanto para os demais produtores, o momento é de cautela. Preços médios, comercializados em parcelas são a melhor postura, até que cheguem os momentos de melhor preço. Seja na produção ou na comercialização, planejar é fundamental para garantir expressiva produtividade e bons preços.


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Jair Almeida da Silva recomenda: planejamento e cautela são palavras de ordem para quem quer ter sucesso.

Créditos: Arquivo Pessoal


Acidez no solo: corrija

O agronegócio é um ramo que exige atenção especial quanto à sua preparação: neste segmento, é fundamental também planejar. Desde detalhes anteriores ao plantio, até questões logísticas da colheita, a atenção redobrada do produtor garante a lucratividade em seu negócio. Um cuidado que deve ser tomado antes do plantio relaciona-se com a acidez do solo. Em nosso Estado, onde ele é predominantemente ácido, corrigi-lo é fundamental para garantir produtividade e competitividade do produto dentro do mercado. Incorporar calcário ao solo é um procedimento denominado calagem, que, além de corrigir problemas de acidez no solo, fornece nutrientes como o cálcio e o magnésio, neutraliza os efeitos do alumínio e do manganês, e potencializa a ação dos fertilizantes. Quando a acidez alcançar níveis menores que 5,5 no sistema de plantio direto, e 6,0 no sistema convencional, a calagem é fundamental. “A cada dois ou três anos, todo o produtor deve fazer a análise do solo”, destaca Flávio Mota, gerente comercial da Inducal. Ele fala em nome de uma empresa genuinamente gaúcha que há 50 anos atua no segmento de produção e comércio de calcário.


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Atuando com duas frentes de produção, a Inducal busca constantemente auxiliar no aumento da qualidade e produtividade do agronegócio, sempre respeitando as normas técnicas, a comunidade e o meio ambiente.

Créditos: Arquivo Inducal


Na hora H

BOA NOVA

Estado está entre os campeões

O Rio Grande do Sul, ao lado de Mato Grosso e Goiás foram os estados que mais produziram biodiesel em 2008. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com a análise, a produção nacional alcançou 1,164 bilhão de litros no ano passado, ante 404 milhões em 2007. O Rio Grande do Sul passou a puxar a produção de biodiesel em 2008, com mais de 300 milhões de litros. As culturas que alimentam a produção gaúcha são soja, amendoim e girassol. O óleo de soja foi matéria-prima de 78,4% do produzido no mercado interno. Logo após, aparece o sebo bovino, com 1,4%. A mamona, preferida no início do programa, não aparece no ranking.


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O amendoim é uma das culturas que alimenta a produção gaúcha.

Créditos: Divulgação.


Superando o desgaste

O verdadeiro final de ano chegou para os produtores rurais, já que é ao final da colheita que é possível fazer o balanço e ponderar ganhos e perdas na última safra. Neste período, que encerra o ano agrícola e a produção é avaliada, outros fatores também merecem atenção. O maquinário, por exemplo, precisa de cuidados e de manutenção após a colheita. Segundo Luciano Ramos, responsável pelo setor de vendas e marketing da Comeg Peças Agrícolas, é na colheita que as máquinas sofrem maiores desgastes. E um alerta: isso acontece especialmente se a colheita for boa. Este comportamento do maquinário é normal, pois quanto maior a quantidade de grãos colhidos, maior o desgaste sofrido pelas peças. Sendo as colheitadeiras as máquinas que mais exigem atenção dos produtores rurais, as peças mais requisitadas foram as peneiras, os rolamentos, retentores e, com destaque, as correias das máquinas. Sabendo que imprevistos podem acontecer, os produtores devem se precaver especialmente através da manutenção, seguindo de forma rigorosa as instruções dos manuais das máquinas. Neles também é possível encontrar informações sobre a periodicidade das manutenções, bem como as datas ideais para a troca de peças. Este cuidado com a manutenção do maquinário é de grande importância, “pois uma peça depende da outra, e se não for realizada a manutenção correta, o produtor sofre com com situações que fogem do planejamento inicial estipulado”, destaca Ramos.


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As peças são a peneira (ao fundo), correia (ao centro) e rolamentos (ao centro, na caixa).

Créditos: Manuela Ilha


Segurança e retorno

  • A tecnologia sempre esteve ao lado do produtor rural. Com seu avanço, foi possível em uma mesma extensão territorial, aumentar a produtividade. Hoje, produz-se mais e ocupa-se menos espaço. Com o progresso tecnológico, o homem do campo conseguiu também cuidar mais de si e de sua família, tempo antes destinado apenas ao cuidado das safras. E isso se deve à qualidade de produtos e marcas que há muito tempo procuram facilitar a vida do trabalhador rural. É o caso da Stihl. A marca é líder nos mercados de ferramentas motorizadas portáteis, e atua no mercado agropecuário, além do florestal, de serviços e de bricolagem.
  • Na prática - Presente em mais de 160 países, a Stihl é reconhecida por garantir o alto padrão de qualidade de seus produtos e serviços, oferecendo soluções inovadoras para facilitar ainda mais a rotina de seus clientes. E esta qualidade pode ser conferida de perto. Em 2004, a Concessionária Verdes Vales recebeu a concessão da marca em Santa Maria e região. Hoje, a empresa atende além de Santa Maria, a região da campanha com lojas padronizadas em Dom Pedrito e São Gabriel, prestando serviços de vendas e pós-vendas, através de vendedores e técnicos treinados na fábrica. A loja de Santa Maria recebeu em janeiro deste ano o Certificado de Qualidade Stihl, concedido após um criterioso plano de qualificação do ambiente de trabalho, recursos técnicos e humanos, procedimentos internos e gestão ambiental.
  • Opções - Na Verdes Vales, é possível encontrar os Sopradores BG 85 e BR 420, ferramentas de limpeza da Stihl, que com portabilidade, vazão e velocidade de ar, permitem a limpeza de diversos locais, removendo com facilidade os resíduos da colheita, em colheitadeiras, silos e armazéns graneleiros. Também contam com uma linha de moto serras e roçadeiras em promoção.
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Na foto, a matriz da Verdes Vales, concessionária da reconhecida John Deere, em Santa Maria.

Créditos: Arquivo Verdes Vales.


Panorama Rural

Os altos e baixos nos resultados e nas expectativas

Na hora de colocar na ponta do lápis os resultados do seu trabalho, todo produtor quer saber quais foram os pontos altos e baixos, bem como ter uma noção técnica acerca das perspectivas para o próximo período. Conversamos com Luiz Antônio Barcellos, mestre em Agronomia e assistente técnico regional de solos e culturas da Emater para conhecermos o atual panorama da soja, do feijão e do milho. Para falar sobre a situação do trigo, falamos com Luiz Ataides Jacobsen, também engenheiro agrônomo da Emater. O arroz ficou a cargo de Glênio Luiz Picada, engenheiro agrônomo e chefe do 6º Núcleo de Assistência Técnica e Extensão do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). Confira as constatações sobre essas que assumem o posto de nossas principais culturas:


  • Soja: A última safra foi positiva, especialmente devido ao clima e aos preços, que se mantiveram estáveis e compensaram a produção. As chuvas no período entre a floração e o enchimento dos grãos favoreceram o crescimento, assim como o maior controle de pragas. As adversidades do período do plantio puderam ser contornadas através da disponibilidade de maquinário agrícola, que acelerou a plantação. O preço dos fertilizantes prejudicou a soja no quesito rentabilidade. Contudo, seu negócio ainda é garantido.
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  • Feijão: Devido aos problemas climáticos ocorridos após o plantio, o feijão safra apresentou rendimento abaixo do esperado. E as expectativas para o feijão safrinha também são de queda na produtividade, com rendimentos menores que a média. No entanto, a cultura teve crescimento em relação à safra anterior no quesito preços.
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  • Milho: O milho foi uma das culturas mais prejudicadas na última safra, especialmente aquele que foi plantado cedo. A estiagem ocorrida nos meses de dezembro e janeiro afetou o florescimento e enchimento dos grãos, diminuindo o rendimento. Contudo, o milho plantado entre dezembro e janeiro tem previsão de rendimentos satisfatórios, especialmente devido às chuvas de fevereiro.
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  • Trigo: A safra 2008 superou a marca dos dois milhões de toneladas, sendo uma das melhores safras gaúchas. Mesmo com a chuva ocorrida no mês de outubro, sob a ótica do rendimento, ela foi positiva devido ao bom preço praticado no comércio internacional, que também é visto no mercado interno. Mesmo com apoio à comercialização, as dificuldades da safra estiveram localizadas neste ponto. Ela está com baixa liquidez, havendo ainda grandes volumes estocados nas cooperativas e cerealistas.
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  • Arroz: Até agora, com cerca de 50% da safra colhida, os resultados são positivos. A tendência de melhorias no campo da produtividade vem se confirmando, especialmente devido ao controle do arroz vermelho e com a adoção de técnicas modernas de manejo. O segredo é efetuar a semeadura na época certa, a fim de evitar perdas, causar menor impacto ambiental e aumentar a produtividade. Também o cuidado com a pecuária, usada em meados de maio e setembro deve ser repensado, pois semeando corretamente, a terra é liberada para o gado um mês antes do habitual, trazendo lucro para ambas atividades.
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TROCANDO EM MIÚDOS

  • Quanto à soja, vai persistir a dúvida sobre o momento certo de comprar os fertilizantes, já que pode haver diferenças de preços.
  • Sobre o milho, o baixo rendimento e os preços pouco atraentes demonstram que a tendência será a diminuição da área plantada.
  • No trigo, a dica é levantar as necessidades de desembolso, examinando a rentabilidade e os preços para a próxima safra.
  • Para o arroz, o recomendado é investir em tecnologias que aumentem a produtividade e diminuam as despesas.


Atualidade

Contra a crise

Ela está em toda parte. É protagonista do noticiário na televisão, problema ressaltado no jornal e dilema traduzido nas revistas. A bola da vez é mesmo ela: a crise financeira mundial. E querendo ou não, seus reflexos aparecem, diretos ou indiretos, no campo. Entre os principais problemas aparecem a escassez de crédito agrícola e o encolhimento das exportações. Naturalmente, o produtor, acaba se tornando um especialista quando o assunto é crise. Afinal, o homem do campo é o melhor exemplo na hora de escolher quem, com muita luta, se sai bem perante a inconstância. Mas a cada crise, os efeitos são maiores e o título de super herói deixa de ser uma honra para se tornar necessidade. Entre as dicas para acabar com a crise está a busca por atitudes, práticas e caminhos para aumentar a rentabilidade. Por mais que lhe pareça um gasto, investir em eventos técnicos é uma oportunidade de conhecimento. Da mesma forma, a manutenção das máquinas, como já citamos. Não dá para marcar bobeira. E um motivo para enfrentar a crise de cabeça erguida é a própria atividade: o agronegócio brasileiro tem grande potencial de crescimento para os próximos dez anos. Um estudo recente do Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura revelou que o aumento da demanda interna e a carência de áreas agricultáveis vão impulsionar o setor. Os baixos estoques mundiais, a crescente demanda por alimentos são apenas dois motivos para o Brasil ocupar espaço. Então, mãos a obra.


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A demanda mundial por alimentos é um dos fatores que impulsionará o setor.

Créditos: Divulgação


Estimativa para os grãos segue crescendo

A Companhia Nacional De Abastecimento (Conab) revê para cima mais uma vez a estimativa da produção brasileira de grãos. De acordo com o levantamento atual, o Brasil vai colher 137,5 milhões de toneladas de grãos na safra 2008/09 - crescimento de 2,25 milhões de toneladas na comparação com a projeção de que o País produziria 135,3 milhões de toneladas, conforme divulgou a Conab em março. O salto, ao que tudo indica, foi impulsionado pelas boas condições climáticas na região Sul. O Rio Grande do Sul aumentou em quase 500 mil toneladas a oferta em relação à estimativa do mês anterior e a avaliação mais recente conseguiu captar informações de um plantio já consolidado, menos suscetível às intempéries.


Pintando o sete

Jovens em contato com a natureza

Através da prática da agricultura ou da pecuária, o homem interfere no ambiente natural, muitas vezes modificando-o. Cuidar da natureza é fundamental, tendo aqueles que dela retiram seu sustento um compromisso especial. Esse comprometimento deve ser estimulado desde cedo. E não só no contexto das famílias rurais. O Colégio Marista Roque, de Cachoeira do Sul, ciente desta responsabilidade, atua em prol da construção de uma consciência ecológica. Uma das ações é o Projeto Porto Belo, que tem como proposta, através de uma postura interdisciplinar, aliar ações teóricas e práticas para ensinar biologia, física, química e geografia aos alunos do terceiro ano do Ensino Médio. Através do projeto, os alunos construíram, em sala de aula, conhecimentos que foram aplicados na prática, em viagem para o litoral de Santa Catarina. A viagem ocorreu entre os dias 24 e 30 de março e os alunos tiveram a possibilidade de aprender respeitando o meio ambiente, percebendo a importância das relações dos seres vivos entre si, e com o meio para o equilíbrio e a preservação ambiental. “É possível trabalhar, de uma forma prática e dinâmica, refletindo em torno de um assunto sob diferentes aspectos, com várias abordagens. O aluno constrói o conhecimento, que pode ser aplicado na melhoria do ambiente e da vida humana”, destacou Juliana Silveira, assessora de comunicação e marketing.


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A integração com a natureza revela aos estudantes um universo novo.

Créditos: Arquivo Colégio Marista Roque


Caqui e Maçã são motivo de festa

Entre os dias 16 e 19 de abril, aconteceram em Arroio do Padre a 7ª Festa Municipal de Arroio do Padre e a 4ª Festa Regional do Caqui e da Maçã, já tradicionais dentre os eventos do município. Arroio do Padre, o mais novo município da Serra dos Tapes, localiza-se na região sul do Estado, próximo de Pelotas e São Lourenço do Sul. Emancipada desde 1996, a cidade tem sua economia baseada na agricultura familiar, com grande produção de tabaco, laticínios e hortifrutigranjeiros, destacando-se seus famosos caqui e a maçã. As festas, que são a tradução das tradições dos imigrantes alemães, contaram com animadas bandinhas e com as delícias da gastronomia local. Carros alegóricos e danças típicas alemãs completaram as festividades. “A festa tem nos ajudado a divulgar o município, que também está completando seu 13° ano de emancipação, e possui muitos atrativos turísticos, com riquezas naturais ainda pouco conhecidas”, ressaltou o prefeito municipal, Jaime Starke. A cada ano, os eventos crescem em participação do público, o que aumenta as expectativas para as festividades do próximo ano.

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Na foto, é possível observar a beleza do caqui.

Créditos: Divulgação


Mundo aninal

Consorciação aparece como possibilidade lucrativa

A agricultura é um negócio de risco. Além da constante movimentação do mercado, os produtores rurais precisam atentar para as mudanças climáticas, que podem ser imprevisíveis. Para não depender das oscilações que uma única cultura pode gerar, uma alternativa que cresce muito entre os agricultores é a consorciação de leguminosas nas pastagens. A integração lavoura-pecuária envolve, sobretudo, a rotação de soja com pastagens perenes. De acordo com a Embrapa, o consórcio leguminosa/braquiária, por exemplo, garante três benefícios essenciais à atividade pecuária: evita a degradação do solo, favorece a produção de pasto e aumenta o ganho de peso do gado, se comparado com a alimentação somente à base de gramínea. O responsável pela gerência de divisão da Sementes Gasparim no Estado, Giuliano Souza, garante que, além da braquiária marandu, a soja pode ser consorciada também com outras pastagens, como a mg5, aruana, mombaça, tanzania, humidicola e dictyoneura. Para saber o tipo ideal é preciso consultar alguém especializado, pois cada região exige espécies e manejos diferentes. Souza sugere que na hora de escolher a pastagem, o produtor leve em consideração também a procedência da semente. “O agricultor deve optar por empresas já conceituadas no mercado”, completa o gerente.


  • Modelo de vitória - Um exemplo de sucesso na implantação da técnica aconteceu em uma propriedade localizada em Monte Alvão, no município de Nova Ramada, próximo a cidade de Santo Augusto. Em dezembro último, o proprietário, senhor Juarez Alvez da Silva, optou pelo consórcio. A lavoura de soja foi substituída por uma pastagem de aruana, das Sementes Gasparim. Satisfeito, o produtor, que além das lavouras, possui gado de corte para terminação e uma cabanha de ovinos, aprovou a técnica e pretende ampliar as áreas de uso da pastagem.


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A família Silva aparece satisfeita entre a pastagem.

Créditos: Arquivo Sementes Gasparim

Em primeira mão

Economia e versatilidade

Os bons frutos das safras 2008/2009 podem ser colhidos em seus diversos setores. O transporte não fica de fora, e os reboques, que são alternativas viáveis para esta função, estão sendo cada vez mais procurados pelos produtores rurais. A opção tem se mostrado econômica, devido ao baixo custo de sua aquisição, se comparada a outros meios de transporte de produtos agrícolas. Outra vantagem que tem despertado o interesse do trabalhador rural é a sua versatilidade. Ele pode ser transportado de diversas maneiras. O proprietário das Surdinas Bellé, Fernando Bellé, conta que recentemente um reboque foi adquirido por um cliente com a intenção de tracioná-lo com o quadriciclo nas lavouras. Além disso, os produtos transportados podem ser os mais variados. “Pode-se transportar o que quiser”, argumenta Bellé. Segundo ele, existem diversos tipos do produto, que podem ainda ser adequados às necessidades dos produtores. Equipamentos versáteis e econômicos estão cada vez mais procurados, adequando o produtor rural à atual realidade do meio.


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Espaço, economia e funcionalidade são as vantagens do reboque.

Créditos: Arquivo Surdinas Bellé


Tradição

A chama da tradição mantém-se viva nos corações daqueles que amam o Rio Grande e que dele se orgulham, na alma dos filhos desta terra e na lembrança daqueles que daqui estão longe. Cultivar as tradições do nosso Estado é mais fácil com parceiros como a Casa do Gaúcho. Com 16 anos de experiência no segmento, a empresa é referência em produtos e serviços do dia-a-dia gaúcho, mantendo viva a cultura e movimentando a economia gaúcha. A popularização de hábitos como o chimarrão e o uso da bombacha, especialmente entre os jovens, assim como festas campeiras, rodeios, CTGs e festivais nativistas, também dão força para que iniciativas como a Casa do Gaúcho dêem certo. Viver a tradição e manter a cultura gaúcha é afirmar nossa identidade, é escrever nossa história, garantindo que nenhum capítulo se perca. Parabéns para a Casa do Gaúcho, pelos 16 anos de envolvimento e trabalho em prol do nosso Rio Grande!


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A primeira Casa do Gaúcho foi fundada em 06 de abril em 1993.

Créditos: Arquivo Casa do Gaúcho


Para a mulher do campo

Garra, persistência e estilo. São estes três adjetivos dentre as incontáveis possibilidades de se definir uma mulher. Sinônimo de força e luta, as mulheres são figuras de destaque em qualquer ambiente, inclusive no campo. Buscam seus objetivos, vão à luta para defender seus ideais sempre, mostrando que a lida campeira não é exclusividade masculina. Neste novo papel, a mulher precisa de um carro que acompanhe seu ritmo e lhe dê segurança e qualidade ao dirigir. Pensando neste perfil de mulher, os destaques da Nicola Veículos são a Chevrolet Blazer e a Chevrolet Meriva. “As duas opções possuem robustez para as diversidades encontradas no campo, mas em contrapartida, também oferecem charme e delicadeza, características presentes nestas consumidoras”, destaca Júlio César Fiorenza, gerente de Pós-Vendas da Nicola Veículos. Outros veículos, segundo Fiorenza, que também fazem sucesso são o Chevrolet Classic e o Novo Corsa Hatch, já que aliam preços atrativos, delicadeza nos detalhes e fácil dirigibilidade. Os carros familiares, como o Zafira, a Captiva e a S-10, também são destaques de venda quando a preocupação é com o conforto e segurança da família para viajar. A Chevrolet se destaca como a escolha certa daqueles que buscam veículos que respondam positivamente às necessidades dos homens e mulheres do campo.


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A S-10 é sempre um destaque.

Créditos: Arquivo Nicola


Tome nota

China pode liberar compra de carne bovina brasileira

Destravar as barreiras que impedem a entrada da carne brasileira na China e recalcular o comércio bilateral são dois dos objetivos de uma missão de técnicos dos Ministérios da Agricultura e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que está em Pequim nesta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na China no próximo dia 19 de maio e a China pode se tornar em 2010 ou 2011 o principal parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos, mas 91% das exportações brasileiras ao gigante asiático são de produtos primários ou semielaborados, como soja, ferro, couro e tabaco. As informações são do portal Agrolink.

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A barreira para a entrada da carne brasileira na China pode acabar.

Créditos: Divulgação


Linha especial de crédito para o setor lácteo

Conforme o Portal do Agronegócio, já estão em vigor as condições de contratação da Linha Especial de Crédito (LEC) para produtores de leite e derivados. A Portaria Interministerial nº 144, publicada em 11 de março no Diário Oficial da União (DOU), define os limites do financiamento, beneficiários e os prazos de contratação.


  • Limite - "A medida permite que as agroindústrias e produtores rurais contem com um limite duas vezes maior de crédito para estocagem de leite no período de entressafra", explicou o secretário de Política Agrícola, Edilson Guimarães, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ele ainda observou que a LEC evita a venda de leite a preços inferiores aos de mercado, no período em que tendem a cair.
  • Beneficiários - Conforme a portaria, podem contratar a linha produtores, cooperativas rurais, beneficiadores e agroindústrias de leite. O limite para o financiamento deve ser calculado pelo resultado da quantidade adquirida do produto multiplicada pelo preço de referência estipulado na portaria, conforme o produto e a região. Para beneficiadores e agroindústrias o limite de contratação é de R$ 20 milhões. O prazo para contratação da linha é junho de 2009 e o reembolso deve ser feito em até 180 dias.


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Já estão em vigor as condições de contratação da Linha Especial de Crédito (LEC) para produtores de leite e derivados.

Créditos: Divulgação


Brasil estabelece padrão de qualidade para exportar ovos

Líder mundial na exportação de frangos, a avicultura brasileira agora quer conquistar o mundo com outro produto: o ovo. A informação é da União Brasileira de Avicultura. Segundo a entidade, é com esse objetivo que o núcleo de ovos desenvolveu um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) específico para o segmento de ovos e ovo-produto (industrializado). Trata-se de um modelo criado para atender às exigências de qualidade e rastrebilidade e que será fundamental para a conquista de novos mercados. O SGQ foi apresentado no último dia 23 a representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em Brasília (DF). Uma nova reunião deverá acontecer hoje (30), em Brasília (DF), para acertar mais detalhes para a implantação do SGQ.


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A avicultura brasileira agora quer conquistar o mundo com o ovo.

Créditos: Divulgação

Aprovado zoneamento de risco climático para cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul

O zoneamento de risco climático para a cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul (safra 2008/2009) foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 17. A portaria 54 relaciona os municípios contemplados e o período mais adequado ao plantio das cultivares aprovado pelo estudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para a identificação dos municípios aptos ao cultivo da cana destinada à produção de açúcar, etanol e para a fabricação de aguardente e alimentação animal foram avaliadas as exigências hídricas e térmicas da cultura, produtividade, nível de tecnologia, condições climáticas, solos e relevo.

  • Zoneamento agrícola - O zoneamento agrícola, realizado pelo Departamento de Gestão de Risco Rural, da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, objetiva minimizar os riscos de ocorrência de adversidades climáticas coincidentes com as fases mais sensíveis das culturas. A indicação da melhor época de plantio resulta de análise de séries climáticas históricas, de no mínimo 15 anos, correlacionadas ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua retenção de água. As informações são do Mapa.


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O zoneamento de risco climático para a cana-de-açúcar no RS foi publicado no dia 17.

Créditos: Divulgação


Parceria

Eficácia e tradição provando sucesso

No último dia 13 aconteceu, em São Pedro do Sul, um dia de campo com um importante foco de atenção: o uso eficiente de pastagens perenes. O evento foi realizado na propriedade de Idenir da Costa Fialho, que há dois anos vem implantando pastagens perenes no interior do município, na cabanha Nitão, onde cria caprinos, ovinos e bovinos de corte. O destaque, mais uma vez, ficou por conta da parceria entre a Cooperativa Agropecuária de São Pedro do Sul (Coooperagro) e as Sementes Gasparim. Também marcaram presença produtores de toda a região e representantes do departamento de solos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Resultados promissores - Seu Fialho vê nas pastagens de verão uma boa saída para os nossos campos, especialmente para o caso de áreas mais arenosas. Para ele, “a introdução de espécies perenes desencadeou uma lotação alta, mesmo no período seco quando grande parte dos produtores nem ao menos conseguiu plantar as pastagens de inverno”. Conforme informações do engenheiro agrônomo da Cooperagro, Fernando Bassoto, a situação permite diagnosticar que, dada a pequena área, a introdução de cultivares como panicum maximo (aruana e mombaça), além da brachiaria em geral, hoje se tem 15 ha plantados com lotação e 70 animais, considerando entorno de 4,5 Ua/ha. Fica a dica para quem quiser seguir o exemplo.


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(Da esq. p/dir.): Giuliano Souza, responsável pela gerencia da Sementes Gasparim no RS junto do proprietário da fazenda sede do evento, do diretor comercial da cooperativa, Vernei Delcul e, do presidente da mesma, Enio Tatsch.

Créditos: Arquivo Sementes Gasparim.


Balanço positivo

Os associados da Cooperativa de Eletrificação Centro Jacuí Ltda (Celetro) reuniram-se no dia 28 de março para aprovarem as contas do exercício 2008. O encontro aconteceu em assembléia ordinária e, aproximadamente 1,4 mil pessoas compareceram no evento, que aconteceu no Ginásio de Esportes Dom Pedro I, no Parque de Exposições Ivan Tavares/Fenarroz, em Cachoeira do Sul.

Segundo informações disponibilizadas pela cooperativa, entre os dados do balanço patrimonial entregue aos participantes, o destaque ficou por conta do ativo total: R$ 53.754.248,54, o que representa um acréscimo de 7,9% em relação ao ano anterior. A sobra de quase R$ 750 mil, conforme decisão da assembléia e por sugestão do presidente José Benemídio Almeida, será destinada para obras de modificação do curso de redes que atravessam propriedades particulares.

Outros temas importantes nortearam o evento: a eleição do Conselho Fiscal e a escolha de representante da Celetro junto a Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Fecoergs) e Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs).


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Por sugestão do presidente (foto) e decisão da assembléia, a sobra financeira será destinada para de modificação do curso de redes que atravessam propriedades particulares.

Créditos: Arquivo Celetro