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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Plantio de Trigo e Culturas de Inverno para Gado

De Wiki.dois

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 30 de maio de 2008



Tabela de conteúdo

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

Especial: Plantio de Trigo e Culturas de Inverno para Gado

Nesta edição: Confira o panorama rural com a queda das temperaturas e a opinião dos empresários e especialistas no agronegócio


PANORAMA RURAL:

Recuperação marca atual momento da pecuária no Estado e na região


A situação da pecuária no Rio Grande do Sul é de recuperação. A afirmação é do gerente regional adjunto da Emater-RS/Ascar Santa Maria, Mário Oneide de Azambuja Ribeiro. De acordo com o engenheiro agrônomo, o cenário atual representa uma procura acentuada por gado gordo, a ampliação de plantas frigoríficas e, o reflexo do abate de matrizes em anos anteriores. “O panorama é de recuperação. O preço estava baixo e os produtores tiveram que honrar os seus compromissos. A expectativa é que a falta de animais mantenha os preços em alta e, esta tendência se mantenha ainda por dois anos, que é o tempo para que haja a recomposição do rebanho”, argumenta Ribeiro, que também ressalta a igual condição de alta de preços no mercado internacional. “Não há como segurar ou baixar os preços com a importação”, enfatiza ele.

Segundo a Emater-RS/Ascar, o abate clandestino, a falta de divulgação da carne bovina, os altos impostos, em relação aos demais estados da federação, assim como o crescimento da agricultura na área da pecuária, padronização de raças, financiamentos para retenção de matrizes, falta de planejamento estratégico para ações do setor e a entrada de carne de outros estados são alguns dos problemas enfrentados no Rio Grande do Sul. Porém, para contribuir no processo de aceleração da recuperação do setor, a extensão rural e a assistência técnica tem medidas específicas. Além da organização de núcleos e grupos familiares, atualmente uma série de práticas estão em andamento.

Confira as principais na região:

  • Bovinos de corte: Desmame de terneiros aos 60 dias, desmame de terneiros aos 90 dias, abate de novilhos até os 30 meses e uso de touros melhoradores.
  • Ovinos: Abate de cordeiros até os 5 meses, controle de verminoses, cuidado na época adequada de encarneiramento e uso de carneiros melhoradores.
  • Forrageiras: Melhoramento e introdução de forrageiras sobre campo nativo, introdução de pastagens cultivadas de verão e introdução de pastagens cultivadas de inverno.


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Recuperação denota panorama atual da pecuária no RS e região central.

Créditos: Divulgação


Trigo é indicado como alternativa de inverno

Conforme o assistente técnico regional da Emater-RS/Ascar Santa Maria, Luiz Antônio Barcellos, o trigo é uma cultura tradicional e fundamental para a segurança alimentar em função de sua importância na alimentação dos povos. Para ele, o panorama mundial reflete a situação de baixos estoques, indicando que a demanda aumentará e que os países que tradicionalmente produzem o cereal terão mercado garantido.

No que se refere ao Brasil, o assistente técnico revela que o país é dependente de outros países. “Não temos auto-suficiência. Importávamos o produto da Argentina, porém a mesma está exportando grãos para outros países. Isto obrigará o Brasil a importar trigo de outros países que estão fora do Mercosul, o que acarreta aumento nos preços da farinha para a fabricação do pão”, argumenta Barcellos.

O Estado espera um aumento de área em função de preços mais compensadores, o que torna a cultura uma boa alternativa para geração de renda no inverno em sucessão a soja ou milho. Na região, Barcellos conta que a Emater também está incentivando o trigo como alternativa de inverno. “Uma das práticas prioritárias incentivadas é a introdução de novas variedades de trigo nos municípios onde a cultura não era tradicionalmente plantada, como Santa Maria, São Pedro do Sul, Dilermando de Aguiar e Cacequi, onde a integração lavoura-pecuária é tradicional”, finaliza ele.


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O trigo é uma cultura tradicional e fundamental para a segurança alimentar.

Créditos: Arquivo Dois Assessoria de Comunicação

Projeto desenvolve habilidades de pensamento e expressão da comunidade acadêmica e rural

Dentro da academia os estudantes já se preparam para enfrentar o mercado de trabalho. O mais interessante é que a teoria e a prática já caminham com base no profissionalismo. O Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é um exemplo. Para quem não sabe, os jovens estudantes já vem apresentando propostas vinculadas às mudanças do paradigma tecnológico que defendem os interesses dos agricultores familiares e da sociedade.

A razão desse perfil é um entre os projetos de extensão destaque. Trata-se do Grupo de Agroecologia Terra Sul (GATS). Organizado fundamentalmente pelos alunos, o projeto caminha em diversas linhas. Entre elas, a participação em feiras, o intercâmbio com estudantes de outras universidades, agricultores e técnicos e, o desenvolvimento de projetos de pesquisa.

Conforme Cássio Alexandre Bertoldo, Engenheiro Agrônomo, membro fundador, o grupo está em atividade desde abril de 2000. Ele conta que o GATS possui um caráter interinstitucional e interdisciplinar. “O grupo admite a participação de qualquer pessoa física ou jurídica, de qualquer curso acadêmico ou segmento social, desde que se enquadre no paradigma agroecológico”, resume.

Para o engenheiro agrônomo, é nesse sentido que os alunos saem ganhando: “Eles têm a oportunidade de ver o outro lado da moeda, o que não é transmitido dentro da grade curricular da academia. Os alunos podem participar de projetos sociais, tendo contato direto com a realidade rural familiar, vendo assim seus anseios e propondo alternativas para mudanças”, ressalta.


E os agricultores?

Quanto aos agricultores, Bertoldo conta que o projeto possibilita a participação desses como verdadeiros protagonistas do processo de criação de atividades alternativas ao modelo impositivo, adaptadas à sua realidade ecológica, econômica e cultural dentro da propriedade.


Evento:

Nos dias 17, 18 e 19 de Junho de 2008, o GATS promove a VI edição do Seminário de Formação em Agroecologia (SEMFA). As inscrições são gratuitas e o evento será realizado junto ao Auditório Flávio Miguel Schneider, no CCR da UFSM. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail gaterrasul2000@yahoo.com.br.


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Membros do GATS no V SEMFA

Créditos: Arquivo GATS


RS tem 209 produtos turísticos em 117 propriedades rurais

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Foto T - Turismo Rural - Central 0705

Créditos: Arquivo Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar


O mapa do turismo rural no Rio Grande do Sul está radiografado em 209 produtos turísticos, localizados em 117 propriedades rurais. Distribuídos em 92 roteiros, esses produtos se situam em 104 propriedades rurais já cadastradas na secretaria de Turismo do Estado. O perfil da atividade consta do plano estratégico 2007-2010 para o turismo rural no Rio Grande do Sul, anunciado na sede da Emater/RS-Ascar, no dia 7 de maio, quando representantes de instituições, organismos e entidades estiveram reunidos. Na oportunidade, foram expostos os objetivos do plano, estabelecidos a partir de parcerias entre a Emater/RS-Ascar, SEAPPA, SETUR, FETAG, SENAC, SENAR e SEBRAE. O programa permitirá melhorar e aprimorar a oferta de serviços e o acesso à atividade. Os resultados significarão a capacitação de 24 roteiros turísticos, com a qualificação de 10 deles, nas seguintes regiões: Grande Porto Alegre, Litoral Norte, Serra, hidrominerais, missões, pampa Gaúcho, Central, Vales, Costa Doce e Yucumã. Também será criado um sistema de certificação para o turismo rural no Estado, visando certificar 50 propriedades rurais, além de critérios de classificação dos produtos, a partir da organização em turismo rural e dos serviços oferecidos. A iniciativa poderá render a expansão do mercado e da possibilidade de novas alternativas de renda.


O inverno pede economia e rentabilidade

A necessidade mundial de alimentos não deixa o homem do campo e o da cidade tranqüilos. Diferente da grande maioria dos ramos empresarias, os negócios desse segmento vão além do comprometimento pessoal do envolvidos. O homem do campo precisa se preocupar com a situação governamental para sanar as dívidas de safras passadas e, como se não bastasse, depende do clima. Mas, para que o homem do campo produza a baixos custos, tenha a rentabilidade que almeja e, que o da cidade tenha a comida no prato, a SZ Sementes apresenta a perspectiva do período das baixas temperaturas e, ainda, aconselha o produtor. De acordo com Levy Falcão, sócio-diretor da SZ Sementes, a semeadura de cultivares de inverno, como as aveias, o azevém, para cobertura de solo e para pastejo, são alternativas econômicas que vêm atraindo o interesse de muitos empresários agrícolas de regiões produtoras de grãos. “Essa possibilidade é de fundamental importância pelo fato de fornecer uma oportunidade de produzir alimento para o gado bovino em época de escassez de forragem. Além disso, os cereais podem ser manejados com duplo propósito. Ou seja, é possível fornecer forragem para pastejo e, ainda, permitir a colheita de grãos”, argumenta Falcão. Segundo as informações disponibilizadas pela empresa, a região sul do Brasil, enquanto produtora de grãos, tem chances significativas de aumentar a lucratividade através da engorda de bovinos de corte na entressafra. Nesse período, conforme Falcão, os preços aumentam em decorrência da redução da oferta de boi gordo, em razão da escassez de boas pastagens.

E O TRIGO?

O trigo, também cultivar de inverno, vem preocupando as autoridades. O motivo, de acordo com o sócio-diretor da SZ Sementes, é a diminuição dos estoques mundiais e a conseqüente alta de preços. “Ao analisarmos a demanda de alimentos diante das projeções de aumento de população, torna-se visível o grande desafio que o setor da agricultura terá para suprir as necessidades de alimentos dos quase nove bilhões de seres humanos”, finaliza Falcão.


Curtas:

  • CRISE ALIMENTAR:

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Dados da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e das Organizações das Nações Unidas (ONU) atestam que a América Latina não está imune à crise alimentar. Conforme as últimas informações veiculadas pelos órgãos, a crise já atinge todos os continentes. Na América Latina, os mais afetados são os centro-americanos. Um mapa sobre a fome do mundo publicado pela ONU no início do mês indicou que 100 milhões de pessoas já são atingidas.

  • ESTÍMULO PARA O TRIGO:

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O início de maio trouxe uma boa notícia para quem planta trigo. O governo deverá contemplar um plano qüinqüenal para a cultura, que estipulará medidas para elevar a produção para 7,1 milhões de toneladas em cinco anos. Esse volume deverá representar 60% do consumo brasileiro, de 10,2 milhões de toneladas. No pacote de incentivos para o produtor de trigo, o governo também já definiu uma medida: reajustará o preço mínimo de R$ 400 para R$ 480 a tonelada para o produto na região Sul. Como o preço mínimo serve de base para os financiamentos bancários e é o referencial do governo nos leilões de apoio à comercialização, esse passo já pode animar o produtor.

  • IMÓVEIS RURAIS:

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De acordo com Nilo de Souza Ourique, sócio-proprietário da Nilo Imóveis Rurais, que atua em toda a região central, fronteira e Uruguai, existe hoje uma procura muito grande por áreas mistas de pecuária e soja e, pecuária e arroz para fazer o consórcio e a rotatividade de culturas. Para ele, a diversificação da produção em uma área diminui os riscos de perda. Segundo o profissional da área imobiliária, as áreas cultivadas com trigo diminuíram muito nos últimos anos em função da instabilidade climática e da falta de incentivos para a produção, o que fez aumentarem em grande escala as áreas de pastagem e a procura por outras alternativas como a cevada.


NOVAS ALTERNATIVAS:

Lugar de mulher é ... NO CAMPO

As mulheres conquistaram espaço em diversos setores da economia. Já no agronegócio, as vagas sempre foram para os homens, sejam na fazenda ou mesmo nas diretorias das entidades de classe. Mas, felizmente, essa situação vem mudando. Maria de Fátima Cáceres Pilla é um exemplo. Proprietária da fazenda Invernada Grande, na localidade do Loreto, em São Vicente do Sul, ela é a prova de que a mulher não só pode ser parte integrante do processo produtivo, mas a razão do espírito empreendedor e a principal figura na administração no agronegócio.

Fátima nasceu no meio rural e vivenciou o ambiente durante toda a sua vida. Mas, foi há 20 anos que passou a se assumir como agropecuarista. As suas principais atividades são o gado de corte, contemplando o processo de todo o seu ciclo e, terminação de novilho jovem. A agropecuarista, que além de tudo cursa direito na Universidade Regional Integrada (URI) de Santo Ângelo, conta com a ajuda do filho e veterinário, Luiz Fernando Pilla, quem lhe fornece todo o aparato teórico na questão da genética. Além de aprender com Luiz, Fátima revela que a sua experiência é reflexo da atualização constante, do planejamento estratégico para enfrentar as adversidades e, principalmente, do amor e garra no trabalho. “A principal mensagem que posso deixar para as mulheres que ingressaram no meio é para confiarem no seu potencial, para cultivá-lo com estudo e dedicação e, para persistir com garra e amor”, aconselha.


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Fátima é um exemplo feminino de destaque no cenário rural.

Créditos: Arquivo pessoal


Ganhos com pastagens de verão:

Giuliano Souza, responsável pela gerência na divisão de sementes da Gasparim no RS, revelou alguns destaques práticos da empresa. De acordo com o gerente, a propriedade Agropec São Pedro, localizada em São Vicente do Sul, de Paulo Roberto Deon, tem apresentado resultados positivos e promissores com as pastagens de verão. Ele conta que a Agropec produz terneiros, elege alguns animais para terminação e, ainda possui lavoura de soja. Segundo Souza, numa área de 8ha, foram utilizados três tipos de gramíneas, a brizantha marandu, aruana e mg5. No espaço, de caráter experimental, foram colocados 40 bois de 2 anos. O ganho médio representou 950g diárias em 35 dias de pastoreio. Conforme as informações disponibilizadas pelo filho do proprietário, Pedro Deon (foto), os animais foram suplementados com fosbovi engorda e foram para o abate com 475kg de média.

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TECNOLOGIA & EMPREENDEDORISMO:

Agricultura de precisão pode reverter o cenário de baixa produtividade e qualidade


Com o aumento do consumo mundial de alimentos, as principais atividades de inverno, como o cultivo de trigo e a engorda de gado estão em alta. É o que conta o engenheiro agrônomo Luciano Malgarin, proprietário da Agronutri, empresa que disponibiliza os serviços de consultoria técnica em soja, milho, arroz e trigo, além de planejamento tático e operacional para a implantação de grandes culturas. De acordo com empreendedor rural, esse panorama fez com que o preço dos insumos acompanhasse a tendência de alta. Para ele, o aumento do preço da semente de azevém, do adubo e da uréia é tão significativo que está restringindo o uso da quantidade necessária para um bom manejo das pastagens e da nutrição dos cereais. “Contudo, a tecnologia da agricultura de precisão pode reverter um possível cenário de baixa produtividade ou qualidade dos cereais”, alerta Malgarin. Ele diz que os corretivos e os insumos são utilizados estrategicamente e no local onde realmente são necessários. A Agronutri atua em todo o Estado. O desenvolvimento da tecnologia e, a aplicação das técnicas corretas dos manejos e itinerários dentro do sistema de produção e acompanhamento do desenvolvimento e aplicações químicas nas culturas implantadas, são as principais linhas de atuação. Nesta época do ano, conforme Malgarin, os produtos mais procurados pelo homem do campo são sementes para implantação de pastagens de inverno, corretivos de acidez para o solo, adubos a base de NPK e adubos nitrogenados.


DICA: A Agronutri recomenda bastante cautela na compra de sementes. É preciso que os produtores exijam testes de germinação, vigor e pureza dos materiais comprados. A semeadura na quantidade indicada pelos técnicos responsáveis, nas condições climáticas e solo adequados para uma boa germinação e implantação da cultura, também são aspectos que devem ser analisados, assim como o uso racional de adubos.


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Luciano Malgarin (à esq.) diz que na agricultura de precisão os corretivos e os insumos são utilizados estrategicamente.

Créditos: Arquivo Agronutri


Opinião:

Não são somente os empresários do agronegócio que valorizam o setor. Osvaldo Nicola, diretor da Rede Nicola Veículos, considera o segmento uma semente de vida para a região. “O agronegócio é vital, não só para a economia do nosso Estado, mas para a do mundo”, salienta ele. O diretor da rede, que tem a sede em Santiago e que atende 80 municípios, cobrindo parte das missões, fronteira e região da campanha, diz que as vendas acompanham sempre o desempenho das lavouras, queda de produtividade e de cotação. Como representante da marca Chevrolet, a Nicola possui uma linha diversificada de produtos, muitos deles feitos para atender a demanda do agronegócio. Entre eles, a linha S-10, que desde o seu lançamento, há 13 anos, é líder de mercado em seu segmento, e a Montana, que com a nova motorização (1.4) acabou atendendo em cheio as expectativas do mercado.


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A Montana é um dos veículos que se destacam na demanda do agronegócio.

Créditos: Arquivo Nicola


Olivicultura em debate:

Entre os dias 19 e 21 de junho será realizado o I Fórum Internacional de Olivicultura. O evento acontece em Porto Alegre, no Hotel Deville e é uma promoção conjunta da Câmara de Comércio Brasil-Portugal/Rio Grande do Sul e Embrapa Clima Temperado. De acordo com Joaquim Firmino, Diretor-Presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal/Rio Grande do Sul, o evento, com o tema “O Mercado da Olivicultura no Brasil: Desafios e Oportunidades”, é uma oportunidade de viabilização de futuros negócios.


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Créditos: Divulgação


Harmonia da colheita

Transporte é protagonista no processo contra o desequilíbrio da colheita


Num mercado altamente competitivo, onde as inovações e as mudanças ocorrem de forma acelerada, a existência de consumidores exigentes, com diferentes necessidades a serem atendidas, faz com que as empresas busquem novas formas de gestão em seus negócios e, especialmente uma direção à fidelização. Com a importância do agronegócio para a economia brasileira e mundial, o empreendedor rural passou a se preocupar também com os fatores qualidade, tempo e investimento.

Nesse cenário, o transporte que aparece como um dos protagonistas que não deixa a oferta e a demanda de uma colheita entrarem em desequilíbrio, é um ponto primordial para o homem do campo que procura alcançar a distância de seus sonhos e um percurso de conquistas em produtividade e lucratividade. E, Santa Maria sabe disso. Criada em 22 de outubro de 1984, já em 1985, a Veísa Veículos Ltda, concessionária local da Mercedes-Benz do Brasil S.A, está localizada na BR 158, no Km 323, numa área de 40.000 metros quadrados, fornecendo soluções em transporte, através de produtos e serviços, de forma personalizada.

Segundo o supervisor de marketing, Elinton Villanova, devido às características da região onde a empresa atua, as culturas de trigo, soja, arroz, assim como a criação de gado, exercem alta influência nas atividades e ramo da empresa. “Esse nicho forma parte da cultura empresarial, que converge ao atendimento personalizado aos clientes deste segmento”, revela o supervisor. Para ele, dentre o leque de produtos e serviços da Veísa são vários os pertinentes ao agricultor. Villanova ressalta, inclusive, a linha de veículos Atego. Ele conta que o Atego 2425, mais especificamente, apresenta altos índices de procura e, que o motivo em geral é o transporte de grãos e para o gado (foto).

Dentro do cenário rural, planos de manutenção de veículos, que contemplam serviços diretamente relacionados ao campo, também compõem a grade opções disponibilizada pela empresa. “Nesta época de colheita, os nossos clientes necessitam de agilidade para transportar suas mercadorias e, sendo assim, os nossos veículos correspondem em totalidade às expectativas, que vão da aquisição, à orientação e à manutenção”, finaliza o supervisor de marketing.


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A linha de veículo Atego está entre as mais procuradas pelos agricultures.

Créditos: Arquivo


Inverno é um bom momento para a revisão

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Créditos: Divulgação

Para Marco Aurélio Ramos, proprietário da Comeg Comércio de Peças Agrícolas, com a queda das temperaturas, a venda fica direcionada a produtos para a revisão periódica e da pós colheita. Ou seja, peças para tratores e colheitadeiras das mais diversas marcas como filtros, rolamentos e retentores. Ele conta que o período para a manutenção e revisão de seus equipamentos é o melhor momento, pois os preços são mantidos na área de colheitadeiras e algumas promoções e prazos são especiais para a época.


Cooperativas & Sindicatos:

Trigo:


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Créditos: Liana Merladete

A Cooperativa Agrícola Tupanciretã, a conhecida Agropan, vem perseguindo o objetivo de tornar-se referência nacional na qualidade de seus produtos e serviços, vida e preservação ambiental. De acordo com o gerente geral, Volfe Umberto Gobbato, por essa razão as unidades de recebimento da cooperativa têm promovido o desenvolvimento da região. Entre as novidades do período, ele conta que a procura por sementes de trigo neste ano é maior do que nos anos anteriores e que a situação revela as perspectivas de um plantio acima da média.

Apicultura:


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Créditos: divulgação

Foi constituída recentemente uma cooperativa de apicultores em Caçapava do Sul. A organização tem o objetivo de nos próximos 4 anos dobrar a produção atual e, tem a meta de fazer do município o 1º produtor gaúcho de mel. Uma parceria com a Unipampa e UFPEL auxilia na certificação orgânica do mel para viabilizar a exportação a mercados europeus.

Agricultura de precisão:


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O GETAGRI (Grupo de Extensão com Tecnologia para a Agricultura), responsável pela assessoria agrícola da Cooperativa Agropecuária de Júlio de Castilhos (Cotrijuc), está apostando na tecnologia da agricultura de precisão. O trabalho, que é realizado desde o ano passado, ganhou força neste ano e conta com o apoio da Fundacep. O técnico Jairo Aníbal dos Santos conta que a iniciativa já apresenta resultados em campo. A equipe já trabalha na coleta e mapeamento do solo e investe esforços no diagnóstico e avaliação da fertilidade da área em prol da racionalização da utilização de fertilizantes.

Evento:


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Já tem data confirmada a 2ª Exposantiago. O evento deverá ocorrer de 15 a 19 de outubro no Complexo Poliesportivo Aureliano de Figueiredo Pinto. O evento, voltado para as áreas agropecuária, comércio, indústria, serviços, cultura e artesanato, é uma promoção do Centro Empresarial de Santiago, Sindicato Rural e Prefeitura Municipal. O show da dupla Bruno & Marrone já está confirmado para o dia 18 de outubro.