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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Plantio de Soja

De Wiki.dois

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 31 de outubro de 2008



Tabela de conteúdo

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

Especial Plantio da Soja


Por uma boa safra

  • Obedecer a orientações técnicas é fundamental para alcançar sustentabilidade e rentabilidade
  • Soja é principal commodity brasileira e tendência de expansão de área é mais um estímulo para a cultura
  • Especialistas e produtores rurais falam sobre o tema e acerca de novidades no panorama rural.


Panorama Rural

De olho numa safra perfeita

Preocupados com os custos altos, o que todo produtor quer é tentar o máximo de produtividade e, no momento da colheita, sentir uma diferença positiva entre o lucro e o prejuízo. A tarefa não é fácil, mas em se tratando de soja a expectativa para o final da safra de verão é positiva: a principal commodity brasileira mantém a trajetória de expansão. Entretanto, nem tudo são flores. Os fatores limitantes, como o próprio custo de produção, a restrição na oferta de recursos para financiamento do custeio e, as pragas e doenças, podem comprometer o resultado final. A saída é apegar-se nos aspectos motivadores e manter a cautela em todas as etapas até a comercialização. Na avaliação da A Granja do Ano, os fatores dados como de estímulo para o produtor de soja foram: Os melhores preços domésticos de 2008; A produtividade média recorde em 2007/2008; Lucratividade positiva; Interesse do consumidor e; Expectativa sólida para 2009.

O engenheiro agrônomo Luiz Antônio Barcellos, mestre em Agronomia e assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, explica que a soja, em todos os níveis, é a principal cultura de verão. De acordo com o estudioso, a condição se dá devido a facilidade para a liquidez, os bons preços e a oportunidade de melhoria dos solos através da tecnologia usada, bem como pela possibilidade de integração da lavoura com a pecuária. “É uma cultura que responde à tecnologia utilizada, principalmente porque a pesquisa indica cultivares mais tolerantes a doenças e pragas, além de seu alto rendimento físico por hectare”, relata ele.


NA REGIÃO – A área com soja na região central é uma atividade já consolidada. O principal motivo é o fato da cultura estar integrada com a bovinocultura de corte, especialmente para a terminação de animais, gerando renda na primavera. “No entanto, uma das preocupações dos técnicos é a pouca quantidade de palha produzida em restevas de azevém e aveia preta, antecedendo ao plantio da soja”, alerta Barcellos. Conforme as informações disponibilizadas pelo especialista, no inverno houve pouca insolação e, com isso, as pastagens tiveram pouco desenvolvimento de massa verde. O início do plantio da soja na região começou na segunda quinzena do mês corrente, mas aqueles agricultores que encontraram dificuldades para obter financiamento e ficaram impossibilitados de, no período indicado, comprar os insumos, vão plantar de última hora e terão problemas.


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Plantio da soja com pouca palha: Uma preocupação dos técnicos em função do inverno com pouca insolação.

Créditos: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Santa Maria


DICAS DO AGRÔNOMO

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Créditos: Arquivo Emater/RS-Ascar


  • Estudar as cultivares que mais se adaptam na região em função do zoneamento agrícola.
  • Observar a qualidade da semente a ser utilizada e a densidade de plantio.
  • Buscar pelo crédito antecipadamente.
  • Ter em mente que a maior segurança para o agricultor que planta soja é a garantia de comercialização no mercado internacional, associada às tecnologias que podem aumentar a produtividade e lucratividade.
  • Buscar por um seguro agrícola.


NOTA 10:

A Emater acompanhará em mais de 30 municípios da região central lavouras financiadas com ênfase maior para redução de custos da lavoura e preservação ambiental, através da diminuição do número de aplicações de inseticidas pelo Manejo Integrado de Pragas.

NOTA 0:

No período entre o plantio e a colheita, a soja está sujeita a doenças variadas e ao ataque de diferentes pragas. A falta de controle sobre a lavoura durante todos os ciclos pode provocar perdas e até a necessidade de replantio.


Biotecnologia

Soja transgênica: Vale a pena?


A introdução dos alimentos transgênicos no mercado brasileiro continua a provocar um debate na sociedade. A tecnologia, possível graças aos avanços da Engenharia Genética a partir da década de 70, para alguns não é sinônimo de evolução, mas de insegurança. E uma das principais protagonistas da polêmica é a soja não-convencional. Contudo, nesta edição o engenheiro agrônomo Almir Rebelo de Oliveira, produtor rural, presidente do Clube Amigos da Terra de Tupanciretã e parceiro do Grupo Santa Zélia, traz uma visão otimista acerca do assunto. O estudioso revela que o Rio Grande do Sul iniciou o plantio de soja transgênica na safra 2007/2008 dentro de um ambiente de conflito. Nesse período, conforme Rebelo de Oliveira, a soja convencional enfrentava uma série de problemas de resistência a invasoras. Ele conta que era necessária uma aplicação média de 3,06 kg/ha de princípios ativos de herbicidas ineficientes e de custo médio de 66 dólares/ha. “Com a soja transgênica, o produtor diminuiu para 1,44 kg/ha os princípios ativos a um custo médio de 22 dólares/há”, informa o agrônomo.

Os ganhos, de acordo com o especialista, foram maior eficiência no controle de invasoras e melhor aproveitamento de nutrientes. “A umidade aumentou a produtividade e facilitou muito o manejo da cultura dentro do sistema”, complementa Rebelo de Oliveira. Mas ainda assim as freqüentes discussões e a quantidade de informações acabam confundindo o consumidor e até o produtor. E uma pergunta sintetiza a grande dúvida: Mas e afinal, a soja transgênica vale a pena? Segundo Rebelo de Oliveira, vale sim e a alternativa interessa a toda a sociedade. Ele explica que a soja transgênica é a soja que recebe um gene que, por sua vez, acrescenta uma qualidade na cultura. “É a soja convencional com um gene de interesse”, resume o presidente do Clube Amigos da Terra.

Para quem não sabe, no Brasil a alternativa teve inicio com a safra 97/98 e o gene de interesse era o gene de resistência ao herbicida glifosato, que atuava sobre todas as invasoras menos a soja. “Posteriormente, variedades brasileiras da Embrapa, Coodetec, Fundacep e outras receberam esse gene e atualmente estão liberadas para cultivo no Rio Grande do Sul e Brasil”, explica Rebelo de Oliveira. Outro fator interessante é que a soja transgênica é hoje a cultura mais estudada no mundo quanto a sua segurança. “Quanto mais estudam, mais descobrem qualidades”, enfatiza o agrônomo. Conforme as informações disponibilizadas por ele, os relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS) não detectaram até então nenhum problema com ela. A dificuldade, atribuída por Rebelo de Oliveira, giram em torno da lentidão nas pesquisas nacionais e na falta de apoio.


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Outros países estão investindo pesadamente em pesquisas para aumentar produtividade e melhorar a qualidade da soja.

Créditos: Divulgação


As vantagens:


  • Diminuição do consumo de agrotóxicos e substituição dos mais violentos pelos menos violentos para o meio ambiente.
  • Maior produtividade e menor custo de produção.
  • Menor impacto das condições climáticas e de solo no potencial de produtividade das culturas.
  • Plantas mais nutritivas para benefício de quem compra e também de quem vende.


Agricultura de Precisão

A menina dos olhos na análise da produtividade


Nem todo produtor de soja sabe, mas a cultura é um destaque dentro da tecnologia da agricultura de precisão (AP). A informação é de Luciano Malgarin, proprietário da Agronutri. De acordo com o empreendedor rural, a cultura tem, na análise da produtividade, um resultado imediato. “ A soja é a nossa menina dos olhos”, define Malgarin. E o especialista explica por que: “a diminuição de corretivos e fertilizantes é constatada já na primeira safra e, com o início da homogeneização da fertilidade dentro da gleba, as áreas de baixa produtividade, por falta de fertilidade, começam a chegar perto das áreas com fertilidade média e, essas, por sua vez, começam a chegar perto das áreas de alta”.


NOVIDADES – A AP tem, cada vez mais, implementado tecnologia nas áreas de soja. Entre os exemplos, estão: aplicação de taxa variável de fertilizantes e corretivos, variação da densidade de sementes em função da fertilidade, aplicação de adubos foliares em zonas de necessidade, mapeamento de plantas invasoras e área foliar, coleta de tecido vegetal para analise e aplicação de fertilizantes quando necessário, além dos mapas de colheita. Mas, segundo o empreendedor, a principal novidade é a possibilidade de aplicar os fertilizantes em cobertura de pré-semeadura e, dependendo do desenvolvimento da cultura, de aplicar o restante em cobertura de pós-emergência. O resultado, conforme Malgarin, é um semeadura mais ágil, com possibilidade de melhor aproveitamento do investimento a ser despendido na cultura.

Para quem se pergunta se vale à pena apostar numa tecnologia justamente para uma cultura que, naturalmente, já é considerada um verdadeiro curinga, Malgarin garante que sim. “Mesmo sendo a soja o curinga da agricultura, em certas regiões a produtividade é baixa. Com a AP nós podemos chegar a um nível de tecnologia que suporta a produtividade média da região e, posteriormente, melhorar a área em função da tecnologia a ser adotada”, explica. Para ele, de forma geral a AP só tem a ajudar o sojicultor com a sua produção, tanto com a economia de fertilizantes como no controle das operações dentro da propriedade.


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A agricultura de precisão é uma forma de analisar para errar menos na produção

Créditos: Arquivo pessoal


Soberania

Soja é rainha


A produção brasileira de biodiesel deve se manter na próxima década e continuará tendo a soja como a principal matéria-prima. A informação é oriunda de um estudo da RC Consultores e, seus dados dão conta de que a manutenção da oleagionosa deve-se ao fato deste mercado possuir escala de produção, o que a torna competitiva.

Para falar sobre o assunto, buscamos o engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, assistente técnico estadual em Agroenergia da Emater. O especialista confirma que a cultura da soja continuará reinando soberana por muito tempo. Mas ele faz um alerta para o produtor: “Independente da soberania, a estabilidade só se dará com a diversificação de culturas e distribuição na comercialização da atividade”.

Rugeri aconselha a diversidade como uma medida de precaução estratégica, ressaltando também a canola e o girassol para o mesmo fim. “O produtor precisa precaver-se e estar pronto para enfrentar os diferentes cenários econômicos e, inclusive, de clima. E para isso a monocultura não é ideal”, finaliza.


Contate e conheça

Independente da cultura, é muito importante na implantação de uma lavoura a semente utilizada. Ela deve ser de boa qualidade e com tratamento adequado para que a mesma nasça e se desenvolva com vigor e insana de doenças e fungos. A Marquetto Agropecuária trabalha com sementes certificadas de arroz e soja de diversas variedades tratadas com inseticidas, fungicidas e micronutrientes que garantem um stand de plantas sadias. A empresa, localizada na BR 158, Km 01, nº540, em Santa Maria, oferece aos seus clientes técnicos experientes que acompanham o produtor desde o plantio até a colheita.


Orientação Técnica

Para colher bem e render mais


A soja é a principal commodity brasileira, sendo responsável por quase 50% da safra nacional de grãos. A importância da cultura é tamanha que o mau resultado numa região produtora pode causar prejuízos em diversos setores da economia do País. Ainda assim, quem não sabe como funciona o processo de plantio, pode pensar que a sorte é o principal fator para se ter uma colheita produtiva e rentável. Mas o produtor precisa muito mais. Confira alguns cuidados indicados por profissionais do ramo:

Gestão: Todo empreendedor rural que pretenda ter sucesso com o plantio, precisa administrar corretamente sua propriedade. Plantar no período correto, escolher os insumos adequados e realizar a manutenção preventiva de máquinas, são procedimentos que fazem toda a diferença na hora da colheita e, só serão realizados se houver uma boa administração. Segundo o proprietário das Surdinas Bellé, Fernando Bellé, administrar uma empresa significa organizar-se e buscar tecnologia. Ou seja, usar os meios possíveis para se obter o máximo de rendimento da safra.


Insumos: Antes de começar o plantio, é importante planejá-lo. Estipular o período para plantar, procurando seguir o aconselhado, verificar qual a capacidade de plantio, qual a capacidade de colheita, mas principalmente, escolher os insumos mais adequados, considerando a região onde será realizado o plantio é fundamental. Segundo o responsável pelo departamento comercial de vendas de insumos da Marquetto Agropecuária, Zacarias Neto, devem ser escolhidas sementes com germinação adequada e com tratamento para fungos e pragas. A semente é um insumo primordial para o sucesso da lavoura e, por isso, o produtor deve optar sempre pela qualidade do produto. Além disso, Neto aconselha que a adubação seja realizada de acordo com análise prévia do solo, e que seja feita aplicação de fungicidas preventivos no tempo correto, evitando assim a ferrugem e as doenças de final de ciclo.


Manutenção de Maquinário: Segundo Luciano Ramos, do departamento de vendas da Comeg Peças Agrícolas, não planejar uma tabela de manutenção preventiva dos equipamentos pode gerar muita dor de cabeça. “Com certeza, o produtor pode encontrar muitos imprevistos desagradáveis durante a operação de suas máquinas, como sua quebra prematura durante o plantio e a colheita”. Além disso, após a safra, o produtor deve efetuar alguns procedimentos para aumentar a durabilidade das máquinas, cuidando principalmente dos filtros de ar, de óleo de motor, de caixa e filtros de diesel, além dos rolamentos, retentores e sistemas de embreagem e hidráulico.


Terra: De acordo com o gestor em negócios imobiliários da Nilo Imóveis Rurais, Nilo Ourique, na região central do Estado a procura por áreas de soja cresceu muito. Ele revela que em lugares onde este plantio era escasso, hoje têm centenas de hectares cultivados. Para ele, o produtor precisa ter em mente que a qualidade da lavoura depende também da qualidade da terra. Segundo o especialista, para se adquirir um terreno de qualidade e aumentar as chances de ter uma safra produtiva e rentável, deve-se verificar o índice pluviométrico da região de interesse, que muda muito dependendo da microrregião. Além disso, deve-se considerar também a fertilidade do solo e a estrutura agrícola da região.


Colheita e Comercialização: Enquanto o grão fica guardado, ocorre a comercialização do produto. O diretor da Puro Grão, Ricardo Lorenzet afirma que na hora de negociar, o produtor precisa ter seus custos na ponta do lápis. “Sabendo seus custos, poderá definir qual rentabilidade mínima precisa ter para chegar ao seu preço”. Ele adverte que especular com soja, esperando eventual suba é perigoso. “Boatos de que vai subir o preço, são muito comuns no ramo, mas cada um deve saber qual o momento de vender”, completa Lorenzet.


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Obedecer orientações técnicas é fundamental para obter sustentabilidade.

Créditos: Divulgação


Tecnologia & Sanidade

Eficiência é a palavra de ordem


Não é de hoje que a soja é dada como a curinga da agricultura brasileira. A cultura avançou espetacularmente, alargando a fronteira agrícola, especialmente na década de 70, com a conquista do cerrado. E, entre os principais fatores por trás desse sucesso estão a evolução e a especialização da própria cultura. De acordo com Eduardo Sousa Filho, gerente de marketing do produto da Massey Ferguson, esses aspectos desencadearam novas e determinadas janelas agronômicas para o território nacional que, por sua vez, abriram espaço para o aumento do potencial produtivo. “Por outro lado, a precisão necessária é maior”, alerta Filho.

Segundo o gerente, o plantio da cultura, por exemplo, representa um período interessante, mas a disponibilidade das máquinas deve ser total. “Além disso, o rendimento operacional adequado ao tamanho da lavoura é essencial”, complementa ele. A idéia é pensar estrategicamente: “a ação é diagnosticar quantos hectares é preciso plantar por dia para aproveitar melhor a época”, aconselha o gerente de marketing do produto da Massey Ferguson.

O engenheiro revela que, apesar do panorama da soja ser positivo, precaver-se sempre acerca de cuidados como esse no planejamento de plantio, além de primar pelo maquinário e sanidade são essenciais para que se obtenha resultados positivos na colheita. “A palavra de ordem para qualquer cenário é eficiência”, resume Filho. Para ele, um dos segredos para o sucesso a partir da maximização dos recursos disponíveis e otimização dos processos é a escolha do maquinário adequado para cada situação de lavoura.

Pensando nisso, a Massey Ferguson oferece diferentes opções de tratores e colheitadeiras para as diferentes regiões do Brasil. De acordo com o gerente, a empresa se desenvolve dentro das condições de trabalho do agricultor brasileiro, sendo a marca líder no segmento com alto grau de confiabilidade e robustez. O seu diferencial está no suporte ao produto, com a maior rede de concessionários do País e, na garantia da informação e treinamento ao produtor. E, para quem não sabe: os tratores Massey Ferguson estão disponíveis no Programa Mais Alimentos, que contempla condições atrativas para os produtores de pequeno porte em todo território nacional. As versões disponíveis são de 50cv, 65cv e 75cv.


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Primar pelo maquinário de qualidade é condição para obter resultados positivos ao término de toda safra.

Créditos: Adriano Leal/divulgação Massey Ferguson



Por uma lavoura sadia

O potencial de rendimento da soja pode ser afetado por algumas doenças dependendo do estado vegetativo que a cultura se encontrar. De acordo com o Programa Soja Coodetec, aproximadamente 40 doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e nematóides já foram identificados no Brasil. Os especialistas afirmam que esse número continua a crescer devido a expansão da soja para novas áreas e como conseqüência da monocultura.


DICA: A maioria das doenças podem ser transmitidas pelas sementes e, portanto, o uso de sementes sadias ou o tratamento delas são essenciais para o estabelecimento da cultura, prevenção e redução de perdas. Além da ferrugem, que é a mais comentada, pragas como lagarta-elasmo, coró e percevejo-castanho são ameaças. Elas atacam a lavoura no início da safra e comprometem seu desenvolvimento. Um monitoramento prévio é fundamental.


Pastagem

Uma boa criação começa com um bom pasto


Quem cria animais que dependem, em grande parte, da oferta do pasto, sabe que é a partir dele que se realiza toda a base para um bom sistema de manejo, seja ele sanitário, reprodutivo ou alimentar. Investir no pasto é tão importante quanto qualquer outra atividade dentro da criação. Giuliano Souza, responsável pela gerência da Sementes Gasparim no Rio Grande do Sul, revela que quanto maiores forem os cuidados na formação e manutenção da pastagem, maior o retorno em produtividade.

Quem confirma o benefício é o proprietário da centenária fazenda Santo Ignácio, Elídio Sérgio Xavier. O fazendeiro, que há 50 anos trabalha com a pecuária dentro da fazenda entende bem do assunto e conta uma de suas experiências. Xavier deixou de plantar soja em uma determinada área de sua propriedade e foi preciso inserir pasto para refazer a pastagem na região. Com a orientação da Sementes Gasparim, ele optou pela utilização do capim Aruana, com vistas no pastoreio de gado leiteiro.

O trabalho se deu em outubro de 2007 e o plantio aconteceu em 14 hectares. O objetivo era render pastoreio em dezembro do mesmo ano. A expectativa foi alcançada e, hoje, a área utilizada está com 58 vacas holandesas em lactação, podendo assim trabalhar com uma lotação de quase quatro vacas e meia por hectare. Para Xavier, o resultado é motivador. “É uma excelente cobertura no solo de lavoura de soja e que, respeitando o manejo do capim, aliviando na hora certa e colocando o gado para pastorear corretamente, pode ser utilizada por praticamente o ano todo”, diz ele otimista.

Souza complementa, relatando que as pastagens perenes de verão podem ser utilizadas com grande sucesso em áreas de soja abandonadas, bem como para fazer massa verde virar matéria orgânica para estas mesmas lavouras de soja. E, atenção. Você que é produtor ou criador e ainda não teve a oportunidade de receber orientação sobre a pastagem adequada ao seu caso, fique alerta. Um fator comprometedor é a escolha das sementes. “Para cada tipo de clima e solo existem espécies mais adaptadas. Além disso, no momento da aquisição das sementes é importante não fazer a escolha somente com base no preço e, sim, priorizar pela qualidade do produto adquirido”, recomenda Souza.


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A área que Souza mostra na foto foi de soja há dois anos.

Créditos: Arquivo Gasparim


FIQUE ALERTA

Para otimizar o rendimento da pastagem:

  • Não deixe de realizar uma análise de solo bem feita.
  • Estruture um projeto. Prefira o planejamento e não ações pontuais.
  • Busque entender a fase operacional, atentando para as ações de preparação e conservação do solo, adubação e plantio das sementes.
  • Preocupe-se também com a fase de utilização, respeitando a capacidade de lotação do pasto, bem como as alturas de entrada e saída dos lotes.


POTENCIAL PRODUTIVO

Vectis oferece etapa seguinte aos mapas de fertilidade


A empresa Vectis disponibiliza a ferramenta de mapeamento de variabilidade de potencial produtivo chamada Vision, que pode ser utilizada como etapa seguinte aos mapas de fertilidade e aplicações a taxas variáveis de fertilizantes. O engenheiro agrônomo e diretor executivo da Vectis, Diogo Ferreira, lembra que a Agricultura de Precisão (AP) é um ciclo em que é necessário verificar como a cultura respondeu às ações realizadas, como a adubação a taxas variáveis, por exemplo. “Nosso objetivo também é trabalhar em parceria com as empresas fornecedoras de mapa de fertilidade e seus clientes, para que eles possam utilizar o Vision para melhorar ainda mais seus resultados, identificando os outros fatores que geram redução de produtividade na lavoura, como compactação, por exemplo”. Ele explica que a AP obedece a um ciclo, como o seguinte:


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Intensa Comunicação de Relacionamento

Legenda: A tecnologia Vision permite localização das machas menos produtivas, mesmo não visíveis a olho nu, e facilita a identificação de outros fatores limitantes da produtividade, como compactação do solo.


DICA DO AGRO

Novo em folha


Um automóvel novo anda chamando a atenção dos produtores rurais. Trata-se da Captiva. O veículo, importado pela General Motors oferece uma série de benefícios. Entre eles, preço, luxo, modernidade, segurança e, tecnologia de última geração, com três anos de garantia. O design do carro vem encantando o homem do campo pelo estilo arrojado, pela facilidade que pode render no meio rural e, também, por proporcionar tração 4x4 automática. “Ela automaticamente se traciona quando sente necessidade de força nas rodas. Seu câmbio é automático de série, com 6 marchas seqüenciais ou, manual conforme a preferência”, informa Eduardo Nicola da Nicola Veículos.


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Rapidez e mais qualidade na colheita


A colheitadeira axial MF 9790 ATR apresenta alto rendimento com custos operacionais mais baixos e grãos de alta qualidade, sendo a opção ideal para as aplicações que requerem máquinas de grande porte com soluções tecnológicas avançadas, confiáveis e seguras. Como ela possibilita uma colheita mais rápida, o produtor rural consegue aproveitar melhor as janelas agrícolas, permitindo a rápida reposição da nova cultura. Outra vantagem é a versatilidade. Diferentes culturas podem ser colhidas, sem transformações na colheitadeira, o que simplifica o trabalho do operador.


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União & Cooperação

Quarta Colônia ganha cooperativa


O ano de 2005 foi um ano de conquistas para produtores rurais da região da Quarta Colônia, no centro do Estado. Em agosto daquele ano foi fundada a Rede da Casa, associação que conta com 14 agroindústrias, fortalecendo o desenvolvimento da gastronomia, do turismo e do artesanato na região. De lá para cá, os associados constataram na prática que a união realmente faz a força. O vice-presidente da Rede da Casa, Gladimir Bisognin, explica como a Associação os favoreceu: “houve uma mudança de mentalidade, além de capacitações, qualificações e consultorias. Começamos a compartilhar as nossas dificuldades, compramos em conjunto, dividimos tarefas, realizamos juntos as vendas e, abrimos novos mercados, conquistas estas que sozinhos não alcançaríamos jamais”.

Mesmo com as realizações, o grupo continua crescendo. O Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (Condesus) tem como intenção a participação dos produtores organizados em uma cooperativa, a Cooperativa de Produtores Artesanais e Agroindústrias da Quarta Colônia (Coopaagro). Este processo vem sendo desenvolvido desde 2003 e hoje a cooperativa já está criada dentro dos procedimentos legais. O que falta para que ela passe a existir na prática é somente a finalização da sua sede e ponto de venda, a Casa Quarta Colônia. A expectativa é que a casa seja inaugurada em dezembro deste ano.

Atualmente, a Coopaagro já conta com mais de 54 sócios da região. A organização será essencial para o crescimento de pequenas empresas, pois atuará como um meio de campo, estruturando-as e levando seus produtos para o consumidor. Além disso, Bisognin cita outras vantagens: “Desde o ponto de vista legal a cooperativa é o melhor instrumento para organizar os produtores associados e fazer a gestão da Casa”.


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A Casa Quarta Colônia será ponto de venda dos produtos dos associados. A casa fica junto a RS 287.

Créditos: Arquivo Condesus


Cooperativas e Sindicatos

  • Pelo Brasil: A Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) mostra-se preocupada com a crise financeira atual. Ações e tendências do ramo agropecuário frente aos problemas econômicos foram discutidas no último dia 28, na sede da OCB, em Brasília. A crise norte-americana e sua repercussão no meio rural, especialmente nas culturas de soja, trigo e milho, assim como a questão do acesso ao crédito rural foram analisadas no encontro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3325 2661.

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Créditos: Divulgação


  • Pelo RS: Ultimamente tem-se falado muito sobre cooperativismo. Para quem ainda fica confuso com o conceito, cooperativas são sistemas de organização de pessoas onde o estímulo é o bem comum, em ações de cunho democrático, com espírito solidário e independente de lucros. Esta definição, dada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), fundamenta a idéia do cooperativismo como uma alternativa equilibrada e justa de busca pela prosperidade. Esse espírito já é visto em números expressivos no nosso estado: hoje, existem 958 cooperativas em funcionamento no Rio Grande do Sul. Em 2008, elas receberam R$1 bilhão em investimentos. Deste total, mais da metade foi aplicado no setor agropecuário, o que resultou em mais de três mil empregos e no aumento da produção de trigo, especialmente na região centro-oeste do Estado, segundo informações da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs).

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Créditos: Divulgação


  • Pela Região: Na última semana, o Sindicato Rural de Júlio de Castilhos organizou o curso de “Aproveitamento Integral dos Alimentos” nas cidades de Pinhal Grande e Júlio de Castilhos. Durante a atividade, oferecida para as produtoras rurais, discutiu-se a importância e as funções da alimentação, métodos de conservação e armazenamento dos alimentos, e também recomendações para uma vida saudável. O curso teve vinte e quatro horas de carga horária.

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Créditos: Divulgação