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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Plantio de Milho - 2009

De Wiki.dois

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 28 de agosto de 2009



Tabela de conteúdo

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

  • Especial Plantio de Milho
  • Novas oportunidades para a cultura são motivo de entusiasmo para os produtores
  • Conheça a situação e as perspectivas do milho e confira ainda as últimas novidades no comércio do agronegócio.


Panorama Rural

Daqui para o mundo

É chegada a vez de falar sobre o milho. O Caderno Agronegócios deste mês veio debaixo do bom tempo. Isso mesmo: as dicas são sinônimo de rentabilidade. Conforme os últimos levantamentos, as palavras de ordem são preço, exportação e, como sempre, manutenção. O mercado brasileiro do milho registra um quadro de fraco movimento no quesito negócios. A situação, típica dos meses de julho e agosto, se dá pelo pico de colheita da safrinha, somado à valorização do real frente ao dólar e o bom desempenho da safra nos Estado Unidos e União Européia. Em resumo, a recuperação passa necessariamente por um incremento nas exportações. Dados da Safras & Mercado dão conta de que no acumulado do ano o Brasil exportou 2,1 milhões de toneladas das 8 milhões previstas. A expectativa é que os embarques de agosto e setembro somem mais um 1,5 milhão. Fica a dica: É preciso avançar.


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Nota 10

O período de plantio de culturas como milho, arroz e soja inicia a partir de setembro. Portanto, o produtor rural precisa estar com o maquinário em dia e pronto para o trabalho. Pensando nisso, o Grupo Verdes Vales realizou, no dia 11 de julho, em Santa Maria, o 2° Ofertaço Verdes Vales, evento organizado para levar ao agricultor produtos de alta tecnologia das empresas John Deere e Stihl, especializadas em máquinas agrícolas e promotoras do evento. Segundo o Diretor do Grupo, Guilherme Kessler, o evento superou todas as metas e recebeu mais de 1.300 clientes e visitantes do Rio Grande do Sul e de outros Estados. Para Kessler, o objetivo agora é pensar na próxima edição do evento. “O 3° Ofertaço será uma questão de honra para o Grupo Verdes Vales em duplicar as metas de faturamento e público”. Nesse espírito, o Grupo está trabalhando para realizar o Ofertaço em cada uma das filiais – além da sede, o Grupo também tem lojas em São Gabriel e Dom Pedrito – e oferecer ao cliente as melhores oportunidades para realizar bons negócios.


Boa dica

Espaço

Em período de safra, a necessidade de espaços para o armazenamento de máquinas, sacas e materiais da lida diária no campo estimula o produtor rural a buscar alternativas para que tudo ganhe um espaço. Assim, surge a opção dos pavilhões pré-moldados. Com execução rápida, elas são uma alternativa econômica e prática para solucionar problemas de armazenamento. “Os pilares e vigas são de concreto armado pré-moldado, havendo várias opções de paredes”, destaca o engenheiro Valdir Fração, diretor presidente da Cofran-Indumold, que ainda salienta que a alvenaria é a mais usual escolha para as paredes, e os telhados ficam entre aluzinc (liga de alumínio e zinco) e fibrocimento. Podendo ser utilizada para várias funções, destacam-se a adoção do pré-moldado para depositar máquinas e sacos de grãos, e também para aviários. Com pré-fabricação na própria empresa, apenas a montagem é feita na propriedade, o que traz economia de até 25% no custo da obra. “As dimensões variam de dez até 35 metros de vão, e pé direito de 2,5 até 11 metros”, lembra Fração, com a experiência de já ter montado mais de 600 pavilhões no estado, sendo 300 destes para o público rural.


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Utilitário

O produtor rural precisa de um veículo que seja capaz de transportá-lo com segurança e agilidade, assim como auxiliá-lo nas tarefas diárias. Dentre as variadas opções, a dica da vez é a pick-up Montana, que é perfeita tanto para uso utilitário como para lazer. “Este modelo de camionete possibilita que consigamos unir conforto, robustez, segurança, dirigibilidade, economia e agilidade, tudo em um único veículo”, salienta Diego Fank Martins, vendedor da Nicola Veículos. Com espaço interno amplo, a Montana dá ao condutor uma sensação agradável ao dirigir. Também a capacidade de carga é excelente, assim como a motorização, que pode ser o motor 1.4 Econoflex, nas versões Conquest e Combo, e motor 1.8 Flexpower, na versão Sport.


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Segurança - Além do maquinário, da estrutura básica e do transporte para as atividades diárias da lida no campo, o produtor rural também necessita confiar nos seus parceiros. Na cidade, contar com um automóvel que garanta segurança e agilidade para o dia-a-dia é fundamental, e ter com quem contar para esta manutenção faz diferença. Dispondo de um amplo estoque e produtos diretos de fábrica, a Eletro Peças é uma alternativa que faz jus aos quase 50 anos de tradição no mercado de peças automotivas. A atuação da empresa não se limita apenas aos automóveis. “Temos peças para veículos automotores, ou seja, além dos automóveis, para caminhões, tratores e máquinas agrícolas”, destaca Carlos Alberto Guinot, sócio diretor da Eletro Peças. A confiança é importante na hora da escolha, mas outros quesitos também pesam. Segundo Guinot, também é possível encontrar na Eletro Peças “um estoque amplo de produtos, preços acessíveis, rapidez no atendimento, qualidade e garantia”.


Manutenção & Controle

Produtividade é o objetivo

Começa o plantio da primeira safra 2009/2010 do milho no Rio Grande do Sul e o período é favorável à semeadura devido ao início da época de chuvas, condição climática adequada ao desenvolvimento das sementes. A produtividade, no entanto, também depende de outros fatores que devem ser observados para garantir resultados positivos na lavoura.

O engenheiro agrônomo Claiton Ruviaro, professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), destaca a importância de se conhecer as condições químicas e físicas do solo para a implantação da cultura e o tipo e o teor de matéria orgânica do solo. A semeadura e o estande também merecem atenção, pois são fatores que, por não serem observados, têm limitado a produtividade do milho no Estado. Entre os cuidados, Ruviaro recomenda a velocidade de plantio entre 5 e 6 km/h, para que se obtenha boa distribuição das sementes no solo, profundidade de semeadura (3 a 5 cm) e espaçamento adequado de acordo com a variedade de híbrido utilizado.

O professor também alerta que, em geral, os principais problemas na cultura do milho são os ataques de pragas, a incidência de plantas daninhas e os riscos climáticos. O uso correto de inseticidas pode auxiliar no controle de pragas, observando o tipo de produto e a quantidade, para minimizar os danos aos agentes naturais ambientais. Para as plantas daninhas, o uso de restos de culturas (palha) reduz os custos em herbicidas e tem se mostrado efetivo. Entre as condições climáticas, a estiagem configura o maior perigo para a cultura do milho. Para amenizar as perdas, o engenheiro agrônomo recomenda irrigação e manejos relacionados ao solo. “Cabe salientar que maior rotação de culturas, irrigação e escalonamento da semeadura por grupo de maturação são pontos relevantes para o aumento da produtividade”, finaliza Ruviaro.


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A produtividade também depende de outros fatores que devem ser observados para garantir resultados positivos na lavoura.

Créditos: Divulgação


Funciona bem, rende mais

Quando é chegada a hora do plantio, é fundamental que o maquinário do produtor rural esteja em perfeitas condições de funcionamento, para garantir a produtividade e a rentabilidade da safra. Segundo Luciano Ramos, do setor de Vendas e Marketing da Comeg Peças Agrícolas, algumas máquinas permanecem sem uso durante o período entre safra, e, quando elas voltam a ser utilizadas, o cuidado com a manutenção deve ser redobrado. Segundo Ramos, as peças que necessitam de atenção para possível troca são rolamentos, retentores, filtros, engrenagens e outros itens que podem sofrer desgaste excessivo. A corrosão dos equipamentos é outro ponto a ser observado. “O cuidado com a pintura é uma boa forma de evitar esse problema”, afirma. Manter as máquinas em dia evita perdas e imprevistos, além de desgastes desnecessários de outras peças. “Com uma manutenção em dia e os equipamentos devidamente regulados, o plantio será bem realizado, assegurando uma boa safra”, finaliza Ramos.

Dica - A Comeg está com uma promoção de tintas agrícolas. Para quem não sabe, elas são diferentes das comuns, pois possuem um melhor rendimento, além de uma maior durabilidade. E mais: o melhor custo benefício para o maquinário agrícola. Vale conferir.


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A manutenção é palavra de ordem do planejamento de plantio, no processo e no resultado.

Créditos: Divulgação


Mil e uma utilidades

Facilidade para transporte de cargas e redução de custos para a lavoura. Essas são algumas das vantagens que o reboque pode trazer para o pequeno produtor rural, que conta com recursos limitados para administrar o negócio. A dica é de Fernando Bellé, proprietário das Surdinas Bellé, loja especializada no assunto. “O reboque pode transformar o carro em uma espécie de camionete, que pode ser utilizada para carregar insumos e outras compras, além de transportar a produção para vendas”, afirma o especialista. Para os reboques, a empresa oferece acessórios específicos como engate rápido, cintos de amarração, guincho, pé e roda de apoio, sinaleiras e peças de reposição. Os automóveis também são contemplados. Escapamentos, engates, protetores para carter e catalisadores são as principais alternativas. Tudo para garantir o bom funcionamento do reboque e a satisfação do cliente. Boa nova - É também com esse intuito que Bellé irá inaugurar mais uma filial. “A ideia é ter um espaço maior, tanto para estacionamento como para possibilitar a pronta entrega dos diversos modelos disponíveis, e também aproximar os serviços das Surdinas Bellé dos clientes da região da Quarta Colônia”, esclarece o proprietário. A nova loja estará localizada na Avenida João Luiz Pozzobon, 1758, e a previsão é que ela esteja funcionando até o final de setembro.


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O reboque é cada vez mais lembrado como uma alternativa facilitadora.

Créditos: Arquivo Surdinas Bellé.


Trabalho & Sucesso

Consorciação representa rentabilidade para o produtor

Para o produtor que já está pensando no próximo plantio do milho, programado para a safrinha, o caderno Agronegócios, junto com Giuliano Souza, responsável pela gerência da divisão da Sementes Gasparim no Rio Grande do Sul, traz uma rentável dica para o plantio: a consorciação de braquiárias com o milho. Com o objetivo de produzir pasto, a alternativa é vantajosa. Com este consórcio, produz-se em uma mesma área, grãos e pasto para alimentação dos animais, o que garante alimento para o rebanho durante o ano todo, inclusive nos momentos mais secos do ano.

A adoção desta forma de produção de pasto depende apenas da escolha da espécie de branquiária, sendo que esta pode ser usada, após a produção, tanto como palhada seca para o plantio direto, como para a alimentação dos animais. Souza, contudo, faz algumas ressalvas. “Duas gramíneas poderiam comprometer a produtividade do milho, já que as braquiárias poderiam abafar a planta do milho, o que não é nada bom”, salienta ele. A consorciação do milho com leguminosas é indicada por Souza, em especial com os trevos. Assim, há vantagens para ambas as espécies – o milho responde bem ao nitrogênio depositado no solo pelas leguminosas, e estas também sairiam beneficiadas, com aumento no nível protéico. Separadamente, também as braquiárias fazem sucesso e são formas rentáveis de produção de pasto. Através dos estudos de Felipe Moura, engenheiro agrônomo, mestre em Ciência Animal e Pastagem e diretor técnico da Ponderosa Angus (SP) e do Condomínio Agropecuário Sylvio Scalzilli (RS), é possível alcançar vantagens no manejo do pasto. “O vilão desta história é o uso inadequado de pastagens, resultado de pouca atenção à técnica e a ciência”, salienta Moura. Mudar o foco da produção, com alterações também nas técnicas de plantio, são premissas básicas para alcançar bons índices de rentabilidade e produtividade.


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Moura (foto), conta que as pastagens constituem a principal fonte de alimentos para os ruminantes e, que estão tradicionalmente incorporadas ao sistema de produção pecuário do País. No entanto, o agrônomo alerta: “sua exploração não tem conseguido, na maioria das áreas, ser competitiva perante outras culturas como milho, soja, trigo, cana e, recentemente, o eucalipto”.

Créditos: Arquivo Sementes Gasparim


Oportunidade

Já na sua terceira edição, acontece dia 25 de setembro, às 14h, a edição 2009 do Leilão São Xavier, paralelo à 42ª Expofeira Agropecuária de Santa Maria. A venda de reprodutores já é uma tradição de mais de 50 anos. Contudo, a realização do leilão particular ainda é relativamente nova, facilitando o acesso de todos, em especial na época de maior demanda por reprodutores. Produtores de terneiros comerciais, criadores de gado geral e selecionadores de bovinos Angus, Limousin e Brangus são o principal alvo do Leilão São Xavier 2009. Para eles, há facilidades como o financiamento bancário, feito através do Banco do Brasil, Banrisul e Sicredi, com taxas de 6,75% AA, com prazo de dois anos para pagar. Na pista, estarão em leilão 30 touros Angus, filhos de vacas selecionadas e com ótimo desempenho em transformar pasto em carne. Também estarão vinte touros Limousin do primeiro plantel comercial do Estado, com genética já exportada para estados como Pará, Sergipe, Mato Grosso, São Paulo e Paraná. “A São Xavier também ofertará 15 touros Brangus especiais, originários de plantel com 30 anos de trabalho em melhoria genética para rusticidade, ganho de peso e habilidade maternal”, lembra Caio Cezar Vianna, engenheiro agrônomo e administrador da São Xavier. As expectativas são de uma pista ágil, capaz de sinalizar os biótipos buscados pelos criadores comerciais, e que siga as tendências ditadas pelo leilão de Angus Rústicos do Sul, evento paralelo a Expointer. “Com dois Trios de Touros Angus PO, a São Xavier participará do leilão Angus Rústicos do Sul”, finaliza Vianna, provando qualidade e tradição.


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A venda de reprodutores já é uma tradição de mais de 50 anos. Contudo, a realização do leilão particular ainda é relativamente nova.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Transgenia

Os produtores de milho estão vivendo, neste período de plantio, um momento cheio de expectativas. Os gastos e a rentabilidade são colocados na balança, e o contexto do mercado também acaba pesando nos investimentos feitos para o plantio. O milho, cultura que sofre com uma quantidade expressiva de pragas, necessita de uma quantidade de defensivos, o que acaba por prejudicar tanto a planta quanto o bolso do produtor. Uma opção que vem sendo adotada, sempre seguindo testes e pesquisas de ponta, é o plantio de organismos geneticamente modificados. Aqui, a idéia é a adoção da tecnologia Bt, ou seja, a planta possui em seu DNA genes da bactéria Bacillus Thuringiensis. Esta bactéria encontra no intestino das lagartas um ambiente ideal para a produção de toxinas, levando a indesejável praga à morte, e já vem sendo usada há mais de 50 anos como forma de controle de invasores. Assim, contraria-se a usual aplicação excessiva de defensivos, muitas vezes ineficaz e invasivo. Após a aprovação da Lei da Biossegurança, tal prática vem sendo cada vez mais cercada de cuidados e requisitos para sua adoção. “Com a aprovação da lei, as empresas interessadas em pesquisa e cultivo de OMGs precisam preencher todos os requisitos exigidos pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para que sejam autorizadas”, destaca Almir Rebelo de Oliveira, engenheiro agrônomo, produtor rural em Tupanciretã e presidente do Clube Amigos da Terra de Tupanciretã (CAT). Os testes e avaliações quanto à segurança e a qualidade do milho Bt são constantes, e o uso da bactéria há décadas também ajuda a confirmar o bom investimento. As dificuldades encontradas na manutenção da cultura mostram que a biotecnologia já é um caminho para solucionar problemas no campo. O milho Bt se apresenta como alternativa para o produtor que queira investir menos em defensivos, além de ganhar em produtividade e lucro. Isso dá certeza para produtores como Rebelo que a lavoura de milho terá alta adoção na próxima safra, e que a aceitação será gradual. “O produtor, além de produzor alimentos, tem que fazer a população entender que ele é o primeiro consumidor. Se é perigoso para os outros, primeiro é para o produtor e sua família”, finaliza ele.


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Novidade

Tortuga lança novas embalagens para linha de nutrição animal

A Tortuga, empresa pioneira em nutrição e saúde animal, acaba de lançar novas embalagens para a sua linha de nutrição animal, composta por mais de 60 produtos. “O objetivo desta atualização é dar continuidade ao conceito de inovação e diferenciação dos produtos da Tortuga no mercado, apresentando um design arrojado que alia qualidade, tecnologia e modernidade e está sempre sintonizado com as principais tendências mundiais do setor”, Juliano Sabella, gerente de Marketing da Tortuga. A mudança, além de renovar as embalagens, ajudará também no manejo e estoque dos produtos, já que as informações e características específicas poderão ser visualizadas com uma maior facilidade. Para mais informações, acesse o endereço: www.tortuga.com.br/hotsites/novas_embalagens.


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