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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Manejo de Lavouras de Verão

De Wiki.dois

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 28 de novembro de 2008



Tabela de conteúdo

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

Especial Manejo das Lavouras de Verão


Germinação e desenvolvimento vegetativo caracterizam situação de diversas culturas na região


Panorama Rural

Para cada cultura, um manejo


Segundo a Emater/RS-Ascar, o manejo adequado das lavouras de verão se dá em função do tipo de cultura escolhida. E, atenção: É diferente do manejo das culturas de inverno em função das diferenças de temperatura, precipitação pluviométrica e insolação. Por isso, o produtor deve preocupar-se com outros aspectos: clima, solo, declividade do terreno, aptidão do agricultor, equipamentos agrícolas apropriados e disponibilidade de recursos financeiros. De acordo com o assistente técnico regional de solos e culturas da entidade, o engenheiro agrônomo Luiz Antônio Rocha Barcellos, esses fatores têm influência direta no rendimento de grãos.


Situação na região central – Soja, milho e feijão estão sendo plantados em vários municípios e as fases de germinação e desenvolvimento vegetativo marcam o estágio das culturas. O milho é a mais adiantada. A cultura foi semeada em alguns locais já em agosto. As demais, para subsistência ou consumo na propriedade, como batata doce e mandioca foram plantadas entre setembro e início deste mês.



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A cultura em fase mais adiantada é o milho.

Créditos: Divulgação


Melhor prevenir do que remediar

  • Sementes: O agricultor deve escolher sementes de boa qualidade para evitar má germinação e incidência de doenças.
  • Zoneamento Agrícola: O agricultor precisa planejar as etapas do ciclo de cada cultura desde o plantio até a colheita.
  • Espaçamentos e densidades: Devem ser adequados em função das variedades disponíveis no mercado.
  • Variedades: Todos os anos são lançadas novas variedades mais tolerantes a pragas, doenças e com maior potencial de rendimento físico por hectare. O agricultor deve buscar permanentemente as informações técnicas junto aos órgãos de assistência técnica e extensão rural.
  • Rotação de culturas: O uso de duas ou mais plantas nas lavouras, utilizando a rotação de culturas, é uma alternativa para a redução de pragas, doenças e ervas invasoras. Porém, as culturas escolhidas devem gerar renda tanto ou mais que a cultura principal e devem fazer parte do sistema de produção da propriedade rural.
  • Manejo integrado de pragas: O controle biológico é uma alternativa que pode ser usada nas culturas de milho e soja para especialmente prevenir-se das lagartas.
  • Análise de solo: É um fator importante porque permite que o agricultor conheça a fundo sua lavoura. Verificando a fertilidade do solo, ele pode melhor planejar os níveis de adubação para as culturas. E, um aspecto que merece atenção: O aumento dos preços dos fertilizantes valorizou bem mais a importância da análise de solo em função da necessidade de equilibrar na mesma equação eficiência técnica e economia.
  • Plantas recuperadoras de solo: Devem ser utilizadas no inverno isoladas ou consorciadas, antecedendo as culturas de verão para adubação verde, proteção de solo e reciclagem de nutrientes. Antes da soja ou do feijão, é aconselhado utilizar azevém, aveia preta ou centeio e, antecedendo ao milho a ervilhaca, a aveia preta e o nabo forrageiro ou, o centeio, o nabo forrageiro ou aveia preta e a ervilhaca.


Futuro & Tradição

Expectativa é de crescimento


Mesmo enfrentando a crise financeira mundial, a agricultura brasileira irá crescer nos próximos anos. Esse é o resultado do estudo “Projeções do Agronegócio Brasil 2008/09 a 2018/19”, uma iniciativa do Ministério da Agricultura. Analisando as crises passadas, em um espaço de 32 anos, viu-se que os alimentos são os últimos produtos cortados na produção. Assim, foi possível detectar que o Brasil estará bem posicionado no cenário mundial do agronegócio nos próximos anos. A queda nos estoques de produtos como o milho, arroz e trigo, junto com o aumento de consumo, além a diminuição das áreas plantadas ao redor do mundo e a disponibilidade de recursos materiais, irão levar o País a um posto de destaque na produção mundial. As atuais circunstâncias do mercado, aliadas as condições positivas que o Brasil possui, garantirão potencial de produção e adoção de tecnologias de ponta no país.

Soja, carnes, milho, trigo, etanol, farelo e óleo de soja, assim como o leite, serão os produtos com maior potencial nos próximos dez anos, segundo a pesquisa. Os principais grãos produzidos no País, como soja, milho e arroz, terão crescimento em suas produções em 28,7%. As carnes também terão aumento, que chegarão à casa dos 51% em relação a 2008, assim como o etanol, o açúcar e o leite. As previsões do estudo trazem aumentos expressivos nas exportações, contudo, o mercado interno será o grande impulsionador do crescimento brasileiro. De todo o crescimento planejado para os próximos 10 anos na produção, 52% do total deverá permanecer dentro no País, para consumo interno.


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A carne é um dos produtos de maior potencial para os próximos anos.

Créditos: Divulgação


Tira-teima

Será que vai dar certo?

Na época do manejo das lavouras de verão, já iniciam as constatações acerca do trabalho desenvolvido e sobre as perspectivas não só para aquelas que representam o verão, mas para todas que denotam o trabalho de sol a sol do ano inteiro. Confira as previsões para aquelas que, na Depressão Central, já se encontram em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo.


SOJA

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Créditos: Divulgação

A produção de soja deverá manter-se em expansão na safra 2009. Um aumento de 2% na área plantada, aliado a maior lucratividade, melhores preços e uma produtividade também maior, serão estímulos na produção da principal commodity brasileira. Contudo, fatores como a queda da taxa de câmbio, os grandes débitos ainda existentes de safras anteriores, e aumentos nos custos de produção, poderão intimidar tais crescimentos.


MILHO

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Créditos: Divulgação

A produção de milho terá diminuição em 5,1% na safra de verão, e aumento de 3,1% na safrinha 2009. As expectativas são de 55,5 milhões de toneladas de milho, planejadas de acordo com os preços internacionais e com os fluxos de exportação. Nesta safra, o que exige cuidado do produtor é o clima, que está em fase de transição: será uma safra sem evento climático definido, o que traz incertezas. A especulação, tanto externa quanto internamente, é prevista para este período.


FEIJÃO

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Créditos: Divulgação

As previsões para 2009 na cultura do feijão são otimistas, com vasto horizonte de mercado e um bom preço. Os produtores também irão aumentar a área plantada, que saltará de 1,319 para 1,459 milhão de hectares. Contudo, deve-se atentar para que não aja uma “bolha” no mercado do feijão brasileiro, que poderá ser ocasionado por um excesso de oferta no mercado.



A atitude certa

Gilson Lopes, técnico agrícola da Marquetto Agropecuária, responde algumas dúvidas que marcam o período. A primeira delas é se, no período de manejo das lavouras de verão, também é momento para o manejo fitossanitário. Segundo o técnico é sim. “É muito importante, desde cedo, monitorar, identificar e tomar a decisão, em relação aos problemas fitossanitários”, recomenda ele. Mas a indicação técnica acerca da atitude certa para o sucesso na colheita, independente da cultura, é partir com uma lavoura sem plantas daninhas. Uma delas, a “Buva”, conforme o especialista, é considerada um dos principais problemas neste início de safra 2008/2009. “Em relação a cultura da soja, deve ser controlada já na primeira dessecação, pois esta pode acarretar perda na produção da grãos e prejuízo para o agricultor”, diz ele.



VOCÊ SABIA?

Que a procura por áreas rurais acontecem o ano todo? Nilo de Souza Ourique, gestor em negócios imobiliários da Nilo Imóveis Rurais conta que a freqüência maior em cerca de quatro meses antes do período de plantio. “Mas como muitas vezes a venda não é programada e aparecem compradores fora de época, o vendedor que vir a comprar em função de venda feita, comporta em outras épocas também”, explica Ourique.


Agricultura de Precisão

Por um manejo inteligente


AÇÃO PRECISA - A Agricultura de Precisão, e a tecnologia em geral, estão do lado do produtor, auxiliando no manejo das culturas de verão. Através, especialmente, da manutenção das diferentes necessidades de uma área, via mapa de fertilidade, aumentam a qualidade e a produtividade das lavouras. Aplicar nitrogênio e potássio em diferentes quantidades, levando em conta a necessidade da zona individualmente, é vantagem para ao produtor, pois o cuidado será refletido no final da safra. Através, também, da ação precisa da tecnologia, a aplicação de herbicidas e inseticidas é dosada de acordo com mapas de infestação de plantas não desejadas e mapas de fertilidade e doenças da área. Todas essas ações baseiam-se em levantamentos feitos pela Agricultura de Precisão, e, se forem feitos de forma prévia, permitem ao produtor um planejamento mais elaborado em relação ao manejo de sua safra.


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Luciano (dir.) ressalta que o produtor deve seguir o seu planejamento atentando para a fertilidade, tratos culturais e colheita.

Créditos: Arquivo Agronutri


UMA QUESTÃO DE ESTRATÉGIA - Sendo a alternativa um trabalho em prol da qualidade da safra, da produtividade e forma de manutenção sustentável das terras, a sua adoção deve ser de forma conjunta, desde o planejamento estratégico até a comercialização dos produtos. “O produtor deve seguir o seu planejamento inicial para cultura, sendo em função de fertilidade, tratos culturais (herbicidas, inseticidas e fungicidas) e colheita”, afirma Luciano Malgarin, engenheiro agrônomo, proprietário e responsável técnico da Agronutri. Aquele que já segue planejamento via Agricultura de Precisão tem mais facilidade em adequar suas ações, fazendo sua manutenção em prol de um rendimento extra na produtividade de sua cultura. Também diminuições nos custos da safra podem ser feitos sem prejudicar a qualidade final dos produtos, “pois teremos mapas de fertilidade, estande de lavoura, plantas invasoras e pragas, muita informação para que a decisão seja tomada”, lembra Luciano. Tais cuidados devem sempre ser feitos com o auxílio de um técnico especializado, que buscará o melhor sistema de coordenar o manejo da cultura.


Potencial Produtivo

Diagnóstico preciso para o manejo mais eficaz em agricultura de precisão


Se você investiu em análises de solo, através de Mapas de Fertilidade feitos em grids de amostragem, agora é o momento de mapear os resultados em termos de Potencial Produtivo, tanto para afinar a estratégia de adubação, quanto para identificar outros fatores do manejo que geram redução de produtividade na lavoura, como a compactação, por exemplo. Desta forma, identificam-se áreas que mesmo possuindo uma alta fertilidade, apresentam menor produtividade, devido a outros fatores limitantes.

Os Mapas de Potencial Produtivo Vision, além de serem um excelente ponto de partida para AP, também são a ferramenta ideal para mapear a variabilidade da lavoura de forma prática e acessível, como etapa seguinte aos Mapas de Fertilidade. Eles são produzidos através de sensoriamento remoto e o processamento das imagens gera uma escala, desenvolvida pela Vectis, em que se percebem as diferenças de potencial dentro da lavoura. A tecnologia permite, inclusive, a percepção de problemas invisíveis a olho nu, mas que estão prejudicando a produtividade. Os Mapas de Potencial Produtivo possibilitam a quantificação das perdas de produtividade por questões de manejo e fertilidade, dando a real dimensão dos problemas. Apresentam também um diagnóstico completo da lavoura e podem ser utilizados:


Figura ZH Nov08paginaseisagronovembro.jpg


1- No ajuste fino da estratégia de adubação e no manejo da fertilidade por possibilitar:

  • Avaliação da resposta à adubação a taxas variáveis nas diferentes zonas de manejo, identificando zonas de baixa resposta, em que a correção da fertilidade pode não trazer ou não ter trazido o resultado esperado;
  • Estimativa da extração de nutrientes de acordo com a variabilidade da produtividade;
  • Identificação de manchas específicas onde podem ser realizadas novas amostragens de solo;
  • Realização de análises foliares direcionadas de acordo com o potencial produtivo da cultura (dependendo da época de imageamento);
  • Identificação e delimitação de zonas com alta produtividade temporalmente constante e com baixa produtividade temporalmente constante, conforme for criado o histórico da área, para definição de estratégias de investimento.



2- Para uma avaliação do manejo como um todo e o planejamento de ações corretivas, mapeando e identificando fatores como:

  • Compactação do solo;
  • Processo erosivo;
  • Drenagem deficiente;
  • Ocorrência e qualidade do controle de pragas e doenças (de parte aérea e de solo);
  • Qualidade da distribuição de fertilizantes;
  • Qualidade da distribuição da semente;
  • Problemas de densidade de plantas;
  • Quantificação da área efetivamente produtiva.


FONTE: Intensa Comunicação de Relacionamento


Você Sabia?

Que Engenheiros da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, estão elevando o conceito e a importância da agricultura de precisão? Eles desenvolveram uma nova família de sensores capazes de coletar dados de áreas agrícolas e transmiti-los para uma central de processamento que poderá acionar sistemas de irrigação e adubação automatizados. O objetivo é construir sensores pequenos que possam ficar enterrados no solo, transmitindo seus dados sem precisar de antenas externas. Os protótipos medem 5 centímetros de largura por 10 centímetros de comprimento e contêm as antenas desenhadas no próprio circuito. Além de ajudar na agricultura de precisão, a nova rede de sensores também poderá ajudar os pesquisadores a entender melhor como a água se move ao longo de um campo, prevendo a dispersão de micronutrientes que, em excesso, podem ser danosos ao meio ambiente.


Pastagem

Vida longa para a pastagem


A pastagem é uma das principais responsáveis pelo desempenho do animal. Só se pode esperar um alto desempenho se, entre outros fatores, o pasto for de boa qualidade. E quem acredita que isso é sinônimo de custo alto, está enganado. Um manejo, feito de maneira adequada, pode representar vida longa para a pastagem, reduzindo gastos e diminuindo significativamente o tempo de espera para utilização da área.

Quem testou e aprovou tal medida foi Artênio Celestino Alves, proprietário da cabanha Campo Novo, em Restinga Seca. A propriedade é destinada à produção de touros da raça Red Angus e Red Brangus há muitos anos. A cabanha trabalha com o ciclo completo em seu sistema de criação, terminando seus animais aos 18 meses, com uma média de 400 kg. O proprietário relata que possui pastagens perenes há aproximadamente 15 anos, graças ao bom manejo e ajustes de lotação.

De acordo com as informações disponibilizadas por Giuliano Souza, responsável pela gerência da Sementes Gasparim no Rio Grande do Sul, uma das áreas possui 14 hectares de braquiária mg5, pasto adquirido pela pela empresa há três anos. Ela é combinada com o azevém, pastagem de inverno também há três anos no local, que vem por ressemeadura. Alves explica o procedimento, contando que, no último verão, após 60 dias de adiamento, foram recebidos 140 bois de 400 kg durante também 60 dias. De acordo com o proprietário da Campo Novo, obteve-se um ganho médio de 700 gramas/cabeça por dia.

No mês de maio foi feita a retirada de parte dos bois, restando apenas 30. Eles permaneceram até o dia 15 de junho, sendo alimentados por um mineral orgânico protéico. Durante o período, Alves ressalta que o manejo foi respeitado e que cuidou para que a pastagem não fosse completamente rapada. Foi quando começou a brotar a pastagem de azevém e foram deixadas duas unidades animais por ha. Em outubro, foi feito o adiamento e, hoje a braquiária se encontra com 60 cm de altura novamente, além de mais uma ressemeadura do azevém.


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Alves admira a pastagem e acredita que os cuidados com o manejo podem trazer grandes resultados de um modo geral, reduzindo custos e otimizando o tempo do produtor rural.

Créditos: Arquivo Gasparim


Transporte

Montana atende em cheio a expectativa do homem do campo


Não são somente os empresários do agronegócio que valorizam o setor. Osvaldo Nicola, diretor da Rede Nicola Veículos, considera o segmento a mola propulsora para muitos outros segmentos. “O agronegócio é vital, não só para a economia do nosso Estado, mas para a do mundo”, salienta ele. O diretor da rede, que tem a sede em Santiago e que atende 80 municípios, cobrindo parte das missões, fronteira e região da campanha, diz que as vendas acompanham sempre o desempenho das lavouras, queda de produtividade e de cotação. Como representante da marca Chevrolet, a Nicola possui uma linha diversificada de produtos, muitos deles feitos para atender a demanda do agronegócio. Entre eles, a Montana, que atende em cheio as expectativas do mercado.


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A Montana é um dos veículos que mais se destacam na demanda do agronegócio.

Créditos: Arquivo Nicola


Maquinário

Em nome da rentabilidade


O fundamental para o sucesso dos cultivos de verão é um plantio bem feito. O cuidado garante uma boa semeadura, o que representa rentabilidade e qualidade para a safra. Para tanto, a Massey Ferguson possui uma linha completa de plantadeiras e semeadeiras, que atendem as necessidades de todas as culturas de grãos, em diferentes solos e dimensões. “As mais modernas técnicas de plantio são possíveis graças à incorporação das últimas descobertas tecnológicas, como o paralelogramo, que mantém a profundidade uniforme na distribuição da semente, mesmo sobre ondulações do terreno; o sistema de dosagem por precisão, que mantém uniforme a dosagem do adubo e; a distribuição à vácuo das sementes”, afirma Michele Smiderle, engenheira de vendas da Massey Ferguson.

Outra vantagem destacada por Michele é a geometria dos componentes do solo, que traz economia ao plantio, além do sistema Auto-Guide, piloto automático do maquinário da Massey Ferguson. Com ele, a máquina é guiada de forma automática, trazendo para o produtor mais precisão e rendimento máximo no plantio, além de economizar combustível, produtos químicos e sementes. Para quem pensa que basta escolher uma variedade adequada de sementes e a melhor época para o plantio, se engana. Inovações como essas provam que a aquisição de equipamentos, assim como a manutenção constante no maquinário, é fundamental para controlar gastos e aumentar a eficiência do trabalho. “O custo do acompanhamento da frota no campo é muito pequeno em relação à parada do equipamento, quando o mesmo necessita de manutenção corretiva”, ressalta Michele.


SEM PRAGAS - Cuidados com as pragas também são importantes para aumentar a qualidade do produto. Além do acompanhamento constante de um técnico, a aplicação dos defensivos deve ser eficaz. O rendimento do equipamento é essencial. “Ele deve estar bem calibrado e com a ponta de pulverização apropriada para cada situação, não esquecendo que condições climáticas como vento, umidade relativa d ar, temperatura e qualidade da água influenciam diretamente na qualidade do trabalho”, aconselha Vitor Kaminski, engenheiro agrícola da Massey Ferguson.


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A Massey Ferguson possui uma linha completa de plantadeiras e semeadeiras, que atendem as necessidades de todas as culturas de grãos, em diferentes solos e dimensões.

Créditos: Ivanice Friguetto.


CONSELHO TÉCNICO

Para obter um rendimento mais alto na lavoura, o agricultor deve ficar atento para todos os estágios de desenvolvimento da cultura plantada. E para que ele não coloque em jogo todo o trabalho no campo a manutenção da máquina tem de estar entre as prioridades. Para Luciano Ramos, responsável pelo departamento de vendas da Comeg Peças Agrícolas os produtores podem e devem otimizar seu tempo para não terem problemas durante a colheita. E o período de manejo das lavouras de verão é uma boa hora. “Este é o período onde o produtor tem mais tempo para se dedicar à manutenção de seu maquinário e evitar a quebra prematura dos mesmos. Isso pode ser feito com uma programação de manutenção preventiva”, recomenda Ramos.



Suplementação

A estrategia eficiente da Fazenda Colorado


Resultados produtivos da Unidade Demonstrativa da Tortuga em Lavras do Sul (RS) são referência para propriedades de todo o País. A Fazenda Colorado, situada em Lavras do Sul e de propriedade de Lana Michelini Lanna e Anahí Michelini Schimitz, realizou dia de campo, em maio passado. Sob administração do Zootecnista Marco Antonio Borges (Conho), foram apresentados os resultados obtidos na última estação de monta para produtores de São Gabriel e demais cidades da fronteira gaúcha. A palestra envolveu diversas categorias do ciclo completo, com a participação de cerca de 70 produtores referência em suas regiões. O dia de campo é o evento em que não se pode deixar de participar, pois é uma oportunidade de se visualizar a realidade produtiva, muitas vezes contestada se observada fora de contexto. A Fazenda Colorado trabalha com carga média de 340 kg/ha/ano em 1.200 hectares de campo nativo no sistema extensivo de produção, atingindo índice médio de 91,74% no entoure de primavera (rebanho total de 412 animais com prenhezes confimardas em 378), dados que geram polêmica, havendo eventualmente quem diga "com esta lotação até eu consigo estes índices". Então, por que não atingi-los? A questão é, pois, avaliar o que é o mais viável economicamente ter grande rebanho com baixos índices reprodutivos ou rebanho equilibrado, frente à oferta forrageira disponibilizada, com altos índices produtivos? Foram apresentados no evento lotes e dados de uma pecuária feita exclusivamente em condições de campo nativo do Rio Grande do Sul, que existem desde os primórdios e assim se preservam para oferta de carne diferenciada, alimento produzido com garantia de qualidade, responsabilidade social e ecologicamente correto, já que a natureza oferece o meio apropriado para a atividade no pampa gaúcho. A cultura ainda é exatrativista, utilizando pequena parte do potencial que o campo nativo oferece, manejando de forma equivocada com excesso de carga, prática da cultura que acredita que campo lotado seja resultado de produção. Neste cenário, entende-se que a reestruturação da pecuária gaúcha em campo nativo precisa passar por reforma urgente, fortalencendo a base produtiva: a nutrição. Saber identificar qual é a real capacidade de suporte das áreas no verão e inverno é fundamental para que os animais possam expressar todo o seu potencial genético, deixando de comer no inverno a carne que produziu no verão. Estes princípios estão presentes na Fazenda Colorado, fazendo parte do dia-a-dia de todos que lá estão inseridos no processo produtivo com parceria da Tortuga, que não busca simplesmente a venda, mas a parceria com os seus clientes, assessorando-os no planejamento forrageiro e sentindo-se também responsável pelos resultados. Neste sentido, a comercialização de produtos é apenas a consequência do relacionamento constrído para durar. No quadro com atitudes, resultados e produtos utilizados para produção de bovinos tratados exclusivamente em campo nativo na Unidade Demonstrativa Tortuga, em Lavras do Sul-RS.



Agroenergia

Nova alternativa poderá fortalecer produção agrícola do Estado


Atualmente, há espaço para o novo modelo de agricultura, responsável pela produção de matérias-primas energéticas renováveis. Elas deverão substituir gradativamente o uso de carvão mineral e petróleo, que geram graves problemas ambientais. É a agroenergia, alternativa que poderá fortalecer a produção agrícola do Rio Grande do Sul. Essa perspectiva foi enfatizada no Simpósio Estadual de Agroenergia e na 2ª Reunião Técnica Anual de Agroenergia-RS, realizados em Porto Alegre, entre os dias 4 e 6 de novembro. O evento, promovido pela Embrapa Clima Temperado, foi um fórum de debates sobre diversos aspectos relacionados a temas como agricultura, processamento e mercado, incentivando a atenção para o potencial do Estado para a produção de biocombustíveis.

As perspectivas na Região Central - Também na região de Santa Maria é possível ver os reflexos das pesquisas em agroenergia. A Emater Regional de Santa Maria implantou treze unidades demonstrativas de agroenergia em municípios da região central do Estado, através de investimentos do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O objetivo destas unidades é possibilitar a observação do potencial das culturas de verão para a produção de biocombustíveis, avaliando o desenvolvimento e adaptação das plantas ao solo e ao clima da região. Mandioca, batata-doce, cana-de-açúcar e sorgo sacarino foram analisados para a produção de álcool; amendoim e mamona, para a produção de biodiesel. A Embrapa é a principal parceira da Emater no desenvolvimento deste trabalho, fornecendo variedades novas e avaliando os teores de óleo das plantas.

No Brasil - A produção ainda é pequena. É previsto, por exemplo, que a produção do etanol no País, até 2020, seja de 40 milhões de litros, enquanto que nos Estados Unidos, é prevista uma produção de 150 milhões de litros até o ano de 2017. O crescimento na produção incentivaria o potencial das pequenas unidades rurais gaúchas, fortalecendo a produção agrícola.


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Um dos palestrantes do evento em Porto Alegre, Décio Luiz Gazzoni, da Embrapa Soja, citou as políticas públicas, a eficiência energética e os impactos ambientais como fatores que impactam a demanda de energia, ao lado do crescimento econômico, do aumento da renda per capita, do aumento demográfico e das mudanças climáticas.

Créditos: Assessoria de Imprensa Emater


Animais

Tranqüilidade e conforto para as estrelas da propriedade


No período de manejo das lavouras de verão, os produtores rurais precisam dar muita atenção a cada procedimento realizado em prol de uma boa colheita. Mas nessa época, quem vive no meio rural não se atêm só ao manejo de lavouras. Criadores de animais também investem muitas horas na busca pelos melhores tratos e treinamento. E não poderia ser diferente, pois seja qual for o evento são eles as principais atrações. Sobretudo os cavalos, uma das grandes paixões do homem do campo. Com competições durante o ano inteiro, eles, as estrelas das propriedades, precisam de equipamentos para viajar adequadamente e, mais: que lhes garantam tranqüilidade e conforto.

Os reboques são os meios mais comuns e eficazes para realizar o transporte de eqüinos. Segundo Fernando Bellé, proprietário das Surdinas Bellé, “o reboque de transporte para animais é bastante utilizado hoje em função da atividade rural e do modismo do rodeio”. Bellé recomenda que na hora da compra se opte por engates adequados e de qualidade, com capacidade de tração e que possam, por exemplo, transportar uma carga de até 2 mil quilos. A empresa trabalha ainda com uma completa linha de escapamentos e catalisadores, importados e nacionais, protetores Carter e acessórios para reboques de transporte de carro, campping e carga. Todos com alto índice de procura por pessoas direta e indiretamente envolvidas com o agronegócio.


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Para bem receber o público rural e o urbano, a Surdinas Bellé tem um segredo: o atendimento. Créditos: Bruna Machado

Solo

Acidez no solo prejudica rendimento das lavouras

Mesmo tendo tomado todos os cuidados com adubação e o uso de pesticidas adequados, o rendimento da lavoura na hora da safra é baixo? Isso pode ser sinal de acidez do solo. Esse problema que muitas vezes não é percebido pelos produtores rurais, provoca baixo rendimento produtivo das culturas, devido ao aparecimento de elementos tóxicos (Al) e a diminuição de nutrientes nas lavouras. Como modo mais eficaz de resolver esse problema, o técnico da Indústria de Calcários Caçapava - Inducal, Flávio Pezinato Mota indica a incorporação de calcário no solo, através do método conhecido como calagem. Ele neutraliza a acidez do solo e o efeito tóxico do alumínio e do manganês, além de fornecer os macro nutrientes cálcio (CaO) e magnésio (MgO) e potencializar o efeito dos fertilizantes. Conseqüência disso é um aumento na produtividade e qualidade das culturas. A Inducal fornece, além do calcário Dolomítico de alta qualidade, ideal para o método da calagem, o mineral Calium e argila.



Cooperativas & Sindicatos

Pelo País


Mulher em foco


A trajetória do programa Coopergênero em seus quatro anos de atividades foram analisados no I Fórum Nacional de Gênero, Cooperativismo e Associativismo. O evento, que aconteceu em Brasília na última semana, também analisou as perspectivas de implantação de políticas públicas de gênero dentro das cooperativas e associações rurais. O Fórum trouxe como eixo central a idéia de gênero, que remete às relações sociais entre homens e mulheres. As mulheres ganharam destaque e foram discutidas as formas de mudar as relações entre elas e os homens em prol do crescimento social e econômico para as cooperativas e associações rurais.

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As mulheres ganharam destaque e foram discutidas as formas de mudar as relações entre elas e os homens.

Créditos: Divulgação


Pelo Estado


Argentinos conhecem cooperativismo gaúcho


De acordo com o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), uma comitiva de 35 dirigentes de cooperativas da Argentina visitaram neste mês o Estado para conhecer o cooperativismo gaúcho e, estabelecer vínculos que permitam um futuro intercâmbio comercial e cultural. Os visitantes pertencem às Cooperativas Agropecuárias Federadas de Entre Rio (Cafer) e integraram a mobilização que recentemente parou a Argentina em busca de melhores condições para o meio rural. A comitiva visitou a sede do Sistema Ocergs-Sescoop/RS e as cooperativas Cooplantio, de Eldorado do Sul, Languiru, de Teutônia, e Cotrijal, de Não-Me-Toque. No último dia 13, os argentinos participaram de uma audiência pública na Assembléia Legislativa, com o tema “apresentação das estratégias pela valorização do agronegócio". Eles ainda conheceram o funcionamento da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo (Frencoop).

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Dirigentes de cooperativas da Argentina visitaram o Estado para conhecer o cooperativismo gaúcho e, estabelecer vínculos para intercâmbio.

Créditos: Ocergs


Pela Região


100 anos de sucesso


O Sindicato Rural de Tupanciretã, Jari e Quevedos completou neste mês o seu centenário. A comemoração aconteceu no último dia 09 e contou com a presença de cerca de 250 pessoas, em um almoço comemorativo no Parque de Exposições Coronel Marcial Terra. Também foi lançado o monumento em homenagem aos fundadores da Sociedade Agropecuária, nome da primeira entidade, criada em novembro de 1908. Estiveram presentes o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, o presidente do Sindicato Rural, Belquer Ubirajara da Silva Lopes, Comendador Camilo Cottens e o diretor da Farsul, Pedro Luiz Herter. Na ocasião, o Sindicato Rural recebeu inúmeras homenagens pelo centenário de atividades na região central do Estado.

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Na foto, o presidente (esq.) Belquer Lopes, junto de Carlos Sperotto e Pedro Herter.

Créditos: Luis Afonso Costa