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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Evolução das lavouras de verão e perspectivas para 2008

De Wiki.dois

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 25 de abril de 2008



Tabela de conteúdo

AGRONEGÓCIOS: DESENVOLVIMENTO, COOPERATIVAS E SINDICATOS

Especial Evolução das lavouras de verão e perspectivas para 2008


Nesta edição: Confira o panorama da agricultura de acordo com os resultados da última colheita e as perspectivas do homem do campo e do empresário do agronegócio.


PANORAMA RURAL:

Soja, milho e girassol: Os protagonistas do verão

A evolução das lavouras de verão e as suas perspectivas são as preocupações atuais do produtor rural. Com os objetivos de diminuir os custos de produção, assegurar preços compatíveis aos seus esforços e gerar renda, o homem do campo vem analisando os resultados da última estação e projetando a formação de sua próxima lavoura.

Dados da Emater/RS-Ascar dão conta de que a soja e o milho foram as principais culturas de sequeiro cultivadas no verão. “A soja foi a planta mais cultivada e está na fase entre o enchimento de grão e a maturação. Em alguns municípios da região central, os agricultores iniciaram a colheita das variedades precoces e os rendimentos estão sendo satisfatórios”, resume o assistente técnico regional Luiz Antônio Barcellos.

Os preços no mercado internacional e a facilidade de liquidez denotam o sucesso da cultura da soja. No caso do milho, a sua representatividade se deu devido à importância que a cultura tem em propriedades rurais que produzem leite e carne. O grão ainda é muito utilizado para auto-consumo de animais domésticos e alimentação da família. Segundo a Emater/RS-Ascar, outra cultura protagonista é o girassol, dado o seu potencial. “O girassol está em voga. Ele pode ser utilizado para a produção de óleo vegetal e ser transformado em biodiesel”, enfatiza o estudioso.


RENDA E COMERCIALIZAÇÃO GARANTIDAS PARA O CENTRO DO ESTADO:

Na região central do Estado, a comercialização do grão do girassol é garantida devido a presença de empresas interessadas no produto. Outro ponto de destaque para o girassol é a possibilidade de ser inserido na rotação de culturas com a soja e não ser usado isoladamente. Após o girassol, é possível plantar milho safrinha, agregando mais renda para o agricultor.


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A produção de óleo vegetal e transformação em biodiesel são as principais novas possibilidades do girassol.

Créditos: Arquivo Dois Assessoria de Comunicação


CANA-DE-AÇÚCAR. SERÁ?

A cana-de-açúcar é uma alternativa demandada nas pequenas propriedades rurais para a fabricação de cachaça e açúcar mascavo nas Agroindústrias e, para a produção de álcool em pequenas usinas. Mas, acredita-se que ela pode ser uma alternativa para a diversificação de culturas.

Em fevereiro deste ano, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae - RS) anunciou que a produção de cana-de-açúcar bateria novamente o recorde no Brasil. Um levantamento da Datagro mostrou que a colheita 2008/09 deverá ser de 532,5 milhões de toneladas, um crescimento de 9,7% sobre o ciclo anterior (485,5 milhões de toneladas). A expansão reflete os investimentos em novos projetos de usinas no país.


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Cana-de-açúcar pode ser uma alternativa para a diversificação de culturas.

Créditos: Arquivo Dois Assessoria de Comunicação.


O AMENDOIM É DESTAQUE NA AGRICULTURA FAMILIAR:

De acordo com a Embrapa, o amendoim é um produto cultivado em todo o Brasil, cujo valor de mercado, interno e externo, rende bons lucros ao produtor. Na região central do Rio Grande do Sul, o seu cultivo é destaque ainda em pequenas áreas. Utilizado como grão na alimentação ou transformado em rapadura, na região de Santa Maria o plantio já ultrapassa a 300 hectares, sendo cultivado com mão de obra familiar.

Uma parceria entre Emater/RS-Ascar Regional de Santa Maria e Embrapa da Paraíba vem desenvolvendo trabalhos na área, nos municípios de Ivorá e Faxinal do Soturno, para a difusão de novas variedades mais precoces. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) coleta amostras de plantas e grãos de amendoim, em Formigueiro e Ivorá, para identificação das principais micotoxinas que atacam o grão. Em Ivorá, inclusive, um grupo de agricultores faz a secagem do produto em secadores de leito fixo, diminuindo o risco de contaminação do grão.


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Na região central do RS, o cultivo do amendoim se dá em pequenas áreas.

Créditos: Arquivo Dois Assessoria de Comunicação.


Tecnologia revela caminho de economia ao produtor

De acordo com Luciano Malgarin, engenheiro agrônomo proprietário da Agronutri, a tecnologia é a prioridade. Hoje, a empresa tem, na agricultura de precisão, a principal ferramenta para as unidades de produção. “Com este trabalho, é possível obter, de forma correta e prática, a situação que se encontra a fertilidade de áreas amostradas. Isso possibilita a utilização racional de corretivos e fertilizantes para atender diretamente as necessidades nutricionais das culturas implantadas”, salienta ele.

Conforme o engenheiro agrônomo, a economia é o principal ganho do homem do campo. “Com esse procedimento é possível economizar fertilizantes e corretivos, otimizar a semeadura, padronizar a produtividade dos talhões e aumentar a produtividade média da unidade de produção”, comenta. Para Malgarin, com a implementação das novas tecnologias, surgimento de novas doenças e pragas e, com o aumento de custos de produção, as culturas de verão estão selecionando naturalmente os empresários e produtores. Diante da realidade, ele é taxativo: “Quem não se utiliza da melhor tecnologia e de informações precisas tem dificuldades em permanecer na atividade”.

A Agronutri atua em todo o Estado e os municípios que já estão com trabalhos em andamento são: Santa Maria, São Sepé, Formigueiro, Vila Nova do Sul, São Gabriel, Rosário do Sul, Cacequi, São Pedro do Sul, Itacurubi, Cruz Alta e Tupanciretã. A empresa disponibiliza serviços de consultoria técnica em soja, milho, arroz e trigo, além do planejamento estratégico, tático e operacional para implantação de grandes culturas para empresas rurais e produtores.


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Luciano Malgarin, proprietário da Agronutri, comenta a possibilidade de economia em fertilizantes e corretivos.

Créditos: Foto: Arquivo Agronutri.


Momento importante para a agricultura regional

De acordo com as informações técnicas da Emater/RS-Ascar, a agricultura na região vive um momento importante em função da melhoria dos preços dos produtos agrícolas e, da consolidação de adventos na área tecnológica. No entanto, um dos principais entraves para a próxima safra é a elevação do preço dos fertilizantes minerais. Outro ponto importante é que a soja continuará com a maior área na próxima safra. O aumento no preço do produto é garantia para a manutenção da área cultivada na região central do RS, principalmente nas áreas onde os agricultores já estão estruturados com seus equipamentos agrícolas.

Nas zonas produtoras de Tupanciretã e Júlio de Castilhos, onde há maior incidência de chuvas e os solos são mais férteis, a cultura mantém uma produtividade acima da média da região central do Estado. Nestas áreas, a soja está integrada com a produção de grãos de inverno, como trigo, aveia preta e azevém.


MAIS RETORNO FINANCEIRO:

Conforme Giuliano Souza, gerente das Sementes Gasparim no Rio Grande do Sul, algumas das culturas de verão que tem se destacado na nossa região são caracterizadas pelo alto vigor e alta resistência ao frio. Ele conta que, por paralisarem seu desenvolvimento no período de inverno, elas necessitam de um manejo adequado, logo na primavera seguinte. Conforme o gerente, assim, elas já podem ser utilizadas com grande capacidade de lotação, na qual é possível destacar as braquiárias mg5, aruana e mombaça.

Segundo o pecuarista Uivani Tomazetti, proprietário da estância Querência dos Quebra, localizada no município de São Sepé, os resultados são positivos. “Estou satisfeito com o desempenho das pastagens de aruana e mg5. Mantive e obtive em cima da braquiária mg5, 80 bois em 16 hectares, por um período de 75 dias e tive um ganho médio e diário de 937 gramas”. Para possibilitar um maior e mais imediato retorno financeiro, Giuliano aconselha a implantação das variedades umidicola e dictyoneura, junto às pastagem de inverno. Uma análise de solo combinada a esse processo também é aconselhada.


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Uivani Tomazetti é um produtor satisfeito.

Créditos: Arquivo Sementes Gasparim


Agronegócio: Uma semente de vida à economia do País.

Confira o que diz o Grupo Santa Zélia sobre o setor e conheça a posição da empresa acerca da renegociação das dívidas do produtor


Não é de hoje que o Grupo Santa Zélia vem se preocupando com as questões econômicas e sociais que giram em torno do trabalho do homem do campo. O engenheiro agrônomo Almir Rebelo de Oliveira, assistente técnico responsável pela produção de sementes de um dos braços de evolução da empresa, a SZ Sementes, tem sido os olhos da organização nos bastidores do agronegócio nacional. Para ele, o Brasil está infectado por uma doença crônica: a miopia sobre a importância do setor para a saúde econômica do País.

Embora seja encarado como rotina, o saldo da balança comercial do agronegócio é o responsável pelo superavit no Brasil. Diante do fato, segundo o assistente técnico, o agricultor brasileiro vem enfrentando dificuldades de todas as ordens para pagar suas dívidas e para formar a próxima lavoura. Rebelo de Oliveira conta que, acerca da conjuntura atual, não é tarefa fácil a missão de diminuir os custos de produção, assegurar preços compatíveis e, ainda, garantir a renda que compra além de insumos e obrigatoriedades legais, mas a sustentabilidade familiar. “Eu não tenho dúvidas de que o agronegócio sofre, em linhas gerais, um desrespeito. Justo ele, uma das mais fortes razões do futuro mundial”, enfatiza o assistente técnico.

Contudo, conforme as informações disponibilizadas pela SZ, uma iniciativa poderá minimizar a problemática. Trata-se do trabalho desenvolvido pela Comissão da Agricultura. O órgão vem buscando, há alguns anos, uma solução definitiva com base na união de entidades e reivindicações sob o ângulo de visão do produtor rural. Rebelo de Oliveira conta que para resolver o problema, uma séria de medidas ainda deverão ser arquitetadas. “Será necessário uma reforma tributária, uma vez que o agronegócio é atingido por uma tributação que se aproxima dos 40%. Os juros são os mais caros do mundo, assim como os insumos”, ressalta o estudioso que ainda salienta a falta de proteção no que se refere aos preços dos produtos.

DA CARÊNCIA, A ESPERANÇA:

O produtor não tem seguro agrícola. Ele precisa de prazos compatíveis para o pagamento de dívidas antigas. Os produtores de soja do Estado, por exemplo, devem mais de 80 sacos por hectare. Do País, mais de 90 sacos por hectare. Nas últimas 20 safras, ocorreu estiagem em 12. Ainda assim, a classe produtora confia nas entidades e na classe política, acreditando que através do diálogo deverá sair uma solução que diminua os custos de produção e os juros, bem como se obtenha a readequação de prazos. Que assim seja.


QUEM É ELE ?

Acorda cedo, trabalha até tarde, sinaliza momentos atuais de reflexão e resgata a história de um Brasil recente. Ele multiplicou a fartura que vem da terra e, muito além dos números que mensuram safras, divisas e empregos gerados, mudou a geografia de um país. Ele é o produtor rural, o agricultor que, de sol a sol, de chuva a chuva, diariamente contempla o milagre da vida e é o responsável pelo maior tesouro que o mundo ainda deverá valorizar mais: a produção de alimentos.

O campo foi ganhando vigor. E o produtor fez brotar nele a soja, fez o milagre da cana, que hoje esbanja tecnologia e, engordou as estatísticas que medem a quantidade de café, trigo, milho e de outras culturas, que colorem as nossas lavouras. Na pecuária, esse dedicado homem do campo transformou produtos brasileiros em símbolos de qualidade internacional. Mas, como nem tudo são rosas, a expansão das fronteiras agrícolas, a permanência e até a sobrevivência no campo, exigem esforços. Na lida rural, a construção dessa história tem altos e baixos. Confira:

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O produtor Luiz Antero Peixoto participa das capacitações do Sindicato Rural de Júlio de Castilhos e, sempre que possível, confere outros eventos para atualizar-se.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


NA VOZ DO HOMEM DO CAMPO:


De acordo com Luiz Antero Peixoto, produtor rural da microrregião de Júlio de Castilhos, apesar das dificuldades no setor, o trabalho é compensador. “As dificuldades aparecem a cada safra. Mas somente o trabalho para minimizá-las e a boa colheita para ganhar estímulo”, salienta Peixoto, que é produtor rural de médio porte e proprietário da Fazenda Tarumã.

O foco do seu Peixoto é a soja e, conforme as informações disponibilizadas por ele, o resultado do verão foi positivo e a natureza privilegiou a região. “Em dezembro nós nos deparamos com uma pequena seca, mas as chuvas de janeiro e fevereiro apareceram na hora certa. A natureza foi generosa e começarei a minha colheita com boas perspectivas”, anuncia otimista.

Na região de São Vicente do Sul, a natureza não foi tão generosa. João Olavo Carvalho, pequeno produtor da localidade de Picada dos Farrapos, explicou o panorama negativo na região: “A seca em alguns períodos do verão prejudicaram a evolução das nossas lavouras e as expectativas não são boas. No período em que mais precisávamos, as chuvas não apareceram”. Apaixonado pelo campo, seu Olavo, como prefere ser chamado, nem cogita a hipótese de desanimar. “A mensagem que eu deixo para os produtores que estão nessa situação é que levantem a cabeça. Não podemos desistir”, diz ele.

Seu Olavo planta milho, cana-de-açúcar, batata e mandioca. É um pequeno produtor e é associado ao Sindicato de Trabalhadores Rurais de São Vicente do Sul. “É sempre bom contarmos com o apoio dos sindicatos”, resume.


Suplementação Mineral garante ganho de peso do rebanho durante o outono

No outono, as pastagens nativas da região Sul estão em fase de amadurecimento, o que ocasiona redução nos níveis de energia e proteína na nutrição dos animais. Para o gado não perder peso durante o período, recomenda-se a aplicação de um eficiente programa de mineralização para suprir as necessidades nutricionais do rebanho. Luiz Biacchi, gerente comercial da Tortuga no Rio Grande do Sul, explica que o clima da região é bastante diferente do restante do país, o que influencia significativamente na produção animal. "Enquanto as outras regiões possuem duas épocas distintas: águas e seca, o Sul não se encaixa nesse perfil. Temos quatro estações definidades e no outono as pastagens passam por uma fase de menor valor nutricional" afirma Biacchi. Nesta época, as forrageiras perdem parte dos teores de proteínas, energia, minerais e vitaminas. Com isso, haverá perda de peso em bovinos de corte, especialmente quando o volumoso é a única fonte de alimento. Diante dessa realidade, a Tortuga recomenda o uso de suplementação adequada para potencializar o ganho de peso do animal.Fosbovi Protéico 35 e Foscromo Seca são produtos da Tortuga adequados para esse cenário. Fosbovi Protéico 35 é um suplemento mineral protéico de alta tecnologia capaz de promover maior rentabilidade na pecuária de corte, propiciando bons indíces de ganho de peso mesmo durante o outono. Sua exclusiva fórmula reúne nutrientes minerais na forma de carbo-amino-fosfo-quelatos, fontes de proteína verdadeira e de nitrogênio não-protéico (uréia) Além disso, estimula o desenvolvimento da flora ruminal, melhorando a digestão e o consumo dos pastos velhos e fibrosos. O Foscromo Seca é o suplemento indicado para bovinos quando o pasto tem deficiência de proteína, já que o produto fornece nitrogênio não protéico, cuja fonte é uréia extrusada presente em sua composição. Uma solução de baixo custo que traz excelentes resultados para criação. Para que tenha seu efeito potencializado recomenda-se o ajuste de lotação.

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MEL COMO FONTE DE RENDA

Em 2002 uma iniciativa para maximizar o trabalho dos apicultores movimentou Santiago. Trata-se da unidade de recebimento de mel criada pela União de Apicultores local. O projeto, que hoje é de responsabilidade da Cooperativa Regional Tritícola Santiaguense Ltda, vem ganhando novas linhas de atuação. De acordo com Luciano Diniz Missaggia, gerente da unidade, a comercialização do mel, inicialmente voltada para os produtores de Santiago, já atinge a região.

A valorização do produto, a garantia de pagamento e comercialização são os principais ganhos. “Temos a perspectiva de 400 toneladas para exportação durante a safra de 2008 e, no segundo semestre inicia a exportação para a Europa”, anuncia Missaggia. Atualmente, a unidade tem significativa importância principalmente para os pequenos apicultores de Santiago. A unidade esta localizada no Distrito industrial de Santiago e atende a região do município, fronteira e missões, totalizando 32 municípios e 190 produtores. “Estamos diante do inicio das exportações para a Europa, mas para que ocorra a exportação precisamos fazer algumas modificações que vão desde o apiário à empresa exportadora. Por isso, a cooperativa está incentivando, acompanhando e divulgando algumas exigências que vão ser impostas para que ocorra a exportação”, salienta o gerente da unidade.


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ECONOMIA:

Quais são as alternativas rentáveis para o produtor?


No dia 30 de março, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um voto que permite o governo federal dar um novo prazo para o pagamento das dívidas dos produtores rurais, com vencimentos previstos entre janeiro e 30 de junho. Uma prorrogação para 01 de julho já teria sido acordada entre o governo e o setor rural, que agora se volta para aprofundar a proposta do governo de renegociação das dívidas anteriores. Mesmo antes das negociações chegarem ao fim, os produtores com problemas financeiros precisam encontrar mecanismos para contornar a situação interna de suas propriedades. Uma saída eficiente, conforme as instruções da Emater e da Embrapa, é a aposta na diversificação de culturas. Contudo, o agricultor quer saber: quais são as alternativas mais rentáveis?

As melhores opções do período:

  • De acordo com a Emater, o milho é uma opção. Na região colonial, nos municípios de Nova Palma, Sobradinho e Candelária, a opção é vantajosa, em função da produtividade e preços mais compensadores do que na safra anterior.
  • O feijão é uma cultura que havia diminuído de área em função dos preços baixos. Porém, na última safra o valor da saca subiu consideravelmente. Os municípios de Arroio do Tigre, Sobradinho e Segredo são destaques na região em relação ao cultivo do feijão e a maior parte da área cultivada é semeada antecedendo ao milho safrinha.


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A soja continuará inserida em várias atividades agrícolas, tendo relevância na renda e melhoramento na fertilidade dos solos.

Créditos: Arquivo Dois Assessoria de Comunicação.


O que dizem os empresários?

MODERNIZAÇÃO: Nilo Ourique, sócio-proprietário da imobiliária Nilo Imóveis, diz que com a modernização das tecnologias no setor do agronegócio, cada vez mais o setor primário vai melhorando e assumindo um papel forte dentro da economia mundial. Para ele, as lavouras de verão são as que mais movimentam o agronegócio, principalmente quando o clima ajuda e o produto tem um bom valor agregado. “Acaba esquentando a economia como um todo e automaticamente aquece o setor imobiliário”, ressalta o sócio da empresa de abrangência na região central, metade sul e Uruguai.


CONSCIÊNCIA: Marco Aurélio Ramos, proprietário da Comeg Comércio de Peças Agrícolas, diz que a consciência é um fator preponderante para a rentabilidade. “A rentabilidade da lavoura está intimamente relacionada àquilo que o produtor está calçado”, diz ele. O maquinário, uma revisão e manutenção constantes das peças dão a garantia de que, na hora da colheita, o produtor terá o aparato necessário para a execução do seu trabalho.


RECEBIMENTO E ARMAZENAGEM DE GRÃOS:

Filhos de agricultores, Paulo Sérgio Ceolin e Ana Rubria Ceolin De Bortoli, resolveram seguir o sonho do pai Sergio Ceolin e, um ano e meio após o seu falecimento, em 2001, surgiu a empresa SC Cereais Ltda, na cidade de Estrela Velha/RS. Desenvolvendo atividades de recebimento e armazenagem de grãos (soja, trigo e milho) e venda de insumos, os empresários salientam a importância do envolvimento com o agricultor. “Queremos muito mais que comercializar a produção. Somos agricultores e estamos junto com nossos clientes, trocando idéias e experiências na busca constante do aumento de produtividade”, ressalta Ana Rubria.


A NOVIDADE:

A SC Cereais implantou em 2007, a agricultura de precisão em sua propriedade. Pensando na produtividade de seus parceiros, a empresa adquiriu um caminhão com equipamento para aplicação de insumos, com taxa variável e GPS, para realizar prestação de serviços no setor. De acordo com Ana Rubria, a agricultura de precisão veio para ficar. A tecnologia serve de orientação na tomada de decisão para aplicar, no local correto e no momento adequado, as quantidades de insumos necessárias à produção. Atualmente, a empresa tem unidade em Estrela Velha e Pinhal Grande, atuando nas cidades da região.


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A SC Cereais adquiriu um caminhão com equipamentos para a aplicação de insumos. Na foto, Júlio De Bortoli e os irmãos Ana Rubria e Paulo Sergio.

Créditos: Arquivo SC Cereais.

Ensino, pesquisa e extensão voltados para o campo

VETERINÁRIA:

O professor doutor Mário Kurtz Filho, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) apresentou um panorama geral das atividades do curso de veterinária da instituição e, os dados dão conta de que a universidade, além de formar os futuros profissionais que darão rumo ao agronegócio do País, tem uma forte presença na comunidade. De acordo com o professor, que é o atual coordenador do curso na instituição, são vários os laboratórios, lotados em departamentos específicos, que vêm realizando pesquisas de interesse público. As áreas de virologia, bacteriologia, micologia, patologia, produção e reprodução animal são as de maior destaque, bem como a de qualidade de alimentos. Ele conta que os alunos têm a oportunidade de aplicar a teoria na prática e que o trabalho deles nos laboratórios é certificado pelo índice positivo de empregabilidade dos egressos.

Necessidade mundial de alimentos:


De acordo com Kurtz, o mundo necessita cada vez mais de alimentos, áreas de produção primária e proteína de origem animal. Para ele, a universidade tem um papel preponderante para o sucesso dessas questões. “O papel do segmento acadêmico deverá ser cada vez mais evidente, como tem sido nos últimos anos, trazendo ganho financeiro e, consequentemente, o desenvolvimento da sociedade”, enfatiza.

Projeto Cavalo Carroceiro:

Além das atividades voltadas à produção animal, o curso de medicina veterinária da UFSM conta com o “Projeto Cavalo do Carroceiro”. O objetivo da iniciativa é melhorar a condição sócio-econômica dos carroceiros, proporcionar o bem estar dos eqüinos utilizados para tração e, oportunizar aos acadêmicos o envolvimento social. Eles ainda exercem a clínica de grandes animais, a prática do bem estar animal e o desenvolvimento de pesquisas de extensão.


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O coordenador Mário Kurtz Filho salienta que o papel do segmento acadêmico deverá ser cada vez mais evidente.

Créditos: Arquivo coordenação da Medicina Veterinária da UFSM.


ZOOTECNIA:

O coordenador substituto do curso de Zootecnia da UFSM, Paulo Roberto Rorato destaca uma série de atividades que atentam para a comunidade. Entre elas, dias de campo, palestras para produtores e, venda de ovos e pintos em dias exclusivos e periódicos à comunidade da região. Além da difusão de mudas e pastagens, o objetivo das ações é levar até a sociedade resultados de pesquisas realizadas no departamento de zootecnia. “A receptividade e adesão da comunidade a este tipo de atividade é grande e, portanto, compensadora”, declara ele. Os alunos que participam das atividades de pesquisa tem a oportunidade de vivenciar o processo de aplicação de uma teoria, as dificuldades e o convencimento do usuário, no que se refere às vantagens na adoção de determinados processos técnicos. “Este processo mostra ao aluno a realidade que deverá enfrentar como futuro profissional da área e provoca um certo amadurecimento na forma de ver a profissão escolhida”, salienta. Quando questionado em relação á condição atual da pecuária, Rorato é taxativo: “A condição atual da pecuária é de adaptação às exigências, cada vez maiores, do mercado consumidor. No que se refere à segurança alimentar, ao bem estar animal e a qualidade do produto, por exemplo, as exigências são diversas”. O comportamento do consumidor salientado por Rorato tem reflexo direto sobre os sistemas de produção.


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A venda de pintinhos de um dia à comunidade é um dos destaques.

Créditos: Arquivo coordenação da Zootecnia da UFSM.

Manejo integrado de pragas e doenças de plantas na UFRGS

O Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estará com inscrições abertas, no período de 1 de maio a 30 de junho de 2008, para a primeira edição do curso de pós-graduação lato sensu “Tecnologias Inovadoras no Manejo Integrado de Pragas e Doenças de Plantas”. Com um caráter inédito no sul do Brasil, o curso de especialização visa atender a demanda para a atualização de conhecimentos nos avanços científicos na área de Fitossanidade, buscando a incorporação das novas tecnologias para o controle de pragas e doenças, nos arranjos produtivos regionais, como produção integrada, convencional e orgânica.

As vagas são limitadas e o curso é direcionado a agrônomos, biólogos, engenheiros Florestais e outros profissionais de áreas afins. A carga horária é de 360 horas, distribuídas em 12 disciplinas. O período de realização do curso será de 1 de agosto de 2008 a 12 de dezembro de 2009. As aulas serão ministradas nas sextas-feiras à noite e aos sábados, em semanas alternadas. Mais informações pelo telefone (51) 3308.6031.


O que é agricultura de precisão

Os conceitos de Agricultura de Precisão (AP) tem despertado em nível mundial um interesse muito grande e são considerados por muitos como a terceira onda na agricultura, tendo sido a primeira, a mecanização com tração animal, e a segunda, com equipamentos motorizados. Segundo a bibliografia de José P. Molin, uma definição mais atual de AP com visão sistêmica do conjunto de ações que a compõe pode ser adotada: um sistema de gestão ou de gerenciamento da produção agrícola que emprega um conjunto de tecnologias e procedimentos para que as lavouras e sistemas de produção sejam otimizados, tendo como elemento-chave o manejo da variabilidade da produção e dos fatores envolvidos.

Para Amaury Alfredo da Cunha, 67 ano, produtor de soja, aveia e trigo, da região de Estrela Velha, a tecnologia é um mix de sistemas que, além de possibilitar a melhora das áreas dadas como enfraquecidas ou negativas, maximiza a qualidade dos espaços que já geram uma boa produtividade. “Eu estou começando a utilizar a tecnologia. Contudo, já senti uma melhora no rendimento, independente da estiagem que passamos”, ressalta Cunha. Ele conta que a aplicação da tecnologia desencadeia uma análise detalhada desde o solo. Com modelos precisos, gradativamente, o processo do uso de um conjunto de tecnologias, passa a ser sentido nos resultados da lavoura.


COOPERATIVAS & SINDICATOS:

Inscrições para prêmio de cooperativismo nacional estão abertas


O Prêmio Cooperativa do Ano, o mais importante prêmio do cooperativismo brasileiro, está com as inscrições abertas para a edição de 2008. A iniciativa busca identificar e divulgar ações de sucesso ligadas ao setor rural ou a comunidades que tenham interação com essa área econômica. A premiação é uma realização da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e revista Globo Rural. Difundir os conceitos e princípios cooperativistas, mostrar a importância e o valor da união entre os envolvidos na sustentação do empreendimento cooperativo e projetar para a sociedade as iniciativas bem-sucedidas, são os objetivos do prêmio. Em sua quinta edição, o Prêmio Cooperativa do Ano, tem o desafio de envolver um maior número possível de experiências positivas das cooperativas dos ramos Agropecuário, Consumo, Crédito, Infra-estrutura, Saúde e Transporte. A abrangência envolve cerca de 5 mil cooperativas do Sistema OCB de diferentes ramos de atividade e alcança divulgação nacional. As inscrições são gratuitas e estão abertas a todas as cooperativas, singulares e/ou centrais, sediadas no Brasil e filiadas ao Sistema OCB. A cooperativa pode inscrever projetos em todas as categorias. Porém, para cada uma delas deverá apresentar um trabalho distinto e compatível com as definições contidas no regulamento. O prazo vai até o dia 06 de junho. Mais informações podem ser obtidas no site www.brasilcooperativo.coop.br.


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Na edição do ano passado, o Rio Grande do Sul foi premiado.

Créditos: Mike Ronchi - Fotosintesi LTDA


INTERCOOPERAÇÃO NA REGIÃO CENTRAL:

Em janeiro deste ano, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), realizou a assembléia geral que definiu as políticas e linhas de atuação de 2008. Conforme o presidente da instituição, Rui Polidoro Pinto, atualmente a federação trabalha na delimitação dos projetos oriundos das linhas definidas como prioridades na assembléia. Os eixos de trabalho, segundo ele, são intercooperação, meio ambiente, biocombustível, recursos humanos e gestão, além da agregação de renda ao produtor.

Quando questionado acerca da principal linha a ser trabalhada na região central, Pinto apontou a intercooperação. “A região central tem na diversidade de produtos a sua principal característica e a intercooperação é um fator que, se trabalhado, irá resultar em frutos produtivos”, ressalta ele. A Fecoagro representa, coordena e promove política, técnica e economicamente os agronegócios, usando a tecnologia e informação como instrumentos principais. São 67 cooperativas associadas no estado e 14 só na região central.


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Assembléia geral definiu em janeiro as linhas de trabalho para 2008 e os projetos já estão sendo desenvolvidos.

Créditos: Arquivo Fecoagro.


ACONTECE:

  • Capacitação Rural: Através de um convênio estabelecido com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Sindicato Rural de Tupanciretã, com extensão a Jari e Quevedos, tem ofertado mensalmente uma gama de cursos de capacitação rural. São mais de 150 temas, que vão da parte ambiental até a técnica da lida no campo. A agenda é divulgada nos últimos dias do mês.
  • Expocipó já tem data marcada: A Expocipó será realizada de 16 a 18 de maio de 2008 e contará com exposição de empresas e animais. Conforme as informações disponibilizadas pelo Sindicato Rural de Santiago, Unistalda e Capão do Cipó, os estandes já estão esgotados. Já estão confirmados os shows de Mano Lima e Gaúcho da Fronteira.
  • Responsabilidade Social: Por iniciativa de um grupo de jovens da cidade de Júlio de Castilhos, realizou-se uma campanha social na Cooperativa Agropecuária de Júlio de Castilhos (COTRIJUC). Foram arrecadados materiais de higiene e as doações foram feitas à instituição "Recanto do Amanhecer". A ação aconteceu no dia 24 de março e, de acordo com o diretor administrativo e financeiro da cooperativa, Estanislau Quevedo, a atenção para o foco social é constante. Para quem não sabe, a cooperativa tem um setor que atenta para esse segmento. Trata-se do setor de responsabilidade sócio-ambiental. De acordo com Quevedo, um planejamento anual é elaborado e, neste ano, uma série de ações serão desenvolvidas para atender os municípios de abrangência: Júlio de Castilhos, Pinhal Grande, São Martinho da Serra, Ivorá, Quevedos e Tupanciretã.
  • Cerro branco comemora aniversário: O Baile de aniversário de Cerro Branco será realizado no dia 11 de maio, no Ginásio de Esportes Municipal. O Baile inicia às 20h com a Banda Nova Imagem e, às 23h com a Banda Sétimo Sentido. A comunidade rural e urbana poderá comemorar os 20 anos da cidade, que faz aniversário no dia 12.