SEARCH
TOOLBOX
modified on 20 de dezembro de 2010 at 19h35min ••• 2 230 views

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Especial: Colheita da Soja

De Wiki.dois

Colheitadasojamarço27prontacapaCapapronta.JPG

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 27 de março de 2009



Tabela de conteúdo

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

Especial Colheita da Soja

  • Clima e crise financeira não afetam a expansão das nossas lavouras


Panorama Rural

Colheita deverá manter-se dentro das expectativas

O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor de soja do País, tem motivos para comemorar. As expectativas para esta safra eram pessimistas, já que o Estado foi atingido pela estiagem ainda no estágio inicial do plantio. Mas as chuvas ocorridas em fevereiro inverteram a situação e possibilitaram a recuperação das lavouras.

O engenheiro agrônomo e assistente regional da Emater Santa Maria, Luiz Antônio Barcellos, avalia a situação no Estado: “A safra vai ficar dentro das expectativas. Os maiores problemas que ocorreram com a estiagem foram em áreas isoladas onde a soja teve problemas de germinação, e algumas lavouras ficaram com densidades abaixo do normal. Porém, com os preços esperados, os prejuízos serão diminuídos”. Mas a chuva, apesar de comemorada entre os produtores, é sinal também de alerta. A umidade favorece o aparecimento de fungos, como a ferrugem, que é um dos grandes vilões das safras de soja. De acordo com a Embrapa, através do Consórcio Antiferrugem, entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, foram identificados no Estado 152 regiões com foco do fungo, 42 a mais do que no mesmo período do ano passado. Os números preocupam e, para evitar a proliferação, o ideal é o constante monitoramento da lavoura, especialmente a partir da plena floração. A expectativa agora recai sobre a colheita. O grande desafio do momento é regular as colheitadeiras a fim de evitar o desperdício, tão recorrente no período. Em algumas lavouras é comum ocorrerem perdas de até três sacas de soja por hectare. Neste ano, o prejuízo será avaliado pela Emater, que pretende monitorar por amostragem as perdas ocorridas, em lavouras dos principais municípios produtores.

Perspectivas para a próxima safra - Por enquanto, a próxima safra do grão começa a ser programada. Barcellos acredita que ela será satisfatória, com preços compensadores. Mas atenta para a necessidade de buscar uma redução dos preços dos fertilizantes, que dispararam no mercado da atual safra: “um dos desafios para a futura safra é estudar as melhores alternativas em relação ao uso de fertilizantes, valorizando a interpretação das análises de solo e o controle de ervas invasoras”, avalia o especialista.


PaginadoisdeveramanternasexpectativasunicaFoto colheita.jpg

As chuvas ocorridas em fevereiro inverteram a perspectiva pessimista e possibilitaram a recuperação das lavouras.

Créditos: Divulgação


Pesquisa

Atualmente, a Emater realiza o monitoramento da ferrugem em 20 municípios da Depressão Central. O controle é feito através da instalação de sentinelas com soja, que são pequenas glebas onde a cultura é plantada 15 dias antes da data de plantio das primeiras lavouras do município. “Isto possibilita que os técnicos e agricultores observem desde cedo a entrada ou não de ferrugem nos municípios e possam ter parâmetros para a tomada de decisão em relação ao uso de fungicidas”, explica Barcellos. Outro projeto, que procura compreender o desenvolvimento das cultivares em diferentes solos e climas está sendo desenvolvido pela instituição em parceria com a Embrapa – trigo, de Passo fundo e a Fundacep. Foram escolhidas quatro áreas demonstrativas com cultivares de soja recomendadas pela pesquisa nos municípios de Santa Maria, Jaguari, Nova Esperança do Sul e Itaara. Nestas regiões são feitos dias de campo para a avaliação e discussão dos resultados.


Na hora H

Atenção: Toda colheita merece

Os cuidados com a safra não se encerram até a comercialização. Estar sempre atento é fundamental para garantir sucesso e rentabilidade na hora da colheita. O caderno Agronegócios trouxe, em sua última edição, detalhes sobre a colheita do arroz, que iniciou oficialmente no início do mês de março. Os cuidados básicos com a colheita e as ações após este período, comentados para a safra do arroz, também são válidos para outras culturas. Para a soja, não há diferenças. Estar atento para as várias necessidades da lavoura é básico, independentemente da cultura. Fique a par de algumas dicas indispensáveis para o sojicultor:


Mais tempo de vida aos equipamento e menos custos

Estar alerta para o maquinário é fundamental para o produtor que queira garantir rentabilidade e qualidade na safra. Além de um solo bem preparado, da escolha de sementes e defensivos de boa qualidade, estar sempre em dia com seus equipamentos garante o mínimo de perda na colheita. Obedecer às determinações do fabricante, dispostas no manual, e manter em dia rolamentos, retentores, filtros e especialmente o sistema de corte, dá aos equipamentos mais vida útil e menos gastos ao produtor. “O produtor deve observar que não se trata de um ‘custo’, mas sim de um investimento que o produtor faz na hora da manutenção”, lembra Luciano Ramos, responsável pelo setor de vendas e marketing da Comeg Peças Agrícolas. Caso não haja investimentos no maquinário, perdas podem ser detectadas no período pós-colheita. “Com certeza, o produtor será prejudicado, e muito, em sua produtividade”, lembra Ramos.


Calagem vale a pena

Assim como na cultura do arroz, a calagem também é necessária na cultura da soja. Devido especialmente a acidez do nosso solo, que tem pH abaixo de 6,5, as culturas necessitam de correção para ter sucesso em seu crescimento. Com um alto nível de pH, as raízes não conseguem penetrar no solo, e podem até ter seu desenvolvimento impedido. “Um solo ácido geralmente tem baixo teor de cálcio e magnésio, importantes para as plantas, e alto teor de alumínio, elemento tóxico”, afirma Flávio Pazinato Mota, gerente comercial da Inducal. Esta concentração de elementos tóxicos compromete a safra, contudo, é resolvida com a aplicação prévia de corretivos que, elevando o pH do solo, neutraliza a ação destes elementos. Assim, as características físico-químicas do solo são melhoradas, o solo é arejado e a absorção de fósforo é favorecida. “Hoje, a calagem é fator decisivo para se ter sucesso na agricultura”, salienta Mota.


CalagemvaleapenafotounicapaginatresFoto inducal.jpg

Devido a acidez do nosso solo as culturas necessitam de correção para ter sucesso em seu crescimento.

Créditos: Arquivo Inducal


Sanidade

Nada de surpresas

A soja, assim como qualquer outra cultura, sofre com pragas e doenças que prejudicam seu desenvolvimento e posterior comercialização. É fundamental que o produtor esteja alerta para proteger sua safra – e garantir rentabilidade com um produto livre de problemas. Lagartas de solo, lagartas de folha, percevejos e ácaros, assim como problemas foliares e radiculares, são os principais inimigos da lavoura, e seu controle dependerá de uma ação em longo prazo. “A decisão do controle depende de fatores ligados às doenças e pragas, aos fatores financeiros e aos fatores operacionais”, afirma Ricardo Balardin, engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Santa Maria.

A análise pelo viés econômico, segundo o professor, apenas relaciona o crescimento populacional da praga e o comprometimento financeiro que este aumento pode trazer para a lavoura. Então, entra a disponibilidade financeira e operacional do produtor em efetivar o controle, para que não haja riscos, por exemplo, de quando o mesmo for efetivado, os danos já estejam consumados. “Não se está falando em danos de 30% ou 40%, mas sim danos de 5% ou 10%. Os limiares de lucratividade estão reduzidos, e os produtores têm que evitar o estabelecimento destes problemas”, complementa Balardin.


FotoumpaginaquatrofotosojapragasdoençasdesenvFoto soja.jpg

A soja também sofre com pragas e doenças que prejudicam seu desenvolvimento.

Créditos: Divulgação/stock


Reduzindo riscos - Os cuidados com a lavoura são constantes, e para evitar surpresas na hora da colheita, é fundamental manter em níveis mínimos os casos de doenças e pragas, para evitar a migração para outras áreas. Assim, a utilização de manejo integrado torna-se vital, durante todo o ciclo e com ações de longo prazo. “O objetivo é dotar a planta de um nível nutricional elevado, para que possa defender-se das doenças sem comprometer seu estoque energético, reduzindo do ambiente a população destes organismos”, esclarece o professor. Podendo ser adotada tanto por pequenos quanto por grandes produtores, as técnicas de manejo integrado adotam procedimentos de gestão que incluem procedimentos culturais, genéticos, químicos e operacionais, a fim de permitir que a planta se desenvolva com sucesso.


Professoroscuidadosdevemserconstantespag4foto2Foto balardin.jpg

Para o professor, os cuidados com a lavoura devem ser constantes.

Créditos: Arquivo pessoal

Na lida do campo

Felizmente, na safra que se encerra, tem produtor da região que pode estufar o peito de orgulho perante o seu planejamento e controle da lavoura. Falamos com o seu Luizantero Peixoto, produtor rural da microrregião de Júlio de Castilhos e ele nos contou um pouco sobre a sua experiência neste período. Proprietário da Fazenda Tarumã, Peixoto revela que, apesar de uma certa problemática com as chuvas, deu tudo certo. “Houve mais chuva em determinadas regiões e em outras não”, explica. Ele conta que, mesmo com a administração rural atenta para as questões de gestão e novas tecnologias, a natureza sempre é uma aliada. No caso dele, a sorte e São Pedro estiveram do lado de sua propriedade. “Quando choveu menos, foi na época certa e, quando choveu mais também foi no período que necessitei”, ilustra ele. Luizantero espera que seus companheiros de atividade tenham tido a mesma sorte, mas faz uma ressalva para todos: “Não podemos contar somente com a sorte e mesmo os que estão vivenciando bons resultados sabem que tivemos custos bem maiores de produção se compararmos à safra anterior. Precisamos ter tudo na ponta do lápis”, aconselha.


Nalidadocampoagronegociosfototrespaginaquatro8DSC 1212.JPG

Peixoto aguarda o término da colheita otimista.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann

Transgênicos

Facilitar a vida do produtor é a proposta

Usar a tecnologia a serviço do homem já não é uma novidade. Em várias áreas, facilidades são obtidas através do uso e aprimoramento de tecnologias. No campo, não é diferente: seja no pós ou na pré-colheita, a tecnologia vem invadindo e auxiliando o homem do campo na manutenção de sua safra. O Brasil, expoente mundial na produção de alimentos, também desponta – apesar das dificuldades - em uma das áreas que, dentro das novas tecnologias, esbanja controvérsias: a adoção de organismos geneticamente modificados. Ao longo dos últimos anos, o País vem avançando em pesquisas e na utilização de sementes transgênicas. Um importante passo foi dado em 2005, quando após várias discussões no Congresso Brasileiro, surgiu a nova lei de biossegurança que amparou legalmente o cultivo de algumas sementes transgênicas, como a soja, o milho e o algodão.

E a soja?

A soja tem um caminho mais longo de transgenia no Brasil. Desde 1994, a Embrapa Soja desenvolve pesquisas, buscando a incorporação da biotecnologia em áreas como melhoramento genético da soja, para aumento de produtividade, melhor fixação do nitrogênio, resistência a doenças e, tolerância à seca, entre outras. Inicialmente, em parceria com a iniciativa privada, a Embrapa Soja adotou a soja resistente ao herbicida glifosfato, a soja Roundup Ready. Atualmente, novas pesquisas vêm sendo desenvolvidas, e duas novas variedades aguardam aprovação pelo Conselho Técnico Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão do Ministério da Agricultura responsável pela aprovação de atividades relacionadas com organismos transgênicos no país.

O potencial da biotecnologia é ilimitado, e numa análise caso-a-caso, na maioria das vezes, pode trazer ao agronegócio menores custos de produção, diminuição no uso de agrotóxicos e aumento de produtividade.l Tudo isso dentro de uma proposta de produção sustentável. Compactuando com tais idéias, está Alexandre Nepomuceno, pesquisador da Embrapa Soja desde 1990, engenheiro agrônomo e membro do CTNBio. Para ele, a adoção de organismos transgênicos na agricultura brasileira foi tardia. “A grande polemica que ocorreu no Brasil de 1998 a 2005, impediu o uso destas tecnologias por parte dos produtores brasileiros, tirando a opção dos nossos produtores de obterem as vantagens trazidas pelo uso de plantas transgênicas na agricultura. Agricultores em países que concorrem com o Brasil na produção de grãos, como Argentina, EUA, Canadá, entre outros, já adotaram o uso de plantas transgênicas há mais de 12 anos”, diz ele. Segundo o pesquisador, para que haja liberação para uso comercial, a CTNBio faz uma análise completa sobre a biossegurança da nova planta. E, para quem não sabe, as liberações comerciais de Plantas Geneticamente Modificadas no Brasill, já se traduzem em aproximadamente 14 milhões de hectares, segundo dados do Conselho de Informações sobre Biotecnologia.

Contudo, o tema ainda gera polêmicas, especialmente em relação aos possíveis malefícios para a saúde humana, animal e para o meio ambiente. Mas Nepomuceno comenta: “O uso de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), deve ser feito obedecendo princípios de biossegurança, mas é inegável o grande potencial para resolver problemas e agregar valor na medicina, na indústria e, agora, na agricultura”. Pesquisador revela que muitas vezes não se analisa o risco da não adoção desta tecnologia, que pode refletir justamente no consumidor final, que é quem poderá pagar a conta dos males ocasionado justamente à saúde humana, animal e ao meio ambiente no futuro, caso continuemos utilizando, por exemplo, grandes quantidades de insumos agroquímicos, como os inseticidas. O uso comercial de OGM já esta entre nós desde a década de 80, na medicina e na industria. Agora esta entrando na agricultura. Para refletir, Nepomuceno deixa uma pergunta: “a quem interessa que o Brasil, segundo maior produtor de grãos do mundo, não utilize esta tecnologia ?”.


FacilitaravidadoprodutoreapropostapaginacincoFoto soja.jpg

A soja tem um caminho mais longo de transgenia no Brasil.

Créditos: Divulgação


Novas alternativas

Consorciação aparece como possibilidade lucrativa

A agricultura é um negócio de risco. Além da constante movimentação do mercado, os produtores rurais precisam atentar para as mudanças climáticas, que podem ser imprevisíveis. Para não depender das oscilações que uma única cultura pode gerar, uma alternativa que cresce muito entre os agricultores é a consorciação de leguminosas nas pastagens. A integração lavoura-pecuária envolve, sobretudo, a rotação de soja com pastagens perenes. De acordo com a Embrapa, o consórcio leguminosa/braquiária, por exemplo, garante três benefícios essenciais à atividade pecuária: evita a degradação do solo, favorece a produção de pasto e aumenta o ganho de peso do gado, se comparado com a alimentação somente à base de gramínea. O responsável pela gerência de divisão da Sementes Gasparim no Estado, Giuliano Souza, garante que, além da braquiária marandu, a soja pode ser consorciada também com outras pastagens, como a mg5, aruana, mombaça, tanzania, humidicola e dictyoneura. Para saber o tipo ideal é preciso consultar alguém especializado, pois cada região exige espécies e manejos diferentes. Souza sugere que na hora de escolher a pastagem, o produtor leve em consideração também a procedência da semente. “O agricultor deve optar por empresas já conceituadas no mercado”, completa o gerente.

Modelo de vitória - Um exemplo de sucesso na implantação da técnica aconteceu em uma propriedade localizada em Monte Alvão, no município de Nova Ramada, próximo a cidade de Santo Augusto. Em dezembro último, o proprietário, senhor Juarez Alvez da Silva, optou pelo consórcio. A lavoura de soja foi substituída por uma pastagem de aruana, das Sementes Gasparim. Satisfeito, o produtor, que além das lavouras, possui gado de corte para terminação e uma cabanha de ovinos, aprovou a técnica e pretende ampliar as áreas de uso da pastagem.


ConsolidaçaonovasalternativaspaginaseisFoto gasparim.jpg

A família Silva aparece satisfeita entre a pastagem.

Créditos: Arquivo Sementes Gasparim


Primeira Mão

POLUIÇÃO

Combate à poluição sonora pode ser mais simples do que se imagina Ao sair da tranquilidade do campo, o produtor, ao chegar à cidade, se depara com uma constante e incômoda companheira: a poluição sonora. Para combatê-la, os veículos são equipados com escapamentos, que evitam a saída dos ruídos do motor, além de proteger o meio ambiente dos gases e toxinas liberadas na combustão. Esta alternativa, fundamental para o bom funcionamento do veículo, é dimensionada para que atue de forma a evitar, inclusive, gastos extras em combustível. “Quando danificado, além de poluir o ambiente com os ruídos do motor, o escapamento pode liberar gases tóxicos, que são succionados para o interior do veículo”, lembra Fernando Bellé, proprietário da Surdinas Bellé. Por isso, é fundamental manter em dia o escapamento de seu carro, atentando também para os suportes e as juntas. Nesta hora, entra a experiência e tradição da Surdinas Bellé, que atua tanto em Santa Maria como em Santo Ângelo. Trabalhando com a Kadron, única empresa da América Latina do ramo a obter a certificação do ISO 9001, a Surdinas Bellé demonstra seu compromisso com os clientes. Para a empresa, produtos de qualidade são garantias de que cada um faça sua parte, em prol de um meio ambiente mais saudável.

PrimeiramaofotoumpoluicaopaginaseteFoto bellé.jpg

Bellé explica a importância dos escapamentos e demonstra a sua preocupação e compromisso com o meio ambiente.

Créditos: Bruna Machado


TRANSPORTE

Sempre na moda

A linha S-10 continua sendo a mais atraente para o homem do campo no quesito carro. De acordo com Eduardo Nicola, gerente de Vendas da Nicola Veículos, tanto as diesel como as flexpower caíram - para nunca mais sair - nas graças dos produtores e criadores devido, especialmente, às vantagens econômicas, pela durabilidade, conforto e segurança. Segundo Nicola, a picape Chevrolet S-10 liderou, pelo décimo quarto ano consecutivo, as vendas no segmento de picapes médias. “Este resultado reflete o sucesso do renomado modelo 2009 que chegou com uma série de novidades, garantindo ao produto uma posição diferenciada em sua categoria frente à concorrência”, ressalta ele. Quando questionado sobre a principal novidade, o gerente enfatiza o novo motor flexpower que, além de oferecer mais potência, garante melhor performance e economia. “Um novo desenho da carroceria, novo acabamento interior, nova suspensão e o novo Trac-Lock (sistema antideslizante das rodas traseiras) também são destaques”, completa.


TransportesemprenamodafotodoispaginaseteFoto carro.JPG

A GM oferece excelentes descontos neste modelo para produtores rurais, chegando ate 12%.

Créditos: Arquivo Nicola


CIÊNCIA

País terá Centro Brasileiro de Material Biológico

Conforme o portal eletrônico Agrolink, o colunista e Diretor Jurídico da Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), Reginaldo Minaré destaca a criação do Centro Brasileiro de Material Biológico (CBMB) e o que isso pode significar para o desenvolvimento da biotecnologia no Brasil. Segundo ele, “considerando o custo da operação para enviar material biológico ao exterior, a relevância da biotecnologia, especialmente a engenharia genética, e a espetacular diversidade biológica existente no território brasileiro, efetivamente seria um grande avanço para o Brasil a manutenção de um Centro Brasileiro de Material Biológico, pretensão que já conta com o apoio de cientistas, universidades e instituições de pesquisa”. No entanto, ele adverte: “apenas a construção e manutenção de um Centro Depositário não representam a solução para as dificuldades relacionadas ao depósito de material biológico para fins de patentes”. Minaré esclarece que, “o Tratado de Budapeste prevê que um único depósito da amostra de microorganismos em uma Autoridade Internacional é suficiente para satisfazer a exigência de suficiência descritiva para todos os signatários do tratado”. Por isso, o Diretor Jurídico da ANBio acrescenta, “resta claro, portanto, que criar um Centro Depositário de Material Biológico e fazer parte do Tratado de Budapeste, que atualmente conta com 72 membros, tem relevância estratégica para o desenvolvimento da biotecnologia no Brasil e deve ser incluído na agenda dos Poderes Executivo e Legislativo”.

AGRO EXPLICA: O Centro Brasileiro de Material Biológico (CBMB) está sendo implantado através de um convênio entre o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), será um conjunto de laboratórios destinados à manutenção de linhagens de microrganismos (bactérias, fungos filamentosos e leveduras) e de células animais.


Escolha Certa

Boas novas para o produtor

Como vimos, a tecnologia é hoje uma grande aliada do homem do campo. Por isso, o agricultor deve se manter alerta para qualquer novidade no setor. Isso pode lhe garantir mais lucros e conforto. Uma tecnologia que merece atenção é, segundo o gerente comercial da Líder Tratores, Carlos Henrique Beckel, a nova linha de colheitadeiras série TC da New Holland. Entre os diferenciais da máquina estão a nova cabine do operador, com banco auxiliar para carona, e o novo painel de instrumentos. Além disso, as plataformas de 17 e 20 pés flexíveis e 15, 17 e 20 pés rígidos, contam agora com acionamento hidráulico do molinete, com sincronismo de velocidade e novos dedos plásticos. Outra novidade é o elevador de palha, agora acionado por correias que possibilitam uma operação com mais eficiência e menos ruído. É uma boa alternativa para quem pretende modernizar sua colheita, já que “representam um dos meios mais eficientes da evolução da agricultura”, afirma Beckel.


PaginaoitoboasnovasparaoprodutorfotounicaFotos dealer 034.jpg

A Líder Tratores possui 32 anos de experiência e é uma das maiores distribuidoras da marca New Holland do Brasil. Com sede em Cachoeira do Sul e filial em Lajeado, atende a mais de 80 cidades da região central do Estado.

Créditos: Arquivo Líder Tratores


Cooperativas & Sindicatos

No Brasil:

Atualização do Código Florestal

Parlamentares e representantes da agricultura se reuniram, no último dia 17, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para discutir a atualização do Código Florestal. O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, Márcio Lopes de Freitas, participou da reunião, na qual foi apresentado o documento “Produção Agropecuária e Proteção Ambiental”, que passará por uma avaliação técnica da instituição. O documento também será avaliado pelas organizações estaduais do Sistema OCB, informou Freitas. A legislação, criada em 1965, já teve vários itens alterados e sofreu mudanças importantes em cinco momentos nos últimos 30 anos: em 1978, 1986, 1989, 2001 e 2006. Segundo o ministro Reinhold Stephanes, as diferenças entre o Brasil rural de 1965 e o atual são imensas. Para ele, a atualização do Código Florestal tem que ser amplamente discutida e as questões de produção rural e de conservação ambiental devem estar no mesmo nível de importância econômica e social, em todas as discussões.

No Estado:

Expodireto

A cidade de Não-Me-Toque foi sede, entre os dias 16 e 20 de março da décima edição da Expodireto Cotrijal. A Feira provou mais uma vez ser um marco para o agronegócio do Estado, trazendo as últimas tecnologias, tendências e oportunidades de negócio. Ao todo, cerca de 35 países participaram da feira, tornando-a de caráter internacional. O sucesso de público deu-se devido às atrações e à ótima infra-estrutura. 84 hectares de feira reuniram mais de 300 expositores. Além disso, o local contou com novos sanitários, praça de alimentação e anfiteatro na área do Meio Ambiente. Além de negócios, os visitantes puderam participar de debates acerca do ramo e conferir o 1° Fórum Nacional do Milho. Prova da importância do evento para o setor foi a visita de autoridades nos dias da feira. O Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes e o Ministro do Tribunal de Contas da União, João Augusto Nardes, prestigiaram a Expodireto.


Na Região:

Expotupã e Expocultura

Já começaram os preparativos para a 54ª Expotupã e a 5ª Expocultura. O evento, que acontece na cidade de Tupanciretâ entre os dias 27 e 31 de maio, tem como sede o Parque de Exposições Cel. Marcial Terra. Os espaços internos e externos já estão à venda. Até o dia 1° de abril, a organização do evento dá prioridade para expositores que participaram das edições anteriores da feira. Após, será aberto aos demais interessados. Como já é tradição, o evento terá diversos eventos focados no cavalo da raça crioula. Serão realizadas as provas de aparte em mangueira e os leilões da raça, credenciadoras ao Freio de Ouro, entre outras. O evento é promovido pelo Sindicato Rural de Tupanciretã, Jari e Quevedos em parceria com a Associação Cultura Raul Bopp.


Os valores dos ingressos já estão definidos:

Permanentes

  • Até dia 30 de abril – R$ 25,00
  • A partir do 1° de maio – R$ 30,00

Ingressos Diários

  • 27/05 (quarta-feira) – até as 17 horas – R$ 4,00 após R$ 10,00
  • 28/05 (quinta-feira) – até as 17 horas – R$ 4,00 após R$ 10,00
  • 29/05 (sexta-feira) – até as 17 horas R$ 5,00 após R$ 15,00
  • 30/05 (sábado) – até as 17 horas R$ 5,00 após R$ 20,00
  • 31/05 (domingo) – até as 17 horas R$ 5,00 após R$ 10,00


Dia de Campo da Camnpal

Diversas Cooperativas do Estado procuram auxiliar seus associados nos diversos estágios da safra. Em época de colheita de soja, a Cooperativa Agrícola Mista de Nova Palma (Camnpal) realizou no dia 25 de março, o dia do Campo, sobre Cultivares da Soja. Segundo a assessoria da cooperativa, a intenção foi proporcionar aos produtores uma avaliação e diferenciação visual das diversas cultivares de soja disponíveis no mercado. O evento aconteceu na cidade de Nova Palma.