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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos - Cavalo Crioulo & Culturas Alternativas

De Wiki.dois

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Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas e Sindicatos

  • Data de Publicação: 27 de junho de 2008



Tabela de conteúdo

Agronegócios: Desenvolvimento, Cooperativas & Sindicatos

Especial Cavalo Crioulo e Culturas Alternativas


Nesta edição: Conheça o cavalo tesouro dos pagos e as culturas rentáveis na visão de especialistas e empresários do agronegócio


Cavalo Crioulo

Crioulo é paixão consagrada há 25 anos por criadores da região


Uma relação de amizade, muita admiração e uma pitada de ousadia, temperados com resistência e movimentos ágeis. Essa foi a receita de sucesso que rendeu um verdadeiro marco na história do agronegócio da região. Um dos protagonistas, Luizantero Pimenta Peixoto, revela algumas páginas dessa história que leva o nome de Núcleo Regional de Criadores de Cavalos Crioulos de Santa Maria.

Peixoto, presidente do Núcleo pela segunda vez, conta que foi entre os anos de 1974 e 1975 que começaram as primeiras movimentações acerca da raça Crioula em Santa Maria. Mas foi em 10 de julho de 1983 que foi criado oficialmente o Núcleo na cidade. “Eu calculo que o Núcleo de Santa Maria tenha sido o primeiro no Rio Grande do Sul. Se não foi o primeiro, seguramente está entre os primeiros, afirma Peixoto.

O veterinário, produtor rural, poeta e compositor, conta que a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), criada em 1932, antes disso, delegava poderes a representantes regionais. Eram os chamados delegados regionais. Essas pessoas representavam a associação em diversas regiões do Estado. Avelar Teixeira, delegado regional de Santa Maria na época, foi um dos idealizadores da iniciativa e o primeiro presidente do Núcleo.

Peixoto, que era técnico avalista da Associação Brasileira e um verdadeiro apaixonado pela morfologia e função do Crioulo, soube pela presidência que a associação bonificaria os primeiros núcleos criados com atenção e ajuda de custo. Ele não pensou duas vezes. A informação era o impulso que o criador precisava para motivar os companheiros. Na reunião dos amigos, que acontecia toda semana na Associação Rural, ele disse: “Avelar, vamos criar o núcleo. Os primeiros núcleos que forem criados serão apoiados pela associação”. O grupo não deixou para o outro dia. Na mesma hora, registraram em ata a criação do Núcleo.

Congregando criadores de Cacequi, Caçapava do Sul, Itaara, Júlio de Castilhos, São Francisco de Assis, São Pedro, São Sepé, São Vicente do Sul, Tupanciretã e Vila Nova do Sul, entre outras cidades, o Núcleo tem hoje cerca de 100 associados. A sua missão é fomentar a raça, promover o segmento social e, ainda, oportunizar o debate sobre a ciência e técnicas atuais de doma, nutrição e sanidade animal, entre outros temas. “Toda a vez que relembro essa história ou falo sobre o cavalo Crioulo, eu me emociono. Nós não imaginávamos que um dia o Crioulo viveria o momento que vive hoje, cheio de glamour. Mas sempre soubemos que, para nós, ele seria uma paixão eterna. E, eu, na verdade, sempre soube que é ele o meu melhor amigo”, finaliza Peixoto com lágrimas nos olhos.


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Com um dos prêmios alusivos aos 25 anos do Núcleo, Peixoto anuncia: “No dia 12 de julho, abrindo as comemorações dos 25 anos, teremos um remate de potrancas. Serão ofertadas 25 potrancas inéditas de sobreano e de dois anos e meio. Também teremos um remate de coberturas em prol do Núcleo e um baile no Hotel Morotim”.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Produtor Satisfeito

Giuliano Souza, responsável pela gerência na divisão de sementes da Gasparim no RS, revelou mais um cliente satisfeito. O produtor Rui Gifoni, proprietário da Fazenda Vertente, localizada em terras do município de São Sepé, na divisa com Vila Nova do Sul, dedica-se à criação de cavalos Crioulos, ovinos e bovinos. O gerente conta que seu Gifoni vem utilizando com grande sucesso as pastagens da Sementes Gasparim. O capim aruana, para suas éguas crioulas da Cabanha Ovelhas, e eventualmente alguma engorda de bois são seus produtos preferidos. Gifoni enfatiza que em uma área de 8,5 ha, de janeiro à março, cerca de 35 éguas pastorearam e 15 bois foram abatidos com uma média de 440 kg. As éguas, segundo ele, voltaram para o campo nativo gordas e a pastagem teve um descanso de 30 dias (foto). Na mesma área, foram colocadas mais 180 ovelhas até a segunda quinzena de junho. O gerente diz que se trata de um pasto diferenciado. O produtor, por sua vez, pensa inclusive em irrigar esta pastagem.


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Seu Gifoni vem utilizando com grande sucesso as pastagens da Sementes Gasparim.

Créditos: Arquivo Gasparim


Minha História

O meu cavalo crioulo


Há quem diga que não é o cachorro o melhor amigo do homem. Para muitos gaúchos, o posto é ocupado pelo cavalo. E, na marcha, no freio, no enduro e no laço, o eleito é o Crioulo. A informação é de Tito Lívio Cáceres Ferrari Mello. O empresário, que foi considerado o competidor mais jovem de provas funcionais na sua adolescência, revela a paixão pelo animal. Mello conheceu a raça com os avôs e as características com os pais.

O apaixonado pela raça montou em diversos cavalos, entre eles a égua Chimarrita e o cavalo Truco do Nando, que foram os primeiros a conduzirem o pequeno Tito, no auge de seus 13 anos, a uma série de vitórias pelos pampas do Estado. Mas foi com o Crioulo Nativo da Escondida que ele se tornou um verdadeiro campeão. De acordo com Mello, o Nativo foi comprado com apenas três anos de idade e foi seu melhor presente. “Ele era conhecido. Tinha algo de extraordinário. Sempre levava boas notas. Sua marca era a velocidade e a perspicácia. Como ginete, com ele eu conseguia sempre imprimir um ritmo forte”, resume o competidor.

Mello foi um pioneiro. Começou sua carreira em 1987, com pouco mais de 10 anos, e chegou a concorrer com adultos e profissionais do ramo. Em 1989 precisou, inclusive, de uma autorização judicial para competir. A morfologia e a habilidade do cavalo Crioulo sempre encantaram o jovem. “O cavalo Crioulo da atualidade é fruto não somente dos fatores geográficos, climáticos e da seleção natural que moldaram as suas características, mas também de uma apurada seleção técnica que deu a ele maior agilidade e resistência”, ressalta. Mello participou de cerca de 60 competições e garante: “Com o Nativo, sempre fiquei entre os primeiros colocados”. Depois de uma longa jornada e muitos prêmios, Nativo morreu em janeiro de 2007. Mello expõe, mas não monta mais. A receita de sucesso que ele deixa para os novos e jovens competidores é um cavalo bom, disciplina e motivação.


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Mello é um apaixonado pela raça Crioula.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


Ensino & Mercado

Acadêmicos conhecem os eqüinos na teoria e na prática


Qualquer estudante ou profissional de Medicina Veterinária precisa estar comprometido com a sua formação técnica. A informação é de Flávio De La Côrte, médico veterinário. Ele é PhD, pela Universidade de Minnesota, EUA, professor adjunto do Departamento de Clínica de Grandes Animais e diretor da Clínica de Eqüinos do Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Para De La Côrte, o acadêmico e o profissional precisam ter um aprendizado diferenciado, completo e atualizado. “Não basta saber executar determinado procedimento. O verdadeiro veterinário de eqüinos tem o dever de saber o porquê das coisas”, salienta De La Côrte.

O professor relata que, equilibrando teoria e prática numa mesma equação, o principal objetivo da clínica é a prestação de serviços técnicos com excelência. Conforme as informações disponibilizadas por ele, o número de cavalos que chegam ao HVU supera os 300 casos/ano. “O setor funciona hoje como uma clínica médica. Os alunos, através de sua participação ativa, recebem um treinamento especializado. E, as pesquisas também contribuem decisivamente com os problemas que afetam a população e as raças de eqüinos de interesse”, detalha ele.

Segundo De La Côrte, a indústria do cavalo representa um segmento bastante importante para a economia do país. No caso do cavalo Crioulo, ele conta que a raça representa 50% da casuística da unidade e anuncia: “Existem muitos aspectos do cavalo Crioulo que ainda não conhecemos. Poucas são as pesquisas dedicadas à raça. Por esta razão vejo um tremendo potencial a ser explorado”.

ATENÇÃO:

  • Periodicamente são abertos editais para seleção de estagiários que devem estar cursando do 5 ao 8 semestre do curso de Medicina Veterinária. Após a inscrição, os alunos deverão comparecer e prestar provas (teórica de conhecimento, Inglês e prova prática) além de estarem munidos de duas cartas de recomendação de profissionais da área (ou afins).


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Para Flávio De La Côrte, o cavalo Crioulo como agronegócio é uma novidade que está em franca expansão.

Créditos: Arquivo Pessoal.


Agricultura de precisão é considerada uma ferramenta de gestão

Diante do atual cenário da agricultura brasileira, o produtor não pode deixar de lado o planejamento estratégico. Quem aponta a necessidade é Luciano Malgarin, engenheiro agrônomo e proprietário da Agronutri. De acordo com o empresário, com a alta nos preços dos insumos, o planejamento estratégico figura enquanto ferramenta fundamental para o alcance de resultados satisfatórios no sistema de produção. “É visão de futuro”, comenta ele. Dentro deste panorama, Malgarin destaca as culturas alternativas para o inverno. Para ele, elas podem ser tomadas como plantas recicladoras, como é o caso da aveia preta, do nabo forrageiro e da ervilhaca ou, para a produção comercial, no caso do trigo, da canola e do centeio, por exemplo. “Essas culturas, quando bem manejadas e direcionadas a solos com aptidão de uso, retornam o investimento em valor agregado e qualidade na unidade de produção”, enfatiza Malgarin.


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Malgarin explica a eficiência da agricultura de precisão.

Créditos: Arquivo Agronutri


NOVIDADE: A agricultura de precisão em canola, trigo, aveia preta e aveia branca é o mais novo projeto em desenvolvimento da Agronutri. Munida de bons resultados, a empresa já projeta a implantação da tecnologia em áreas de girassol, arroz irrigado, soja, milho, sorgo e fumo. Para Malgarin, a ferramenta é eficiente. “A agricultura de precisão não é simplesmente a formação de mapas de fertilidade, utilização de sensores e aplicação direcionada de corretivos e fertilizantes. Mas sim uma ferramenta para a gestão da propriedade ou empresa rural. Isto é eficiência”, finaliza.


Panorama Rural

Trigo e pastagens integradass com a pecuária são as culturas protagonistas do período

De acordo com Luiz Antônio Barcellos, assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar Santa Maria, os agricultores que vivenciam o agronegócio estão motivados. A razão é a produtividade das culturas de verão e a valorização dos preços dos produtos agrícolas. “Isto gera aumento na renda e abre possibilidades para o pagamento de dívidas e até de investimentos na reforma ou aquisição de máquinas agrícolas”, salienta ele.

Segundo o assistente técnico, dentro desse cenário, o inverno já revela as culturas protagonistas. As mais rentáveis, conforme Barcellos, são o trigo e as pastagens integradas com a pecuária de corte para terminação de animais. Nesse sentido, o azevém é destaque. “Ele germina espontaneamente todos os anos”, conta Barcellos. Em relação à integração lavoura-pecuária, ele comenta que a alternativa é rentável porque os animais são colocados nas áreas de azevém, durante 90 a 100 dias e, quando abatidos, garantem a renda do pecuarista no final do inverno e, posteriormente, a área que pode ser ocupada com soja no verão.

INOVAÇÃO: A canola, segundo Barcellos, é uma cultura que está surgindo na Depressão Central e que os agricultores precisam conhecer melhor. Diante do aumento dos preços dos insumos, ele incentiva, ainda, as plantas recuperadoras de solo de inverno para a produção de sementes, como o nabo forrageiro e a ervilhaca, que são plantas que podem ser usadas antecedendo ao milho, reduzindo significativamente o uso de nitrogênio no mesmo, além de serem alternativas para a rotação de culturas. Outra novidade é que a organização instalou, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), oito unidades de observações de Agroenergia na região com o objetivo de estudar e avaliar, com técnicos e agricultores, as culturas mais indicadas para a produção de álcool e biodiesel. Dentre as culturas avaliadas para a produção de álcool estão a cana de açúcar, a mandioca e a batata doce. E, para a produção de biodiesel a canola, o amendoim, o girassol e a mamona.


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O trigo é uma das culturas consideradas rentáveis para o período.

Créditos: Divulgação


ATENÇÃO: As culturas alternativas, para serem viáveis, segundo Barcellos, devem fazer parte do planejamento da propriedade rural. Elas devem ser inseridas na rotação de culturas e gerar renda, preservando a saúde do produtor e do meio ambiente.


Tortuga lança campanha: “Se não for Tortuga é conversa pra boi dormir”

A Tortuga está divulgando a campanha “Se não for Tortuga é conversa pra boi dormir”. O objetivo é conscientizar sobre a importância dos cuidados com a nutrição de bovinos, durante o período de outono e inverno, quando há redução da qualidade das pastagens e, o animal corre o risco de perder peso caso não seja assistido por um programa nutricional adequado. A ação apresenta a exclusiva linha para o período de seca, desenvolvida para todas as fases da vida do animal, para que este não sofra com a falta de nutrientes das pastagens. Os produtos que fazem parte da linha para seca são: Fosbovi Seca, Foscromo Seca, Fosbovi Protéico 35, Fosbovi Protéico 45, Nutrigold Núcleo, Nutrigold 15 e Nutriprima.

Saiba mais:

  • Fosbovi seca: É um suplemento mineral com uréia, pronto para uso, indicado para bovinos de corte adultos. O perfeito equilíbrio entre o teor de nitrogênio não protéico, macro e microelementos minerais, cloreto de sódio e outros elementos, permite um consumo regular e, em quantidades adequadas, nutre a flora ruminal e estimula maior consumo de matéria seca de pasto, aumentando também sua digestibilidade.
  • Fosbovi Proteico 35: Contém em sua formulação, além de minerais sob a forma dos exclusivos Carbo-Amino-Fosfo-Quelatos, fontes de proteínas, como farelos de origem vegetal e nitrogênio não protéico, que ajudam a corrigir as deficiências das pastagens e estimulam o desenvolvimento da flora ruminal, melhorando assim o consumo e a digestão dos pastos secos e fibrosos.
  • Fosbovi Protéico 45: É indicado para bovinos de corte em fase de acabamento na época da seca. Contém em sua formulação exclusivos minerais na forma orgânica, fontes de proteínas, como farelos de origem vegetal e nitrogênio não protéico.
  • Foscromo Seca: É indicado para bovinos em fase de recria. Contém minerais na forma orgânica, melhora o sistema imunológico e o desenvolvimento da carcaça, além de aumentar a resistência. O ganho de peso e a otimização do metabolismo dos açúcares são algumas de suas vantagens.
  • Nutrigold 15: É um suplemento mineral com uréia pronto para uso, que contém todos os minerais essenciais para os bovinos. Já o Nutrigold Núcleo pode fornecido puro ou utilizado para a produção de farelados na fazenda, na época seca do ano, aproveitando farelos, resíduos de grãos ou de cereais disponíveis.
  • Nutriprima: Deve ser usado na fase de recria. Fornece um bom aporte de proteínas e minerais, proporcionando melhores condições para o desenvolvimento da flora ruminal, com maior digestão da forragem fibrosa. Contém ortofosfato bicálcico, cloreto de sódio, uréia e farelos, além de todos os outros macro e microelementos minerais essenciais.


Mais informações sobre os produtos e a empresa podem ser obtidas no site: www.tortuga.com.br


Santiago e região

Ciências Agrárias da URI ganham projeção com ações voltadas para a comunidade rural

Os 16 anos de atuação da Universidade Regional Integrada – Campus de Santiago, também renderam possibilidade de ensino, pesquisa e extensão na área das Ciências Agrárias. Atualmente, são dois cursos de graduação existentes no campus dentro desse segmento: Agronomia e Engenharia Agrícola. De acordo com Raquel Gorki, coordenadora do Núcleo de Comunicação da instituição, ambos estão integrados e alinhados com as necessidades do produtor rural e, com o compromisso de desenvolver e disseminar novas tecnologias de criação e plantio. Ela conta que, nesse cenário, uma das ações de extensão é a realização de cursos para produtores e agropecuaristas. A iniciativa auxilia no processo de profissionalização e oportuniza acesso às condições mínimas de competitividade.

Raquel enfatiza que os cursos de graduação contam com o apoio do NUDETEC, pólo tecnológico da URI, que desenvolve uma série de pesquisas. Ela destaca uma na área das forrageiras, que objetiva verificar o potencial das espécies, em relação a sua adaptabilidade às condições climáticas da região. Também existe, segundo a coordenadora, um projeto na área de piscicultura, que pretende desenvolver novas técnicas de recria de jundiá (Rahmdia quelen), para melhorar a qualidade e a produtividade desta espécie de peixe. A URI também mantém o Centro Tecnológico Vale do Jaguari (CTVJ), na localidade do Chapadão, em Jaguari. No CTVJ, existem dois trabalhos em destaque: um deles relacionado à vitivinicultura e outro à produção de álcool de cachaça de qualidade. Os acadêmicos dos cursos têm a oportunidade de participar de projetos como esses, inclusive como bolsistas. “Esta experiência, além de elevar o conhecimento prático, amplia a rede de contatos de trabalho do aluno”, resume Raquel.


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As pesquisas são uma constante na URI. O Campus da URI de Santiago ultrapassa a barreira dos 2.000 alunos na graduação, tendo ainda um número significativo nos cursos de Pós-Graduação e Escola de Educação Básica. No total, o número chega a 3.000.

Créditos: Divulgação


O cenário rural de Santiago está em expansão

A soja, o milho e o trigo figuram hoje como as principais culturas no município de Santiago. A informação é do chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Vitor Luis Gomes Rocha. Ele revela que em relação à soja foram 15.000 ha em 2007. As perspectivas para a cultura giram em torno de 16.500 ha para até o final deste ano. Quanto ao milho são 5.000 ha e, para o trigo, a expectativa também é de expansão. Rocha conta que a intenção de plantio é de 6.500 ha. Contudo, o chefe da Emater/RS-Ascar Santiago enfatiza a pecuária como a menina dos olhos do município. “É essa atividade que é tradicionalmente o destaque no município”, simplifica ele.


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80 produtores de vinho e uva de mesa estão engajados em uma causa de organização e aperfeiçoamento em Santiago.

Créditos: Divulgação


VITIVINICULTURA - A viticultura no Brasil ocupa uma área situada entre o paralelo 30°S, no Estado do Rio Grande do Sul, e o paralelo 9°S, na região nordeste do País. Em função da diversidade ambiental, existem pólos com viticultura característica de regiões temperadas, com um período de repouso hibernal definido; pólos em áreas subtropicais, onde normalmente a videira é cultivada com dois ciclos anuais e; pólos de viticultura tropical, onde é possível a realização de podas sucessivas. No Rio Grande do Sul, a principal região produtora é a da Serra Gaúcha. Mas, o município de Santiago, localizado na mesorregião Centro Ocidental, ainda que timidamente, começa a dar sinais de evolução na produção de vinho e uvas de mesa. Segundo o escritório municipal da Emater/RS-Ascar, 80 produtores estão engajados e a idéia da organização, junto à Cooperativa Regional Tritícola Santiaguense, é a promoção de cursos e treinamento para o aperfeiçoamento e atualização de técnicas.


Santiago

Ensino à distância revela novos caminhos ao santiaguense e região

A Unopar Virtual é hoje a maior universidade de ensino à distância do País. Segundo dados do MEC, a UNOPAR tem 37% dos alunos de EaD do Brasil. A instituição oferta o moderno Sistema de Ensino Presencial Conectado – SEPC, que possibilita aulas diferenciadas, ao vivo, preparadas por equipe tecno-pedagógica especializada, que permitem a interatividade entre professores, alunos e tutores eletrônicos de forma on-line.

Os cursos ofertados pelo SEPC estão presentes em mais de 400 municípios de 26 Estados brasileiros, com cursos de graduação e pós-graduação (especialização), além da educação corporativa. Os municípios de Santiago, Santa Maria e Uruguaiana, estão nessa lista, dando um passo promissor à evolução da interiorização do ensino superior. De acordo com Leonel Stallbaum, diretor destes três pólos, os cursos superiores de educação à distância da Unopar merecem destaque. São eles: Os de bacharelado em Administração, Ciências Contábeis e Serviço Social; os de licenciatura em Pedagogia, Letras e História; os superiores de Tecnologia em Análises e Desenvolvimento de Sistemas; em Gestão Ambiental; em Gestão de Recursos Humanos; em Processos Gerenciais; em Marketing e; em Gestão Comercial.

Nesta diversificada gama de possibilidades de futuro, o curso superior de Tecnologia em Gestão Ambiental tem representatividade no meio rural. Neste curso da Unopar, são formados tecnólogos preparados para ocupar funções de planejamento, gerência e execução no agronegócio. Caberá ao profissional desta área tarefas como o diagnóstico, avaliação de impacto, proposição de medidas mitigadoras - corretivas e preventivas - recuperação de áreas degradadas, acompanhamento e monitoramento da qualidade ambiental. Regulação do uso, controle, proteção e conservação do meio ambiente, avaliação de conformidade legal, análise de impacto ambiental, elaboração de laudos e pareceres também são algumas das atribuições desse profissional. Ele pode elaborar e implantar, ainda, políticas e programas de educação ambiental, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida e a preservação da natureza.


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O vestibular de inverno da Unopar encerra as inscrições no dia 03 de julho. A prova acontece no dia 06 do mesmo mês. Para obter informações sobre as inscrições, acesse www.unoparvirtual.com.br/vestibular.

Créditos: Divulgação


Cabanha do Itaó apresenta talento de Crioulos no Freio de Ouro

Cássio Bonotto, criador de cavalo Crioulo na região de Santiago, acredita no agronegócio. O criador, também produtor de soja e pastagens, é um agropecuarista feliz. Bonotto revela que com a valorização dos grãos, o agronegócio vive um momento especial, ainda que em meio de uma alta nos preços dos insumos. Mas sua grande paixão, nesse meio, são os Crioulos. Ele cria cavalos da raça desde 1990 e, apenas entre os anos de 2004 e 2008, levou 13 animais ao Freio de Ouro, na Expointer, em Esteio. Neste ano, a sua cabanha, a conhecida Cabanha do Itaó, levará quatro animais à tradicional competição.


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A égua Crioula Jura do Itaó é um dos destaques da cabanha.

Créditos: Divulgação


Tecnologia para o homem do campo

De acordo com Adriano Santos, gerente da Celular Shop, a tecnologia já é realidade entre os produtores rurais que encaram a atividade enquanto um verdadeiro empreendimento. Para o gerente, o agronegócio é um excelente meio para a implantação e a valorização da tecnologia da informação. “O celular é uma ferramenta de trabalho em quase todas as áreas. Nos dias de hoje, a necessidade de comunicação é rápida e muito necessária. Para o homem do campo não é diferente”, comenta ele.

Santos revela ainda que a procura por parte desse segmento vem crescendo gradativamente. O principal motivo é a conectividade com fornecedores e empresas. “Tudo que existir para viabilizar as negociações é bem vindo”, simplifica. A Celular Shop é uma loja credenciada à Vivo e um produto de destaque no momento é a tecnologia Vivo Zap, que é o acesso à internet, via rede celular, e que também vem atendendo o meio rural. “Uma outra novidade que a Vivo lançou recentemente é o vivo residencial, um telefone fixo que funciona através de sinal de celular, ideal para propriedades rurais, já que a maioria dos produtores trabalha com a tecnologia CDMA”, anuncia Santos.


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A Celular Shop é a loja com a mais ampla linha de modelos de celulares e computadores na sua região de atuação.

Créditos: Divulgação


Tradição

XIX Vigília do Canto Gaúcho emocionou Cachoeira do Sul

Nos dias 13 e 14 de junho, Cachoeira do Sul teve a oportunidade de reviver o tradicionalismo. A etapa final da XIX Vigília do Canto Gaúcho levou a comunidade ao Ginásio D. Pedro I, do Parque Ivan Tavares, e emocionou o público com a sua linha musical. Os estilos crioulo e campeiro do Rio Grande do Sul e a letra (poesia) na língua portuguesa, admitindo palavras e expressões na língua espanhola, compuseram o cenário musical da festa.

O evento, que ocorreu pela primeira vez em 1982, com abrangência regional, tornou-se estadual a partir de 1984. De lá para cá, mesmo com algumas interrupções na década de 90, passou a ser um verdadeiro sucesso no município e região. Nesta edição, a cantora internacional Mercedes Sosa, foi a grande atração no encerramento da final. Ela garantiu a visita de admiradores de diversas partes do Estado, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal.

As noites geladas não impediram a gauchada de conferir e vibrar com as 16 músicas concorrentes. Estimado em 1,8 mil pessoas, o público prestigiou as composições locais e participou ativamente da disputa demonstrando a valorização e o apreço ao nativismo.


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Público lotou o Ginásio D. Pedro I.

Créditos: Arquivo Assessoria de Imprensa Prefeitura Municipal


CURTAS:

  • Oliveiras: O governo do Estado criou dois grupos de trabalho, um de produção e outro de industrialização, para incentivar o cultivo de oliveiras no RS. A proposta surgiu após um encontro na secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa), no início da segunda quinzena do mês, com a participação de produtores, do Ministério da Agricultura (Mapa), secretaria da Fazenda, Assembléia Legislativa, Prefeitura de Caçapava do Sul, Emater-RS, Embrapa, Fepagro, UFRGS, Sebrae-RS, Caixa RS e da Câmara de Comércio Brasil/Portugal. Ficou acertado que, no mês de julho, os dois grupos se reunirão em Pelotas para uma nova troca de informações.
  • Calcário: A secretaria municipal de Agricultura e Pecuária de Cachoeira do Sul comunica aos produtores rurais que estão reabertas as inscrições para distribuição de calcário. Estão disponíveis 150 toneladas. O reembolso pode ser feito em até 12 meses, e os produtores podem solicitar até cinco toneladas de calcário cada. Mais informações pelo telefone (51) 3724-6104.Soja: A 36ª Reunião de Pesquisa de Soja da Região Sul está programada para ocorrer de 29 a 31 de julho, na sede da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), em Porto Alegre. Mais informações pelo telefone (51) 3288-8036.
  • Lançamento: No dia 02 de agosto acontece o jantar de lançamento da 34ª Exposição Feira Agropecuária Regional de São Sepé e Vila Nova do Sul. Na oportunidade, serão eleitas as soberanas do evento. O jantar será realizado na Sociedade Esportiva e Recreativa.

OPINIÃO:

S10 é preferência entre criadores e produtores


O agronegócio vem movimentando a economia e parece trazer bons frutos em outros setores. Quem comenta o assunto é Milton Torbitz, supervisor da Rede Nicola Veículos. Ele conta que há pouco tempo atrás, criar cavalo crioulo, por exemplo, era um hobby. “Hoje é um negócio de profissionais e que gera empregos e circulação de dinheiro”, argumenta. A empresa, que comemora 31 anos no dia 15 de agosto, também tem uma relação direta com o agropecuarista. “Trabalhamos com uma linha muito ampla de veículos e os produtores têm descontos especiais através da Chevrolet”, conta Torbitz.

Segundo o supervisor, um dos veículos da sua ampla linha caiu no gosto dos criadores e produtores rurais. Trata-se das Pick-ups S10. “Os produtores buscam um veículo versátil e com muita resistência. E, para cumprir esses quesitos nada se compara a uma S10”. Conforme Trobitz, muitos criadores usam reboques para transportar seus animais e a S10 entra nesse cenário como a parceira ideal. “O custo beneficio é vantajoso e a tração 4X4 da S10 brasileira é a melhor e a mais prática do mundo”, resume ele.


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Créditos: Divulgação


Atendimento de qualidade faz a diferença


A agricultura tem um efeito multiplicador. Ela consegue alavancar o crescimento de outros segmentos importantes da economia, como o comércio e a prestação de serviços. A informação é de Fernando Bellé, proprietário da Bellé CIA Ltda. “Todo tipo de riqueza brota do chão”, simplifica ele. Para o empresário, que atende toda a região central e fronteira, a gama de clientes do setor é grande. Bellé trabalha com uma completa linha de escapamentos, importados e nacionais, acessórios, reboques para carro e cavalos, engates e protetor Carter, entre outros produtos. Todos com alto índice de procura por pessoas direta e indiretamente envolvidas com o agronegócio. “Quando o agronegócio vai bem, a minha e outras empresas também seguem a tendência”, relaciona ele.

Natural de Júlio de Castilhos, Bellé conta que pessoalmente também tem relação com o setor. “Meu pai lidava com a lavoura”, revela. E, para bem receber esse público e o urbano, o administrador de empresas tem um segredo: o atendimento. Prova disso é o movimento fiel na nova sede das Surdinas Bellé em Santa Maria. “Mudamos e agora oferecemos um novo ambiente. Os clientes continuam fiéis”. A Surdinas Bellé fica na Avenida Medianeira, nº 1844.


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Créditos: Divulgação


Atualidade

O girassol e a canola avançam como alternativas rentáveis


Com taxas de crescimento expressivas nos últimos nove anos no Brasil, as lavouras de girassol e canola avançam como alternativa rentável na rotação das lavouras principais da propriedade, como milho, soja e trigo. A informação é de Levy Falcão, sócio-diretor da SZ Sementes. Segundo o empresário, a previsão para as próximas safras é de que a área plantada com as duas culturas seja bem maior, podendo chegar a 500 mil hectares. “O investimento se justifica principalmente pelo aumento do consumo de biodiesel no país e o uso crescente de óleos vegetais mais saudáveis na alimentação das famílias brasileiras”, comenta Falcão.

Ele revela que apesar de serem pouco conhecidas entre os produtores brasileiros, as duas culturas têm agradado especialistas e agricultores. “As vantagens são muitas. Elas têm alto teor de óleo nas sementes”, argumenta o empresário. Além do alto percentual de óleo, as qualidades nutricionais em relação à soja são um atrativo extra às indústrias de alimentos. A canola, conforme o sócio-diretor da SZ Sementes, possibilita a extração do óleo com menor teor de gordura saturada entre todos os óleos vegetais, além de ter elevada quantidade de ômega-3 e vitamina E. Outro ponto importante é que o farelo que sobra da extração do óleo tem entre 34% e 38% de proteínas e, por isso, é altamente indicado como suplemento na formulação de rações para animais. E, além dessas características, o preço internacional tem estimulado os produtores do País.


A SZ RECOMENDA: Após a colheita de trigo, a SZ indica investimento na plantação de milho, soja e arroz. “Embora com custos altos de produção, esse plantio pode trazer boa perspectiva para manter o agricultor naquilo que ele sabe fazer muito bem, que é produzir grãos”, finaliza Falcão. As variedades de sementes certificadas disponibilizadas pela empresa no período são:

SOJA: CD 214 RR, CD 226 RR, CD 219 RR, BRS 246 RR, FUNDACEP 59 RR ARROZ: IRGA 417 e IRGA 422 CL.


  • RETORNO ECONÔMICO: As culturas de verão são as que mais têm propiciado retorno econômico. Por outro lado, as culturas de inverno não vinham sendo devidamente valorizadas, principalmente em relação à sua comercialização. Contudo, Falcão ressalta que com o advento do plantio direto, as culturas não podem ser vistas separadamente. “Elas passar a ser vistas na forma de sistemas de produção de grãos ou de rotação de culturas”, revela.
  • CONSELHO TÉCNICO: Para a região central, Falcão recomenda sistemas de produção como trigo/soja, azevém/soja, aveia preta/soja, cevada/soja, girassol/soja e linho/soja. Conforme o empresário, existe também a possibilidade de se utilizar sistemas mistos (lavoura + Pecuária). “Este sistema é rentável e oferece menos riscos ao produtor”, resume. O plantio de gramíneas e de leguminosas de inverno, isoladamente ou em misturas, bem como trevos para cobertura de solo e para pastejo, também é uma alternativa econômica.
  • EM ALTA, A ROTAÇÃO DE CULTURAS E O TRIGO: Falcão conta que a rotação de culturas deve ser ressaltada pela importância para a preservação do solo e o trigo por ser uma das melhores opções no inverno. “Além de ser rentável, proporciona boa cobertura de solo, fornecimento de matéria orgânica, rotação de herbicidas e adubação para a próxima cultura de verão. Somos otimistas com o trigo. Acreditamos em um boa produção e preços bons”, simplifica ele.


Quando o cenário rural vai bem, os demais setores da economia agradecem

Agro GRANDE negócio: De acordo com a Emater/RS-Ascar, o plantio do trigo chegou no início do mês aos 30% da área, apesar do tempo instável e da ocorrência de chuvas durante o período. Conforme o levantamento, a umidade presente no solo tem sido suficiente para uma boa germinação das sementes lançadas. O clima, contudo, limitou o trabalho de colheita do feijão, que evoluiu apenas 6%, chegando aos 91% da área estimada inicialmente. Os 9% que restam não deverão mais influenciar no montante final da safrinha. A comercialização permanece aquecida, mantendo a tendência de alta das últimas semanas. A safra de milho 07/08 se aproxima do final, restando 18% das lavouras em estado de maturação completa. A safra de arroz segue em processo de comercialização com preços em alta.

Quem espera que todo esse cenário continue a representar um grande negócio, é Marco Aurélio Ramos. Sócio-proprietário da Comeg – Comércio de Peças Agrícolas, Ramos revela que com a elevação dos preços mínimos, os negócios para os segmentos do setor rural crescem. Mas o empresário anuncia que o produtor precisa estar seguro para enfrentar todo tipo de cenário: “O rendimento do maquinário é diretamente proporcional à manutenção”. Ramos diz que o produtor que atenta para a utilização de peças de qualidade, faz uma revisão constante em seus equipamentos e que busca orientação técnica já está no caminho da produtividade e da lucratividade.

Compartilhando do mesmo posicionamento, Nilo de Souza Ourique, sócio-proprietário da Nilo Imóveis Rurais, relata que a tendência do mercado rural é passar por uma valorização em função do aumento populacional mundial e do uso de áreas para combustíveis alternativos. “Aconselho que os investidores rurais que estão na dúvida, façam logo o investimento, pois a tendência é uma super valorização dessas áreas”. O empresário recomenda áreas produtivas e bem localizadas logisticamente, mesmo que para isso se pague um pouco mais.


Geral

Renda Agrícola 2008 está projetada em R$153,4 bilhões


De acordo com o levantamento mensal da renda agrícola elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) , do Ministério da Agricultura. Pecuária e Abastecimento (Mapa), a renda dos principais produtos agrícolas, estimada em R$153,4 bilhões para 2008, corresponde a 0,69% a mais que o previsto em maio deste ano e 17,9% superior à renda de 2007. Entre as culturas de maior destaque estão a soja, com renda projetada em R$43,2 bilhões, e o milho com R$25,9 bilhões. Em relação à cana-de-açúcar, a projeção é de R$18,8 bilhões. Conforme a coordenadoria de Planejamento Estratégico do Mapa, o valor do desempenho da agricultura sinaliza ao mercado o comportamento e a tendência das commodities. O levantamento também informa que algumas culturas deverão apresentar redução de renda, como a uva, com queda de 48% em relação ao resultado alcançado em 2007; pimenta-do-reino, 27,2%; tomate 22,4%; algodão herbáceo 8,8% e: mandioca com 2,4%. O cálculo da renda agrícola é feito por meio da multiplicação do volume de produção da safra agrícola, pelo preço recebido pelos produtores nas principais praças do País. O valor real da renda, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP - DI), da Fundação Getúlio Vargas.


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A soja está entre as culturas de maior destaque.

Créditos: Divulgação


País pode exportar carne "in natura" para os cubanos

O ministério da Agricultura informou que uma equipe de técnicos do governo cubano virá ao Brasil, no inicio de julho, para avaliar o sistema de produção e controle de produtos de origem animal. Segundo a secretaria de Defesa Agropecuária do ministério, a partir desta missão, Cuba poderá habilitar frigoríficos brasileiros para a venda de carne bovina in natura resfriada e congelada. Na primeira quinzena de julho, os cubanos passarão pelos estados de Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e também Rio Grande do Sul. Até maio deste ano, o Brasil já exportou para Cuba US$21,0 milhões de carne bovina processada, carne de aves e suína, o que representa um aumento de 18,36% em relação ao volume comercializado em 2007, de US$18,5 milhões. Segundo o ministério, a intensão de visita é, tambpen, conhecer in loco o combate à febre aftosa.


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Créditos: Divulgação

Ambiente & Qualidade

Sacolas Retornáveis: O meio ambiente agradece

A Rede Vivo, rede de supermercados do Grupo Libraga Brandão, que ocupa a 5ª posição no ranking gaúcho de supermercados, segundo pesquisa da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), completou neste mês, 8 meses distribuindo a sacola retornável. As vantagens do produto, disponibilizado aos clientes de forma gratuita, vão muito além do fato de ser retornável.

Produzida a partir da ráfia, uma fibra da palmeira, também utilizada para a tecelagem, a sacola retornável é o carro-chefe das ações de preservação do meio ambiente propostas pela empresa. A idéia foi do diretor, Jairo Libraga. “Ele viu na utilização da ráfia um diferencial para as nossas sacolas”, resume o gerente de tecnologia da informação e marketing da Rede Vivo, Bráulio Freitas. Ele conta que o material tem grande resistência e baixo custo na confecção.

Segundo o gerente, o principal objetivo é a diminuição na distribuição de sacolas plásticas comuns e a conseqüente contribuição ambiental e social. Além da preocupação em minimizar os impactos ambientais, a iniciativa promove a ressocialização de apenados. Nos presídios de Santa Maria, Santiago, São Gabriel e Jaguari, todos no interior do RS, a ação beneficia diretamente mais de 100 presos que produzem as sacolas.

A empresa apresentou a ação no Fórum de Responsabilidade Ambiental da AGAS, no último da 11. E, de acordo com Freitas, teve grande projeção. “Apresentamos o case e, no dia seguinte, o e-mail estava cheio de mensagens elogiando a iniciativa ou solicitando mais informações”, comenta. A sacola retornável é distribuída em todos os municípios onde a Rede Vivo está presente: na região da Fronteira-Oeste, Missões, Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari e Centro do Estado. Já foram distribuídas, desde o lançamento do projeto, 500 mil sacolas. A meta até o final do primeiro ano, é chegar na ordem de 1 milhão de sacolas nas mãos dos consumidores.

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A meta é chegar na ordem de 1 milhão de sacolas nas mãos dos consumidores.

Créditos: Divulgação


ATENÇÃO – Como fechamento da primeira fase da ação, no dia 28 será sorteado um automóvel zero km entre os clientes que retornaram com a sacola no período da campanha. “Em outubro, mês de aniversário da Rede Vivo, será lançada outra campanha de incentivo, com um prêmio ainda mais cobiçado”, anuncia o gerente.


Sindicato Rural conquista Troféu Bronze no Prêmio Qualidade RS

O Sindicato Rural de Tupanciretã, Jari e Quevedos recebeu, no início do mês, a visita de examinadores do Prêmio Qualidade RS concorrendo ao nível 2, troféu bronze. E, todo o processo de implantação de gestão, focado na qualidade, pelo qual o sindicato vem se adequando valeu à pena. A entidade levou o bronze. De acordo com Belquer Ubirajara da Silva Lopes, presidente da entidade, o reconhecimento é apenas um sinal de continuidade e aperfeiçoamento dos objetivos que visam o progresso. “A adoção da qualidade é continua e o caminho almejado é o da excelência”, resume ele.

O presidente revela que a entidade aderiu ao Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) no ano de 2004, participando dos sistemas de avaliações e, em 2007 do Qualidade RS, quando conquistou a medalha de bronze, nível 1. Ele conta que a idéia de ingresso no programa foi de um produtor que faz parte da diretoria e, que de lá para cá o sindicato passou por uma série de implementações. “As orientações do programa fizeram com que a entidade passasse a trabalhar de forma estratégica, com missão, valores e objetivos definidos, tudo a partir de um planejamento. E os benefícios são gerais. Vão da diretoria, aos colaboradores e associados”, enfatiza.

O PGQP começou a estruturar as suas bases em 1992, com o intuito de descobrir como melhorar os produtos e serviços, economizar tempo e otimizar recursos no Estado. Na época, já existia no Brasil o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP). A iniciativa alavancou um avanço significativo no desenvolvimento e crescimento do parque produtivo nacional até que, no Rio Grande do Sul, a parceria entre o setor público e a iniciativa privada permitiu a divulgação da filosofia e dos princípios da qualidade de forma democrática.


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O presidente do sindicato, Belquer Ubirajara da Silva Lopes, recebendo o prêmio em 2007.

Créditos: Divulgação

Cooperação

Ascoop fortalece o conceito de união em Cachoeira do Sul


O cooperativismo evoluiu e conquistou um espaço próprio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social. Em Cachoeira do Sul o conceito é forte e, a Associação das Cooperativas de Cachoeira do Sul (Ascoop) enfatiza a importância da união para o crescimento de novas frentes de negócio.

De acordo com o José Benemídio de Almeida, presidente da Ascoop, a cooperação, no contexto da economia e da sociologia, é uma relação de ajuda entre indivíduos e/ou entidades, com o fim de alcançar objetivos comuns. Ele conta que a gestão tem apostado na divulgação de seus associados e que a imagem conquistada no município revela esse perfil de união entre os mesmos.

Um exemplo recente foi a participação da Ascoop na 15ª Feira Nacional do Arroz (Fenarroz). O evento, que aconteceu em Cachoeira, entre os dias 24 de maio e 01 de junho, consagrou esse espírito. “As expectativas foram todas alcançadas. Quatro cooperativas compuseram o espaço da associação e todas elas ganharam em investimento e divulgação”, salienta Almeida, também presidente da Cooperativa de Eletrificação Centro Jacuí (Celetro) e vice-presidente institucional da Fenarroz.

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Celetro, Coriscal, Sicredi e Unimed participaram da 15ª Fenarroz.

Créditos: Andrewes Pozeczek Koltermann


CELETRO – No evento em que a Ascoop brilhou, a Celetro oportunizou uma confraternização no Galpão Crioulo Meu Pago do CTG José Bonifácio Gomes. Na oportunidade, além de parabenizar a comitiva da 15ª Fenarroz pelo sucesso do evento, Almeida salientou a importância do crescimento e da evolução significativa por que passa a Celetro constantemente. Hoje a cooperativa tem cerca de 20 mil associados, beneficia 27 municípios, tem um faturamento médio mensal de R$ 2 milhões e opera com 160 funcionários.


Preços

A pergunta que não quer calar: Até quando irão os saltos sucessivos nos preços dos fertilizantes?

A superintendência técnica da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou, no início do mês, que o impacto da alta dos fertilizantes será percebido de fato somente na próxima safra. A superintendência enfatiza que os adubos são os principais responsáveis pelo aumento nos custos de produção, que compromete a renda mesmo com os preços dos produtos agrícolas pressionados para cima.

Atualmente, o Brasil importa mais de 70% do total de fertilizantes usado nas lavouras. Ricardo Cotta, o superintendente técnico, afirmou no informativo que a situação é grave, mas ressaltou que a deficiência na oferta não será resolvida de imediato. Como os investimentos, além de altos, levam tempo para darem retorno, Ricardo Cotta avaliou que os preços dos fertilizantes devem se manter altos por mais dois ou três anos.

Enquanto isso, os produtores se perguntam aonde vão parar esses preços. Para responder perguntas como essa, o Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargs) convidou, recentemente, o economista Alexandre Mendonça de Barros, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, para esclarecer o assunto. Na oportunidade, ele apontou que realmente será demorado o equilíbrio. Mendonça acredita que este, entre a oferta e a procura no segmento de fertilizantes, só vai se dar em 2010.


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Atualmente, o Brasil importa mais de 70% do total de fertilizantes usado nas lavouras.

Créditos: Divulgação


EXPLICAÇÃO – A demanda por fertilizantes aqueceu de forma histórica nos últimos dois anos, enquanto a oferta de matéria-prima manteve-se estática. Isso porque os adubos fosfatados e potássicos são extraídos de minas encravadas em poucas reservas e localizadas em raros países. Para abrir novas minas, se fazem necessários investimentos muito altos. Já em relação aos adubos nitrogenados, os preços estão relacionados à cotação do petróleo.