Não se sabe ao certo quando, mas em meados da década de 90, começaram a surgir os primeiros blogueiros do mundo. O mais conhecido deles, talvez por ser o criador do termo “web log”, que, compactado, virou o “blog”, é um cabeludo chamado Jorn Barger. Em 1997, criou o site Robot Wisdom, que trazia comentários e links selecionados por ele, divididos em seções como arte, ciência, história.

De lá (e até mesmo antes) pra cá, muita coisa evoluiu no mundo da web, inclusive a paixão por blogs. Atualmente, o amor a este site pessoal não se resume apenas aos geeks (aqueles caras que ficam o dia inteiro na frente do computador ou do vídeo-game).

Em 2000, com a criação de sites que facilitassem a criação e o gerenciamento do recurso, a moda pegou. Ele deixou de ser apenas um ponto de encontro dos links mais interessantes para o seu organizador (que era sua função inicial). Ele se tornou diversas coisas. Alguns passaram a usá-lo como um diário. Outros fizeram dele uma espécie de coluna de jornal em versão eletrônica.

Hoje, empresas utilizam a ferramenta para divulgar eventos e novidades no setor, além de facilitar a interação com seus clientes. Fato é que a criação aos poucos foi se adaptando à democracia característica do blog atual. Seja misturando informações com preferências e opiniões, seja mesclando vídeo, foto, som e texto, seja contando detalhes do seu dia ou da cotação da bolsa de valores.

O blog tornou-se um recurso utilizado e lido por milhões de pessoas, de várias culturas, raças e credos. Pessoas que mostram a cara e outras que escondem quem são por trás dos textos. A opção de não expor sua verdadeira identidade amplia ainda mais o número de “blogueiros”, que podem se expressar de maneira mais livre, sem a preocupação de sofrer retaliações diretas. Outra característica bastante comum dos blogs é a possibilidade de escrever sobre os mais variados assuntos possíveis. Há tantos blogs quanto gostos, e isso não é problema. De rock’n roll à bossa nova, de comunistas a liberais, há espaço para todos exporem seus valores ao mundo.

Hoje, ser blogueiro é fazer parte de uma tribo, um grupo que procura novidades, que tem opinião e quer expô-las. Um espaço onde todos podem ser escritores e todos têm seu lugar, sem distinção. A democracia chega à internet, e o blog representa a queda do muro virtual, que restringia o número de formadores de opinião.

Para quem está começando agora a navegar no mundo dos blogs, nada melhor do que um dos primeiros blogueiros para dar umas dicas aos marinheiros de primeira viagem (http://www.wired.com/culture/lifestyle/news/2007/12/blog_advice).